MADA 2018: Oto Gris

por em terça-feira, 9 outubro 2018 em

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O MADA acontece nos dias 12 e 13 de Outubro. Continuando a série de pequenas entrevistas com algumas bandas que não são headliners, mas tem reconhecimento pelos trabalhos lançados e que fizeram elas chegarem ao festival, batemos um papo com a Oto Gris.

Apesar de muito se falar em Recife e Bahia (Natal entrou na rota da imprensa musical também faz um tempo) Fortaleza tem bandas boas e diversificadas. O que vocês indicam daí?

Davi Serrano: Dos mais recentes que a gente pira tem o Daniel Medina, Soledad, Ilya, Astronauta Marinho, Clau Aniz, Miss Jane, Casa de Velho, Procurando Kalu. Tem a galera do rap Don L., Erivan e os Produtos do Morro, tem muita gente criando. Fortaleza está fervendo e surgem artistas novos e interessantes toda hora. Vemos isso acontecer também em outras cidades, como você citou.

A banda é relativamente nova, como vocês se inserem na cena local?

Em São Paulo, fomos abraçados por outros artistas e produtores (Klaus Sena, Saulo Duarte, Ana Azeredo, Daniel Groove, João Leão, Igor Caracas), gravamos o primeiro álbum e a partir daí fomos e vamos criando nosso caminho. Temos lançamentos de sons e vídeos inéditos até o fim do ano e com certeza ainda temos muito mais para mostrar. Vamos encontrando os nossos espaços da nossa maneira.

A sonoridade de vocês tem um tom intimista/pop. O show vem nessa pegada ou vocês preparam algo diferente?

Tocar pela primeira vez em Natal e comemorar 20 anos de MADA será muito especial pra nós, então foi muito legal montar a apresentação. Mas sempre damos algo novo a cada show, mudando arranjos e reorganizando momentos. O show sempre acaba sendo mais energizado e imprevisível, uma experiência complementar às gravações, nunca tal e qual. Gravar e tocar ao vivo são loucuras bem distintas pra nós e curtimos aproveitar os potenciais dos dois processos.

O que vocês esperam do festival e do que ele pode trazer a banda?

Visibilidade, o alcance do nosso trabalho, dar a chance para as pessoas conhecerem nosso trabalho. Como todo bom festival, o MADA exerce e banca a parte da curadoria, apostando em bandas novas. É respeitável e ficamos muito felizes que eles abraçaram a nossa proposta, com certeza será um show inesquecível.