Brasinha Core dia 01: energia e bons shows que mereciam mais público

por em quarta-feira, 16 maio 2018 em

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A segunda edição do Brasinha Core teve sua primeira noite de shows, sábado (12/05), no Centro Cultural DoSol. A programação foi marcada por bandas de sonoridade mais direta, indo do Grindcore, passando pelo Power Violence e Thrash Metal. Além das natalenses Chancho, Insane Madness e Ravanes, se apresentaram no evento a pernambucana Revolta Civil e a cearense Facada, ambas não tocavam em Natal já há alguns anos.

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O público do dia teve uma boa mescla, juntando diferentes faixas etárias e algumas figuras não mais tão presentes nos shows da cidade, resultado de uma escalação de bandas, em maioria, já consideradas veteranas no underground. A variável de estilos pesados apresentados na noite também colaborou para levar pessoas de gostos musicais diversos, não se atendo a uma só “cena”, alguns mais voltados ao metal outros ao hardcore. Em uma cidade onde os públicos nos shows estão cada vez menores, misturar é a melhor opção.

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Por volta das 17h ainda era pequena a quantidade de pessoas na frente do DoSol visto que o público natalense é atrasado por vida e até “reclama” quando os shows são pontuais. Difícil adivinhar o fuso horário em que cada um vive. Uma espera de uns 15 a 20 minutos e a Chancho iniciou seu show para um público ainda pequeno, mas que chegou cedo justamente por saber que a dupla de Grindcore/Power Violence ia abrir o rolé. O show da Chancho é sempre uma pauleira sonora, rápido e nervoso com algumas ideias jogadas por Charliê entre uma música e outra. Alguns problemas no palco quebraram o dinamismo do show, que no geral começou bem a noite.

Em seguida veio a Insane Madness, com o seu grindcore que mescla peso e técnica. No segundo show da noite o público já começava a melhorar. Porém dentro da característica que se tornou comum na cidade, nada de rodas de pogo ou coisa parecida. Ainda assim Curujito estava bem animado no palco e agradeceu umas três vezes a presença de algumas figuras meio sumidas da dita cena.

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A próxima a subir ao palco foi a Ravanes com o seu Thrash Metal, já há mais de uma década, presente na cena natalense. Colocaram para dentro alguns metaleiros que ainda estavam do lado de fora da casa. Encerraram com um cover do Sepultura em mais uma boa apresentação da noite.

A pernambucana Revolta Civil já não pisava em terras potiguares há alguns anos. Os caras estavam bem empolgados em voltar a tocar para alguns velhos conhecidos. Não decepcionaram em um show rápido e nervoso do início ao fim. No set tocaram as três músicas do EP O Novo Reich (2017), além das músicas do EP Ódio e Medo (2007). Neste show rolaram as primeiras rodas de pogo, ainda que de forma mais tímida.

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Finalmente, após cinco anos da última passagem por Natal, o trio grindcore Facada iniciou sua apresentação que teve seu setlist calcado nos discos, Indigesto (2006), a abertura do show foi com “O Cobrador”; O Joio (2010) e Nadir (2013). O show teve ao todo 27 músicas que geraram as rodas de pogo da noite. Outras músicas tocadas foram: “9mm de Redenção”, “Amanhã vai ser pior”, “Nadir”, “Cidade Morta”, “Sailin’ On”, “Maconha”, versões que estão no disco Nenhum Puto de Atitude (2017) e “Apocalipse Agora”, do EP de 2005. Pelo tempo que levaram para voltar e pela energia apresentada no show, esperamos que não demorem tanto para voltar.

Fotos: Felipe Alecrim

Foto Facada: Rogério Japa