Cinco discos pra sextar #2

por em sexta-feira, 21 setembro 2018 em

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Mais uma sexta e mais cinco discos pra embalar as horas até chegar aquele momento de libertação de abrir a ampola e aproveitar o fim de semana. Como sempre discos bem distintos entre si na produção brasileira que anda pesada.

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Edgar – Ultrassom

Nas dez músicas que integram o álbum, Edgar atira para vários lados com acertos e erros. As vezes o discurso se transforma em excesso, caberia diminuir para se fazer entender melhor. O disco não atende ao social, tão comum ao rap, de forma direta. Está de forma indireta falando sobre a natureza ou sobre comportamento humano em relação ao dias digitais atuais. Fique atento as bases de cada música que fazem a diferença da obra.

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Saulo Duarte – Avante Delírio

Já sem A Unidade, banda que o acompanhava nos discos anteriores, Saulo Duarte mantém a pegada nortista em sua sonoridade como atesta a primeira canção do disco “Rebuliço”, mas o foco é universal como já vinha se mostrando anteriormente. “Não existe resposta para eu te amo” tem uma pegada bem mais pop, que também é uma característica de Saulo, com uma pegada mais MPB. “Se esqueça não” tem clima de carnaval, “Avante Delírio” soa mais romântica e o destaque fica para “Tropa de Meninxs” que foge da sonoridade característica da banda passeando por algo como o funk.

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Vênus Negra – Vênus Negra

Na ativa há cinco anos, agora a Vênus Negra solta seu disco de estreia. A banda faz um som que passeia entre o punk e o stoner psicodélico, predominantemente instrumental. Não que você vá encontrar um elemento solto no disco em meio a sonoridade, está tudo diluído formando um emaranhado sonoro que faz viajar e ao mesmo tempo bater cabeça.

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Moreati – Algum Lugar

O disco de estreia da Moreati é bem intencionado e os caras tendem a crescer com as boas influências que abraçam, como Mutantes. O som não chega a loucura dos Mutas, parte de uma premissa mais simples com toques de psicodelia. Nada muito grave. Sendo assim o disco acerta e erra ao mesmo tempo, com músicas que poderiam render mais. Destaque para “Cortejo”.

ventre

Ventre – Saudade (O corte 切り)

A melancolia é a cara do EP da Ventre. Letras e melodias se entrelaçam em um clima pessimista, as vezes urgente. Sentimentos que são expostos de forma declamada, como uma poesia, e só dão mais força ao discurso do trio, que as vezes dá uma sensação de privação.