Cinco discos para sextar #3

por em sexta-feira, 28 setembro 2018 em

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Mais uma sexta, mais 5 discos. Sem delongas, aperte o play e aproveite a sexta e o fim de semana. Tem para todos os gostos, desde uma mpb até o grunge do Mudhoney.

devotos

Devotos – O Fim Que Nunca Acaba

Trinta anos de carreira coroados com um disco urgente e ousado. Da capa até o último acorde o trio Cannibal, Neilton e Celo abre espaço para participações e transformam seu hardcore em metal, jazz, folk e frevo. A temática social permanece presente e em alguns momentos ganha ares de desespero como em “Incrédulo” e o crescente da música que explode no fim. Melhor disco da Devotos, com olhos na diversidade sonora – rabeca de Maciel Salu e trompete de Maestro Forró – sem esquecer as origens musicais e sociais. Destaque para a quase eletrônica “Fé Demais”.

nill

niLL – Good Smell Vol. 1

Mixtape com 7 músicas e o conhecido vaporwave, mas o clima está menos pesado que em Regina. Novos efeitos vocais e timbres mostram uma visão mais ampla, um olhar ao redor. Como se o luto tivesse dado um tempo pra se apreciar o dia. A búlgara With Love Nika e a americana Normal Gene participam rimando e apontam para uma abertura ao som no exterior. Além delas mais duas mulheres, as brasileiras, Callister e Natache completam as participações.

neura

Juliano Guerra – Neura

Juliano Guerra está de volta com Neura. O disco passeia por mpb, rock, samba, bossa nova e reggae. Tudo misturado, as vezes como uma pegadinha em “Neura” no fechamento do disco e um riff que descamba pra uma música totalmente praiana. “Gratiluz” poderia ser sobre a galera paz e amor, mas envereda pelas verdades dos tempos atuais, citando alguns comportamentos contemporâneos como o fato das mãos serem mais rápidas que a cabeça. O já famoso se arrepender de publicar e apagar publicações em redes sociais, mas o estrago já estava feito.

joseph

Joseph Little Drop – Clube Secreto do Corte de Cabelo

O quinteto mantém a fórmula desde o começo da banda: rock com pitadas de brega e despretensão aliados a temas como filmes de terror e histórias de amor comuns do dia a dia. Sendo assim pode esperar riffs dançantes, backing vocals melosos, assassinatos, declarações de amor e vontade de beber. Destaque para a romântica, e ao vivo, “Atendente do Dentista” na deliciosa voz do guitarrista e vocalista Tosco.

mudhoney

Mudhoney – Digital Garbage

Quando se fala em Grunge é impossível não falar do Mudhoney, que gostamos bastante. A voz característica de Mark Arm está a disposição da atualidade política pós-Trump. Mídias sociais, terrorismo incentivado pelo próprio governo com projeto de impressão de armas 3D e sentimentos que ultrapassam o pessoal e chegam aos noticiários na forma de violência na democracia americana estão em pauta no disco que sopra as velas do aniversário de 30 anos do grupo.