
Dia chuvoso, caminhada histórica, Grafith na Cervejaria Continental, domingo de metal. A, B, C, D ou todas as alternativas? Nenhuma delas explica a ausência de público para ver três bandas de Aracaju e uma de Natal. Nem o preço, que deveria ter sido R$ 3.00 e terminou sendo de graça. A verdade é uma só: o público de Natal não tem a cabeça aberta para bandas “diferentes”, gostam da mesma coisa e muitas vezes do que está na moda. Azar de uns, sorte de outros que estavam na Caminhada Histórica e tiveram a tal curiosidade de entrar e ver o que estava acontecendo.
Os que saíram de casa para ir ao DoSol prestigiar a Invasão Sergipana, cerca de 15, 20 pessoas, viram quatro shows excelentes. Foram dois mais pesados, dois mais suaves. O Distro abriu com seus novos EPs e parece ter achado a fórmula certa, cantar em inglês. Na verdade não é só isso, a banda vem melhorando sensivelmente a qualidade do som, que o digam os riffs que estão mais certeiros, mais na linha hard rock. Um pai e um filho, na faixa dos 10 anos, observavam atentos o quarteto. Sem querer o pai pode ter mudado a vida do menino drasticamente.
Elisa e Daysleepers tocaram na sequência lembrando a local Lunares que anda sumida. De cara era possível ver dois elementos que provocam horror a muitos roqueiros locais: teclado e violão. Espera-se que na posse dos mesmos o resultado sejam canções mais elaboradas, mais pop. E foi isso mesmo, mas que o termo pop não diminua as bandas, pelo contrário, é o pop que dá gosto ouvir. Boas influências, bons vocalistas, ausência de firulas. Durante o show da Elisa uns 15 adolescentes, acompanhados do que acho ser o professor deles, adentraram o recinto e se puseram a dançar na frente da banda. Ao fim das músicas aplaudiam e gritavam rock’n'roll, hilário. Pedro Yuri [vocalista] ria provavelmente sem entender. Do jeito que entraram, saíram: bateram palmas, gritaram mais uma vez e saíram todos juntos. O DoSol ficou vazio de novo. Em outro momento, desta vez no show da Daysleepers, o teclado deu pane e enquanto o problema era sanado, o baixista Wesley Soares soltou os acordes de Billie Jean acompanhado pelo resto da banda. Mais uma homenagem ao rei do pop que a essa altura dança com o ex-sogro Elvis.
A surpresa maior foi a dupla Julio Andrade e Gabriel Carvalho. Mais uma vez é uma coisa que não se vê nas bandas de Natal, som simples até demais, mas com uma pegada violenta e precisa, tanto na guitarra como na bateria. O som que vai do blues ao hard rock na mesma música é o contrário do que a outra dupla sergipana propõe. O show lembrou uma jam session, com direito a trompete em uma música. A The Baggios, que pode ser comparada ao também duo The White Stripes e The Black Keys nas músicas mais pesadas, impressionou e Foca já anunciou que eles voltarão em novembro. Desta vez para o Festival DoSol. A barulheira ainda conseguiu puxar mais algumas almas que vagavam pela Rua Chile.
Do lado de fora, no largo, um palco segurava o resto da caminhada histórica. Nele tocaram Sueldo Soares e Pedrinho Mendes. A cerveja gelada descia macia e a volta pra casa valeu a pena, assim como a saída no dia chuvoso.
Foto: Anderson Foca
[...] Invasão Sergipana no Dosol no Inimigo Blog Dia chuvoso, caminhada histórica, Grafith na Cervejaria Continental, domingo de metal. A, B, C, D ou todas as alternativas? Nenhuma delas explica a ausência de público para ver três bandas de Aracaju e uma de Natal. Nem o preço, que deveria ter sido R$ 3.00 e terminou sendo de graça. A verdade é uma só: o público de Natal não tem a cabeça aberta para bandas “diferentes”, gostam da mesma coisa e muitas vezes do que está na moda. Azar de uns, sorte de outros que estavam na Caminhada Histórica e tiveram a tal curiosidade de entrar e ver o que estava acontecendo… http://www.oinimigo.com/blog/?p=2181 [...]
Tomara que pra melhor!! Pro lado do Rock!!!!
ehheheheheh
The Baggios foi foda demais ome!!
[...] forma que o vocal fica difícil. Nesse quesito o Distro fez um show inferior ao realizado no dia da Invasão Sergipana, que quase ninguém [...]
Por Equipe O Inimigo em 18/08/2010
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