Cold Dark Place exorciza de vez o mal presente em Emperor of Sand

por em segunda-feira, 2 outubro 2017 em

Mastodon. Foto: divulgação
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Esse ano foi produtivo para o Mastodon. Depois de lançar o disco Emperor of Sand também soltou mais um material novo, o EP Cold Dark Place, que foi pensado unicamente pelo Brent Hinds. Depois do Emperor of Sand contar em sua forma conceitual, sobre a luta contra o câncer que os parentes de diferentes membros da banda vinham sofrendo, ainda existia uma escuridão fria e triste para ser posta para fora, e veio através de todas as palhetadas tristes desse EP.

O Cold Dark Place transita entre coisas já experimentadas pelo Mastodon, isso fica bem evidente na primeira faixa, a “North Side Star” que se conecta muito bem com a “The Czar” do disco Crack the Skye de 2009. Contudo ela tem uma abertura mais folk e seguida de uma melodia melancólica. A faixa seguinte, “Blue Walsh”, tem os vocais que são mais suaves. Brann Dailor também trabalha com maestria na bateria dessa música, onde consegue com profundidade dar um aspecto psicodélico para a música sem fugir em momento algum da proposta que é apresentada na primeira faixa. Destaque para o arranjo de vozes. A terceira música do EP também foi a que apareceu antes de todas as outras como uma forma de divulgar o lançamento que estava por vir. “Toe to Toes” continua dentro da intenção tristonha e vem para ser uma das músicas mais diferentes que o Mastodon já fez, desponta do trabalho. Os vocais de Troy são uma das pequenas coisas que se repetem, mas quando passa para Brent a música se torna majestosa. A última faixa do EP é a “Cold Dark Place” contendo coisas que já foram experimentadas antes é a música que tem a participação mais significativa de Bill Kelliher.

Apesar de ser composto com a intenção de ser um projeto solo, o Mastodon se juntou, gravou as músicas compostas pelo Brent Hinds e lançou elas sob o nome da banda, o que talvez tenha adicionado pequenos detalhes que só a contribuição dos outros membros poderia ter posto e isso deu uma totalidade ao trabalho que tenha agradado muito mais os fãs. Se não for um caminho para se seguir, que pelo menos se repita futuramente em outro EP e se for o caso, em uma inspiração não tão triste para se compor. Fora que rompendo um pouco as estruturas de como as coisas são feitas dentro da banda um feedback positivo pode sim trazer de volta composições mais parecidas com os trabalhos antigos que fizeram a banda grande como ela é hoje.