Primeira noite do Brasinha Core leva a mistura de hardcore e metal ao DoSol

por em quinta-feira, 5 outubro 2017 em

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A primeira noite do Festival Brasinha Core aconteceu no último domingo, dia 1º de outubro, levando ao Centro Cultural DoSol bandas com sonoridade mais focada no chamado New York Hardcore/Metalcore, além da banda de Death Metal, Matakabra. Os shows tiveram início por volta das 17h30 já contando com um bom público em dia de ribeira movimentada.

Quem depende de transporte público em Natal sabe da dificuldade que é se locomover pela cidade aos domingos. Dessa forma o trajeto de Nova Parnamirim à Ribeira durou quase duas horas. Ao chegar à Rua Chile, por volta das 17h40, a banda O Mutuca já estava a pleno vapor apresentando o seu show que mistura o peso do hardcore a elementos de regionalismo e até um pouco de New Metal. Segunda vez que presencio a apresentação do grupo, muito enérgica.

Em seguida, foi a vez da Komodo, com sonoridade que transita entre o hardcore melódico e metalcore. Eis que já surgiram então os primeiros Mosh Pits. Vale aqui um adendo: essa coisa de chute para ou alto, ou pior, de costas, pode dar errado. O baixista da banda levou um chute do próprio vocalista, demorou algum tempo para se livrar da dor nas costas.

A próxima da noite foi a Psicomancia com o seu som que transita por influências como Agnostic Front, Hatebreed e Biohazard. A formação estava diferente da última vez que vi um show. A apresentação seguiu a dinâmica de sempre e as rodas se seguiram. Aqui outro registro de “acidentes” onde alguém ficou estéril depois de um chute certeiro no saco. Se não me falha a memória, tocaram músicas novas que devem sair nos próximos meses em novo trabalho da banda.

Uma observação que deve ser feita é que o som mais pesado das bandas de fora atraiu ao evento alguns adeptos do metal. O que acresceu o público já a partir do show da Psicomancia e estabilizou com os shows da carioca No Trauma e da pernambucana Matakabra.

Quem abriu a sequência final foi a No Trauma, que vinha já de algumas datas da tour pelo Nordeste. Com sonoridade marcada no Metalcore, mas também com algumas levas de New Metal, mantiveram a pegada da noite e os mosh pits nervosos. O show seguiu a divulgação do disco Viva Forte até o seu Leito de Morte lançado em 2016.

Fechando a noite, a pernambucana Matakabra levou seu death metal fazendo a alegria dos metaleiros presentes ao recinto. A banda mostrou o porquê de ter chamado a atenção de um público que normalmente não estaria presente em um show de bandas de hardcore, apresentando um set carregado de riffs interessantes e músicas extremas. Diria que foi o melhor show da noite.

Brasinha continua no dia 8 de outubro

O festival continua no próximo domingo (8/10) com shows das bandas: Heroína, Amargo, NTE – Nem Todos Esquecem, Born to Freedom e os paulistas da O Inimigo. Para os menos iniciados a sonoridade das bandas transita pelo Punk Rock, Hardcore Punk e Melódico.

Foto: Felipe Alecrim