Se você procurar pelo significado da palavra Honkers, vai achar desde seios avantajados, passando por pato selvagem, chegando até a camaradas barulhentos, arruaceiro. Mas na verdade a inspiração pro nome veio do desenho Doug Funny que vocês já devem ter assistido. O personagem frequentava a lanchonete Honker Burger. Vindo de um desenho infantil alguém pode pensar numa sonoridade, numa presença de espírito até inocente. Não siga este caminho.
A banda esteve em Natal, que eu lembre e que eu vi, três vezes. No festival MADA, numa boate-bar-casa de show em Ponta Negra chamada Shambala Pub (que apelidamos carinhosamente de Chibata Pub, de tão ruim que era). A mesma não durou muito, da mesma forma que muitos outros empreendimentos do bairro, principalmente da orla, após a invasão gringa que transformou um belo cartão postal num puteiro da pior qualidade. Bem, em alguns casos isso é um elogio, nesse caso não.
O material mais novo, Thirty-Six Hours, data de 2010 e está disponível na Trama Virtual, bem como várias outras músicas da banda. Então porque estão aqui? Pelo simples fato que a sonoridade é apreciada pela casa e a banda deve ser conhecida por mais pessoas.
O grupo sempre chama atenção pelas apresentações recheadas de estripulias, onde quase sempre Sputter (vocal) fica apenas de cueca. As vezes os outros integrantes seguem os passos. No MADA Sputter enfiou o microfone na cueca, no meio das nádegas. No DoSol se pendurou na estrutura do Armazém Hall e foi para o telhado do prédio vizinho. No Shambala, onde eles tocaram juntos com a paraibana Zefirina Bomba (as duas estavam juntas numa turnê pelo Nordeste), em dado momento todos ficaram deitados no chão, uns por cima dos outros. Quem sofre é o batera que só pode rir e ficar com inveja de não participar da esbórnia.
As tais atitudes badernistas muitas vezes podem deixar a música em segundo plano, o que não é para acontecer. A banda consegue fazer com que uma diversidade de influências soe unida. O som passeia por estilos que se complementam. Eles podem ter uma pegada sessentista batida, tentar um folk e até encarar um punk. Também bote aí garage e ska. Letras românticas, liricas e irônicas que falam da vida de todos nós, com destaque para o universo feminino: “She´ll Be My Little One”, “Devil Girl”, “Something´s Wrong With My Girl”. Grandes românticos, mesmo não parecendo. O primeiro trabalho foi gravado em 2001 e lançado em 2003: Between The Devil And The Deep Blue Sea, um EP. De lá pra cá alguns materiais foram disponibilizados e muitos shows foram feitos. O destaque fica para a turnê Brasil-Argentina. A bordo de uma Santana Quantum. Onde rodaram 18000 km.
O The Honkers é composto por Rodrigo Sputter (vocal), Felipe Brust (guitarra), PJ (guitarra), T-612 (baixo) e Léo Marinho (bateria).
Assista o clipe para “24 Hours From Your Heart ” abaixo.
Baixe Roll Up Your Sleeves and Help Us Rock Up This Honker World.
Foto: Carol Miag
Já vi dois shows desses caras, não sei qual o melhor, mas foram dos melhores que já vi pela bagunça que os caras fazem no palco. Muito fuderoso.
Opa meu velho, valeu!
na verdade o ep foi gravado em 2001 e lançado em 2003, somos vagarosos e sem grana mesmo-hehehe
e a tour na verdade acabou rolando até a argentina, o uruguai terminou “caindo”.
emocionei-me ao ler isso…saudades de tocar e rever @s amig@s por esse brasilzão…a rapaziada “natalina”.
tá na minha lista de melhor show de rock!
muito bom saber que PJ voltou.
esses bêbados ….
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