
Completar dez anos de carreira no momento em que o modelo de música como conhecíamos, e tudo mais que está ao seu redor, passa por mudanças bruscas e não se sabe onde vai chegar é uma tarefa e tanto. A banda carioca Autoramas já está na ativa com seu “rock para dançar” há 12 anos. E no cenário nacional é das mais atuantes, tanto em solo pátrio como pelo Japão, Europa e América do Sul.
Dados para comprovar o título de “banda mais importante do Brasil” não faltam. Senta que lá vem a história: 4 álbuns; 2 compactos; uma demo tape; 7 coletâneas; participação em discos tributos a Raul Seixas, Guitar Wolf e Mudhoney; participação no DVD tributo a Renato Russo; disco com músicas ao vivo e versões; EP virtual Autoramas na CEE, pelo selo Optimus Discos, com versões para músicas portuguesas.
Em 2008, já com Flávia Couri no baixo, a banda foi considerada show internacional do ano na casa Gruta77, localizada em Madrid, Espanha. Em 2009 tocaram no “Trio do Rock”, trio elétrico capitaneado pela banda Retrofoguetes, no carnaval da Bahia. No momento Gabriel, Flávia e Bacalhau se preparam para mais uma tour européia que passará por Bélgica, Holanda e Alemanha.
O que esperar mais? Por que não um acústico? A fórmula foi testada em janeiro no Cinemathéque, no RJ e deu certo. É tanto que no fim de junho já começa a gravação do disco. E por que não aproveitaram a “onda” acústica que assolou a música brasileira para gravar? Gabriel Thomaz (guitarras e vocal) esclarece: “Só fomos pensar nisso recentemente. Você há de convir que não somos uma banda que segue muitas regras, não é verdade?”
Serão gravadas 23 músicas e feita uma seleção para escolha das que entrarão. Entre elas estarão versões, músicas antigas e inéditas. Mas não pense em ficar sentado, Gabriel alerta que o formato acústico não irá atrapalhar quem quiser dançar: “O formato acústico é que não será muito convencional. Não tocamos sentadinhos e está o maior Rock’n'Roll”. O disco deve sair em novembro pelo selo CD Promo e claro que eles vão fazer turnê. Indagado se o mercado americano é a próxima meta, Gabriel respondeu que só depende deles: “Depende de algum americano topar o Autoramas, assim como aconteceu com os japoneses, europeus e sudacas”.
Gabriel, fã de vinil que é, também faz seus lançamentos pelo selo dele, o Gravadora Discos. Tem algo saindo do forno? Claro: “Está saindo agora um split do Autoramas com a banda holandesa Mr. Atom & His Protons, vai ter até distribuição européia”. E os relançamentos em vinil a R$ 90.00 da Sony, Gabriel? “No departamento de marketing da Sony só tem gênio! Como já diziam os Inimigos do Rei: “Eu presto atenção no que eles dizem, mas eles não dizem nada. Oh Yeah!” Isso não era do Engenheiros do Hawaii?
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