Corredor Polonês, da Patife Band, completa 30 anos com cara de novo

por em quinta-feira, 18 maio 2017 em

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Em 1987, a Patife Band lançou Corredor Polonês, seu único álbum (descontando um EP homônimo em 1985 e um ao vivo em 2003). Trinta anos depois,  a banda continua na ativa e o disco, ainda é atual. Os temas variados que vão do amor a vida do trabalhador, quase tudo em poemas minimalistas, mas que exprimem bem a realidade que não mudou em três décadas. Pior ainda nos dias atuais, quando os direitos são reduzidos por gente que lucra destruindo a vida dos outros.

A Patife Band foi cria da cabeça inquieta de Paulo Barnabé (irmão de Arrigo), que tomou corpo após as primeiras composições com o irmão e montagens teatrais ainda em 1983. A banda deu vazão a composições ímpares e atemporais que tinham a pegada punk e pós-punk com influências de jazz, rock, samba e tudo que coubesse. Mas essencialmente letra e música andam juntas de modo a incomodar, muito disso fruto do contato com Inocentes, Ratos, Cólera, Olho Seco e Excomungados (responsáveis pela música “Vida de Operário”). Devido ao estilo incomum, que hoje muitos chamariam de experimental, foram parte do movimento Vanguarda Paulista.

A música permeia a carreira de Paulo seja com os discos, curadoria, tocando e compondo com o irmão, fazendo trilha para cinema ou  teatro, como no início da carreira. Paulo, que antes assumia os vocais da Patife Band, hoje está na bateria e mantém a intenção de gravar um novo disco. Com formação mais enxuta em trio, segue fazendo shows com o nome Paulo Barnabé e Patife Band. Enquanto o disco novo não vêm, o Corredor Polonês segue atual 30 anos depois, inclusive com músicas regravadas por Pato Fu e Ratos de Porão.