Aggression, da Verse, completa 10 anos e ainda emociona

por em sexta-feira, 23 março 2018 em

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Bodas de algum metal ordinário para dizer que esse ano faz 10 anos de um grande disco do hardcore: “Aggression”, da Verse. E ainda continua no coração de quem ama essa banda. Mas antes, dando uma rápida olhada no presente não se sabe se a banda continua na ativa ou não. A gravadora deles, a Bridge Nine nunca divulgou a informação desde os últimos shows após o ano de 2013.

Saindo lá de Providence, do estado de Rhode Island, eles fizeram sucesso desde 2003, no EP Four Songs. Mas começaram uma ascensão vertiginosa com o disco From Anger and Rage, de 2006. O Aggression foi até então o álbum mais ambicioso do Verse. Músicas acompanhadas por guitarras melódicas e vocais cativantes do Sean Murphy, bateria que não para e entoa toda a explosão das canções. O disco abre com “The New Fury” e uma guitarra sozinha até a entrada das batidas e gritos que vem da alma indo para “Old Guards, “New Methods”. Tudo acelera um pouco e é hora dos moshs em fúria. Daquele jeito que só acontece no hardcore, onde de repente tudo vira uma montanha humana. “Suffering to Live, Scared of Love” e “Signals” são as críticas fodas sobre vidas vãs e a sociedade estúpida. Em termos de letra, já que de resto vai tudo bem obrigado, o ápice do disco são as três faixas “Story of a Free Man”, dividida em três capítulos e que conta a história de um cara que vive deslocado, inconformado e com medo de um mundo que ele não entende depois que seu pai perdeu a vida em uma guerra. Ver a maldade nas coisas e encontrar a redenção é o desfecho de história que pode ser vista em alguns momentos como uma alegoria, que ainda pode contar uma história hoje.

O Aggression trouxe além do impacto musical um impacto emocional muito grande para quem ouviu esse disco. Era possível se emocionar de verdade em um show novamente, com o conjunto todo de letra e sonoridade agressiva do hardcore. Eles não trouxeram nada de muito novo, mas a excelência perdura até hoje.