Medos ancestrais e cósmicos marcam o novo álbum da Conan

por em quinta-feira, 18 outubro 2018 em

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Disco novo de uma das bandas mais potentes do sludge: Conan. Cheia de referências a literatura fantástica tolkeniana ou de Sword and Sorcery – de R. E. Howard, como o próprio nome da banda sugere. Medos ancestrais e cósmicos entram pelos ouvidos e controlam nossos pensamentos e visões durante todo o disco. Pouco mais de trinta minutos de riffs pesados e vocais que se assemelham a gritos de guerra.

Antes do lançamento oficial do Existential Void Guardian quem segue a banda nas redes sociais viu o lançamento em Agosto do videoclipe “Volt Thrower”, pura referência ao filme animado em rotoscopia de 78 do Senhor dos Anéis. Com essa faixa já poderíamos saber como o novo disco viria: gigantescas pegadas brutais e sísmicas de sons.

Denso, simples, absurdamente pesado. É assim que o disco se apresenta pelo trio. Tudo rasteja, existe uma pegada rítmica forte na bateria que se quebra com os riffs bem debaixo dos nossos pés. Os vocais de Jon Davis ainda continuam pouco cantados e mais gritados, é uma marca registrada dele além das letras curtíssimas, como na faixa “Paincantation”, com fantásticas e sucintas quatro linhas. Claro, existem letras mais longas no disco, todas sempre falando sobre toda essa coisa da mitologia, de guerras e de batalhas.

O Conan tem sua identidade muito bem colocada. Ele sofre sempre alguma mudança entre um disco e outro, fosse novo integrante ou gravar em estúdio próprio totalmente no estilo “do it yourself”. Mesmo que trabalhando com tempos menores em comparação com o disco passado “Revengeance” e riffs mais complexos, ainda é notável a assinatura deles.

Algumas coisas como os vocais de Jon Davis junto dos de Chris Fielding devem sem dúvida continuar, foi uma das coisas mais notáveis em todo disco. O trabalho final é uma peça única em termos de som e toda estética, seja da arte ou da que a música constrói nas ideias. O melhor do doom ainda está pelas bandas do Reino Unido e o Conan sustenta isso.