Festival DoSol 2018: Sinta A Liga Crew

por em quarta-feira, 21 novembro 2018 em

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A Sinta A Liga Crew vem de João Pessoa mostrar a força do rap/hip hop feminino no Festival DoSol. O show dialoga com o feminino e o feminista em letras sem rodeios. Batemos um papo com Kalyne Lima.

O rap/hip hop cresce bastante no NE e principalmente a participação feminina. Como vocês se encaixam na produção paraibana? Ainda há muita resistência?

O Sinta A Liga Crew existe a pouco mais de dois anos, porém todo mundo já tinha uma trajetória no hip hop, tem gente na banda que vem desde o inicio do surgimento das mulheres na cena do rap, então a gente meio que vive a história ao tempo em que a escreve. Com certeza, dentro do hip hop há uma certa resistência, mas isso tem sido desconstruído a partir do que estamos apresentando como resultado do nosso trabalho, estamos focadas em apresentar uma produção que não pode ser ignorada e isso têm dado certo.

O governo paraibano sempre teve preocupação com a cultura, a meu ver mais que aqui em Natal e no RN. Como vocês veem as políticas de incentivo a cultura e já conseguiram se encaixar em algum edital?

Essa é uma percepção superficial. De fato há todo um histórico de fomento a ser reconhecido, mas são ciclos que oscilam, já tivemos muito mais fomento anteriormente, não só ao hip hop mas a toda produção cultural local. A Paraíba é um celeiro e tem resistido através de sua produção. Sobre editais de incentivo a cultura, aprovamos um Festival de Mulheres chamado CAMPO MINADO: FESTIVAL HIP HOP DELAS, foi o primeiro desse tipo realizado na Paraíba e envolvendo mulheres de outras regiões do país, um festival protagonizado por mulheres, foi aprovado pelo Fundo de Incentivo a Cultura Municipal.

O que podemos esperar desse show no DoSol?

Estamos com um novo formato de show, mais compacto, trazendo a mesma força e postura contundente das letras politicas e das não tão politizadas, mas carregadas de referências feministas e femininas. Optamos por uma estrutura que nos permite circular com mais facilidade e assim, focar mais na nossa música, o elemento mais presente no projeto. As produções são todas autorais e vamos levar para o DoSol um repertório composto por dois EPs: Campo Minado e L4mb3. Onde abordamos um pouco dessa trajetória feminina em suas lutas sociais, mas também a presença do amor nesse percusso. Guirraiz assina todos os beats que são potentes e dinamizam a apresentação.

Foto: Marcelo Rodrigues