MADA 2018: Dingo Bells

por em sexta-feira, 5 outubro 2018 em

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O MADA acontece nos dias 12 e 13 de Outubro. Hoje começamos uma série de pequenas entrevistas com algumas bandas que não são headliners, mas tem reconhecimento pelos trabalhos lançados e que fizeram elas chegarem ao festival. Conheça a Dingo Bells.

O RS e Porto Alegre tem uma característica de boas bandas principalmente com pegada mais pesada. Como vocês estão inseridos na cena local? Existe um circuito de eventos ou bares?

Rodrigo Fischmann: Acredito que viemos de uma nova geração de artistas do sul que buscaram não se amarrar a nenhum gênero específico e principalmente se desfazer do rótulo “rock gaúcho”, que dominou fortemente o imaginário a respeito das bandas do sul nos anos 80 e 90. Podemos afirmar que temos uma grande relevância no cenário local, tendo um público fiel e cada vez maior. Porto Alegre já foi um grande polo de cultura, porém, atualmente, a cena artística luta para sobreviver através de iniciativas próprias. Nos últimos dois anos tem surgido alguns lugares bacanas que, boto aqui minha fé, vão aos poucos re-aquecer esse cenário. Mas dependemos de novos talentos e de olhares interessados do resto do país.

É a primeira vez da banda em Natal. Qual a expectativa pro festival e por conhecer a cidade?

A expectativa é bem grande, pois acompanhamos e ouvimos falar do MADA faz tempo. É um festival de respeito! Não sei se teremos muito tempo pra conhecer Natal, mas vamos dar um jeito. Mas o que posso dizer… vocês moram em um lugar onde as pessoas vão passar férias. Quer coisa melhor que isso?

No primeiro disco vocês já ganharam elogios pelo modo que unem as temáticas e a sonoridade pop mais intimista. Mas também se percebem outras influências sonoras. Como isso funciona no show? Mantém a pegada do disco ou existe um show diferente?

O show pra nós é o auge da manifestação do nosso trabalho. Entramos no palco pra cada show como se fosse o último e buscamos contagiar o público. Queremos que sejam conduzidos pela nossa viagem. Na sonoridade ao vivo, tentamos trazer a aura presente das gravações nos efeitos, nos timbres e nos arranjos de vozes. Diria que o show da Dingo Bells é a interpretação dos nossos dois discos com uma pitada generosa de adrenalina.

Foto: Izabela Milita