Novo disco do Hutt, Apocalipster, destroça o que tiver pela frente em 26 minutos

por em segunda-feira, 5 março 2018 em

Hutt 2
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Uma das mais influentes bandas do grindcore nacional, a Hutt, lançou ainda no final de 2017 pela Black Hole Productions seu mais recente disco intitulado Apocalipster. Com 25 faixas e pouco mais de 26 minutos o álbum se mostra uma metralhadora certeira de músicas rápidas, sujas e nervosas, porém nem um pouco repetitivas.

A mistura, sempre bem dosada, entre técnica e brutalidade junto a uma produção impecável, trouxe como resultado um disco com músicas que transitam pelo grindcore sem soar repetitivo ou enfadonho. Apocalipster foi gravado e mixado no Da Tribo, por Ciero e André Stuchi, com masterização de William Blackmoon, que conseguiram deixar tudo audível, sem tirar nada da agressividade, do extremismo e da sujeira necessárias ao estilo desempenhado pela banda.

Outro destaque vai para a arte do disco, que leva uma concepção gráfica seguindo a linha de HQ (retirada das revistas Calafrio Edição de Colecionador 1989, Mestres do Terror 53, Almanaque de Histórias Satânicas e Cripta do Terror edições 1, 2 e 3) e corrobora com a estética da banda que comumente aborda a temática do Horror. Já as músicas seguem uma linha irônica e crítica com um humor ácido, vide “Tiro e Teco”, “Faniquito Sorumbático”, “Serão os Esquimós Índios em Iglus” e “Desempregrind”, sempre altamente rápidas e com vocais vociferados como deve ser o bom grindcore.

Enfim após sete anos do seu último disco, Monstruário (2011), a Hutt lançou o seu terceiro álbum cheio nos seus 17 anos de história, mostrando porque é um dos nomes mais reconhecidos do Grindcore nacional. Com duração que não chega a 1 minuto conseguem trazer músicas (inti-músicas) que alguns grupos não conseguem em 15 minutos de som. Sem dúvidas um dos melhores discos extremos de 2017/2018.