Ah, o carnaval! Delícia de época do ano onde por alguns dias se deixa de lado todo o pudor, todo o senso de responsabilidade, em nome da esbórnia. Da putaria desenfreada para muitos. Os blocos tem nomes divinos, as fantasias são lindas, as pessoas ficam com o “cão nos couros”. E depois de nove meses nasce o anti-cristo. Se você não é desses que gosta de ouvir frevo, marchinhas, axé, pagode, suingueira, damos algumas dicas de como tornar mais animado o carnaval de quem desanima o seu.
Vieira e Seu Conjunto – Lambada das Quebradas
Só essa capa já é um tesão. Mas calma. Tudo tem seu momento. A hora de botar esse som pra rolar é quando todo mundo estiver quase ficando biritado. Chega de mansinho no som do vizinho desgraçado que tá ouvindo axé, Michel Teló e afins, e troca a música ligeiro. No ímpeto de continuar dançando, e com a troca brusca de ritmo, os presentes vão dar um rodopio e quebrar pelo menos uma perna. Se não conseguirem a façanha de engatarem que nem cachorro no pós-coito.
Gangrena Gasosa - Smells Like a Tenda Spirita
Esse disco tem que ser tocado na quarta-feira de cinzas quando todo mundo estiver voltando pra casa. Cedinho. E precisa de uns elementos cenográficos. Gelo seco, umas velas coloridas, uma fantasia de Exu Caveira e um despacho. Não roube de encruzilhada! Quando um grupo passar na frente da sua casa, você solta o gelo seco, e sai paramentado com as velas na mão e girando ao som de “Terreiro do Desmanche”. Jogue o despacho sobre todos e corra atrás deles.
Os Poetas Elétricos – Poemas Eletri-ficados & Outros Que Foram Embora
Sabe como é misturar poesia e música livremente? Não tente. Faz o seguinte: quando todo mundo estiver no auge da putaria, a cana batendo na canela, a suingueira comendo no centro, liga bem alto “Assim” no volume máximo e no repeat. A “música” tem apenas sete segundos. Mas o ato da repetição ou começa uma revolta e quebram tudo, ou cortam os pulsos, ou tudo que foi ingerido será posto pra fora. Nenhuma das cenas é algo bonito de se ver. Para ajudar ligue pra SAMU e polícia ao mesmo tempo. Vai acabar o carnaval deles e de quem mais estiver perto.
Jay Reatard – Blood Visions
A capa já é tipo um Bloco dos Cão hardcore. Se você tiver no grau certo de animação, pode até arriscar um cosplay. Siga as instruções: 1) Pegue aquela sunga nova separada especialmente para a Folia de Momo; 2) Refresque o corpo com aquele resto de Campari que sua prima deixou de bobeira na cozinha; 3) Saia e abale a vizinhança com o seu sex appeal. No intervalo entre os passos não esqueça de colocar o disco pra tocar. Afinal, você não vai querer passar ridículo, não é?
13th Floor Elevators – Easter Everywhere
O título fala de páscoa, mas o conteúdo tem tudo a ver com a rafuagem. Clássico das garagens herméticas, funciona lindamente com cachaça e em casas de praias liberais. Roky Erickson já avisa: “Leave your body behind”. Ou seja, transe total. Vixe.
Milk Music – Beyond Living
Se os anos 90 estão de volta, comece a comemorar desde agora. Honre a memória dos foliões do passado recente, invocando Valéria Valenssa, Itamar Franco e Carla Perez com a quintessência do som noventista, aqui redivivo. Dica de degustação: espere a cerveja acabar e o desespero tomar conta dos convivas. Aí, como quem não quer nada, sugira uma mudança estratégica para a vodca e ponha essa lindeza pra tocar. Garantia de perfomances memoráveis de air guitar, para a vergonha de todos os envolvidos.
Glenn Branca e John Zorn para um fazer um carnaval animado
Por Alexis Peixoto em 09/05/2012
Quando estreou o Lotus Plaza em 2009, com o regular The Floodlight Collective, o guitarrista Lockett Pundt não fez muita questão de agradar ninguém – nem os fãs da sua banda matriz, o Deerhunter. Rascunhou umas canções, colocou umas guitarras, inseriu umas vinhetas no meio e achou por bem chamar tudo isso de álbum. Na [...]
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Por Evan Morais em 07/05/2012
Garimpar em sites, blogs e fóruns da internet por horas, é quase como ir a um sebo em busca de um bom vinil, quase. Tem sido um dos meus passatempos preferidos para encontrar artistas do meu agrado por anos. Foi dessa forma que conheci muitas das bandas e gêneros que gosto, que me fazem enxergar [...]
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Por Alexis Peixoto em 05/05/2012
Alguns artistas parecem que não vão morrer nunca. Não me refiro aos gigantes, os que souberam imprimir a própria consciência da mortalidade em sua obra. Roberto Carlos, Paul McCartney ou Bob Dylan, esses foram feitos pra acabar. Falo daqueles que independente dos cabelos brancos nunca deixaram de lado a juventude, o senso de humor e [...]
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