O pop ainda cabe no coração

por em quarta-feira, 7 março 2018 em

LinkedIn

O pop que tem feito minha cabeça, e já tem um tempo, é a tal nova mpb e rap/hip hop. Faz tempo que algo pop vindo do rock não bate de primeira. Melvin & os Inoxidáveis bateu. O EP homônimo de estreia conta com cinco músicas que remetem a muita coisa. Curiosamente a música que me fez ficar ligado não foi a primeira música. Como baixei o disco a primeira que ouvi foi “Obrigado, Ringo”, a última. Mas se fosse a primeira também teria feito o mesmo estrago.

“Obrigado, Ringo” remeteu de imediato a Jovem Guarda e o começo da Autoramas. A primeira, que é “Mil vezes mais”, segue a mesma linha grudenta dançante e lembrou anos 80. O disco é redondo em todos os sentidos. Dançante, romântico, com bom vocal de Melvin e o quarteto produzindo hits como se via alguns anos atrás. Lembrei também do Los Hermanos (não joguem pedras).

Melvin Ribeiro pode parecer (e deve ser) desconhecido para a maioria do Brasil, mas é uma figura onipresente no Rio de Janeiro e que já passou por Los Hermanos, Acabou La Tequila, Autoramas, Carbona (é membro fundador) Cabeça, Funk Fuckers, Leela e muitas outras. Melvin chegou aos mil shows! Então é natural que a nova banda seja uma influência sonora direta das outras que ele fez parte.

O EP segue com “Coração Zumbi”, na mesma pegada dançante com cara de surf music e toques de reggae. As praias do RJ servem de cenários perfeitos pra qualquer música. “Más o menos Bien” é a cara do pop rock argentino. Me lembrou o show da Attack 77 quase 20 anos atrás no AbrilProRock onde até cover da Legião Urbana rolou.

As letras tratam do dia a dia, de relacionamentos e sentimentos, de curtição, da vida como ela é. O disco é prato cheio pra quem gosta de rock dos anos 80 com um toque dos anos 2000. Um pop redondo sem um riff fora do lugar. Simples, dançante e eficiente.