Festival DoSol 2018: Metá Metá

por em quarta-feira, 21 novembro 2018 em

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Seguimos o papo com bandas e artistas que se apresentam no Festival DoSol no próximo fim de semana. Batemos um papo om Juçara Marçal, uma das melhores cantoras do Brasil. Ela faz parte do Metá Metá, uma das atrações mais aguardadas do evento.

Primeira vez de vocês aqui em Natal e já com uma produção imensa, seja nas carreiras solo como com a Metá Metá. O show deve abranger toda a produção?

O show vai apresentar um apanhado dos nossos trabalhos todos. Músicas dos 3 discos e dos 3 EPs. A ideia é fazer um show bem pulsante para essa nossa primeira vez no Rio Grande do Norte.

Vocês tem uma abordagem da música/cultura negra muito forte, o que norteia os trabalhos é isso mesmo? Como se dá a produção?

O que norteia e sempre norteou nosso trabalho é a nossa vivência. O que aparece de cultura negra (referências das religiões de matriz africanas), aparece porque faz parte da nossa vida. Assim, no momento de se juntar pra compor, as referências dos três, em total identificação, se misturam para a criação dos arranjos e sonoridades dos discos e dos shows.

Como essa vivência vai se processar nos dias que virão, que não parecem bons em nenhum aspecto já que a censura e perseguição ao que é diferente deve guiar o novo governo?

Na base da resistência. Como aliás, sempre fizemos, Hugo. Talvez fique ainda mais difícil, mas não é nada que já não conheçamos. Importante demais lugares como o Miragem em João Pessoa, festivais como o DoSol em Natal… como o Serasgum em Belém. E tantos outros projetos e pessoas que unem forças pra gente conseguir resistir, e resistir fazendo arte, movimentando a cultura.

Foto: Fernando Eduardo