O Grito Rock é um evento integrado que acontece em mais de 70 cidades brasileiras e ainda em Buenos Aires (Argentina), Córdoba (Argentina), Montevidéo (Uruguai) e Santa Cruz de La Sierra (Bolívia). Ou seja, é um festival integrado na América do Sul. A maior novidade esse ano é que muitas bandas foram escolhidas por inscrição através do Toque no Brasil, que é uma realização da ABRAFIN (Associação Brasileira de Festivais Independentes), BM&A (Brasil Música & Artes), Circuito Fora do Eixo e Casas Associadas. As atrações espalhadas pelas cidades ficavam misturadas entre locais e bandas em circulação. Em Natal o evento ocorreu no Centro Cultural DoSol Rock Bar, contou com 10 bandas e foi realizado pelo Coletivo Noize.
A curiosidade girava em torno das bandas de fora e de ver como as locais estão evoluindo. O resultado foram 10 bons shows que iam desde o pop da paraibana Nublado até o experimentalismo da local Calistoga. Entre as locais é exatamente ela que se destaca mais por apontar para um som que fica difícil qualificar. Já foram hardcore, hoje chamam de post-rock. É na verdade o rock inquieto de sempre deles com o acréscimo dos teclados e sintetizador que Dante empunha quando não está cantando melodiosamente ou gritando. O Distro também vem melhorando. Estão bem entrosados, ganharam mais pegada com a entrada de Dado na bateria, mas continuam com o problema das paradas entre as músicas que quebra o ritmo.
Grandharva é de Pernambuco é faz uma cruza de stoner com grunge, assim como a local Rejects, onde se destaca o sempre preciso Marcelo Costa na bateria.. Bandas também entrosadas e que devem ganhar as terras vizinhas em breve. Como já escrito, a curiosidade era ver as bandas de fora. E foram as que se destacaram mais. O Velho de Câncer veio do Rio Grande do Sul para mostrar um rock rápido, punk, com letras politizadas cantadas enlouquecidamente pelo trio Bubu, Farinha e Pedro Mendigo. Que não é o trio gaúcho, mas três seres enlouquecidos locais. É a força do mundo virtual e das publicações underground. As duas paraibanas são antagônicas. O Nublado faz um som pop muito bem definido, com guitarras precisas e vocais melódicos, algo que não existe em Natal. Já a Zefirina Bomba atira para o outro lado. E finalmente fizeram um show sem problema algum. Corda da viola não quebrou, captador não falhou, saiu tudo certo. O resultado foi um barulho infernal terminando com uma do Nirvana, influência assumida do trio. Martim não tocou o baixo, em seu lugar veio o multi-banda Edy.
A edição local contou ainda com discotecagem, vídeos no telão (um do Pantera só de cenas mais “pesadas” é hilário) e exposição de Rodrigo Bonfim, Brunno Freire (Bubu), Mona e o pessoal do 3R’s. Artes e produtos, não que uma coisa anule a outra. O público foi melhor no sábado. Já no domingo apesar de pequeno, ele estava bem atento.. O Grito Rock continua país afora durante carnaval e fins-de-semana seguintes. Para saber a programação completa é só ir ao site do evento.
Veja o álbum de fotos.
Por Equipe O Inimigo em 18/08/2010
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Por Equipe O Inimigo em 09/08/2010
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