Em 1997 nasceu o Cordel do Fogo Encantado na cidade de Arcoverde, formado por José Paes de Lira, Clayton Barros e Emerson Calado. A princípio um grupo teatral, mas que após a entrada dos percussionistas Nego Henrique e Rafa Almeida transformou-se num espetáculo músico-teatral. No fim a música ganhou mais importância e a apresentação no Rec Beat de 1999 jogou a banda no holofote nacional. Os muitos órfãos do movimento mangue país afora adotaram Lirinha como líder da seita messiânica Encantada, tal qual a dos Hermanos.
A poesia, o violão com batida regional e a percussão trouxeram vários prêmios a banda. A inventividade encantou também fora do Brasil, a banda chegou a Bélgica, França e Alemanha. Três discos foram gravados: Cordel do Fogo Encantado (2001), O Palhaço do Circo Sem Futuro (2002) e Transfiguração (2006). Também foi lançado o MTV Apresenta em 2005, em forma de DVD.
No começo de 2010, com tantas mortes na música no mundo todo, Lirinha anunciou a saída da banda e o fim da mesma. Não foi o caso dos Titãs que mesmo com a saída de mais um integrante, Charles Gavin, continua firme e forte. Nos 11 anos de existência, a trilha do Cordel sempre foi independente. E hoje, quando o tal indie parece ganhar cada vez mais força, a opção foi acabar. A desculpa usada para o fim do grupo foi “novos caminhos a serem trilhados por Lirinha”, o que não é uma novidade, o músico já trilhava carreiras paralelas. Desculpa porque projetos paralelos sempre existiram e não acabaram com bandas. Basta saber conciliar tudo. A não ser que o formato do Cordel tenha exaurido.
Deixando de lado o fato do gostar ou não da banda, o fim foi com o grupo no alto, participando do grandioso carnaval de Recife. E isso tem que ser exaltado. Muito melhor do que ficar pagando de gatinho com quase 50 anos na cara (Dinho Ouro Preto), vivendo de sucessos de 20, 30 anos atrás (Biquini Cavadão, Titãs) ou juntando cacos para se manter em pé apenas com o nome (Raimundos). Mas pode ser pior, se manter com a falta de nome (Surto). É a falta de humildade de aceitar que o tempo passou.
O fim do Cordel não deixa uma lacuna. Ao pessoal dos setores de Humanas, Letras e Artes país afora que pode sentir falta de Lirinha, basta entrar na seita (mais uma) do Teatro Mágico. Seita essa que vai além do Cordel nas atividades curriculares, já que nas disciplinas complementares inclui circo, teatro, música, tudo ao mesmo tempo. Se sua paciência e senso do ridículo aguentam, vá em frente. Afinal, todos temos nossos momentos que podemos esquecer no futuro.
Toda vez que lembro que o Cordel acabou, abro uma cerva pra comemorar. Tsss.
PUTZ! Q notícia boa. ô banda chata da porra!
Era uma puta banda genial, mas que como muitas acabavam tendo essa adoração e unanimidade por uma parte meio bocó do público. Sempre ouvi comparação entre cordel e teatro mágico, mas com excessão do público besta, num tem menor cabimento a comparação.
Deus existe!
Cordel acabou?
kkkkkkk…
Que alegria da porra!!!
Se vcs gostam de pagode, rock, metal, forro, axé, sei la veio
é um direito de vcs agora respeitem a galera que gostava de cordel….
eu sou um deles…
Acabar uma banda qualquer? Normal!!! Não mereçe nem cerva, nem vela… Quem não gosta de alguma banda, que não ouça, e quem gosta, escute os CD’s e veja DVD’s. ô povo besta!!! Tudo passa…
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