Dead Nomads: retornando ao rock

por em quinta-feira, 5 outubro 2017 em

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Como diria os antigos, o tempo não passa, quem passa somos nós. Depois de uma parada considerável em suas atividades, o quarteto Dead Nomads retoma suas ações com modificações significantes em seu line up e na sua sonoridade com o álbum Kiling Time, lançado em setembro último de forma independente. A veterana banda, existente desde os anos 90, é uma das mais experientes e queridas no cenário rocker paraibano.

Sobre o longo período de inatividade, o baixista Degner Queiroz explica: Desde o trabalho anterior, com o single Siga Adiante (2006) a banda diminuiu as produções e os shows. Nesse momento estava envolvido em outros projetos, e a banda se manteve com outra formação, foram anos bem difíceis, mas por questões pessoais de cada um, e a labuta do dia a dia com outras profissões, a banda ficou parada. E posso dizer que na região para viver de música é muito difícil. Ela nunca considerou seu término, ainda assim, os caras conseguiram tocar nesse período, sendo convidada a participar de festival super importante como o Ferrock em Brasília e também tocou no palco de um grande evento na Praia de Tambaú.

Alguns pontos mudaram nesse período, o que contribuiu para o amadurecimento da banda. Entre as quais uma formação consistente, uma nova abordagem sonora com musicalidade mais alternativa e a produção apurada e detalhada nas gravações do novo disco. É como se fizessem uma eliminação de partes surradas para fazerem uma nova roupagem, atualizada no discurso e no “punch” musical.

Acho que conseguimos de uma forma madura unir mais influências que antes. Principalmente juntando tudo que ouvimos desde o período do inicio da banda até hoje. Nós nos consideramos uma banda rock, e só. Estamos fazendo uma música mais livre de rótulos e preconceitos, pensando que aquilo nos faça bem e que possa transmitir isso aos outros também. E claro, isso reflete no que gostamos de ouvir hoje, proporcionado em nosso som atual, esclareceu Degner.

O disco teve uma produção caprichada – sob a direção do baixista Degner, do baterista Junior Punk e do produtor/músico Pedro Paulo Barros-, apresentando a banda com outra postura , bem diferente do típico hardcore californiano –  sua maior influência no começo de carreira -, mas com uma musicalidade vigorosa, riffs poderosos de guitarras e batidas mais cadenciadas. Mais rock, como alegam. Além disso, apresentam uma bela arte de capa – autoria do artista Igor Tadeu – e encarte primorosos. Evidente que tudo isso foi possível, com suporte técnico e financeiro devido sua produção ter sido aprovada pela lei de incentivo cultural estadual, conforme declara Degner: Foi de fundamental importância, até mesmo porque, a banda se sentiu revigorada e instigada a produzir cada vez mais. Nada disso teria acontecido se não fosse a Lei do Fundo de Incentivo Cultural Augusto dos Anjos da Secretaria de Cultura Estadual. Consequentemente tivemos a possibilidade de profissionalizar mais do que as produções anteriores  da banda, que foram totalmente independentes. Reconhecemos aqueles que viveram junto conosco esse trabalho, como o fotógrafo Rafael Passos, o produtor musical Pedro Paulo e o cartunista Igor Tadeu, sem esquecer a figura de Vilana Xavier, uma parceira maravilhosa, que vai dar um suporte audiovisual a banda. São pessoas que contribuíram e continuam contribuindo bastante para o resultado do disco Killing Time e da própria Dead Nomads como um todo.

A Dead Nomads tem mais de vinte anos de existência, passou por várias formações no seu line-up, sempre teve boa receptividade de público e agora reativada com nova proposta sonora. Reorganizamos a formação da banda, agora contamos com o experiente baterista e produtor musical Junior Punk, tem também a minha volta encarando velhos e novos desafios. Reencontramos os amigos Rubem Cacho e Marcel Bruno que mantiveram a chama da banda, confirma o baixista.

O retorno aos palcos e lançamento do disco foi realizado no final de setembro. Estão em fase de divulgação e agendamento de novos shows. Com 11 faixas, Kiling Time pode ser adquirido através do contato nas redes sociais da banda.

Foto: Rafael Passos