Direto da Redação #7: Pense, Mad Grinder, Ghost, Bugs & mais

por em quinta-feira, 7 junho 2018 em

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Direto da redação #7 com 7 discos que ouvimos na redação em Maio. Como sempre a diversidade impera e os sons passeiam do rock até o grunge passando por doom.

Aperte o play.

pense

PenseRealidade, Vida e Fé

No último dia 25 de maio os mineiros da Pense lançaram seu terceiro disco de estúdio intitulado Realidade, Vida e Fé. O álbum segue a linha de letras que provocam reflexão abordando assuntos que passam pelo cotidiano, posturas, tanto pessoais quanto sociais… O instrumental permanece com a mesma qualidade de sempre, rápido, pesado e técnico. Ao todo são 11 faixas sendo a primeira uma introdução com uma citação de Eduardo Galeano. Mais uma pedrada desta que é uma das melhores bandas do hardcore nacional. (FA)

bugs

BugsBugs

Essa semana começou com a notícia do desaparecimento de Joab, batera do Bugs. Ele já foi encontrado e está sob cuidados. Isso me fez ir atrás de ouvir mais uma vez o disco de estreia do trio Paolo, Denilton e Joab. Um disco sem rótulos que passa por rock garageiro e psicodélico com um pouco de sujeira. Um clássico do rock potiguar. Destaques para “Náusea”, a faixa de abertura, com seu longo final instrumental e “Bella Kiss” que merece ser ouvida no máximo. (HM)

ghost

GhostPrequelle

Disco novo desses caras que causam terror nos mais católicos corações por onde passam. O Prequelle ficou excelente, uma evolução do Meliora e é um fácil candidato para um dos melhores do ano. Tobias Forge e companhia sempre trazem aquela teatralidade sombria, medonha que nunca pode ser maior que o som que vem todo moldado naquelas influências oitentistas de metal e doom com sintetizadores e vocais fáceis. (JP)

boris

Mad GrinderBoris

Diretamente das terras quentes de Mossoró, a Mad Grinder lançou durante o mês de maio o seu quinto trabalho de estúdio intitulado, Boris. O disco traz 11 músicas, em quase 47 minutos de uma sonoridade que flutua pelo Grunge, desert rock e Stoner. Este é também o primeiro trabalho de estúdio gravado com Vitória Bessa na bateria. Vale conferir o resultado. (FA)

bonnies

Os BonniesOs Bonnies

O álbum homônimo ficou conhecido como o Disco Azul. Bom de cabo a rabo mostrando a evolução da banda que fugia do rock básico e tradicional flertando com a psicodelia. Solidão, amor, lombras e diversão. É disso que fala o disco e era isso que o quarteto entregava nos shows. De lá pra cá só ficou a lembrança, já que a banda nunca mais tocou mesmo sem ter acabado oficialmente. Destaques para “Tomando Café” e “Minha Menina”. (HM)

trap them

Trap ThemSeizures in Barren Praise

Esse ano faz dez anos desse disco. Violência desmedida, pedrada na boca, chute no nariz e pisões na cabeça. Vinte cinco minutos de uma fúria transmitida em vocais, letras, guitarras e bateria. Riffs discerníveis e que instigam qualquer um que escute até o limite. Na época teve boas impressões e me arrisco a dizer que ainda é um dos melhores trabalhos do Trap Them, mesmo que o vocal de Ryan McKenney não pareça ser brutal o suficiente para o disco (mas incompreensível o suficiente para o gênero de grindcore/crust/punk), ainda é visceral e esmagador. É o que nos resta, abraçar os bons discos já que a banda se separou no ano passado. (JP)

at the gates

At the GatesTo Drink From the Night Itself

Tem gente que torce o nariz pra bandas de death metal melódico, mas esse pessoal é só reclamação e saudosismo mesmo. Já vi choro demais para o lado do At the Gates, mas também já vi opiniões se desmancharem quando alguém escuta o mítico “Slaughter of The Soul”. Trabalho primoroso nesse sexto álbum da banda, que traz até uma lembrança do In Flames no meio de tanto riff melódico. No geral é nostalgia. E tem até arranjo de violino, viu? (JP)