Os anos 00 foram a década da indecisão e do coito interrompido. Ao mesmo tempo em que o rock se preocupava em salvar a si próprio, chafurdando no passado recente e pregando uma desnecessária volta às raízes, outra patota perdia noites de sono tentando levar a coisa adiante, para um futuro ainda inédito e sem brechós. No fim, não deu nem uma coisa nem outra. Musicalmente, terminamos empatados e com a mesma sensação de “e agora?” que nos acometia dez anos antes, minutos antes de Radiohead e Strokes (bastiões máximos das duas facções supra-citadas) adentrarem no recinto. Sem grandes movimentos ou mártires, a década que agora finda ficará marcada mais pelas mudanças na maneira de consumir e distribuir o “produto música” do que por verdadeiras revoluções sonoras. O que não quer dizer, em absoluto, que não tenhamos fechado o saldo com uma quantidade considerável de boa música.
Eis os 25 álbuns gringos mais interessantes da década, segundo os críterios alcoolicamente testados pela equipe O Inimigo.
Radiohead – Kid A (2000)
A tese é batida, mas vale repetir até hoje: se OK Computer era um disco conceitual sobre a expectativa sufocante em torno da virada do milênio, Kid A é uma Polaroid do vazio desolador que se seguiu. Afinal, eram tempos de incerteza: o Napster tirava o sono da indústria fonográfica, a internet iniciava a revolução de costumes e uma banda com três guitarristas podia se dar o luxo de gravar um disco quase sem guitarras. Estranho perceber que, mesmo com todo o turbilhão tecnológico e social que veio depois, Kid A ainda segue como o melhor retrato musical dos tempos modernos: frio, perturbador e intrigante. Depois do Bebê de Rosemary do Radiohead, tudo que veio depois ficou na suplência, incluindo a própria banda.
The Hives – Veni Vidi Vicious (2000)
Na hora de distribuir os papéis entre a longa fileira de bandas que supostamente iriam salvar o rock alguém achou por bem confiar a missão de rebombar o punk a uma gangue de suecos que, de longe, já atraíam a atenção dos interessados. Sem nenhuma loirice ou influência do ABBA à vista, os Hives apareceram ao mundo metidos em ternos bem cortados, palhetando como Joe Strummer entupido de bolas e se movendo como se Mick Jagger cantasse no Devo. Apesar de tudo jogando a favor, o mundo demorou a perceber o potencial da banda. Originalmente prensado por um selo indie da Suécia, Veni Vidi Vicious só chegou aos olhos e ouvidos do mundo com o relançamento no mercado americano, dois anos depois. Aí o hype se instalou e a banda salvou, isso sim, um bocado de festas meia boca por aí. O punk, se ainda vaga por aí, certamente vai na boa companhia de “Declare Guerre Nuclaire”, “Supply and Demand” e dos hits “Main Offender” e “Hate to Say I Told You So”.
The Strokes – Is This It? (2001)
Nos últimos estertores do tempo regulamentar do milênio, ainda vingava a pasmaceira das boy bands e a nhaca marombada dos abrigos da Adidas do nu-metal. Ok, o Radiohead inaugurava a década embasbacando a inteligentsia, mas pecava no quesito paudurescência. Músico pop tratada como arte é muito bom mas rock mesmo às vezes faz falta. O vazio só foi preenchido com descoberta pela a imprensa inglesa de cinco maltrapilhos de Nova Iorque que, se não traziam nada de absurdamente novo, tinham nas pontas dos dedos sujos de nicotina a injeção de ânimo necessária para fazer a velha roda carcomida girar novamente. O rótulo de “salvadores do rock” logo grudou e banalizou, sendo aplicado a qualquer bandinha de meia tigela que soubesse um usar um pedal fuzz sem queimar os amplificadores. Consequências nefastas a parte, o debute dos Strokes ainda conversa a mesma vitalidade de dez anos antes – e nem a falta de foco que atacou o grupo depois tira o prazer de ouvir os acordes futuristas-retrôs de “Modern Age”, “Hard to Explain” e “Last Nite”.
Wilco – Yankee Hotel Foxtrot (2002)
Yankee é um daqueles álbuns que gerou comoção antes mesmo de ser lançado. A história está muito bem contado no filme I Am Trying to Break Your Heart: Concluído em 2001 – depois de uma série de brigas internas que levariam a saída do guitarrista e tecladista Jay Bennett – o álbum foi recusado pelo selo da banda na época, a Reprise Records, uma subsidiária da Warner. A banda pulou fora do selo, conseguiu o direito das masters e assinou com a Nonesuch Records, outro selo subsidiado pela… Warner. Picuinhas de lado, Yankee marca a ruptura definitiva de Jeff Tweedy e Bennett com o formato caipira-pira-pora de compor, que já havia sido ensaiado em Summerteeth (99). Sem medo de soar pop (“Heavy Metal Drummer”, “I’m the Man Who Loves You”), experimental (“I Am Trying to Break Your Heart”, “Radio Cure”) ou romântico (“Jesus, Etc”), ou – vá lá – político (“Ashes of American Flag”, “War On War”) Yankee é um disco destinado a ocupar um lugar confortável entre os clássicos do rock de todos os tempos.
Queens of the Stone Age - Songs for the Deaf (2002)
É o tal do stoner que encanta tantas bandas hoje, mas que poucos sabem fazer tão bem. E se hoje Josh Homme é hype, se deve muito a Songs For The Deaf. Disco pesado, metaleiro, punk, ensurdecedor. Até perturbador. Bateria a cargo de Dave Grohl, alguns vocais por conta de Mark Lanegan (Screaming Trees, Gutter Twins). Josh está lá na guitarra, vocais e na produção. O QOTSA é uma banda que disco após disco se firma cada vez mais, sem grandes invenções, mas pela qualidade do produto que solta no mercado.
The Rapture – Echoes (2002)
É punk sem ser dogmático, disco sem ser (muito) cafona, dançante sem ser bate-estaca e tão barulhento e sujo quanto qualquer inferninho que se preze, em qualquer cidade do planeta. Segundo álbum da banda mas primeiro a atrair atenção de público e crítica (a estreia, Mirror, de 1999, passou despercebido e segue um tesouro a ser descoberto), Echoes teve a sacada genial de lembrar que Blondie e Televison dividiam o mesmo palco sujo do CBGB’s nos idos de 70 e que a mistura disco + punk tinha tudo a ver. Quase sem querer, detonaram uma mini-cena que, como tudo que é explorado a exaustão, implodiu pouco tempo depois. Mas nem o tempo nem a verborragia de críticos morrinhas conseguem tirar a vitalidade de petardos como como “House of Jealous Lovers”, “Echoes” e “Sister Savior”.
Blur – Think Tank (2002)
Sem a mão certeira do guitarrista Graham Coxon, o futuro parecia incerto para o Blur. Já dando sinais das ideias tortas que dariam o tom de seus trabalhos posteriores, Damon Albarn supriu a vaga do parceiro com uma ideia de “djênio”: se mandou para o Marrocos, chafurdou na música local - adicionando folk, punk, jazz e baticuns eletrônicos – , convidou Fatboy Slim e William Orbit (o favorito de Madonna) para produzir e botar ordem no galinheiro. Dessa receita improvável, saiu um dos álbuns mais interessantes da banda que, mesmo quando descamba de vez para o experimentalismo, não perde a veia pop, vide “Crazy Beat”, “Out of Time” e “Good Song.
McLusky – McLusky Do Dallas (2002)
Certos sujeitos são tão tensos que, já diria Ferris Bueller, se você espremer um carvão em cima da bunda desses caras é capaz de sair um diamante. Ao ouvir o segundo álbum do McLusky não é difícil imaginar seres humanos expelindo minerais por orifícios escusos. Barulhento, desemcapado e com um senso de humor digno daqueles tempos do ensino médio, o trio galês abriu caminho entre grupelhos retrô-futuristas na base da botinada, em nacos de má educação como “Lightsabre Cocksucking Blues”, “Night of the Dead Ringers” e na balada auto-depreciativa “Fuck This Band”.
White Stripes – Elephant (2003)
Mais uma sem baixo. E nem precisa: Jack White segura a onda, seja nos graves ou agudos. O quarto disco da banda parece querer misturar os três anteriores. Músicas mais lentas, mais sujas e cruas, outras mais porradas. Meg White não é lá grande coisa na bateria? Tudo bem, o feijão com arroz sempre foi gostoso e não é hoje que deixará de ser. O disco parace ser mais bem produzido que os anteriores, mas é pura sensação, são todos feitos a base da simplicidade. Não precisa complicar o que é bom naturalmente. Destaque para a hipnótica “Seven Nation Army” com a guitarra grave de Jack.
Black Rebel Motorcycle Clube – Take Them On, On Your Own (2003)
No homônimo disco de estréia, de 2001, os americanos do B.R.M.C. não escondiam de ninguém a vontade féladaputa de ser inglês que carregavam por debaixo dos topetes ensebados e jaquetinhas de couro. Dois anos depois, a mão pesada dos irmãos Reid ainda guiava as palhetadas do grupo, que deixava de lado as provocações religiosas e a dor de cotovelo soft porn e investia numa sonoridade mais direta, sem abdicar do peso. Um pouco mais calejados e menos psicodélicos, os rapazes de San Fran aprenderam a fazer bons riffs (“Six Barrel Shotgun”, “In Like the Rose”, “Generation”), pop acessível (“We’re All In Love”) e baladas de acampamento (“And I’m Aching”).
Yeah Yeah Yeahs – Fever to Tell (2003)
Trios sem baixo parece que andam em moda, e não é de hoje. O liderado por Karen O. vem de Nova Iorque e teve o disco de estreia bastante elogiado. Tudo por causa da mistura de punk com programações eletrônicas, guitarra suja e bateria inquieta. E ainda a voz de Karen que ia dos gritos a gemidos excitantes. Discos de estreia dizem muito e não raro acabam com bandas. Quase foi o caso do YYY’s, que entre o segundo (Show Your Bones) e o terceiro (It’s Blitz!) álbuns, dispares do primeiro, quis implodir. Mas não foi dessa vez. O disco pode dar vontade de correr de carro com “Date With The Night” ou a procurar uma companhia para curtir momentos românticos embalados por “Modern Romance”. Se bem que o romantismo não impede que as duas estejam presentes, a ordem você escolhe.
Kings of Leon – Youth and Young Manhood (2003)
Três irmãos e um primo, filhos (e sobrinho) de um pastor. Fãs de música americana tradicional, sobretudo de Neil Young. Surgiram na leva de “salvadores do rock” que o Strokes começou. Cabelos grandes, barbas por fazer, ar de caipiras. Era tudo bom demais para ser verdade. E o som extraído dessa brejeirice era da melhor qualidade. Simples, mas sincero e instigante. O problema é que eles cresceram, quiseram ir para a cidade grande, conheceram Bono Vox, cortaram os cabelos e fizeram discos ruins na sequência. Esqueça os álbuns seguintes e ouça Youth and Young Manhood .
Franz Ferdinand – Franz Ferdinand (2004)
Clipes, letras e gestos ambiguos juntos com um rock influenciado pelo New Wave, uma das maiores chatices já inventadas. Eis que a mistura disso tudo deu certo e o Franz foi mais um alçado a vaga de salvador do rock depois que o Strokes perdeu o título. Ok, não é pra tanto, mas o quarteto merece todo o crédito por botar fogo em qualquer pista de dança, seja rock, indie ou eletrônica. Ainda sobra tempo para excelentes shows e para gravação de mais discos bons, prova de que não é banda de um disco só.
Black Keys – Rubber Factory (2004)
Antes que qualquer comparação com aquela outra banda de formação mínima e que também tem uma cor no nome, vamos com calma que o buraco aqui é mais embaixo. Mais na região do blues e do protopunk sessentista (Sonics, Seeds) com um pé na porralouquice de um Capitain Beefheart para ser mais ou menos exato. Sem gracinhas musicais ou instrumentos descolados, Rubber Factory é um álbum cru e tosco, até. Usando as dependências de uma fábrica de borracha abandonada, contém “10 A.M. Automatic”, “Against His Own” e “Just Could’nt Tie me Down”, algumas das sujeiras mais brilhantes da década.
The Walkmen – Bows + Arrows (2004)
Num mundo hipotético, Dylan encontra Jonathan Richman e Lou Reed num boteco frio e escuro do Bowery. Depois de uns tragos, nego se anima e começa a ligar para todo mundo na agenda do celular e logo o boteco está abarrotado de malacos do quilate de Harry Nilsson, Van Morrison, Tom Verlaine, Thurstoon Moore, Paul Weller, Joe Strummer e quem mais estiver pelas redondezas. Descontada a utopia músico-alcoolica, Bows + Arrows soa como o estrupício de disco que as figuras supra citadas fariam se coubessem todas no mesmo estúdio. Da cacetada pura e simples de “The Rat” ao folk urbano de “138th Street” e “New’s Years Eve”, desembocando no experimentalismo de “No Christmas While I’m Talking”, um álbum perfeito.
TV On The Radio – Return to Cookie Mountain (2006)
Experimental é um adjetivo estranho. Quando aplicado a uma obra de arte, pode significar tanto “genial” quanto “chato”. Felizmente, no caso do terceiro álbum do TV On The Radio, a desconfiança vira fumaça. Elétrico e eclético, Cookie Mountain pode ser ouvido tanto como um álbum psicodélico, de eletrônico avant-garde, de rock futurista ou político – essa última opção é para quem gosta de achar pelo em ovo. Mesmo se “Wolf Like Me”, “A Method” e “I Was A Lover” não falassem por conta própria, o álbum já teria o grande mérito de conter a melhor aparição fonográfica de David Bowie nos últimos 20 anos, divindo os vocais em “Province”.
Bob Dylan – Modern Times (2006)
Quando chegou às lojas e i-pods do mundo, Modern Times foi saudado com um misto de simpatia e saudosismo. Ao mesmo tempo que se comemorava a vitalidade da nova lavra de canções de Dylan, temia-se que esse fosse o derradeiro suspiro do homem, que aqui e ali, dava pistas de que o fim estava próximo. Por conta dessa leitura equivocada – ou esforçada demais – escreveram bobagens do quilate de “meditações sombrias sobre a morte” e quetais. Tudo bobagem. Se a morte passou pela cabeça do homem, certamente não foi enquanto ele secava Alicia Keys, como deixa claro em “Thunder On the Mountain” que, por si só, já serviria para afastar qualquer boato de aposentadoria forçada.
Gossip – Standing in the Way of Control (2006)
Gorda, lésbica e desbocada. Bastava isso para Beth Ditto cair nas manchetes mundo afora. Mas ela estava, e está, bem acompanhada de dois bons músicos e de sua voz de diva negra. Que seja gritando ou sussurrando, causa estrago por onde passa. Já existiram várias vocalistas excelentes no mundo do rock, mas na atualidade só uma se iguala a Beth: Karen O, do Yeah Yeah Yeahs. Ambas possuem versatilidade vocal e na mistura explosiva de punk com eletro. O título do disco é o que Ditto faz nos shows mundo afora, toca o terror controlando a platéia ao lado dos músicos andróginos, agradando gregos e troianos.
Black Lips – Good Bad Not Evil (2007)
Troço feio e mal cheiroso esse tal de “garage rock”. Afinal, o que diabos são quatro figuras, bigodinhos irônicos encimando os beiços, shortinhos tac-tel e letras ironizando as tragédias americanas (“Katrina”) ou a psicologia infantil (“How Do You Tell a Child That Someone Has Died”) senão um convite a rafuagem e à cerva gelada? Sem necessidade de rótulos aqui: basta girar o botão e aumentar o volume na hora de “Lean (I See a Ghost)”, “Bad Kids” e da já citada “Katrina”.
Bon Iver – For Emma, Forever Ago (2007)
Em algum ponto da década, alguém declarou que o folk era algo super atual nos anos 00. Se o golpe trouxe rê bordosas terríveis, por outro lado permitiu que álbuns como For Emma, Forever Ago viessem a tona. Lançado com recursos do próprio em 2007, o disco chamou a atenção do cultuado selo canadense Jaggjugwar, que tratou de relançar e dar a distribuição merecida à bolacha. Espécie de Astral Weeks revisitado (êpa!), o álbum desfia em vocais dobrados e melodias de violão a via crúcis de J.D. Vernon depois de levar um pé da tal Emma. Felizmente, o sujeito escolheu chorar as pitangas em forma de canções de arranjos tão simples quanto belos como “Skinny Love”, “Stacks” e “For Emma”.
Vampire Weekend – Vampire Weekend (2008)
Seria axé? Fricote? Ah, não é “afro-pop”. Terceiro mundo revisitado, Nova Iorque, produção lo-fi, Peter Gabriel, maconheirismo universitário, festinhas no campus, Joe Strummer numa tábua Ouija, literatura contemporânea… hype instantâneo. Tudo se resumiria a uma grande bobagem não fosse a inegável originalidade de “A-Punk”, “Oxford Comma” e “Cape Cod Kwassa Kwassa”. É a primeira sair cantando pela sala, com um cuba libre na mão…
Fleet Foxes – Fleet Foxes (2008)
Outro egresso do revival folk dos últimos anos, o Fleet Foxes chama atenção por um detalhe bizarro: apesar do som campestre e das barbas estilo Pé Grande, o grupo vem da fria Seattle e lançou seu álbum de estréia pela Sub Pop! Apesar da dívida explícita com os mestres (Crosby, Stills & Nash, Buffalo Springfield, Beach Boys), o album de estreia da banda denota personalidade própria em “Ragge Wood”, “Quiet Houses” e na linda “White Winter Hymnal”, capaz de arrepiar até o metaleiro mais truculento com sua intricada trama vocal fanstamagórica.
Arctic Monkeys – Humbug (2009)
No vácuo entre Libertines e Strokes, os Monkeys apareceram como – isso mesmo – mais um salvador do rock. Pelo menos na Inglaterra, polarizada pelos primeiros focos da praga Coldplay e da perobagem new rave, eles conseguiram. Começaram imberbes, foram ganhando corpo, deixando os cabelos crescerem e no ano passado fizeram um disco de gente grande. Psicodélico, torto e, em dados momentos, pesado Humbug confirma a tese delirante daqueles incautos que enxergaram semelhanças entre Alex Turner e o Paul Weller de tempos idos e inicia aqui um estudo de caso incisivo da música pop: sem se filiar a nenhum partido específico, vai atrás de Bowie (“Cornerstone”), Sabbath (“Pretty Visitors”), psicodelia revisitada e grandiloquente (“My Propeller”) e ainda reclicla a própria fórmula que os catapultou ao sucesso, em “Crying Lighting” e “Dangerous Animals”.
Lista de discos da década sem Animal Collective? Ahhh, get out of here!
é, já era =/
Gostei da lista. Essa década apesar de tudo…teve ótimos discos.
sem The Radio Dept. tb, nossa.
Trocaria o Quiodiei pelo In Rainbows. O resto devo ter escutado uns 2 ou 3.
Animal Collective é superestimado demais.
QUE LISTA MAIS ORTODOXA… SÓ TEM MEDALHÃO! KKKK…
ANIMAL COLLECTIVE?! SÓ SE FOR NA LISTA DOS PIORES,
QUALQUER CRIANÇA DE SEIS ANOS FAZ MÚSICA MAIS INTELIGENTE QUE ELES… QUE MUNDO É ESSE?!
Nossa, faltou tanta coisa nesta lista e tem tanta coisa descartável nela.
Senti falta de The Raveonettes, The International (Noise) Conspiracy, Gospel Gossip [o debut é lindíssimo, mas a década ficou mesmo divida entre Radiohead(justo) e Wilco(injusto)], Deerhunter, Lotus Plaza, The Radio Depto………………xiiiiiii…
<<<List Failed…
Bela opção o “Kid A”, mas concordo em colocar o “In Rainbows” mesmo no lugar. Discos bons foram colocados na lista, outros merecidamente ficaram ficaram de fora (Animal Collective), afinal de contas é uma lista dos melhores da década…
Eu tirava o Vampire Weekend e incluía o Death from Above na lista. E por mais eletrônico-repetitivo-bobão que seja, o Daft Punk também já salvou muita bebedeira na década passada. Parece que foi ontem, haha!
salvo poucos desta lista, mas fazer o que? todas as listas são assim mesmo…
Pessoal, o site tá ótimo, mas essa relação é muito mainstream. Daí, particularmente, eu listaria no máximo uns 10 discos.
Heresia faltar o “Funeral” do Arcade Fire, ahn!? Pô, e nada do Trail of Dead tb?! “Source Tags & Codes” é crááássico!
Gossip???? Arctic Monkeys???? Black Keys???? The Walkmen???? The Hives????? Franz Ferdinand?????
Só faltou colocar o “também sou hype”.
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk…
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