Sala de Tortura

Mercado (mutante) independente

Por Hugo Morais - 11/01/2010

330 Comentários para “Mercado (mutante) independente”


  1. Tiago Lopes comentou em 11/1/2010 às 16:30

    Nem noção do quanto o Sérgio Martins tá certo (e isolado nessa posição).

  2. jonas comentou em 11/1/2010 às 18:25

    Concordo 100% com o capilé! Falta simancol pra muita banda que se acha mais que as outras!

  3. OINIMIGO (RN) ENTREVISTA PABLO CAPILÉ » DoSol comentou em 12/1/2010 às 2:19

    [...] LEIA MAIS AQUI [...]

  4. luiz manghi comentou em 12/1/2010 às 12:23

    Foda essa história da banda se bancar pra tá tocando. Certo que os festivais são uma mostra e tal, você ta indo lá pra mostrar seu trabalho, mas porra…o quanto não custa sair viajando pelo brasil pra tocar! É foda…minha banda mesmo está abandonando a ideia de uma turnê agora porque tamo sem grana. Não sou a favor de ninguém fazer dinheiro tocando em festival não…mas os festivais tem que ter a consciência de pelo menos ajudar a banda financeiramente também!

  5. paulo comentou em 12/1/2010 às 15:09

    Acho demais isso tudo, vejo muita oportunidade de trabalho no futuro, mas acho falta de noção ficar batendo nessa tecla do cidadão instigado.

    por conta de uma informação distorcida pelo jornalista, houve isso tudo. Quem conhece fernando sabe que ele não merece ser citado dessa maneira. Ele também não vai aparecer pra tentar explicar o que ele realmente disse, afinal isso só gera mais boato.

    imagina se o valor de um trabalho artístico valesse apenas quantos ingressos serão pagos para vê-lo, como se faria para apresentar novos trabalhos? ou como se faria para trazer um grupo de jazz estrangeiro pagando 1800 reais, pq apenas 30 pessoas irão vê-lo? quanto vale um show de hermeto pascoal num lugar onde ninguém conhece ele?

    Acho que esse circuito ainda peca por nivelar as bandas por baixo. Se não tem grana pra pagar um artista com mais tempo de carreira, tudo bem, opte por artistas menores, mas não subjugue o trabalho de ninguém. isso é desrespeitoso. As vezes o músico não tem mais 20 e poucos anos e não tá a fim de qq parada.

    O trabalho artístico, a criação, é algo especial, pois não é pra todo mundo e algumas pessoas ainda não entederam que espaço nenhum, em nenhum lugar, paga a capacidade de um artista.

    Só pra finalizar: máfia, no Ceará, é uma gíria cotidiana, com um significado específico e diferente do que está sendo interpretado, e ninguém teve nem a sensibilidade de pensar nisso. Mais um vez usou-se da generalização, ficaram ao lado do jornalista(provavelmente do sul/sudeste) e massacraram o artista.

  6. Gabriel comentou em 12/1/2010 às 17:51

    Eu só sou a favor das bandas não ganharem cachê pra tocar num festival, se os seguranças forem até lá engravatados e agirem educadamente sem ganhar um tostão, se a equipe que leva o equipamento mostrar e operar seus aparelhos sem cobrar nada (a fim de mostrar como seu equipamento funciona bem) e o bar oferecer sua cerveja bem geladinha grátis para o público do festival.

  7. Emanações noturnas # 7 « canalhismo fantástico comentou em 13/1/2010 às 15:23

    [...] com Pablo Capilé, magnata do coletivo Fora do Eixo, de Cuiabá. Tome um engov antes e vá aqui. Em breve, o listão dos melhores discos da década. Aguarde e [...]

  8. Tweets that mention O Inimigo » Mercado (mutante) independente — Topsy.com comentou em 13/1/2010 às 19:45

    [...] This post was mentioned on Twitter by Fora do Eixo, Abrafin, Goma Cultural, Letz Spindola, black sonora and others. black sonora said: RT @espaco_cubo: RT @redecemusica: Boa entrevista com Pablo Capilé sobre o Fora do Eixo e o novo mercado independente: http://bit.ly/7bzbKT [...]

  9. Marcelo comentou em 13/1/2010 às 19:52

    Falando em bom português, o que ocorre é o seguinte: tem banda demais (para muito pouco público). O excesso de oferta de músicos reduz o valor do trabalho do músico para, na atual conjuntura, zero.

    Até aí, tudo bem. O foda é aparecerem esses espertalhões ganhando em cima do trabalho desvalorizado dos músicos. Usando a analogia do pedreiro que eles tanto gostam: é como se o mercado tivesse sido inundado de pedreiros, levando o valor desse trabalho a zero, e aí alguma construtora “esperta” convencesse esses trabalhadores a erguerem casas de graça para ela, “para mostrar o seu trabalho e ganhar dinheiro no futuro”, e depois sair vendendo essas casas com um lucro exorbitante – se vc vende por R$1000 uma casa que não custou nada pra fazer, vc sai no lucro e ainda pode pagar de humanitário que está possibilitando ao povo comprar casa própria quase de graça.

    Só que não existe almoço grátis, né? É o trabalho não-remunerado de alguém que precisa estar na base do negócio todo. Como isso aqui é uma democracia, ninguém pode impedir um músico burro, emocionalmente subdesenvolvido e com uma necessidade incontrolável de aparecer, de trabalhar de graça para o lucro de meia dúzia de espertos. Mas é imoral, não importa que fins estariam sendo servidos por esse processo. E é irritante ver esses caras da Abrafin ou sei lá o que tentando passar um verniz de respeitabilidade ou até de inevitabilidade sobre esse processo de aprender a lucrar com a desvalorização absoluta do trabalho do outro. Isso não é nenhuma “nova realidade”, como eles apregoam, pelo contrário: encontrar formas socialmente respeitáveis de explorar o mais fraco é a atividade mais comum da humanidade há pelo menos uns 10.000 anos.

  10. Saviola Marques comentou em 13/1/2010 às 21:19

    Os mafiosos e seus esquemas! Até quando?

  11. Concordante comentou em 14/1/2010 às 5:45

    Adorei ler esses comentários, concordo com tudo que foi dito por luiz, paulo, marcelo e saviola.

  12. Concordante comentou em 14/1/2010 às 5:49

    Outra coisa, tá na hora de acabar com essa perseguição ao catatau, e o mérito artístico? vai comparar o ”uhuu” (discão) com aquele do macaco bong? quem tá na estrada a mais tempo? quero ver essa banda fazer mais três cds… ou esqueceram do ”método…” outro cd fodão do cidadão?

  13. Renato comentou em 14/1/2010 às 7:26

    Não consigo ver o trecho do texto onde o Capilé banca o espertão tentando ganhar dinheiro com o trabalho dos outros. O que vejo na verdade é uma tentativa de diálogo entre as bandas e os produtores onde todos precisam ceder. Ele fala no texto que é contra o pagamento de cachês (realmente!), porém, dentro da ABRAFIN e não é citado também que uma banda precisa bancar a ida ao festival (já que isso pode entrar como uma ajuda de custo e não cachê).

    Acho que o pessoal da maioria das bandas são preguiçosos e extremamente dependentes da boa vontade alheia. Este fato pode ser percebido analisando a entrevista da banda (Excelente!) FuzzFaces. Trechos:

    “Não temos feito muita coisa, a verdade é essa. Cada um tem seu corre e às vezes fica difícil. Além do mais, são dez anos tocando, não dá pra ficar aparecendo muito.”

    “As vezes pinta um show aqui e ali, mas não é uma coisa de sempre, não temos um produtor nem nada pra cuidar disso e são poucos os que ficam ligando pra marcar show.”

    É uma questão que já foi levantada diversas vezes, a parada das bandas de fim de semana. Tem uma coisa que os defensores do pagamento de cachê que se posicionaram não falam, de onde deve sair essa grana, no caso de um festival como o DOSOL que trabalhou sem patrocinio há dois anos (se não me engano)?

    Não acho que os festivais devem depender de outras iniciativas (pulicas/privadas) para acontecerem e também não acho que as bandas que tocam nestes eventos sejam formadas por “músico burro, emocionalmente subdesenvolvido e com uma necessidade incontrolável de aparecer”. Estes festivais são palcos (geralmente grande e bem estruturados) para que as bandas possam demonstrar seus trabalhos e inclusive lucrar com eles através da venda de materiais e de outras oportunidades de apresentações.

  14. FN comentou em 14/1/2010 às 10:44

    O engraçado é que os festivais q realmente têm que levar uma grande quantidade de público pagam as bandas, seus custos e cachês. Pois essas bandas sabem seu valor no mercado e realmente levam público aos festivais. Essas bandas são poucas e todo mundo sabe seus nomes. E estou falando de festivais independentes, da Abrafin.
    Mas tem festivais que têm um perfil de “descobridores de talentos”, que na grande maioria das vezes não tem talento nenhum, são produto de comentários elogiosos de certos jornalistas que acabam dando alguma repercussão. É aí que um ou outro produtor de festival realizado em cidades de vida cultural extremamente carentes, com quase nenhuma opção de lazer (como Cuiabá por exemplo) se faz, tendo o “privilégio” de convidar esses “músicos burros, emocionalmente subdesenvolvidos e com uma necessidade incontrolável de aparecer, de trabalhar de graça para o lucro de meia dúzia de espertos”. E tem gente que ainda acha isso muito legal! Esse sucateamento de mercado se resolveria com um mínimo de senso crítico. E, o pior para todas as partes: Essas bandas são ruins e inexperientes (basta consultar os links desses “artistas” que o genial Capilé -esse de burro não tem absolutamente nada- indicou) e no momento que se apresentam fica notória essa falta de qualidade, essas bandas queimam seu filme de vez e acabam não fazendo todo o o circuito de festivais que as bandas de qualidade e que formaram seu público conseguem fazer.
    É maravilhoso ver como o cenário independente floresceu nos últimos 10 anos, apesar de quadros como esse.
    E, outra coisa, o que fica nítido nessa entrevista é que de música o Capilé não saca nada, ou no mínimo não o interessa. Pra ele o legal é o lado político da coisa…Leiam com atenção essa entrevista. As aspirações dele não são de produção musical…E tem um montão de gente fazendo propaganda dele, simplesmente pela esperança de um dia ir tocar no Festival Calango, sem ganhar um pão com manteiga. A quantidade de banda que organizou o Grito Rock em suas cidades, depois não foi chamada pro Festival em Cuiabá, e perdeu a vontade de continuar fazendo o Grito Rock, é enorme.

    Mas que o Catatau falou merda, isso falou. Se estivesse um pouquinho mais por dentro poderia ter usado a atitude pra acertar o alvo certo, mas a cabacisse fez ele atirar pra bem longe e perder o respeito de um monte de gente. De boa intenção…

  15. . comentou em 14/1/2010 às 13:28

    Caramba, altíssimo o nível aqui. Parabéns pelo comentário, FN.

  16. gramofonico comentou em 14/1/2010 às 15:37

    Bem vindos ao Show….

  17. Gusmão comentou em 16/1/2010 às 7:06

    Acho que Capilé tem boas idéias sim. é inegavel a movimentacao que acontece no Brasil que o tem como lider, chefe. O que é totalmente distorcido é esse slogan do artista igual pedreiro: concordo que o artista contemporaneo tem que se preocupar com o desenvolvimento dessa cadeia produtiva que ainda esta aprendendo a lidar com os novos padroes de consumo, mas isso nao pode ser confundido com a politicagem. Faz isso aqui que te dou um festival pra voce tocar ali. O mérito artistico esta indo pras cucuias, uma pena. Uma pena tambem toda essa manipulacao pra fazer as crias dos patroes virarem idolos indies: Macaco Bong de Capilé e Black drawing Chalks de Fabricio Nobre sao bandas talentosissimas, sem duvidas, mas nao chegariam nem perto de onde estao se nao fosse o apadrinhamento. Tudo bem, apadrinhamento eh algo que sempre existiu na industria fonografica. So nao venham falar nessa mudanca toda de paradigmas, por favor.

  18. FN comentou em 16/1/2010 às 13:10

    Boa, Gusmão. Concordo que o Capilé tem boas idéias, mas tem outras ruins, infelizmente.
    Falar de quebra de paradigma com uma banda que concorda com “Artista é Igual a Pedreiro” não dá. Tem coisa mais velha, antiga, nesse país do que banda tocando de graça?
    Novidade é banda independente vivendo de música, crescendo como músicos e como profissionais.
    Tem muita gente na Abrafin que não concorda com o Capilé nesse sentido.

  19. Nathalia comentou em 17/1/2010 às 20:20

    “Eu sou dentro da ABRAFIN um defensor de que não se deveria pagar cachê as bandas. Festival é uma mostra.” O QUE É ISSO?? TODO MUNDO RECEBE CACHÊ, MENOS A BANDA? OS FESTIVAIS (QUASE TODOS) TEM PATROCINADOR POR TRÁS, QUE NAO SAO PEQUENOS. QUE SEU SAIBA, AO INCREVER UM FESTIVAL NUM EDITAL EXISTE UMA VERBA DESTINADA AO CACHÊ DE CADA UM DOS ENVOLVIDOS. E ESSA GRANA VAI PRA ONDE?

  20. fernando comentou em 19/1/2010 às 14:10

    Não entendo como Catatau pode ser o vilão desta história tendo sido aclamado por diversos jornalistas e blogueiros como o autor do melhor disco de 2009. Toda essa mágoa é por conta do talento dele ou porque ele foi o primeiro a dizer a verdade contra essa pseudo política cultural onde, paradoxalmente, o artista que é a razão de ser dos festivais é tratado como nada. O que interessa é qualidade ou quantidade? Porque parece que só quem defende esse papo de renúncia de cachê são os eventos que, em sua mania de grandeza, fazem questão de anunciar uma programação “com mais de 40 bandas”. Mas dentre estas 40, quantas realmente estão “prontas”, quantas tem algo a dizer, quantas só tocaram porque podiam se bancar e quantas deixaram de tocar por conta da falta de grana? É o mérito artístico ou o “investimento e plano de mídia” que faz as bandas circularem? É uma pena ver que essa falta de visão e esse pensamento calculista impede uma grande banda, mas ainda independente, como o Cidadão Instigado não vá alegrar as “30 pessoas” que gostam da música dele em Cuiabá. E que por conta desse banimento, festivais de Goiânia, Londrina, Uberlândia, Natal e outros “independentes” que ganharam um bom aporte de patrocínio de empresas privadas e estatais estejam se atendo ao fato de que “artista é igual a pedreiro” e só precise mesmo de marmita e cerveja.

  21. Junior Boca comentou em 19/1/2010 às 16:28

    “Eu sou dentro da ABRAFIN um defensor de que não se deveria pagar cachê as bandas. Festival é uma mostra…” Capilé

    Eh obvio que alguém que da uma declaração dessas nao vive de tocar. Como se já nao bastassem todas as dificuldades em torno da questão “ser musico e viver de arte” ainda querem que sejamos de graça. Eh no mínimo curioso imaginar um festival de musica onde se tem grana pra tudo mas nao para pagar os músicos. Acho engraçado usar a expressão “padrão SESC” pq la se paga caches decentes pra quem esta dando a cara a tapa pra mostrar seu trabalho. Pra mim isso nao eh padrão SESC, eh o padrão que deveria se seguir em todo lugar. Ao festival tb interessa ter bandas bacanas tocando, nao sao so os músicos que necessitam dos festivais naquilo que eles tem de bom, eh uma relação de duas vias, ida e volta. Acho que cada grupo pede o que acha que merece pra tocar e a quem contrata resta sempre a opcao de dizer sim ou nao, nao acho que cabe a ninguém julgar que uma banda pede mais ou menos do que merece. TODA BANDA merece ser paga pra tocar, se esta no festival eh pq faz algum sentido tb para o próprio festival que ela esteja la e acho uma atitude desleal nao pagar. Muitas bandas acabam tocando de graça pq precisam divulgar seu trabalho, na esperança de conseguir um espaço maior para seu som.. nao concordo com tocar de graça e acho que quem defende isso como forma de solucao para toda essa questão, no mínimo, se aproveita da necessidade e do esforço dos outros. Toda essa problemática que envolve “grana/banda/publico” deve ser pensada e conversada de uma outra forma que nao seja esse discurso corporativista de alguns que estão nos bastidores do circuito musical. Acredito que sem os músicos nada acontece, pra mim sao os principais agentes de toda essa cadeia.. e eh pelo motivo MUSICA que tudo acontece. Ainda bem que existe gente que pensa diferente desse rapaz, senão a gente tava f…!!!

  22. Luiz Manghi comentou em 19/1/2010 às 20:46

    Perfeito, Junior. A banda pede o que acha que merece e o produtor diz se sim ou se não. Minha banda tem pouco menos de 2 anos de existência e a gente não cobra nada pra tocar porque não achamos necessário ainda. No caso de viajar pedimos uma ajuda de custo, pequena quase sempre, porque queremos investir em tocar fora por achar isso importante. Mas se não tivermos grana, não viajamos, porque também não concordamos em ta se fudendo todinho financeiramente pra tocar num festival que dizem que “é uma vitrine para sua banda”. Como você bem disse, as bandas também são importantes para o festival. Então o esquema nada mais é do que uma troca. Cada um sabe, ou pelo menos deveria saber, o valor que tem, e cobrar por isso, mesmo que este valor seja não cobrar nada.

  23. JJ comentou em 19/1/2010 às 21:35

    O melhor comentário foi esse aqui (risos):
    “Eu só sou a favor das bandas não ganharem cachê pra tocar num festival, se os seguranças forem até lá engravatados e agirem educadamente sem ganhar um tostão, se a equipe que leva o equipamento mostrar e operar seus aparelhos sem cobrar nada (a fim de mostrar como seu equipamento funciona bem) e o bar oferecer sua cerveja bem geladinha grátis para o público do festival.”
    O cara que é íntimo da Central única das Favelas é a favor da escravidão…(risos)

  24. Roberto comentou em 20/1/2010 às 7:15

    ” Isso não é nenhuma “nova realidade”, como eles apregoam, pelo contrário: encontrar formas socialmente respeitáveis de explorar o mais fraco é a atividade mais comum da humanidade há pelo menos uns 10.000 anos.”
    Essa frase sintetiza tudo. Mafiosos e seus festivais com verbas estatais! Comprando seus apartamentos e carros a custa do suor alheio. Viva Catatau, que não se submete a esse pelourinho musical. Mas ,sempre vai ter alguém, de 20 e poucos anos, sem entender nada do processo e louco pra tocar nos palcos da Cosa Nostra Festival.

  25. Carlos Eduardo MIranda comentou em 20/1/2010 às 7:35

    cruiz! que discussão burra!!!! ninguém para um segundo pra pensar? é muito muito muito dificil fazer um festival do porte que a galera tem feito, levando artistas que nunca conseguiriam um espaço pra tocar em cidades tão distantes (é mesmo caro se locomover, hospedar e quetais pra tocar numa casa noturna incerta, que tambem nao paga cache. pode até dar bilheteria…) atraindo publico na raça e em bom numero, especialmente quando atinge a região no entorno.
    o que faz esse publico ir num festival? a promessa de diversão com cultura? só novidade? são os nomes de artistas mais conhecidos que fazem isso. usa-se os mais conhecidos pra atrair gente pra conhecer os mais novos.
    pra levar aos festivais os mais conhecidos, são concentrados neles a maior parte dos recursos. aos novos, geralmente sobra ao menos uma ajuda de custo com hospedagem ou transporte. mas isso, na medida que o festival suporta.
    esse esforço todo de fazer um festival é fruto da vontade de pessoas que amam a musica e querem fazer esse mercado mudar. querem criar oportunidade de todos se exporem e gerar condições de ter um minimo de grana circulando no circuito.
    propvavelmente, o que resta aos organizadores em relação aos artistas menos conhecidos, quando considerados artisticamente compativeis com o festival, é convida-los nas condições disponiveis. com ou sem grana. com ou sem ajuda. pode ser uma boa oportunidade, e o artista julga se cabe a ele um esforço para participar desse evento coleetivo onde cada um faz o que pode pra existir. se nao tem recursos, não va. agradeça o convite e fique de boa. torça pélo festival. ninguem ta nessa de mercenario. fazer festival da muito mais trabalho que grana, mas da mais satisfação que trabalho. eu não ganho nada por isso, mas sempre que posso vou aos festivais, disposto a tudo incluindo debates, discotecagem, o que for pra promover o evento e conhecer e estar perto dos novos artistas.
    tudo pra ter oportunidade de ajudar alguem que ache interessante, pra fomentar mercado alternativo, pra garantir um futuro melhor pra todos nós. ser produtor de discos no mainstream, é quase um castigo e no independente não oferece (salvo exceções) condições de se fazer um disco foda como se sabe que pode fazer.
    não to nessa de bonzinho, to pelo meu futuro e de todos nós. eu, as bandas, os organizadores de festivais, os patrocinadores… pra ajudar a dar condições de todo mundo ganhar seu dinheiro fazendo o que ama.
    mas um puxão de orelha vai bem aqui: muito artista folgado, que não vai atrás de grana, que o ne~gócio dles é só tocar e tal… ta fudido. acabou esse tempo. todo mundo tem que por a mão na massa que papai noel não existe. o que Capilé fala muito aí é de achar maneiras de ter grana pra continuar fazendo as coisas. isso vale pra todos. inclusive e especialmente para os artistas. vai vender pipoca na esquina. pra ser produtor tive que fazer varios trampos bizarros até conseguir um minimo de sobrevivencia com minha profissao.
    e não vamos falar de culpados nem atacar festivais ou Catatau. isso é tudo um telefone sem fio. Catatau é um excelente artista, genio em seu instrumento e é sempre valorizado nos festivais. por outro lado, o que Capilé falou quanto a ter pouco publico em Cuiabá, pode ser a mais pura verdade. tudo tem suas proporções. assim como é digna a busca de um cache por parte do artista, mas com entendimento e comprensão. sem conversinha de quem não sabe como as coisas acontecem e fofoquinha besta. estamos todos juntos pra fazer a nova musica vencer, e por ela não mediremos esforços. muito menos um exercicio constante de comprensão coletiva.
    Viva a Musica!
    Carlos Eduardo Miranda

  26. Carlos Eduardo MIranda comentou em 20/1/2010 às 7:41

    ah… e mais. sobre interesse. se os seguranças, bilheteiros, garçons, técnicos e quetais ´só trabalham perante remuneração é por que não tem outro interesse no evento além desse. pór que um segurança trabalharia de graça?
    pra ver o rock alternativo mais forte?
    já os artistas tem o maior interesse em se apresentar para um bom público, qualificado e quantificado ao máximo. é um bom negócio.
    vamos parar de devaneio e entender que uma banda ou um artista nesse século tem que se encarar como uma empresa. saber investir para colher. sem isso é um artista morto. salvo exceções de gênios magnânimos e/ou mega sortudos

  27. Roberto comentou em 20/1/2010 às 8:13

    A banda perfeita pro senhor Capilé é a banda que paga pra tocar.
    As bandas de Recife não entram nessa de “tocar em 23 estados” por que já cansaram de fazer a carreira e os festivais de Paulo André e Gutie, e não estão mais afim de federalizar a escravidão musical. Já deixaram muito suor e investimento pra subir no palco desses festivais de Pernambuco e não engolem mais esse discurso de “tocar de graça pra divulgar”. Aqui, artista tem expêriencia com esse tipo de jogo, uma geração que não é mais levada na conversinha engana besta.

  28. EDUARDO LOPES comentou em 20/1/2010 às 9:45

    coitadinho deste rapaz..muito bobinho..dá um dó.

    gente nunca vi niguem ficar rico sem pisar na cabeça dos outros! esse cara não é da musica!! vc percebe que este capilé é desinformado mesmo e do mau… falar que as bandas de recife estão mal acustumadas.. primeiro,muito respeito quando falar das bandas de recife, os caras se jogam no mundo! é a cena mais respeitada no mundo! delá sai as melhores bandas!! e eles não tem culpa se macaco bong precisa pagar pra tocar kkk que banda é essa mesmo? de graça, ou tá podre ou moido!!! a ideia dele é boa, quem não tem capacidade e qualidade, tem que entrar neste esquema pra ver se pelo menos poem foto com publico de 6.000 no orkut..kkkk uma coisa que nem recife e nem catatal precisam ,essa ideia de grandeza e tolice, pois é melhor ter 80 pra ver seu trampo do que 6000 que tá ali só pelo evento. só cai nesta quem não conhece, quem tem talento e vive da musica se valoriza! uma coisa o capilé tá certo, tem que criar mesmo um circuito pra estas bandas de merda tocarem por que ninguem contrata mesmo!!!

  29. china comentou em 20/1/2010 às 10:11

    essa associação foi criada para melhorar a vida das bandas e não dos pordutores…a ideia era criar um circuito que as bandas pudessem tocar e se manter certo? então como esse cara vem com um papo desse?
    As bandas que mais tocam nos festivais da abrafin são exatamente as bandas que os produtores associados empresariam…esquisito não?
    E mais…vamos parar com a perseguição…se as bandas reclamam tanto dessa estrutura que eles criaram, é porque alguma coisa tá errada né?
    Mas pra abrafin, é mais facil tirar a banda da jogada a ter que discutir coisas que eles não serão capazes de argumentar.
    Esse rapaz realmente vai longe…espero que ele tenha banda…espero que ele fique na abrafin por muito tempo…e depois saia como deputado por algum partido, pois só assim esse moleque faz alguma coisa na vida.
    Aprende uma coisa, pablo: é facil pegar dinheiro público, difícil é fazer música.

  30. tarso comentou em 20/1/2010 às 11:53

    Se o tecnico é remunerado, o segurança, o produtor, a van, o roadie, o bilheteiro, o cara que cola cartaz, porque as bandas não seriam?
    miranda, logo você ta defendendo esse modelo, cara? nao da para acreditar nisso.
    para pra pensar, meu velho, ate a imprensa é convidada a viajar para o festival, e porque as bandas nao ganham nada? publico? se os festivais fossem gratuitos, ate se justificaria, mas quase todos cobram ingresso.
    é miranda, cada dia mais vejo voce como uma piada, igual. mas tambem o que esperar de um juraDO de show de talentos?

  31. GRILO comentou em 20/1/2010 às 12:56

    Q bom q ele pode tocar de graça… ou não…

  32. F. Nobre comentou em 20/1/2010 às 12:57

    É por isso que o Miranda é dos caras mais respeitados e que entende a real do que acontece no mercado de musica brasileira, ligado muito corretamente no que aconteceu, acontece e onde pode participar dessa música.

    A movimentação e ação como um todo da ABRAFIN, Circuito Fora do Eixo, Casas, Cufa, das bandas no geral, dos selos ainda firmes, das relações entre estes e os governos e as empresas, e das novas relações de trabalho, processo e valor que fazem as coisas acontecer agora.

    Pablo é um cara que enxerga isso, e trabalha para isso, e por isso tem feito isso bem e tendo o destaque que merece. E Miranda idem, e muitos outros. Muitas bandas inclusive.
    Temos olhar para que está acontecendo realmente, e trabalhar para isso, e depois pensar quanto vale a cada contribuição, e o que estamos dispostos a trocar pela nossa, se um favor, se um dinheiro, se um abraço, ou se ficar em casa assistindo tudo é melhor.

    Martin Atkins (Tour Smart and Break The Band) em sua palestra gratuíta no último Goiania Noise Festival / Brasil Central Music, disse algumas frases importantes para quem está e quer permanecer atuando no mercado de música em qualquer posição: musico, técnico, produtor, agente, roadie, banda, produtor de festival, vai aí uma:

    “Não coloque a culpa das suas frustrações e erros nas outras pessoas, normalmente a culpa é sua mesmo.”

  33. Palhaça comentou em 20/1/2010 às 13:15

    Capilé, vc só pode ser um infeliz por dar uma entrevista como essa acima. Que tanto rancor vc tem no coração? O que é isso? Inveja? Quer ganhar as custas das bandas? Ninguem ganha e vc superfatura?

  34. Beat on the Brat comentou em 20/1/2010 às 13:33

    Fernando Catatau RULES!!!

  35. Palhaça comentou em 20/1/2010 às 13:43

    “queria saber onde se aplica os recursos do patrocínio? E se eles trabalham por amor ao rock? “

  36. F. Nobre comentou em 20/1/2010 às 13:48

    China, meu camarada. Aqui é o Fabrício Nobre, vou responder as perguntas que vc fez, por que vc as fez, como muitos que escrevem e tem bandas e trabalhos bons, eu tendo conversar e colocar em claro algumas coisas, vc é um destes.
    É um cara que tem meu total respeito, e admiração, e me assusta ver vc pensando assim. Vamos lá:
    “essa associação foi criada para melhorar a vida das bandas e não dos pordutores…a ideia era criar um circuito que as bandas pudessem tocar e se manter certo? então como esse cara vem com um papo desse?”
    *** resposta: Porque o papo é esse é esse o trabalho que estão fazendo, fortalecendo festivais, ampliando o circuito, envolvendo mais bandas e agentes, colocando bandas na cara do Gol em projetos, tentando inclusive que as bandas se envolvam mais com outros aspectos da produção, e sim preparando palcos estruturas, cachês, etc. Não pouquíssimos os casos de festivais que diminuiram o que ofereciam para as bandas e muitos casos que ampliaram. Festivais que não pagavam cachês / ajudas de custo (para os artistas que tem contrapartida a oferecer por isso) hoje são ótimos pagadores. Mas o que melhorou mesmo na maioria dos casos é atendimento técnico, equipamento, midia, hospedagem, condições para viagens, palcos, som, tudo melhor, isso é maioria absoluta dos casos, e isso tudo é contrapartida para artistas e público. E mais, o circuito se ampliou de tal forma que hoje lugares impensados tem produção e cenário para receber muitas bandas, todo canto é mercado. Vc marca uma tour pelo nordeste de 10 dias sem nenhum off se quiser. Vc vai tocar no ACRE recebendo, vc toca 5 vezes em Cuiabá por ano. Bandas indies ganham premios de grandes revistas. Festivais como Tim, Terra, Viradas, Sescs contratam cada vez mais artistas brasileiros diferentes, e estes sim, podem, e pagam melhor.***
    As bandas que mais tocam nos festivais da abrafin são exatamente as bandas que os produtores associados empresariam…esquisito não?
    ***
    *** resposta: Não é verdade, e numeros comprovam isso, em 2008 por exemplo, 870 artistas diferentes tocaram nos 30 filiados no começo daquele ano, e a banda que tocou em mais festivais repeditos foi Macaco Bong, 6. Por felicidade deles e minha são uma banda que eu agencio por exemplo, mas não é por isso (apenas) que tocaram em muitos festivais e fizeram mais de 100 shows num ano. Sabe o que estão fazendo essa semana, tocando, fazendo oficinas e gravando com amigos, fizeram Auditório Ibirapuera, e tocam em Sorocaba, e em Anápolis -GO, viajando de bus, carro, avião, trampando de roadie nos dias off… sabe quando custa o show do macaco bong?! o quanto pesa. Já custou zero, já custou R$ 20.000,00. Depende para onde, e o que vai representar pro evento.
    A outra banda que eu trabalho e felizmente toca muito, Black Drawing Chalks, tocaram em Sorocaba, SP Tapas, e seguem Londrina, Maringa, Campinas, tudo de bus ou carro, por bilheteria, e gravando, e vendendo R$ 800 de merchand no show no SESC, preparando disco ao vivo, clipe, que eles mesmo desenharam com parceiros, e etc.
    A outra Lucy and The Popsonics, está hoje em BH gravando um disco com Jon Ulhoa do Pato Fu, com uma grana que eles viabilizaram de lei de incentivo, que eles mesmos escreveram o projeto, e estão indo para SXSW 2010, pagando com a grana do shows que fizeram e do disco que vendemos, e faí vão fazer muitos shows, organizando.
    As bandas tocam por que tem bons agentes e empresários, sim. Mas MUITO MAIS PORQUE FAZEM A PARTE DELAS, e entendem um novo momento, que todo trabalho (e em todas as areas e todas as fases da produção é pouco).
    Todo entendimento é pouco, todo trabalho é pouco, e reclamar (sem propor algo novo) não aindanta nada. Propor algo novo, adianta e muito.
    A outra banda que eu trabalho é MQN, essa tá tocando nada esse meses, porque o guitarrista tá ter bebe, e o baixista está gravando um banda de belem, e mixando o show do Macaco Bong no Ibirapuera, e batera tá trabalhando na loja dele, e o vocalista tá escrevendo esse email… mas vamos voltar a tocar mais no segundo semestre.
    ***
    E mais…vamos parar com a perseguição…se as bandas reclamam tanto dessa estrutura que eles criaram, é porque alguma coisa tá errada né?
    ***
    *** resposta: Não existe perseguição nenhum, o que existe é afinidade. E respeito.
    Tem 10 vagas para um festival, e tem 30 bandas do caralho, que topam o esquema que vc oferece, vc tem que escolher dentre estas 30, vc vai escolher aquele que vc tem bom relacionamento, ou aquela que disse que vc persegue bandas?! Aquela que interessa pra um trabalho do seu selo, ou aquela que causa confusão bebada no hotel? Tudo é relacionamento. Não tem mais nenhum genio que e impresindiível para nenhuma programação, felizmente existesm 50 bandas sensacionais por aí, e quanto existirem 1000, vai ser ainda melhor. Então não tem perceguissão.
    ***
    Mas pra abrafin, é mais facil tirar a banda da jogada a ter que discutir coisas que eles não serão capazes de argumentar.
    ***
    *** resposta: China, meu camarada, a ABRAFIN está sempre, sempre, sempre, sempre, argumentando e discutindo as coisas. É a ABRAFIN e grande parte de seus filiados que não abre mão de bucar uma dialogo com artistas, produtores e imprensa.
    E faz suas declarações publicamentes, como essa ótima entrevista do Capilé, entre outras.
    É a ABRAFIN, que promove mais de 200 debates públicos anuais, sobre musica, quase sempre gratuitos para formar publico, agentes e principalmente bandas.
    É a ABRAFIN que busca com outreas entidades e musicos e governo a formação de uma REDE MUSICA BRASIL, onde de CUFA a ABPD, passando por forum dos músicos, Musica Pra Baixar, se encontram e botam as entranahas para for a para pensar um novo momento da musica do brasil com Funarte /MinC.
    Argumentar é tipo nosso esporte, e colocar bandas na jogada é nosso maior tesão!
    ***
    Esse rapaz realmente vai longe…espero que ele tenha banda…espero que ele fique na abrafin por muito tempo…e depois saia como deputado por algum partido, pois só assim esse moleque faz alguma coisa na vida.
    *** resposta: isso não vou comentar, e me assusta vindo de um música inteligente e importante, e de um cara do caralho com vc. ***
    Aprende uma coisa, pablo: é facil pegar dinheiro público, difícil é fazer música.
    *** resposta: não precisam aprender, mas vale pena ler e refletir, e aí se quiser aprender vai de cada um: viabilizar dinheiro público, aplicar corrretamente, prestart contas do mesmo dinheiro publicamente, fazer música, agenciar artistas, gravar, carregar caixas, comprometer-se com entidades de cultura, afinar guitarra, tocar pandeiro, preparar um drink e servir bem num camarim, colocar cerveja pra gelar, fazer planilhas de custos, vender discos, tocar bateria discotecar, é fácil e dificil, depende para quem, mas tudo e tem sua real importancia e valor dentro do processo, e essa relação que tem que ser estalecida. Fácil é reclamar! Isso é fácil… e colocar a culpa nos outros. Mais uma vez, “a culpa para suas frustações, normalmente é sua.” (essa frase não é minha). “Do It together > Do it yourself” (essa tb não).

  37. F. Nobre comentou em 20/1/2010 às 13:59

    quem se deu bem foi o http://www.oinimigo.com … justo o bastante.

    China, nada pessoal hein. Acho vc e som que faz foda, sabe disso, mas segura a onda , man!

  38. F. Nobre comentou em 20/1/2010 às 14:01

    vi que esse texto circulou por várias listas de produtores e bandas, espero que leiam com calma a entrevista e os comentários. Pode se tiver muita coisa boa daqui, e muita merda tb (dos comentários).

  39. Tiago Lobão comentou em 20/1/2010 às 14:02

    E qual de vocês, que criticam a Abrafin e o Fora do Eixo tão negativamente, já fizeram algo melhor do que eles? Algo viável, pq no mundo da imaginação eu faço até os Beatles tocarem no telhado da minha casa mês que vem.

  40. Carlos Eduardo MIranda comentou em 20/1/2010 às 14:29

    sabe uma coisa mais engraçada nisso tudo? que o Capilé é o maior durango. muitas vezes quando os gordos malucos (eu e o Fabricio) vamos jantar ele foge porque acha que a gente gasta mais do que ele pode em comida. se vcs querem saber, admiro o Capilé, sujeito idealista, assim como Fabrício Nobre, grande batalhador. SEi muito bem o trabalhop que dá fazer as coisas que eles fazem. e foda que fazem isso m uito mais pelos outros que por eles mesmos. se o cara quisesse ganhar dinheiro montava outro negócio, não festivalo de banda independente que é tudo uma cambada de duro. hehehe. na real, deviam parar de fazer os festivais e fodam-se a cena, as bandas, eu, tudo… e botar um mercadinho. dá menos trabalhop e mais dinheiro. e fica curtindo som idependente gringo baixado em mp3, que é de graça. hehehe

  41. F. Nobre comentou em 20/1/2010 às 14:46

    Não tem jeito não:
    “Artista = pedreiro” em 2010 tb.
    Macaco Bong está certo.

  42. Rodrigo Coelho comentou em 20/1/2010 às 14:53

    Olhando com o distanciamento possível para toda essa polêmica e guardadas as diferenças de visão de cada um aqui, uma coisa me é clara:

    música não pode ser de graça.

    Não apenas em se tratando de festivais, mas também de licenciamento, vendas,etc.

    Boa ou ruim, valorosa ou não, tudo isso é subjetivo – e gera discussões apaixonadas. Mas na distância entre paga e gratuita reside a sustentabilidade de toda uma cadeia na qual muitos de nós nos incluímos.

    Se o intuito é fomentar, a declaração me soou infeliz. Mas não vamos crucificar ninguém por isso, nem tomar tudo o que o Capilé falou como errado. Generalizar pessoas e pontos de vista é uma atitude da qual quem trampa com som abaixo do radar furado do mainstream deve evitar a qualquer custo, sob pena de acabar vendo embaçado.

    Não sei onde está o futuro, mas provavelmente não está perto das majors; grandes corporações e ideologias ferrenhas engessam a mente e o espírito. Então com mais profissionalismo, mais música boa e menos generalizações e papo furado talvez consigamos criar um ambiente saudável e prolífico para a música de qualidade brasileira.

    O caminho do meio é o caminho da elevação.

    abraços,
    coelho

  43. Diego Rodrigues comentou em 20/1/2010 às 15:26

    Esclarecimento:
    Apesar da banda Sweet Fanny Adams ter sido citada nesta entrevista, gostaria de deixar claro que não possuímos NENHUM tipo de vínculo com o entrevistado e DISCORDAMOS de muitas de suas opiniões, como “que não se deveria pagar cachê às bandas”.
    No início da banda, chegamos a tocar em alguns festivais sem receber nada pois achavamos que, como era o início da banda, era uma boa oportunidade de mostrar nossa música, a maioria dos festivais são bem organizados, dão uma boa estrutura para a banda se apresentar e era isso o que buscavamos naquela época. Aceitamos também outros convites onde o festival ofereceu um cachê e, muitas vezes, o cachê ficou só na promessa. Acho que cabe a cada banda fazer sua própria analise sobre que convites aceitar, em quem confiar, quais são suas prioridades. Cada banda tem uma realidade diferente, cada estado tem uma realidade diferente, cada um deve saber quanto vale o seu trabalho.

    Deixo uma última mensagem para os músicos e bandas: Lembrem-se que SEM MÚSICA NÃO EXISTE FESTIVAL, o produto que está sendo vendido nos festivais é a SUA música, VALORIZE-SE.

  44. NaReal comentou em 20/1/2010 às 15:53

    Caramba, que festival de bobagens.
    De um lado os produtores, que acham que pra viabilizar os festivais os artistas devem tocar de graça.
    Do outro os músicos, achando que os produtores não entendem nada e que só tão a fim de se locupretar do talento alheio.
    Ninguém se tocou ainda que a questão toda é a falta de vontade em um lado valorizar o outro?
    Se o festival não tem grana pra pagar cachê, então vai com atrações que estão dispostas a tocar de graça. E sem essa de “tocar para divulgar”. Porque quem tem que saber o limite do “tocar de graça pra divulgar” é o músico, que tem a conta dele pra pagar.
    Se a banda não quer tocar de graça, pra divulgar, então não toca. Mas não precisa chamar o produtor de ladrão por conta disso.
    Eu não sou músico, nem produtor. Sou público. E acho que pro público ir a um número cada vez maior de shows legais, consumir, tem que haver a compreensão de produtores e bandas.
    Ah, o som do Cidadão Instigado é muito foda. A banda é alucinante e o Catatau é um puta músico. Por conta disso, tem que saber o papel dele nessa parada toda. Mais responsabilidade com o que fala, pra depois não ter que vir com a velha lábia que o jornalista deturpou seus comentários.
    E amigos músicos, sejam menos defensivos e menos egocentricos.

  45. F. Nobre comentou em 20/1/2010 às 16:00

    “Free is the new black!”

    Existem milhares de maneira de se valorizar.

    Agora se comprometer e não pagar, aí é feio demais.

  46. Renatóvski comentou em 20/1/2010 às 16:09

    Como músico me apresento (como já me apresentei, apesar de não concordar com isso) num festival (dependendo de qual for) sem cachê. Mas a postura do representantes da Abrafin, na pessoa do Sr. Capilé, quer mais: que paguemos do nosso bolso o transporte até o festival. E é aí que moro o (nosso) problema.
    Como sair de Porto Alegre até o nordeste ou sudeste e pagar por isso? Aéreo é muito caro e de carro temos que sair bem antes, tocando numa pá d cidades próximas pra tentar levantar uma grana, mas geralmente ele mal da pra gasolina. O Capilé vive dizendo que “as bandas devem se profionalizar”. Como nos profissionalizar se não temos motivação nem recusros pra isso? Sesc são poucos (e pra poucos), já os Festivais da Abrafin e dos coletivos são muitos. Outra coisa; a maioria desses festivais provém de recursos de lei de incentivo, federais, estaduais e municipais. E não venham nos dizer que no processo desse projeto não consta cachês pros artistas que se apresenatrão. E por que os festivais não nos pagam então? Macaco Bong e Black Drawing PAGAM PASSAGEM DE SEUS BOLSOS? OU TOCAM SEMPRE SEM CACHÊ? A discussão deve existir. Nobre e Capilé não merecem serem desrespeitados (agem em pró da música), mas estão políticos ao extremo. É no mínimo estranho q essas discussões sobre festivais NUNCA se discuta MÚSICA neles. São apenas estratégias, coligações, armações (no bom sentido), etc. Precimos disso TB. Mas não só disso. E o artista deve ser pedreiro mesmo. Mas um pedreiro remunerado. Por menor que seja. Isso é bom pra ele acordar no dia seguinte e sacar que pode continuar erguendo sua casa.

  47. F. Nobre comentou em 20/1/2010 às 16:36

    Em nenhum momento tem algo que diz que não se deve pagar cachê para nenhuma banda, mas sim que é errado as coisas custar mais do valem, pois isso invabiliza todo o processo!

    Entendam, se a banda cobra mais do que “vale”, se custos superam as possíveis receitas, todo o processo vai por água a baixo…
    é simples, é matemática básica.

    Se o show para atender banda e público custa uma coisa, e a banda não quer, organizar em tour, viajar de maneiras baratas, se hospedar em lugares mais simples, abrir mão de um e outro equipamento, fazer parte do trabalho do tecnico ou do produtor, se a banda não tentar ser o mais viável possível, a grana vai sair do bolso dela, ou vai custar mais caro para público.
    É matemática pura!
    Vou fazer desenhar para que ententam.

    Um na casa X em Goiania (cidade com uma boa cena independente) com a banda A (quarteto que a imprensa adora mais nunca tocou na cidade, é uma banda nova, mas bem boa, mora em SP).

    Custos:
    Aluguel de Som / Luz – R$ 1.000,00 (dois moving lights extras, banda tem iluminador)
    Back Line – R$ 450,00 (o guitarrista só toca em amplicadores valvulados)
    Hotel – um triplo (roadie, pa e iluminador), um single (produtor) e dois duplos (banda) – R$ 120 + R$ 95,00 + R$ 105 + R$ 105
    Alimentação – R$ 40 * 8 = R$ 320 a banda não aceita permuta, tem que ser diária fixa. (um razoável buffet em Goiania custa R$ 20,00 por pessoa)
    Cartaz – R$ 200
    Flyer – R$ 150
    Arte – R$ 100
    Transporte – 8 aéreos de Congonhas (R$ 700,00 cada), só que a AGENCIA da banda conseguir fechar Brasília na mesma viagem… então são metades dos aéreos + metada da van entre Goiania e Brasília: (8 x R$ 700,00 / 2) + (600/2) = R$ 3.100,00
    A casa oferece segurança, liberações de impostos e ECAD.
    ===
    CUSTO TOTAL 1 = R$ 5.475,00

    Casa LOTOU, 300 a R$ 20,00 = TOTAL R$ 6.000,00
    O cara da casa ficou feliz, e não cobrou as bebidas.

    A negociação é 80% da bilheteria bruta para produtora da cidade que faz o show e 20% para casa.

    A produtora quer mega investir na banda, acha foda, até quer ela para selo. Mas… ficou acertar os custos com a banda e rachar o que sobrar (justo hein, tipo nem na Monstro hoje… heheheheh)

    R$ 4.800,00 foi o que sobrou…

    os custos não foram pagos, produtora paga os custos todos… e fica com preju de R$ 675,00. Sem contar que paga a diária do cara que cuida do show, e quem fiscaliza a bilheria.

    A banda não ganha nada, e ainda tem que pagar:

    + roadie diária = R$ 150,00
    + pa = R$ 300,00
    + iluminador = R$ 300
    + produtor de estrada tem salário pago pelo agente
    + agente 20% do bruto

    Ou seja, TODO MUNDO SE FUDEU!
    Se manda que vem o casa vai fazer um show com uma banda cover de Brasília mesmo, que topa arriscar tudo na bilheteria, 50% e vem de carro.

  48. F. Nobre comentou em 20/1/2010 às 17:04

    então aí vamos comparar…

    A mesma casa X em Goiania (cidade com uma boa cena independente) com a banda B (quarteto, que a nem conhecida pela imprensa nacional, mas que investiu R$ 600 reais para tocar no BANANADA 2009 – FESTIVAL BANCOU TODAS AS DESPESAS, MENOS TRANSPORTE E CACHÊ, a banda B veio de carro da mesma cidade, SP, e botou para fuder no show, não chamou tanta atenção da midia nacional, algumas resenhas em blog e tal, mas caiu nas graças do selo e publico da cidade, e imprensa da cidade. Eles resolvem voltar para cidade a convite da casa X)
    Custos:
    Aluguel de Som / Luz – R$ 800,00 (a banda usa iluminação básica, e não tem iluminador)
    Back Line – R$ 00,00 (o guitarrista ficou amigo do cara do selo da cidade e da banda C, que foi convidada pra abrir o show e levou todo o backline, e topa dividir o backline, sem problemas, melhor, a banda C tem ótimo back line, e ainda fuma maconha, então vai fazer aquela preza para banda B)
    Hospedagem – dois caras ficam na casa do tal guitarrista da banda C maconheiro, uma até tá pegando a prima do cara e outros dois, menos do rock ficam na casa do dono do selo, na sala mesmo, num colchão, que já recebeu sem bandas, mas que tem agua na geladeira, wi-fi e a mulher do dono do selo para fazer a moral, faz um macarronada para toda a turma. custo R$ 00,00
    Alimentação – R$ 00,00 no almoço a casa tem a permuta num bom por quilo no mesmo bairro, que em troca do nome no flyer, oferece almoço para até 5 pessoas em todos os shows que a casa faz. Jantar é tal macarronada, que a mulher do cara do selo caprichou muito!
    Cartaz – pra que, twitter neles
    Flyer – R$ 150 (ok, vamos fazer um flyers, que ainda ajuda)
    Arte – R$ 100 (ok… os BSF merecem as vezes)
    Transporte – a banda tocou saiu de SP, tocou em São Carlos, show empatou, mas bancou o gas até ali, tocou em Uberlandia idem… gastou R$ 200,00 de gasolina e lanches até Goiania… e R$ 100,00 até Brasília… o show de brasília, vai pagar o Gás da volta. O baixista da banda tem carro mil financiado.
    = R$ 300,00
    A casa oferece segurança, liberações de impostos e ECAD.
    ===
    CUSTO TOTAL 1 = R$ 1.350,00
    Casa não mas deu LOTOU, 200 a R$ 20,00 = TOTAL R$ 4.000,00
    O cara da casa ficou feliz mesmo assim, e como banda não bebeu tanto por que iria dirigir no outro, e passou a tarde fumando maconha com a banda C, local. A cota de R$ 20,00 de bebida por membro da banda foi suficiente.
    A negociação é 80% da bilheteria bruta para produtora da cidade que faz o show e 20% para casa.
    Pra variar riscos por conta da produção e racha a sobra.
    R$ 3.200,00 foi o que sobrou…
    MENOS os custos: R$ 1.850,00, opa lucro!!!! OPA!!!
    R$ 925,00 para banda / R$ 925 para produção local!

    A casa e produtora já agendam o mesmo show e casa oferece 90% da porta para daqui 3 meses.

    A banda R$ 925,00.
    + roadie a banda faz seu proprio roadie ou é ajuda pela banda de abertura
    + como já tinha tocado no BANANADA conheceu o tecnico de PA da casa e confia no cara, não precisou contrat um extra
    + iluminador, banda que bora 300 pessoas num show precisa de iluminador!
    + o batera faz as vezes de produtor, por que é mais gentil e bom de matemática, e trampa no selo que arma shows em Brangança Paulista
    + agente 20% do bruto = Opa aí sim olha o agente ganhando R$ 185,00 e fazendo cada vez mais força para vender os shows da banda, e quanto mais melhor!
    Sobrou livre R$ 740,00. Que dá R$ 185,00 reais de diária de trabalho, mais maconha de graça, uma bela macarronada, e guitarrista ainda se deu bem com a prima lá!

    AGORA AMIGO! PARA FAZER VALER, É 10 shows por mês, o que hoje, dá para fazer… é um salariozinho de R$ 2.000 a 3 mil, com a melhor profissão do mundo. E ainda de vez em quanto pinta um SESC, um show fechado, um festival que tem patrocínio bom, e tudo segue!

    Não é tanto assim, nem tanto assado,.. mas vai, o assim é o caminho hoje!

  49. F. Nobre comentou em 20/1/2010 às 17:07

    Prioridades na vida e matemática. E vamos nessa!

  50. Carlos Eduardo MIranda comentou em 20/1/2010 às 17:22

    3 mil por mes ganha um motorista de taxi em SP. bom emprego pra musico de banda que ainda não vingou. guardando um pouquinha da pra investir numa tournée. trabalhar faz bem. e artista não é proibido de trampar com outra coisa. pelo contrario, devia. quanto menos comprometimento com o sustento, menos compromisso com a venda de seu trabalho; igual mais liberdade criativa, mais opções de caminhos a seguir e mais tempo pra arriscar sem endoidar dos nervos.

  51. Renatóvski comentou em 20/1/2010 às 17:25

    Nobre, te respeito pra caralho e concordo com 80% do que vc acabou de postar, mas com algumas considerações; a maioria ABSOLUTA das bandas que vão tocar nos festivais da Abrafin, NÃO EXIGEM:

    - Diárias de alimentação (qq gororoba honesta ali tá valendo)
    - Não levam iluminadores (e na maioria das vezes, pra não elevarem o custo para o festival e correr o risco de perder a vaga, NEM ROADIE levam
    - Como não levam iluminadores, sequer conhecem moving light…
    - Amplificadores valvulados ou não, geralmente tocam c/ o que tiver, se não tiver, “liga isso aí na linha mesmo e vamo tentar fazer uma noite bonita” – mas nunca foi o caso

    Ou seja, as bandas que o Capilé diz fomentar, às vezes pedem APENAS o seu transporte até a cidade e aí vem o Pablo com essa matraca que “festival é mostra”.

    Cara, não é por aí. Já vi falarem mal de uma banda que recusou tocar num festival por o mesmo não ter bancado seu transporte e ser chamados de “estrelas”.

    Todo mundo tá fudido nessa história, mas o que fomenta (e a razão de ser) dos festivais independentes são as bandas independentes, por isso, mais atenção e cuidado com elas.

  52. Carlos Eduardo MIranda comentou em 20/1/2010 às 17:27

    ah… e eu falei esses tantos também porque sei que no fundo o que os festivais (e seus produtores) querem é o mesmo que os artistas: que as bandas ganham seu dinheiro e façam sua carreira; que os festivais ajudem nisso para levar fama e cresçam com isso fomentando ainda mais a cena. tão só se expressando publicamente nos modos secos e diretos que falamos entre a gente, já calejados com as dificuldades do caminho. Inclusive má comunicação.

  53. Renatóvski comentou em 20/1/2010 às 17:35

    Ps: não estou falando em cachês, ok? Eu concordo em tocar pra um público bom e longe de minha cidade.
    Só acho que um mínimo deveria ser dispensado a nós, e esse mínimo é isso; transporte, hospedagem, alimentação.

  54. Edimar Filho comentou em 20/1/2010 às 17:46

    Digo sempre isso aqui em Goiânia pras bandas de amigos que reclamam das mesmas coisas que estão sendo comentadas aqui. O que eu acho que uma banda tem que se preocupar, é em não somente se preocupar com políticas públicas e grades de festivais, isso TAMBÈM faz parte da rotina de uma banda hoje. Se a banda não fizer isso, tá lascada. Acho que a pergunta que as bandas devem fazer é a seguinte: “O que EU quero fazer da minha vida?” Quem virou médico se perguntou isso, quem virou engenheiro também. É uma profissão. Ser músico é ser artista, mas é uma profissão. A 20 anos atrás, vc não precisava de um diploma de Administração pra ser gerente de loja, e nem ser Farmaceutico pra dar injeção em farmácia, hoje precisa. Se o cara decide viver de música, estudar escalas harmonicas em casa não é mais a única coisa necessária. Tem que TRABALHAR. O cara passa 4 anos na universidade, pagando todo mês, pra depois que se formar, depois de 4 anos, arrumar um emprego, que não paga tanto assim, e ele vai crescendo profissionalmente, até ali pros 40 anos de idade, ter sua casa própria, seu carro quitado na garagem e tudo mais. Agora, galera monta uma banda, grava 4 músicas, e quer receber um chachê pra tocar daqui uma semana?? Quer viajar o pais bancado, assim, tipo “tenho uma banda, sou artistas, paguem pra me ver???” Se os integrantes da banda se dedicarem em suas bandas (pra prosseguir no exemplo) por 4 anos, como se dedicam em uma faculdade, trabalhando, divulgando, investindo dinheiro como investem na faculdade, fazendo contatos, amigos, e etc… vcs acham que em 4 anos, esses caras não vão estar vivendo disso??? É escolha… questão de pura escolha. Saber o que quer fazer da vida, e correr atrás. Ter emprego fixo e reclamar que não consegue tocar é fácil demais. O que mais tem ai é advogado dono de supermercado metido a artista gravando disco com lei de incentivo e reclamando que não consegue vender show. 2010 não é como em 1970. Nenhuma gravadora vai “descobrir” mais talentos. Esses antigos modelos de músicos que tocavam cover no barzinho e agora começaram com trabalho autoral e querem receber por isso como recebiam os artistas que eles acompanhavam, não cabem mais hoje. Quem não entender isso, vai estar daqui a 5 anos, reclamando de novo, em algum outro blog desse aqui.

  55. Gustavo Pré-Sal comentou em 20/1/2010 às 17:52

    Alguém pergunte se o Macaco Bong abriu mão do cachê quando tocou no Planeta Terra. Comparados a Iggy Pop e Sonic Youth que são principais e que atrairam o público, o Macaco Bong é banda iniciante, certo? Então na filosofia de Capilé, banda iniciante não merece ganhar cachê porque basta a visibilidade de estar em um festival. “Ah, mas o Planeta Terra tem grana!” Sim, tem mesmo. Mas proporcionalmente falando, um festival que ganha patrocínio da Petrobras e que não traz grandes bandas como Iggy e Sonic Youth, deveria ter o mínimo respeito pelas bandas, mesmo iniciantes e pagar cachê, não acham? Então se você tocou em festivais “independentes” que tiveram patrocínio da Petrobras e não ganhou cachê, vá atrás de seus direitos porque uma das cláusulas do regulamento do edital é que todas as bandas devem ganhar cachê. Precisa mais?

  56. PSilva comentou em 20/1/2010 às 18:22

    Estamos vendo um novo monopólio da produção musical se instituir, foram espertos e avançar frente as gravadoras. S´po que ao invés de produzirem as bandas aos seus moldes botam a galera pra tocar de graça e fazem grana em cima disso,
    O capilé ta lá comendo camarão enquanto “mais de 2700 bandas abrem mão de datas e outros compromissos para participarem do grito rock

    Ô capilé, da um camarão aê!!!

  57. . comentou em 20/1/2010 às 18:38

    É como renatovski disse, não é questão de cachê, mas está foda ter que ficar pagando transporte pra tocar, é demais…

  58. Ana comentou em 20/1/2010 às 19:32

    Entrevista sem sentido, nao acredito que uma pessoa com um discurso tao prolixo (ou pro-LIXO) e que faz uso, sem o dominio, de uma metalinguagem seja responsavel por alguma decisao importante no cenario cultural.

    A palavra lastro, usada indiscriminadamente com sentido de base pelo entrevistado, mesmo se referindo a algo que está no fundo, nao tem em nenhuma hipotese o sentido de alicerce.

    “Aí a gente triplica isso pelo valor agregado, a banda esteticamente é bacana.” A banda ser esteticamente bacana é um valor agregado? viu “valor agregado” em algum manual de quinta e repete o jargão sem nenhuma noçao do conceito. A estética, a musica, a performance, a presença, o trabalho, isso tudo é a banda!

  59. Ricardo Villa comentou em 20/1/2010 às 20:01

    A cena mais tragicômica que já presenciei nesse meio, foi o relato de um músico que nos contou que pra participar de um festival da Abrafin, ele e a banda quase venderam a mãe pra pagar do próprio bolso passagem aérea pra 5 pessoas ida e volta, a uma distância de 1500 km. Isso por q o produtor do festival os incentivava, dizendo que aquilo seria “A” vitrine pra eles. Foram escalados para abrir uma noite. Lá, com o local ainda as moscas, foram abordados por um produtor do evento: no palco em 5 min. Tentaram argumentar que haviam viajado bastante, gastado uma grana pra estarem ali, mas sem papo: ou tocam agora ou não tocam mais. A vitrine deu a eles um público de 20 pessoas e um preju de quase 2 mil reais.

    Mas na boa acho q o vacilo foi deles… por que como disse o Grande Capilé na 11ª pergunta da entrevista: que comprassem passagens aéreas em promoção.

  60. Talles Lopes comentou em 20/1/2010 às 20:14

    Quando nos deparamos com uma reação como essa por parte de artistas e supostos defensores dos artistas, é que percebemos q realmente, mesmo com o esforço monstro q um galera vem fazendo para tentar consolidar um novo mercado independente no Brasil, o tamanho das dificuldades que enfrentamos. E o pior disso tudo, é que justamente aqueles artistas independentes, que eram completamente excluídos do modelo implementado pelas majors são tb os que tratam o novo modelo com todo este rangor.
    Além disso, é muito preocupante a capacidade que determinadas pessoas tem de fazer leituras e emitir opiniões, sem ao menos se preocupar em obter informações mais qualificadas, para que possamos avançar neste debate q estamos travando diariamente em prol da construção de um modelo mais democrático para a cultura de nosso país.
    Fabricio e Miranda já se posicionaram muito bem, e de uma forma bem didática inclusive, mostraram todos os desafios q estamos enfrentando, e que nos levam neste momento especifico, a um contexto onde só podemos avançar se o artista perceber que como qualquer outra pessoa, ele também deve trabalhar pela construção do processo em que está inserido, sem se colocar como ente “iluminado”, fora deste contexto. Como diretor da Abrafin e das Casas Associadas, membro do Circuito Fora do Eixo, realizador do festival Jambolada e gestor do espaço Goma em Uberlândia, me impressiona muito como os músicos brasileiros ainda relutam em compreender a importância do trabalho realizado dentro de uma nova lógica associativa e colaborativa, ruminando ainda o capim sem gosto e nutrientes de um modelo antigo que era muito mais excludente e individualista. Talvez o sonho com o estrelato, ainda ofusque o sonho pelo possível, e gere tanta frustação e miopia. Pq se formos ser bem claros e verdadeiros, tudo o que Pablo colocou é uma leitura realista sobre este processo em que estamos vivendo, sabendo do tamanho do desafio que é lutar pela construção de modelos q sejam mais justos e viáveis. Como bem colocou Rogério Skylab: este é um movimento sem delírios ou falsas argumentações. Trata-se agora de saber realmente quem está disposto a contribuir com esta construção. Eu estou, e tenho total convicção que Pablo Capilé tb.

  61. . comentou em 20/1/2010 às 20:25

    Não pagam transporte
    Não pagam alimentacao
    Não dão hospedagem
    Isso depois de receber centenas de milhares de reais pra produzir um festival…
    Se eles não podem pagar porque não têm grana, como eles tão sempre de roupa nova, com cigarro no bolso e viajando 3 vezes por mês?

  62. Ynaia Benthroldo comentou em 20/1/2010 às 20:35

    Meu deus,sinto vergonha demais danossa classe quando leio a maioria dos comentarios acima.

    Parece que ninguem esta entendendo nada, quanta choradeira, quanta falta de vontade de compreender o que esta escrito na entrevista.

    Parece que todo mundo tem que investir e so a banda tem que surfar nos investimentos. Nego acha que comprar corda, pagar ensaio e gravacao ja é investimento suficiente para formar publico, e o resto quem tem que bancar sao os festivais e os produtores.

    Genios incompreendidos, que estao eternamente esperando o mecena chegar na casa dele, tirar a bunda dele da cadeira, pagar aviao, cache etc pra ele poder mostrar todo o seu fantastico talento.

    Deixem de ser miopes, festival hj te da de bandeja 4, 5, 6 mil pessoas para que vc possa conquistar, e pouco a pouco formar o publico que vai comprar sus cd, suas camiseta, que vai pressionar pra te chamar de novo pra tocar na cidade. Sem falar quem la tao os jornalistas, os produtores, os compradores, santa ingenuidade nao mensurar o valor disso tudo, beira a burrice.

    É por isso que tanta gente se FRUSTRA. Artista tem que parar de ser reativo e comecar a ser propositivo. Parar de esperar cair do ceu e comecar a construir escada. Pablo, nobre e miranda mandaram muito bem no argumento.

    Nos do macaco ja tocamos em 24 festivais, e pagamos pra ir tocar em 22 deles. E nao trocariamos o que conquistamos nesses festivais por NADA NESSE MUNDO. Pagariamos as passagens de novo, ficariamos em hospedagens solidarias de novo, abririamos noites de novo e digo mais, pagariamos duas vezes mais se sobessemos que o resultado seriam os qe foram 4 anos depois.

    So de midia expontanea que recebemos contabilizamos mais de 2 milhoes de reais, isso contando so os festivais, sem falar nas consequencias que esses festivais geraram para nossa carreira. Nao so a gente como dezenas de bandas que deixara a preguica de lado e resolveram empreender pra coisa acontecer.

    Ao inves de nos musicos nos organizarms como classe, trabalharmos para construir junto aos festivais, casas e coletivos um grande sistema de musica nacional, ficamos muitas vezes ai chorando a nossa propria inabilidade em construir alicerces mais solidos para nossa carreira.

    Triste!

  63. Martelo comentou em 20/1/2010 às 20:49

    Pois é…

    Se as bandas não devem receber cache pra tocar, pra que entao que patrocinios e leis de incentivo carregam numeros tao altos?
    Tomando como exemplo o Jambolada…
    Poucos artistas receberam pra tocar lá, tirando o Pato Fu e o Sepultura, os outros, se receberam, receberam micharias…
    Agora considerando que é um festival que ano que vem terá 300 mil reais de verba pela lei de incentivo à cultura, resta a pergunta:
    Quais os valores?
    Será que tal verba foi gasta na locação de uma area para o evento, locacao dos 2 palcos, pagamento pra segurancas e caixas e cache das 2 bandas headlines?

    Falo pelo que vi, sem provas materiais, para quem quiser acreditar…
    Os “lideres” de cada coletivo(que segundo eles mesmos não têm lideres) assinaram contratos oficializando o recebimento de cachês altos para os padrões das bandas independentes do cenário nacional, mas ninguem sabe disso…
    Infelizmente esse camarão custou muito suor e trabalho duro para muitas bandas…

  64. Ricardo Villa comentou em 20/1/2010 às 20:56

    correção: na última postagem, o número do público presente era de 200 e não 20, como postei (teclado zuado).

    Bom, 200. Tinham prometido 4 mil. É um começo né?

  65. Tessa Pires comentou em 20/1/2010 às 20:58

    falou quem saca bagaraiii de banda e musica, hein ana! “mina fodona” rs

    na real, o capilé mandou muito bem. organizo eventos a quatro anos, e tem uma pá de banda que mal cai na estrada e ja acha que ganhar cachê é um obrigação. o miranda disse bem quando afirmou que banda é um negócio como qualquer outro, e que tem que investir pra ter retorno, produtor faz isso, pq banda não pode? é muito coerente essa defesa do artista igual pedreiro. eu vejo essas bandas, macaco, moveis… esses caras ralam pra caramba, investem muito pra circular, formar publico, etc etc etc. não é atoa que são do tamanho que são. sinceramente, só uma iguana pra não enxergar isso. querendo ou não a formula mais bem sucedida de mercado hoje é essa defendida pelo capilé na entrevista. só não enxerga quem não quer. acho legítimo fazerem defesa contra isso, mas seria mais interessante se apresentassem outra forma de fazer a “coisa acontecer”. apresentem aí outro modelo bacana que dá certo hj além desse…

  66. Bruno Ramos comentou em 20/1/2010 às 21:02

    99% dos festivais em todo mundo não pagam cachê, não sei o porque de tanta surpresa por parte dos músicos brasileiros.

    Quem sustenta as bandas são as rotas continuas, as turnês, as casas, a venda dos produtos.

    E as partes mais interessantes da entrevista ninguém comenta, interessante perceber que os festivais estão mudando, gostaria de me aprofundar mais a respeito.

    Entreviste mais produtores de festivais hugo, seria bacana.

  67. Fernando comentou em 20/1/2010 às 21:29

    Bom…gostei da entrevista e acho que o Capilé tem ideias inovadoras e boas, mas não concordo com tudo…vejo muitas bandas, viajando muito pelo país em muitos eventos da Fora do Eixo…gastam muito mesmo…encaram como um investimento para que a banda apareça e receba outros convites para tocar novamente e assim fazer um público em outras cidades, o que já acontece…isso tudo eh muito complicado…chegam num estágio que tem que recusar alguns shows pois não tem verba para bancar toda viagem! O ideal seria pelo menos viajar, tocar e não ter custos…à maneira Fora do Eixo de ser…hospedagem solidária e uma alimentação de boa, juntamente de uma ajuda de custo para auxiliar numa gasolina ou passagens, não faria mal e ajudaria muitos artistas!! Concordo que o artista deve ser valorizado, mas tah aih, o Nobre falou coisas interessantes e assim como ele, acho que pode haver outras formas de valorizar o artista. Aprecio muito o trabalho todo do Macaco Bong não só como banda, mas como trabalhadores!! os caras tocam e trabalham para que todo o festival ocorra da melhor maneira possível!!! Em algumas oportunidades ganham um cachê aqui ou ali, se bancam para viajar com essa grana e trabalham em outras coisas por fora da banda pra poder investir na banda…tocam em tudo que eh lugar, já vi show dos caras no meio do mato em Pirenópolis/GO!!! hoje em dia não existe mais aquele lance do artista “estrelinha” que chega, quer ficar num hotel caro, ser levado de van para o evento, ficar num camarim soh dele, subir no palco, tocar e nem arrumar suas coisas depois!!! não dentro do circuito independente…a não ser que vc queira se vender e tocar musiquinhas pops vendáveis!! se vc quer fazer o que gosta tem que suar muito a camisa e tirar uma grana do bolso sim!! ao invés de ficar reclamando, vá trampar com outra coisa pra conseguir uma grana e investir na sua banda…faça algo pela cena vc tb começando por sua cidade! Os caras tão tentando movimentar a cena musical do país…e vc que tah reclamando tah fazendo o que!? soh reclamando!! tenta mudar…começa a fazer os seus festivais e vá pagar todas as bandas…fazer eventos grandes e bons pras bandas, pagando todo mundo! se nao gosta do estilo Capilé e Nobre de movimentar a cena, crie o seu e tente mudar do seu jeito…o slogan artista=pedreiro é muito bom e funciona, pois as bandas que mais trabalham pela cena são as que mais viajam e estão crescendo dentro do circuito!

  68. Pablo Capilé é entrevistado a respeito do Circuito Fora do Eixo « Coletivo Esquina (DF) comentou em 20/1/2010 às 21:37

    [...] Mercado (mutante) independente [...]

  69. Rafael F. comentou em 20/1/2010 às 23:10

    PARABÉNS CAMALHAS. VCS CONSEGUIRAM. cARACA ATÉ O MIRANDA ENTRO AQUI.. KKKKK. MIRANDA TU É FEI D+.

    AHH PARECE QUE HÁ UM COMPLOR DOS GORDINHOS DONOS DE FESTIVAL QUE TOCAM MAL P/ CARALHO E QUEREM DOMINAR O MUNDO.

    TIRANDO ISSO O RESTO É DEVANEIO CIBERNÉTICO OU NÃO.

  70. Rafael F. comentou em 20/1/2010 às 23:13

    MASSA É A MATEMÁTICA DO ROCK OU SERIA MATHROCK(tá na moda? ou eu que não sou antenado) Aqui no buraco da catiti a coisa é diferente. Quem sabe faz ao vivo.

  71. O inimigo comentou em 20/1/2010 às 23:40

    Que atire a 1° pedra o produtor que nunca superfaturou notas fiscais para realização de um evento cultural.

  72. foca comentou em 21/1/2010 às 3:08

    Banda não tem que “ganhar” cachê como se isso fosse um prêmio dado por serem “artistas”. Deve sim conquista-lo por mérito e por lastro (cada um vale o quanto leva).

    Até minha vó de 90 anos entende o recado se ler esse texto!

    Acho que foi isso que Pablo quis dizer. A entrevista aqui no meu quintal tá rendendo hein Hugo? :)

  73. Jesuino comentou em 21/1/2010 às 5:41

    com licença.
    o tema sério tornou-se conversa bizantina desde sua origem nos anos 90. nenhuma novidade. o ego, esse de todas as partes, atravanca a evolução, desde os primeiros acordes.
    tá todo mundo certo, tá todo mundo errado. sintonia nenhuma ou nunca…
    resumo da ópera: sem música a vida seria um equivoco.
    um adendo: o rock é ilusão!
    paz e amor na “cadeia produtiva”.

  74. Roberto comentou em 21/1/2010 às 5:48

    o mais engraçado é que conheço pelo menos 6 músicos que estão escrevendo aqui e nenhum deles tem esse perfil de “músico metido a artista, sentado no sofá esperando ser descoberto”. Todos ralam pra caralho no cenário independente brasileiro, a anos. Alguns tem seu próprio selo, outros seus estúdios. Outros, além de músicos são também produtores. Só estão reclamando de ter de pagar pra tocar, simples… É mais fácil denegrir o argumentador do que contra-argumentar?

    .

  75. netto comentou em 21/1/2010 às 6:03

    muito importante o trabalho da ABRAFIN, sem dúvida, abrindo caminhos novos na cadeia de produção da música. mas a filosofia do “na tora” não pode se tornar dogma, como muitas vezes parece: um passo à frente é equiparar a estética com a política, investir em bandas “de verdade”, e menos em bandas de fim de semana. outro passo é proporcionar condições de infraestrutura melhores, para que a música aconteça de verdade. o que mais tenho visto pelos festivais é show porco, com o P.A. no talo, sem passagem de som nem porra nenhuma. mas, pro “artista igual pedreiro”, isso não pode ser um problema. foda-se a música. que lógica é essa?~?!?!!

  76. Alfaia comentou em 21/1/2010 às 6:22

    o mais engraçado é que conheço pelo menos 6 músicos que estão escrevendo aqui(comigo 7) e nenhum deles tem esse perfil de “músico metido a artista, sentado no sofá esperando ser descoberto”. Todos ralam pra caralho no cenário independente brasileiro, a anos. Alguns tem seu próprio selo, outros seus estúdios. Outros, além de músicos são também produtores.Vieram/estão em várias bandas com credibilidade no cenário. Só estão reclamando de ter de pagar pra tocar, simples… É mais fácil denegrir o argumentador do que contra-argumentar?
    Parabéns, Fabrício Nobre, não concordo com você em muitas questões levantadas, mas aprecio o fato de você não se deixar levar por provocações de baixo nível e discutir o assunto responsavelemente. Notei o teu empenho em aproveitar o oportunidade retórica e transformar esse espaço num ambiente de discussão à sério. Como deve ser.

    Recado pra moçada do esculacho:
    Não acho que a discordância dos músicos em relação a metodologia da Abrafim trnsforme todos eles em dinossauros preguiçosos, arrogantes e anacrônicos com alguns aqui afirmam.
    Os festivais tem sua ideologia,tanto artística quanto empresarial e todos sabemos que toda ideologia tem seus gurus, e muitos defensores, o que não significa que tenha de ser hegemônica. Muitos do que aqui reclamam, fazem suas produções do seu jeito e também dá certo. Se reuném em cooperativas, mas desta vez, feitas por músicos, mais informais e por isso sem merecer divulgação/legitimação de mídia. A maioria têm experiência de décadas na labuta artística e também conhecem os meandros de captação de recursos e estruturação de eventos, como eu. Mas a despeito de não levantarmos nossos próprios festivais, levamos a pecha de acomodados e anacrônicos. Como disse Coelho, aí em cima: não vamos generalizar.

    .

  77. Marcos Neves comentou em 21/1/2010 às 6:55

    Com execeção de um ou outro comentário dispensável, a maioria absoluta aplaude os feitos de Capilé e Abrafin, só não querem constar como “artista que ganham cachê” apenas na hora que esses caras sentam na frente de um computador para escreverem projetos de lei. Por q é notório que quando eles o fazem, o cachê dos artista, superfaturado, consta ali pra engordar o projeto. Ok, eles pedem 600 mil e a lei aprova “apenas” 400. Há de se fazer uma readequação, e nesse caso, abaixa-se uns valores, cortam alguma supérflua, vão mexendo aqui e ali. Evidente que nessa readequação, eles não são bobos de enviar à secretaria um corte nos cachês dos bandas, por aque aí a coisa ia ficar latente: “como o festival é de música independente se na readequação eles tiram fora exatamente os cachês e custos com as bandas independentes?”, pode pensar o cara que avalia os projetos. Então os números continuam, mas as bandas ainda assim não recebem nada. E na maioria das vezes paga do seu bolso pra chegar e voltar da cidade. E só deus sabe como é a prestação de contas dessa coisa toda. Alguém aí em cima citou os Coletivos, que estes repassam aos festivais um nota fiscal e declaração, que recebeu X pra mandar os artistas Y pro Festival W. Isso além de grave é no mínimo desrespeitoso com as bandas. Pra falar a verdade, eu não diria uma coisa dessas se não tivesse prova disso. Engraçado tb que desde que o Catatau falou da Abrafin pra RS, os caras da Abrafin não perdem uma chance de achincalhar o cara, quando na verdade o cara está apenas valorizando sua música. Veja a história do Catatau, como músico e produtor pra sacar se o cara precisa passar por isso.

  78. Luiz Manghi comentou em 21/1/2010 às 7:02

    “o mais engraçado é que conheço pelo menos 6 músicos que estão escrevendo aqui(comigo 7 e comigo 8!) e nenhum deles tem esse perfil de “músico metido a artista, sentado no sofá esperando ser descoberto”. Todos ralam pra caralho no cenário independente brasileiro, a anos. Alguns tem seu próprio selo, outros seus estúdios. Outros, além de músicos são também produtores.Vieram/estão em várias bandas com credibilidade no cenário. Só estão reclamando de ter de pagar pra tocar, simples… É mais fácil denegrir o argumentador do que contra-argumentar?”

    A questão é, a retórica é sempre dizer que os músicos que estão do outro lado, ou seja, não concordam com essa lógica da Abrafin, querem ser estrelas, ter cachê alto, hospedagem em hotel de luxo, camarim individual. Quando na verdade sabemos que a cada 10 bandas independentes, 1, no máximo, tem esse perfil.

    ACORDA! Ninguém aqui ta querendo ser astro igual anos 70 não, caralho!

  79. Maykel (bactéria) comentou em 21/1/2010 às 7:11

    quem desses ai que so criticou trabalha pela cena, pela música dedicando um grande tempo de sua vida a isso, fala aeeeeeeeeee jowssssss???????????

    quem trabalha pelo coletivo tem que ser visto com diferença dos que so querem que sua banda toque e nem sequer ajudam em uma simples divulgação do show de seus irmãos músicos, e outras coisas simples que não fazem mal nenhum, cuidado com o “ego”, acho que tem que receber cache no momento em que tiver grana para isso e vamos chegar la, no momento o transporte seria o ideal (massa!!!) ainda nem todos conseguem ou poucos arcar com esse transporte, chegaremos la continuando esse trabalho, mas se liguem ae músicos que trabalham isoladamente não tem nem que falar nada sobre esse processo todo, se trabalham coletivamente vocês vão saber o que é fazer um festival mesmo conseguindo dinheiro publico e por mais que queiram não terão na maioria das vezes grana para pagar cachês, o proximo passo e ter verba para pagar o transporte de todos ae sim a coisa vai ficar bonita.

    mas até la é trampo pra caralho nesse novo formato, e quem não quiser faz a sua (da forma que achara melhor), dallleeeeeeeee!!!!!!!!!!!!!!!!

  80. Leandro comentou em 21/1/2010 às 7:17

    quanta chatice

  81. Sergio Moraes comentou em 21/1/2010 às 7:18

    Esses festivais, já ajudaram a alavancar muitas bandas, são vitrine para formação de público, imprensa, selos, casas noturnas, contratantes, troca de informações, conhecer outros sons…
    Qualquer um destes festivais leva pelo menos seis meses para ser organizado e duvido que qualquer um dos profissionais que atuam na confecção e produção destes festivais ganham 1/3 do que deveriam ganhar.
    Como uma banda de São Paulo, Minas Gerais consegue chegar em Natal, Goiânia, Recife… somente através destes festivais.
    Banda tem que agir que nem empresa, guarde 100 de cada show remunerado e faça uma caixinha pra conseguir arcar com estas viagens de vez em quando, pois se trata de formação de novos públicos.
    Conheço dezenas de bandas, que pagaram de seu bolso para ir fazerem show em outros estados e divulgar o trabalho e a partir daí conseguiram voltar mais de 4 vezes aí sim sendo remunerado.
    Trata se de dar a cara e formação de público.
    Não dá para comparar uma bilheteria com um cachê de sesc que não depende de bilheteria.
    E aí sim quando o cara der a cara em Natal, Recife, Goiânia formar um público por lá, quando ele conseguir alguma Rouanet ou organizar alguma turnê ele pode incluir estes estados e buscar remuneração por isso.
    Tiro meu chapéu para os festivais

  82. F. Nobre comentou em 21/1/2010 às 7:30

    Renato, o que as bandas tem que entender, é uma coisa bem simples. A vida real é show todo dia (ou o máximo de dias possíveis), e um emprego extra para completar, pode ser dar aula de violão, escrever, em blog, ser roadie, ou mesmo ser médico, advogado, ou porteiro.

    E mais duas MUITO MUITO MUITO IMPORTANTE. os festivais da ABRAFIN são 44 por ano… só, uma banda vai tocar 4 ou 5, máximo.

    Ou seja, uma banda nova que se presa tem que tocar entre 50 a 80 vezes por ano. Pelo menos uma vez por semana. Então, apresentar no festival é só parte do plano. É isso que Caps, disse.

    Rapaz, não tem ninguém que dá mais atenção, cuidado e carinho para uma banda independente do que os festivais independentes, a vida é dura amigo.

    Muitas vezes esse mínimo é muito , pode ter certeza, que a gente oferece o que pode pode, e muitas vezes é mais do que vale.

  83. F. Nobre comentou em 21/1/2010 às 7:36

    Edmar Filho está mais que certo, e um dos caras mais devotados a música da minha cidade, e sempre, sempre fazendo musica boa, sem nunca ter pisado.

    Segue em frente guri, sua banda nova é foda!

  84. Inti Queiroz comentou em 21/1/2010 às 7:41

    Acho que a cena independente está mais forte do que nunca. Nunca tivemos tantos festivais… mas também nunca tivemos tantas bandas. o PROBLEMA TALVEZ SEJA ESSE. Muitos festivais, mas bandas demais! Quando a oferta é demais o passe desvaloriza! Lei da oferta e da procura. Sou do tempo que tinha um festival grande a cada 3 anos e olhe lá… naquela época ninguem falava em mafia, grana, nem nada. Era tudo pela música! Vai ver se alguem recebeu pra tocar no Junta tribo… Hoje a oferta é grande. Tanto festivais quanto as bandas sairam dos porões. A cena independente virou mainstream! Isso acaba aquecendo demais a cena. Fato. A discussão aqui é complicada. Produtores sofrem muito pra fazer um festival no Brasil. Fato 2. Aprovar um projeto na lei de incentivo e conseguir patrocinio é quase um parto a forceps. Fato 3. Fazer um festival não é so pagar cachê. Isso não é nem 10% dos gastos de um festival!!!! Como produtora digo que sou contra alguns pontos levantados pelo Capilé. Pagar pra tocar não acho justo. Acho que as bandas devem ter ao menos uma ajuda de custo dos produtores. Afinal sem bandas não tem festival. Temos que valorizar as bandas sim. Mas tb acho que algumas pessoas tb pegam pesado ao fazer acusações de enriquecimento e tals… não é bem assim. No final das contas muito festival por aí acaba dando prejuízo! Eu mesma já botei muita grana do meu bolso pra bancar gastos e fazer o festival rolar bem. Temos muitos gastos imprevisiveis, quem não estão em planilha, e os patrocinios não preveem. Sem contar os gastos com equipe. É muito caro pagar técnicos, assistentes de produção, seguranças, e prestadores de serviço em geral. Sem contar os gastos pra manter uma equipe durante o ano, pois afinal pra quem pensa que´um festival dura apenas aqueles 4 ou 5 dias do ano está enganado. Pra quem produz, o festival dura o ano todo!! Só depois de produzir um festival é que dá pra saber o tamanho do problema.
    Acho que cada produtor de festival sabe onde o calo aperta. Não estou na ABRAFIN, discordo de alguns pontos do Capilé, mas acho que alguns comentários aqui estão totalmente fora de propósito. Falta a algumas bandas simancol de pensar que as vezes uma banda não é convocada a tocar porque simplesmente não agrada aos produtores do festival. Fazer o cast de um festival não depende apenas da banda ser boa ou não. Nem sempre uma banda X é interessante para aquela cena naquele momento. Tem banda que está no momento certo na hora certa, tem banda que não. Tem banda boa que tá pronta pro mercado, tem banda boa que não. Tem banda que é legal e tals, mas falta diferencial. tem banda que… na boa… esquece…rs Fato (N).
    O mais importante nesse momento é rever esse distanciamento entre produtores e festivais. Deve haver um meio termo nisso. Acusar é facil. Quero ver fazer.

    ESSA DISCUSSÃO MERECE RESPEITO. A CENA INDEPENDENTE ESTÁ FORTE EM PRODUÇÃO MAS ESTA MUITO DESUNIDA. JÁ NÃO CHEGA O BRASIL SER GRANDE DEMAIS e NOS MANTER TÃO LONGE UM DOS OUTROS?

    Produtores devem ouvir mais a opinião das bandas e do público.SIM! Bandas devem ser menos arrogantes e reconhecer que as vezes seu som não é tudo isso.SIM! Público… bom esse é outro problema… o público tem que ir mais aos shows, pagar pra entrar sim (pois tem muita gente que paga 300 reais pra ver uma banda gringa ruim e acha ruim pagar 10 reais pra ver 5 bandas independentes legais). Gratuidade em festivais? Nem vou comentar agora… isso dá pano pra muita manga…

    O PUBLICO PRECISA VALORIZAR MAIS A CENA INDEPENDENTE! E ISSO JÁ COMEÇA PELAS BANDAS QUE TB SÃO PUBLICO. Precisamos pensar numa maneira de mudar tb a cabeça do publico que não dá valor pro produto nacional! Mais do que ficar discutindo picuinhas, acho que devemos pensar mais na formação de público que sinceramente poderia ser a solução de muitos problemas!

    Paz e MUITA música pra todos!

  85. F. Nobre comentou em 21/1/2010 às 7:47

    Ynaiã que fez um comentário excelente, é o baterista do Macaco Bong, e não atoa é na minha o opinião o melhor músico brasileiro da atualidade, e o cara que dentro da música mais entende sua situação e trabalha para que ela se desenvolva, e investe 100% do tempo dele nisso. Que é o que um jovem de 23 a 24 tem que fazer, investir com tudo na carreira que escolheu para vida. E a dele ao que me parece e trabalhar com musica em todas suas possibilidades.

    Daqui 10 anos, não tenho dúvida do Monstro de músico, artista e pessoa que esse cara vai ser!

    Dá-lhe Negão!

  86. F. Nobre comentou em 21/1/2010 às 7:56

    Sobre o Catatau, pra ficar claro, gosto muito do trabalho de , que inclusive como guitarrista do Insituto já tocou no no Noise, a empresária deles é minha amiga, e o baterista é um grande amigo, tem inclusive discos no meu selo e produziu discos da Monstro.

    E já conversei com ele mais que uma vez sobre o assunto e está resolvido (entre nós pessoal, talvez não publicamente), mesmo com desacordo nas opiniões.

    O que a gente não perde é a chance é de falar e escrever o que a gente pensa e acredita.

  87. F. Nobre comentou em 21/1/2010 às 8:06

    Bruno Ramos, como muitas vezes, tem razão.

  88. Esdras comentou em 21/1/2010 às 8:16

    O mais importante dessa conversa toda é o público. O público define quanto vale a banda e a qual credibilidade do Festival no lugar onde ele atua, sua importância para sua cena local. Mas as coisas devem andar juntas, é importante as bandas serem remuneradas, ainda que recebendo os custos, esse incentivo deve vir dos FEstivais sim, pq se hj é uma banda iniciante, amanhã pode ser a principal e isso é o que movimenta a cena. Da parte dos músicos é importante ver os festivais como investimento e a partir daí conseguir andar com as próprias pernas, isso não trabalho escravo, é investimento, mas faz quem quer e acha que deve.
    Agora ficar nessa de falar mal de banda que cobra cachê de festival que não paga, isso parece coisa de mulher mal amada.. Cada um tem sua importância e ninguém é obrigado a tocar onde não quer. Se vc vai tocar, o cara oferece nada e vc acha que é bom para a carreira, vá. se acha que vale mais, negocie isso e mostre seu valor ou procure outro esquema.
    Agora ficar dependendo de Festival é arriscado e a banda dura um ano, pq depois ninguém mais quer ver se ela não for boa, pode ser empresariada até pelo finado Roberto Marinho que se ela for ruim, o público não perdoa..

  89. Claudio N comentou em 21/1/2010 às 9:50

    Pra comer o filé tem que comer o osso antes. Eu posso me julgar um sonhador, talvez. Mas tenho vários bicos caretas e invisto a grana em equipamento e horas de studio(quando não dá pra fazer em casa). Não acredito mais(principalmente para o tipo de música que faço) em leis de fomento governistas. To na boa fé….ralando feito um mouro pra fazer um disco bom, que eu gosto, e consequentemente outros gostarão e quero cair na estrada, tocando de graça se calhar…mas dinheiro é bom e todo músico que dá seu suor e honestidade gosta…persistência é o lance, se você for bom, sua hora chega!. Entendo o lance do pedreiro mais do que perfeitamente…um dia ele vira um mestre de obras e paga suas contas e deixa de trabalhar pra sustentar vícios.

  90. Ricardo Aug (Trivoltz) comentou em 21/1/2010 às 9:50

    È indiscutível o avanço do rock independente com os festivais e seus “senhores” sejam eles quem for. O que não pode ser levado a sério é a sensação de vários músicos quanto ao não “pagamento” de cachê pela participação em tais festivais.

    O slogan “do it yourself” atualmente não é o mesmo quando foi criado a décadas atrás. Ninguém tinha visão de mercado igual temos hoje. Sou músico também, toco na trivoltz, cansei de sair de brasilia pra goiania com a grana do meu bolso, cansei também de ver o caminho inverso e o objetivo de tudo isso é um só… PRAZER.

    Se é pra ganhar dinheiro vou usar as palavras do Miranda “que monte um mercadinho” ou para os que moram e sabem o que é brasilia, vão estudar pra passar em um bom concurso (e foi o q eu fiz na primeira vez que vi que viver de musica era por prazer e nao por dinheiro kkkk).

    Não acho certo a posição cômoda de algumas bandas esperarem convites pra tocar em outras cidades, também não acho certo somente um grupo fechado tocar em determinados “festivais territoriais” em resumo, CHEGA DE BAIRRISMOS tomamos o exemplo do rock britanico, que é o que é é porque ninguem levantava a bandeira de cidades especificas, todos são ingleses e foda-se!

    Tocamos com macaco bong um dia desses no meio do mato, literalmente no meio do mato no Parque dos Pirineus em Pirenopolis, emprestei amp, cada um fez sua parte, nego montou palco, passou som, curtimos a noite e cada um bancou sua “alegria”..foi ótimo pra mim. Financeiramente só gastei, gasolina, saco, patroa brava por estar longe de brasilia, enfim… não tiro o dinheiro do leite pra bancar viagens da banda, faço tudo consciente que o retorno é abstrato.
    O ultimo show do ano fizemos com MQN e Black Drawing cChalks que eu saiba ninguem recebeu, foi pura amizade, confesso que foi um dos melhores shows que fizemos. Se tivesse recebido grana talvez nao tenha tocado e cantado com a alma nem vivido o momento.
    Enfim, quando começo a entrar na neura de grana, volto pro meu trabalho na segunda feira e bola pra frente.

    è isso… desabafar porque tá sem grana, e nao esta sendo pago por tocar é uma coisa, agora querer valorizar uma raça que é a de “músico”..não0 faz sentido se fizesse, meu bisav}o que era maestro deixaria uma herança pra toda familia. Morreu sem esbanjar nada… e acima de tudo Feliz porque viveu a musica na essência.

    Parabéns Nobre, Miranda, Capilé, RafaRamos e todos que nao lembro mas que de uma forma ou de outra esta colaborando pra musica ser a essência.

    Abraços.
    Ricardo Aug (Trivoltz)

  91. Primantti comentou em 21/1/2010 às 10:16

    Excelente as colocações aqui. acho que toda banda independente deve ler e reler todos os argumentos…entendo que a Abrafin e o CFE através de seus representantes estão ao menos criando uma cena forte independente. Eles acreditaram e trabalharam duro e estão colhendo os frutos. Porra isso não é justo? Tenho certeza que essa cena vai crescer ainda muito. Dei uma sugestão no TNB: cobrem mais as bandas independentes. De que maneira? Verificando quais sempre estão prestigiando shows de outras bandas (por exemplo numa quarta feira a noite chuvosa), que sempre estão divulgando o circuito através de twitter, orkut, myspace e mailings….Divulgam shows de outras bandas e casas….acho que ta na hora de cobrar das bandas tb e parar de criticar os festivais….deveria haver uma espécie de regulamento entre as bandas….
    Quanto a gastar para tocar….ai é dificil dizer pq cada um tem uma condição financeira….adianto que vou gastar uma grana que nao tenho (emprestimo bancario) para comprar passagem de aviao pro Grito Rock….fui convidado e não obrigado….vai de cada um…eu acredito na minha música e vou….ainda acho muito boa as condições dos festivais independentes por aqui…no GR do ano passado em Sanca a representante do coletivo disponibilizou o próprio quarto dela pra banda (que nunca nos tinha visto)!!!vou falar o que?…sensacional…prefiro elogiar e dar esses depoimentos do que ficar atirando pedras…
    E só finalizando: o circuito está sendo montado de uma forma tão legal que “todo mundo” resolveu montar uma banda…espero que se atentem pra isso…

    p.s Na Europa pra tocar em um festival tivemos que assinar um contrato em que obrigava a gente montar o palco…trabalhamos das 7 da manha até as 6 da tarde e fizemos o show a noite…em outra circunstancia para tocar em um evento de um agente ele nos ofereceu pra trabalhar de “roadie” em um evento dentro da penintenciaria de Portugal…aceitamos e é isso mesmo…semana seguinte estavamos no mesmo festival tocando com o Inxs…é questão de escolha…não tá a fim…é muito duro pra vc?….vc não é obrigado…..

  92. Paulo Noronha comentou em 21/1/2010 às 10:34

    Pablo é de uma inteligência rara e sem dúvida descortina de forma magistral para todos do que se trata o universo da ‘nova música brasileira’

  93. Paulo Noronha comentou em 21/1/2010 às 10:48

    e mais… tô com o Ynaiã e não abro, melhor viver da construção e botar as mãos a obra do que viver num sonho romântico a espera da babá.

  94. Daniel xis comentou em 21/1/2010 às 10:48

    Ninguem da abrafin em nenhum momento fala ou ja falou que banda nao tem que ganhar dinheiro. Onde ta escrito isso?

    Onde que ta escrito ali na entrevista que banda tem que ser pobretona e produtor tem que ser rico?

    Sera que ninguem percebe que o que esta se colocando é que festival é somente MAIS UMA alternativa? E que talvez seja a alternativa que mais traga pro artista outras remunerações que não são necessariamente em espécie?

    O F. Nobre coloca bem, assim como o capilé colocou bem que dos 50 festivais a banda provavelmente vai tocar só em 5 ou 6, e não é dali que ela vai sobreviver. Banda sobrevive dos outros 60 shows no ano, em casas, eventos menores, turnes, vendas de produtos e etc. É assim no mundo todo como disse o bruno ramos, incrivel como pensa pequeno o artista brasileiro.

    E dentre todas as alternativas, quem mais ajuda a viabilizar esses outros 50 ou 60 shows no ano é sem duvida o festival. La encontro os jornalistas, o maior publico da cidade, os produtores, elos que todo mundo que realmente se importa com a propria carreira e nao fica chorando adoraria ter sempre.

  95. Rudá A. comentou em 21/1/2010 às 10:50

    Essa discussão é antiga, rapazes:
    http://tinyurl.com/yfuhjw6

  96. Albérico comentou em 21/1/2010 às 11:11

    Juro q vou imprimir essa bíblia e ler com calma! Mas enquanto isso pergunto a todos: Pre entender o erê; Tem que tá muleque???? Abraços todos os envolvidos.

  97. Dary Jr. comentou em 21/1/2010 às 11:46

    O Panelaço vem aí. Aguardem.

  98. J Eduardo Dantas comentou em 21/1/2010 às 12:34

    Isso aqui é mais instrutivo que uns três semestres de faculdade ou dez livros que falam sobre a cena “independente”. Parabéns ao Pablo e ao Nobre, que são exemplo e referência. A discussão está ótima!

  99. Caco Mourão comentou em 21/1/2010 às 13:08

    Seria legal se um dos representantes da Abrafin viessem aqui responder de uma forma bem CLARA para todos, qual o motivo que levam a maiorias dos festivais a não pagarem cachês e transporte para as bandas, tendo em vista que tais pagamentos sempre constam nas linhas orçamentária dos festivais, na hora de escrever projetos e buscar patrocínios e apoios de fora, como já foi citado acima. Seria elegante pra todos aqui, se um dos senhores respondessem. No mais, concordo com o que foi dito acima, apesar de discordar de vários pontos do F. Nobre, dou parabéns a ele por tratar o tema e a discussão de forma honesta e educada.

  100. Luiz comentou em 21/1/2010 às 13:32

    “Ou seja, uma banda nova que se presa tem que tocar entre 50 a 80 vezes por ano.”

    primeiramente: isso dá um ou mais shows por SEMANA. Poucas bandas no brasil fazem isso. Uma banda com mais de um show por semana é uma banda consolidada, tipo o Macaco, que é fora de série mesmo, e justamente por isso não pode ser tomado como exemplo por ser um caso único de talento e esforço.

    segundo: das que fazem, a maior parte desses shows, se não quase a totalidade, é de graça ou por porcentagens de bilheteria irrisórias. Os tais “100 reais” que você recomenda guardar por show são na maior parte o cachê total das bandas.

    terceiro: nisso eu tenho que concordar: banda em começo de carreira tem sim que completar a renda, ter um emprego pra sustentar as contas, porque é realmente caro e difícil fazer shows independentes pagando todas contas porque o público não sustenta os gastos. O que, é claro, não é o caso dum festival que recebe UM MILHÃO DE REAIS de dinheiro público. Macaco (que não é o Bong, e sim macaco velho, pilantra, ratazana de editais) senta no próprio rabo pra falar dos outros, essa é a verdade.

    quarto: só a confirmação do que sempre foi fato: no Brasil, os organizadores de shows, supremos e absolutos, é que fazem o favor de deixar a marginal da banda tocar de graça. Não bastando a situação economica do pais não ser a mesma do primeiro mundo, ainda contamos com gente sorrateira se aproveitando para sugar as pouquíssimas oportunidades e recursos que ainda existem. Como já foi dito, exploração do trabalho dos outros existe aqui desde que Cabral desceu em Porto Seguro. A única diferença entre você e os empresários golpistas do mainstream é você ainda contar com o agravante da hipocrisia

  101. Luiz comentou em 21/1/2010 às 13:43

    E só pra completar, há joio e há trigo, não vamos cair no erro da generalização. Sou completamente a favor do “artista=pedreiro”, de que as bandas devem ter uma postura mais ativa e enérgica. Aprovo algumas iniciativas do Capilé e do Fora do Eixo, e falar de todas as pessoas envolvidas nesses festivais como pilantras não é certo.

    E do mesmo lado dos exploradores de banda que sugam dinheiro público, estão as bandas que sabendo disso cobram milhares de reais de cachê sendo que não tem público, ao passo que as outras viajam de graça, e pior, ainda tem quem pague.

  102. B. Zanon comentou em 21/1/2010 às 13:53

    # F. Nobre comentou em 20/1/2010 às 17:07

    Prioridades na vida e matemática. E vamos nessa!

    Comentário meio inadequado qdo se discute cultura :/

  103. F. Nobre comentou em 21/1/2010 às 14:35

    Como presidente da ABRAFIN posso dizer que a grande maioria dos festivais filiados paga cachês, ajuda de custo, hospedagem, alimentação, translados locais, equipamentos para os artistas participantes dos festivais.

    Para colocar uns dados estatísticos.
    Cerca de 15% dos recursos dos festivais são gastos cachês de bandas e ajudas de custo.
    Outros quase 20% são recursos para alimentação, hospedagem e transporte (local / interestadual)

    Para ser mais especifico vou tratar dos dois festivais que trabalho
    Goiania Noise Festival: 100% dos artistas (inclusive as locais) tiveram cachê ou ajuda de custo para sua vinda ao festival nos ultimos 4 anos, além de sempre hospesagem (a melhor que podemos oferecer), alimentação, traslado local, o melhor equipamento e equipe técnica da região, entre outras facilidades.
    Já o Bananada que tem recursos mais modestos, as bandas todas recebem o melhor equipamento e equipe técnica da região, entre outras facilidade das produções locais, e as de outros praças tem hospesagem (a melhor que podemos oferecer), alimentação, traslado local.
    Tudo acertado com as bandas, e pago dentro dos limites de prazos possíveis.

    Não existe nenhuma dívida com fornecedores ou bandas das edições anteriores do BANANADA 11 anos e GOIANIA NOISE FESTIVAL 15 anos.

    Esse ano no Noise ainda não conseguimos receber cerca de 40% dos patrocínios, mas todos quase todos os fornecedorese e todas as bandas nacionais ou internacionais já receberam, restando apenas os fornecedores mais próximos e os pagamentos das bandas locais que deve acontecer assim que acertamos esses recebimentos.

    É importante dizer que o valor do serviço é pagamento da prestação do que foi pré determinado.

    Então se um festival ofereceu para vc: R$ 5.000 de ajuda para um show colocado e vc aceitou. Ou ofereceu hospesagem, alimentação, traslado local. Ou ainda 3 passagens de bus e vc se vira com resto. Ou ainda, venha aí tocar no palco que montei. E vc topou, a condição, é isso que o festival tem que acertar com vc. Ao final. É esse preço.

    Agora pense bem ao topar o que lhe é oferecido, e trabalhe para viabilizar o show em cima do proposto, não vá sair aí falando que faltou o que não estava combinado, pois aí, é vc que está fazendo a disfeita. Uma vez que vc topou o “deal” e tem que cumprir com sua parte, que é fazer um bom show de 30 minutos normalmente, não fazer confusão e atender imprensa e tal… simples.

    Agora se a organização festival ofereceu os R$ 100,00 de ajuda de custo, e na hora só deu R$ 20,00. Aí temos um problema, que deve ser resolvido, talvez seja um prazo, uma outra motivo.

    Agora se for cano mesmo, não cumpriu o oferecido aí sim é hora de abrir a boca pesado.

  104. china comentou em 21/1/2010 às 14:38

    nada pessoal tambem, fabricio…acho que todo trabalho é importante…até o da abrafin, mas cara…no final fica parecendo que a banda é a ultima coisa envolvida no processo. como assim não pagar as bandas? se são elas que constituem um festival?
    garanto que quando vocês vendem um projeto de festival, existe uma grade nele, né? Entende, man…sem as bandas não rola, pois o cara não vai botar dinheiro num festival sem bandas, certo?
    Você é músico, sabe que existe toda uma estrutura para a banda poder fazer um bom show…e sem grana isso não rola.
    Sei que tem bandas que tocam nos festivais de graça, mas não é o meu caso, man…vivo disso. ” como eu posso fazer de graça a única coisa que tenho pra ganhar a vida?” Já dizia cacilda becker.
    Achei sim um absurdo e um abuso o que esse rapaz falou.
    O caminho que vocês dão para a abrafin, é com vocês…minha opinião não conta muito e nem vai mudar a estrutura que vocês tem e nem a forma de trabalho, mas que eu posso discordar disso, eu posso. E isso não quer dizer que acho o trabalho de vocês ruim…apenas não concordo com alguns aspectos e frases infelizes como a do rapaz.
    Também não é nada pessoal, man…são apenas questionamentos.

  105. junio lamarca comentou em 21/1/2010 às 14:54

    a panela só mudou de nome.

  106. foca comentou em 21/1/2010 às 14:55

    O Festival Dosol há cinco anos paga honestamente todo mundo e ainda sobra cachê para muitas bandas mais articuladas e ajudamos a marcar tour e fazer mais datas por perto (mais grana ainda).

    Algumas bandas entram no final da verba (nem 5 em cinco anos no meio de mais de 200) e não tiveram ajuda nenhuma. Desafio alguém que passou por aqui para me dizer o contrário. Nego adora atirar pedra em fórum, sem saber da real e ninguém vai dizer aqui que em 2007 quando perdemos nosso aporte de grana o festival aconteceu com 50 bandas e rolou bonito mesmo deixando um deficit de 40.000 dinheiros. Ninguém me emprestou dinheiro porque “eu merecia”.

    Teve nêgo que comentou aqui que forçou a barra para tocar, tirou a vaga de uma banda e cancelou a participação em cima da hora porque não “tinha condição de vir”. Advinha que banda veio no lugar? Macaco Bong! E fizeram isso aqui oh: http://www.youtube.com/watch?v=S_KjrSr73ss

    Vamos arrumar parceiros e remar pro mesmo lugar porque geral quer que as cosias melhorem. Ficar com pedra na mão entrincheirado esperando o alvo é uma posição muito cômoda para quem quer carreira com música.

    Esse fórum é um choque de realidade.

  107. Júlia Leite comentou em 21/1/2010 às 15:00

    É muito difícil absorever tanta falação ridícula pra tentar contra argumentar. Não porque faltam argumentos, mas é que eles são tantos, que cabe uma outra entrevista com esse fim. rs. O mais engraçado é ter gente que arrisca a ser “intelectual” pra dizer as mesmas “doidices” reducionista que os de “linguajar” mais simples. É mesmo de pasmar tanta gente frustrada nesse mundo, sem um pingo de abertura interior pra se auto criticar. Esse é o mesmo o fim.

    De tanto drama e falação ao vento eu fico me perguntando: onde essas pessoas de visão tão reducionistas conseguem chegar? E será onde que Capilé está? Não precisa ser um grande gênio pra conseguir compreender que quem propõe mudanças e faz a diferença é sempre chicoteado pela maioria medíocre e senso comum.

    A maior parte dos “argumentos” (se é que isso pode ser chamado de argumento) ou justificativas colocadas aqui é em defesa quase tirana das bandas num cenário que precisa entender toda a sua cadeia produtiva pra se estabelecer. Chegando ao cúmulo de distorcer uma realidade e colocar o artista, sempre como iluminado, como o cara que deve ganhar tudo, enquanto os outros agentes da cadeia produtiva, como o produtor cultural, deve se ferrar. Qualquer um com o mínimo de noção matemática e o mínimo de compromisso com o cenário cultural, já saberia de cor e salteado que os Festivais custam e MUITO pra serem mantidos e que quem ganha com ele, amigos, acreditem, não é o produtor. Só sendo muito míope pra não enxergar isso.

    E obviamente que Festival não é o melhor momento pra uma banda querer sair com tudo pago, e ter o seu lucro no cachê, enquanto outros com menos ganhos nessa história toda, saem sem nada, mas feliz da vida, por ver a coisa toda acontecer. A banda que chega no festival, fica todos os dias, muito bem hospedada, bem alimentada, bebendo horrores, garrando todo mundo, conhecendo tudo, vai lá, faz seu show pra 5.000 pessoas, vende seu cd, ganha seu cachê e foda-se o resto, certo? É isso que se torna uma verdadeira bandeira contra a verdadeira cultura que acreditamos. Uma cultura justa e honesta com todos os envolvidos em sua história.

    Pablo deu uma verdadeira aula de sabedoria cultural, sem “pagar de pseudo intelectual”, sendo muito perspicaz com os símbolos utilizados nas palavras mais massificadas nesse cenário, construindo uma verdadeira tese própria, condizente com a realidade e mais, mostrando ser muito possível construir uma cultura solidária, se todo mundo ceder um pouco dos seus egos, do seu bairrismo e coorporativismo pessoal/grupal, movido à interesses pessoais que sinceramente, não cabem no meio cultural ideal. Pablo mostrou que essa cultura antropológica, digna dos sábios, não é utopia, é possível e já tá acontecendo. E mostrou como a história é sábia de nos contar repetidas vezes, que grandes “fazedores” de cultura e história, sempre são alvo da maioria medíocre e devem inclusive superar isso, pra se estabelecerem.

    Historicamente ainda, esse tipo de história só vai ser compreendida por essa mediocridade, daqui uns 10, 20, 30 anos, quem sabe só pós a sua morte, como é de praxe pra um povo na nossa cultura provinciana, conseguir visualizar a plenitude do que está sendo construindo e a dificuldade tremenda de se fazer construir.

    Ataques como “ganhando dinheiro as custas dos outros” já deixou de ser uma hipótese quando as cartas estão todas na mesa pra qq um que realmente quiser olhar. Metade das pessoas que falam as merdas que falaram aqui, com certeza não foram nem dar uma pesquisadinha simples no google, nas planilhas, no código aberto de todo o processo de construção que o CFE, Cubo e Pablo propuseram ao longo desses anos. Mas o melhor é falar sendo ignorante, porque se joga sem compromisso nenhum com o trabalho, com o desempenho de ser um ser humano formado, com capital cultural e sensibilidade o suficiente pra se reconhecer limitado e extremamente atrasado em todo o contexto que se forma. É mais fácil. Porém, tão triste e patético que só nos mostra mais uma vez, que a trilha passa bem longe disso aqui. É sempre bom saber que a coerência é o que nos liberta e visualizar exemplos do que não ser, sempre nos motiva a ser o que tem que ser.

    Parabéns Capilé, Cubo, CFE, ABRAFIN e a toda essa galera guerreira sim e muito. Até pra seres mortais, humildes e acomodados como eu, fica muito claro, como vcs são FODAS e o orgulho que tenho que viver num país onde isso acontece e o esforço que vocês fazem pra isso aparecer, mesmo tendo que nadar contra a corrente da mediocridade global, provinciana, atrasada e da cultura de massa vigente, burra e sempre movida pelo dinheirinho e pequeno poder a mais que se pode ganhar no fim do dia. Tô muito afim de me ingressar nessa rede e sei que pelo que entendi, qualquer pessoa é bem vinda. Afinal, numa cultura onde o que vale são as pessoas e não o dinheiro, realmente a cultura tá salva, enquanto vocês existirem!

    Muito obrigada por isso à todos. E Capilé, você é o cara! Muito prazer em te conhecer (mesmo que só virtualmente).

    bj

  108. Alexandre Honório comentou em 21/1/2010 às 16:58

    Alguém tem alguma dica sobre como preparo um bom chá de zabumba, aí?

  109. Fred Berli (manolos funk) comentou em 21/1/2010 às 17:25

    Eu fico impressionado com alguns comentários contra o CFE. Deve ser de gente que parou na década de 80, época em que as gravadoras eram rica e o Rock era moda.
    Broda, lance é que os tempos mudaram…
    Sou músico da banda Manolos Funk, e tivemos o prazer de tocar em vários eventos do Circuito Fora do Eixo, dentre eles o Jambolada 2009 e o Escambo 2008. E se não ganhamos cachê nesses eventos ( em todos ganhamos hospedagem e alimentação (a macarronada da hora que o Fabricio Nobre supra-citou)e em alguns ganhamos também o transporte) ganhamos muito nos apresentando nesse evento (não vou citar amizade e relacionamento humano, pq quem mete os ferro no CFE não deve dar a eles o devido valor):
    1) Exposição e Divulgação de nosso nome na mídia (manolos funk);
    2) Cliping, fundamental para aprovar projetos na lei de incentivo e para melhorar as condições de negociação de nosso show;
    3) Canais de distribuição para nossos produtos;
    4) Público em várias localidades, que passaram a acompanhar a banda via net após essses shows;

    Bem pegando esses benefícios e analisando nosso investimento vemos que o saldo foi do mais positivo para nosso trabalho.
    Quanto a questão de ganhar dinheiro, percebemos que se você quer viver de música, você tem que trabalhar com música em toda sua cadeia produtiva.
    Resumindo, ser roqueiro hoje em dia é ralar pra cacete !!!
    E Pablo tá de parabéns por conseguir articular tudo isso !!!

  110. Renatóvski comentou em 21/1/2010 às 18:26

    “Translados locais” é brincadeira né F Nobre? Quero ver os festivais pagando aéreas ou mesmo rodoviárias pra bandas não precisarem vender um instrumento pra isso. É o mínimo que a maioria das bandas pede. A questão a muito deixou de ser o cachê por que a maioria das bandas nem conta mais com isso de cachê. Pelo menos as bandas realmente indenpendentes, algumas novas outras não… Colocar uma van pra levar banda do hotel pra show é mole. O duro é a gente bancar uma viagem longa e cara do nosso bolso, e ainda ouvir “se quiser”, como muita gente já ouviu dos festivais. Nem sempre rola “passagens em promoção” como o Capilé citou.

  111. Maurício comentou em 21/1/2010 às 22:19

    O Renatóvski, pq vc num da nome aos bois, diz os numeros e vai direto ao assunto, como fez o Fabricio Nobre pra ver se ajuda a acabar com esse rodeio de uma vez?
    (Sou de Sorocaba, tenho banda sempre estive interessado e envolvido com a moviemntação artistica e musical da minha cidade, mas estou começando a conhecer agora, com muito interesse, as movimentações dos coletivos)

  112. Renato comentou em 22/1/2010 às 3:55

    3 flores de zabumba – nos períodos de lua cheia elas geralmente estão no ápice de sua vida, melhor período para colheita – para 1 litro de água. Beba dois copos (americanos/aqueles de bar sujo) e compartilhe o restante com seus amigos.

    Dica: Ter uma pessoa ao lado que não tomou o chá não garante que esta consiguirá controlar os demais companheiros, principalmente no caso do local do ritual ser aberto. Trabalhe com pelo menos 2(dois) não consumidores para cada consumidor da bebida.

  113. alex antunes comentou em 22/1/2010 às 5:58

    mano, zabumba (lírio, trombeta, estramônio) é datura, viagem certa aos reinos inferiores.
    não é recreação, não é pra qualquer um.
    se informe muito antes de tentar, pra saber se essa é mesmo a sua…

  114. carlos comentou em 22/1/2010 às 8:48

    Como é possível alguém defender que as bandas não sejam remuneradas pelo seu trabalho? De que forma isso é defensável? Todo mundo entende as dificuldades de se fazer festivais de música independente, mas é preciso que os produtores coloquem o pagamento das bandas como um item indispensável do orçamento. Por outro lado, as bandas tem que se dar ao respeito também. Tá começando? Que faça lá seus shows de graça, pra mostrar o trabalho, mas mesmo assim, exijam sempre o mínimo: transporte, hospedagem e ajuda de custo. Passada essa fase de “adolescência”, cobrem o que acham justo. Lembrem-se, queridos músicos do meu Brasil: vocês são as atrações desses festivais, o motivo deles existirem.

  115. Gabriel Cardoso comentou em 22/1/2010 às 9:33

    Os artistas desse novo tempo que vêem em Festivais seu sustento, com certeza perecerão ou grudarão nas veias dos sescs e poder público.

    Festival forma público e oferece estrutura para que isso ocorra da melhor forma possível, ou seja, dependendo único e exclusivamente da capacidade de cada banda conquistar os curiosos que foram ali por causa do festival, em sua maioria. E não por causa de uma ou outra banda em específico. Principalmente se tratando dos Festivais que ficam em pontos mais distantes do Brasil.

    Todo artsita tem a autonomia total de recusar qualquer proposta. Mas basta observamos com atenção quais são aqueles que têm público no país todo demandando produtores locais para que a banda volte, comprando cds dessas bandas, camisetas, etc.

    A constelação de Recife vai ficando cada vez mais distante de uma formação de público efetiva em todo país. E isso é legítimo. O que não dá, é para continuar enxergando festivais como fim. No Brasil essa esquizofrenia não há de durar muito mais, pelo visto.

  116. Tiago Dezan comentou em 22/1/2010 às 9:43

    Por Exemplo, O toque no Brasil ofereceu mais de 400 vagas para bandas de todo o pais. E cada Grito Rock ofereceu somente hospedagem e alimentacao pra cada uma dessas vagas. Mais de 1200 bandas se inscreveram. Ou seja, muita gente ja entendeu que como o nobre diz, estamos em 2010 e nao na decada de 80.

  117. Cunha comentou em 22/1/2010 às 10:36

    Festival é plataforma, vitrine, ascencão…
    Quem quer tocar mais vezes no ano Brasil afora, tem que investir nos festivais sim.
    Se não, vai ficar tocando somente em eventos da Prefeitura do Recife.
    Ex: Se o China investir em tocar nos FEstival da Abrafin, vai rodar o BRasil, com esse investimento, tocando em bares, casas noturnas e etc. Pq o público vai conhecer seu trabalho e chama-lo…
    Anos 70 ja acabaram…

  118. J. comentou em 22/1/2010 às 10:47

    Primeiro: comentários que começam depreciando essa discussão são dispensáveis. Isso, porque o questionamento acerca da questão obviamente existe e deve ser dado o valor devido aos argumentos aqui apresentados, bem como promover o respeito entre cada um que participa dessa disussão. Se a discussão apareceu nos bastidores, em conversa entre músicos mas, publicamente, somente teve espaço nos comentários desse blog, sinal de que não há associação, coletivo, instituições, cooperativas…. que fomentem, incentivem ou têm sequer vontade de levar esses questionamentos para outros espaços.

    Sobre alguns comentários que foram feitos:

    Do Miranda: “…e nao tem recursos, não va. agradeça o convite e fique de boa. torça pélo festival. ninguem ta nessa de mercenario. ”
    Esse comentário desmerece o trabalho de muitas bandas que querem paticipar dos festivais, não para receberem, mas por acreditarem na projeção do festival e na capacidade de articulação em outros coletivos e apresentação para públicos diferentes. Essas mesmas bandas fazem um trabalho admirável, inclusive de produção, mas precisam trabalhar, também, no esquema de 8h às 18h, porque ajudam em casa, porque têm filhos, porque têm compromissos e porque precisam investir em ensaio, nos instrumentos musicais, na própria banda, no deslocamento para os ensaios, nas aulas técnicas. Enfim. O cara é tão apaixonado pela música que ele faz como o próprio Miranda se declara: apaixonado e envolvido com a promoção da cena independente. Ele acredita o mesmo tanto que vocês nessa causa, mas, ao ser convidado para o festival, não lhe foi oferecido o transporte, a alimentação e a hospedagem. Fudeu.

    No mais, o comentário do Miranda é contrário à lógica da inclusão e democratização da produção, distribuição e divulgação da música independente. Contrário, inclusive, ao que o Capilé afirma na entrevista.

    F. Nobre comentou: “Martin Atkins (Tour Smart and Break The Band) em sua palestra gratuíta no último Goiania Noise Festival / Brasil Central Music, disse algumas frases importantes para quem está e quer permanecer atuando no mercado de música em qualquer posição: musico, técnico, produtor, agente, roadie, banda, produtor de festival, vai aí uma: “Não coloque a culpa das suas frustrações e erros nas outras pessoas, normalmente a culpa é sua mesmo.”

    No entanto, ele também defendeu, em todos os lugares em que esteve, que o músico que não valoriza o seu trabalho é o mesmo que distribui a sua música gratuitamente pela internet sem agregar nenhuma estratégia de marketing ou nenhuma promoção exclusiva para o seu fã/imprensa. O que se vê hoje é um grande número de bandas que têm música legal, capacitadade técnica. Não trabalham como ‘empresas’ porque é necessário ter capital para isso. Capital de giro, investimento, dindin, grana! E são bandas daquelas que o mercado sente falta, que chegam com propostas inovadoras, diferentes… mas precisam divulgar, de criar uma identidade visual, de produção, de aula, de ensaio. Daí a incoerência da fala de um dos chefes do CFE, circuito tão responsável pelo fomento da cena independente nacional quanto os próprios músicos. E cito como exemplo de incoerência o próprio Grito Rock, realizado localmente para essa seleção. Os coletivos usaram como critério de seleção a produção da banda – qualidade do material da banda, o apelo de identidade, os espaços virtuais explorados etc. NO entanto, eles próprios, em eventos anteriores, não ofereceram nenhum recurso para que as bandas pudessem investir nesse tipo de produção.

    E aí? Sorte a sua se você tiver um amigo foda que, de boa vontade, quiser arriscar fazer uma logo pra você, de graça. (O que também é injusto, porque pedir pro designer fazer gratuitamente uma proposta de logo e identidade é o mesmo que pedir a banda pra tocar de graça).

    Enfim. Nessa discussão, defender que a banda toque de graça e ‘se vire’ não é bonito. Que essa discussão seja FOMENTADA pelos próprios coletivos e, junto aos organizadores dos mesmos festivais, sejam construídos caminhos de diálogos para essa cena.

    (Antes de me criticarem por não me identificar, peço desculpas, mas, infelizmente, foi dito nesses comentários que é melhor chamar pros festivais o cara que é bem relacionado – entende-se, aquele que aceita o argumento pelo Capilé na Abrafin – com demais atores da cena do que aquele que perde tempo “reclamando” de alguns pontos que precisam mesmo ser discutidos.)

  119. Marcos Neves comentou em 22/1/2010 às 10:58

    Concordo com o q o China disse, essa coisa “sou dentro da ABRAFIN um defensor de que não se deveria pagar cachê as bandas” é uma irresponsabilidade. São duas coisas diferentes: não pagar os artistas POR NÃO TEREM DINHEIRO PRA ISSO ou: não pagar os artistas por que a VISIBILIDADE que proporcionam a eles já paga – ainda que um recurso público federal, estadual, municipal ou advindo de um patrocínio e apoio seja destinado a esses artistas.

  120. seovigario comentou em 22/1/2010 às 11:39

    É por isso que o Miranda é jurado de televisão……………..descobridor de talentos (ops)…

  121. tem mais um defendeno anem comentou em 22/1/2010 às 13:39

    http://goianiarocknews.blogspot.com/2010/01/money-for-nothing.html

  122. Jonas comentou em 22/1/2010 às 14:00

    …é facil pegar dinheiro público, difícil é fazer música.

  123. Saviola Marques comentou em 22/1/2010 às 16:03

    Músicos VERDADEIROS uni-vos,
    ABRAFIN, MACACOBONG, Blacking D.C, MQN,FORA DO EIXO são o ópio da música alternativa brasileira atual.
    Antes rolava as majors, agora, os espertões e seus festvais de m*, e suas bandas de B*
    Macaco Bong fabricado
    BDC fabricado
    MQN é tão ruim que não consegue ser fabricado;
    agora, tão empurrando a porcaria do Burro Morto. Mais um lixo.
    Salve os opositores, que ousam criticar essa bosta toda.

  124. Edimar Filho comentou em 22/1/2010 às 16:26

    Quando as bandas falam que não tem grana pra pagar uma passagem pra ir tocar, eu penso algumas coisas, tipo: O festival não avisa a banda que ela vai tocar faltando uma semana, as bandas ficam sabendo disso muito antes. Se vc parcela uma passagem, fica mais fácil, não que seja “barato”, mas é mais fácil. E outra, viajar de avião, é coisa pra quem faz pouco show mesmo. Eu já trabalhei como técnico e roadie com algumas duplas aqui em goiás, e ninguém que faz 15 datas por mês vai de avião, vai é de ônibus, porque o custo é metade do que de avião quando você soma o excesso de bagagem. A banda não precisa ir tocar em dois festivais por mês, é uma questão de planejamento. Tipo… no site da abrafin e na internet, no google, qualquer um acha a lista dos festivais do ano inteiro, com as datas. Entra no google mapas e ve a quilometragem, faz as contas de quanto seria gasto pra tocar naquele festival, que vai acontecer daqui a 4 meses ainda. Entre em contato, mande material, faça contato, e rolando de tocar no festival, a banda já está 4 meses antecipada com esses custos. fazendo 3 festivais por ano, a banda consegue fazer muito contato, e fazer vários shows depois. Hoje músico tem que fazer planilha de exel mesmo, levantar custos. O lance de comprar passagem antecipado, é que se vc resolve tocar com sua banda nas férias do trabalho de cada um, vcs compram a passagem 4 meses antes, bem mais barato, e usam esse tempo pra fazer contato de internet, pra tocar no mês de férias, e volta a vida ao normal. Bandas do mundo inteiro fazem isso. E outra, passagem de avião não existe. A grana da passagem só representa custo. Não tem retorno pro produtor, e a banda não encosta a mão em uma moeda de um real da grana. A banda coloca metade dessa grana que o cara ia gastar de passagem de combustível no carro, e da pra fazer mais pelo menos umas 5 cidades perto. E o cara ainda vai economizar metade da grana de passagem. Tem que olhar na internet preços de passagem, quanto tempo de estrada, quantos quilometros seu carro faz por litro, quantos cds e camisetas da sua banda vai levar. Tudo. Tem que colocar tudo no papel e programar as coisas, pra elas irem acontecendo. As bandas citadas aqui, Macaco Bong tem uns 5 anos já se não me engano. Black Drawing Chalks tem 4 anos de banda, e agora que tão conseguindo essas coisas. Não é da noite pro dia. Tem que ralar mesmo. Agora, tem gente que não pode mandar e-mail nem viajar de carro né??? Claro… são artistas!

  125. Diogo comentou em 22/1/2010 às 16:49

    Todo mundo quer ganhar dinheiro e viver de rock. To mentindo?

  126. Fernando MOraes comentou em 22/1/2010 às 19:57

    É difícil fazer um festival? É, muito. Mas tem festival que ganha grana alta de patrocinador e prioriza tudo, menos a banda, por isso nunca sobra dinheiro pra ela. E tem mais. Se o festival quer ficar conhecido e criar uma marca como celeiro de bandas novas, é essencial que tenha … bandas novas. Logo essas bandas fazem parte do conceito, não estão lá por filantropia, têm um motivo e deviam receber as passagens que fosse.

    Mais. Esse circuito apregoa e fala tanto mal do Jabá das rádios. O que eles fazem de diferente? Nada. É o mesmo princípio, a banda pagando pra tocar. Então sem essa de “ó, que peninha nós temos das bandas e abrimos espaços em nossos ilustríssimos festivais.”.

    Concordo com quem comentou do Black Drawing Chalks e Macaco Bong, chegaram onde chegaram pq todo jornalista quer ir pra festival com tudo pago, fazer turismo, daí ficam babando ovo de Pablo Capilé e Fabrício Nobre. O Macaco até que é uma banda realmente boa, mas esse BDC não tem nada demais. É uma cópia mal feita do Forgotten Bosta. E o jornalista que discorda desse esquemão deles, é jogado pra escanteio, como o Sérgio Martins.

    E o Miranda dando uma de bonzinho e incentivador aqui. Quanto é teu cachê pra produzir uma banda nova? 50 paus? Tu que é folgado, rapá. E sobre o Capilé ser durango, tá tirando né? Vai em Cuiabá e conhece a família dele. É fácil ser idealista quando tem alguém pra pagar tuas contas.

    A Abrafin serve como pano de fundo e legitima os srs Pablo Capilé e F. Nobre. As maiores evidencias estão aí, todos os jornalistas tentando agradar eles.

    E esse papo de sair tocando no nordeste em não sei quantas datas sem off. A banda se bancando pra tocar né, fácil desse jeito. Duvido que alguém se quer banca o custo que o artista tem. DUVIDO!

    QUEREM SUGESTÕES? Beleza. Dou uma. Primeiro o bom senso. Não adianta colocar 30 bandas ruins por noite, reduz pra 15 boas e com o dinheiro que ia gastar pra hospedar e alimentar as outras 15, já dá uma ajuda de custo melhor pras outras. Segundo, precisa levar 40 jornalistas/produtores? Acho que não né. Leva quem realmente possa acrescentar ou representar algo. Mais um trocado reduzido. Se tem dinheiro público envolvido, abre a contabilidade e propõe a banda que, se der lucro, um percentual será dedicado a elas. Isso sim é PARCERIA. Obviamente segurança não vai topar trabalhar de graça pq não é a finalidade dele, como já disseram. Mas som/luz é uma finalidade sim, afinal se ele apresentar um bom serviço, outros podem contratar ele. Mesmo argumento pra banda, então lustra a cara de pau e conversa com o cara.

    Até pq a justificativa desses festivais para conseguir patrocínios (altos muitas vezes) é calcado em revelar novos talentos, mostrar a cena independente. Então, se o objetivo principal e a justificativa do projeto é essa, os objetos disso tudo também deveriam receber. É lógico isso.

    Pra encerrar. NÃO RECEBER CACHÊ É DIFERENTE DE PAGAR PRA TOCAR. Ok?

    Esse povo fica falando mal das majors, do rick bonaido .. mas o que os difere deles? Pelos menos quem tá no mainstream paga jabá, como no independente quem paga pra tocar, mas ganha dinheiro.

    Se artista é igual a pedreiro, esses produtores são igual a arquiteto. Só ficam mandando, e fazer que é bom, nada!

  127. Renato Caldas comentou em 22/1/2010 às 21:08

    Julia Leite:

    1- De boas intençôes o inferno, dos editais de leis de incentivo, está cheio.

    2- É ótimo bancar a Madre Teresa da Música brasileira, com dinheiro alheio. (Não estou dizendo que isso acontece)

    3. Aqui estamos discutindo, no bojo, e a despeito das ofensas recíprocas, política cultural. Com que qualidade de vocábulário e raciocínio você queria que nós nos manifestassemos? Como analfabetos ou débeis mentais?

    4- É fácil esculhambar o caráter e a capacidade de quem critica, difícil é fazer como o Fabrício Nobre, que, merecedor do sobrenome, se atém aos fatos pra defender o que acredita.
    Desqualificar o oponente é regra em filme de tribunal, americano. Já tá manjado.

    5- Concordo com você: A trilha passa bem longe daqui. Está sendo feita nos estúdios e nas garagens desse Brasil, por músicos mal remunerados…E vai sempre ser criada, pois essa manifestação independe do dinheiro.

    6 – Provinciano é não pagar. Em lugares não provincianos todo esforço é remunerado.

    7- Meio cultural ideal só no céu (dizem que fica perto da Dinamarca)

    8-(HISTORICAMENTE ainda, esse tipo de HISTóRIA só vai ser compreendida por essa mediocridade…”).

    Essa sua frase é genial!!! Nos explica muito acerca da mediocridade.

  128. Ney Hugo comentou em 23/1/2010 às 2:28

    É incrível a dificuldade que “artista” tem de enxergar a dimensão dos festivais enquanto expositores da nova música brasileira. A música brasileira atual não está mais nas rádios e sim nos festivais. A lógica anterior, a do jabá, era de pagar pra tocar (na rádio). Hoje, que as coisas estão se transmutando para um campo mais justo e democrático, tem gente batendo o pé e fazendo birra. Ninguém precisa mais pagar pra se expor pra grandes públicos, mas ainda assim querem mais. E se lembrarmos que quem coloca o público no festival não são as bandas, mas sim os produtores do festival (com meses de ação estratégica), essa lógica egocêntrica fica ainda mais ridícula.

    Pra citar duas bandas já referidas aqui: Eu jamais saberia da existência do Sweet Funny Adams se não fosse os shows que eles fizeram no Bananada e no Calango. O único show do Cidadão Instigado que vi foi no Festival Varadouro, em Rio Branco, no Acre. Mas em compensação, vi uns 15 shows do Móveis Coloniais de Acaju, em tudo quanto foi quanto do Brasil.

    Não entendo como pode existir tanto anacronismo, e fulanos continuarem achando que a sua criação super genial é o que basta para se inserir no mercado. E o processo de inserção no mercado é tão básico e simples, que parece cartilha do primário.

    Pra citar um exemplo próprio, o Macaco Bong é uma banda empresa em seu modo de funcionamento e gestão, mas em sua essência é mais um dos programas do Espaço Cubo, dentre vários outros programas do instituto que envolvem cultura, tecnologia social e economia solidária. Não acreditamos que todas as bandas tenham que ser dessa maneira, óbvio, mas um mínimo de compreensão de mercado, humildade e “saber enxergar o próprio tamanho” é o caminho básico do sucesso – lembrando que o conceito de sucesso aqui é pagar as contas e não o estrelato. Nesse contexto vale mais uma vez citar o Móveis, que considero a maior banda brasileira da atualidade.

    Sobra preguiça e falta planejamento pros chorões. Por exemplo, quando o Macaco Bong capta algum valor em espécie, não existe uma divisão do bolo para cada integrante suprir suas necessidades de regalias, mas sim um reinvestimento sistêmico em todo o processo, seja no Espaço Cubo, numa próxima viagem da banda ou numa turnê por vários estados com outras bandas parceiras, dando ainda mais visibilidade e estímulo a todos os envolvidos da cadeia produtiva.

    E mais, gerando dados e tecnologias registradas e disponibilizadas para todo o mundo, abrindo toda a planilha de custos e viabilidade. A última turnê que fizemos – uma ação da Agência Fora do Eixo com mais duas bandas Porcas Borboletas e Burro Morto – consolidou uma rota de Fortaleza(CE) a Uberlândia(MG), TOCANDO TODOS OS DIAS SEM DAY OFF, cada dia em uma cidade diferente. Independente de ser fim de semana ou meio de semana, as casas ficaram lotadas, e tudo pode ser conferido pelo http://foradoeixotour.wordpress.com.

    É nesse momento que o artista tem que se entender como gestor, sabendo negociar com cada caso específico. Tem lugar que foi entrada franca, tem lugar que teve bilheteria e a tour se capitalizou, tem lugar que o produtor precisou usar a bilheteria pra pagar o aluguel da casa de shows que não é dele… enfim, cada local uma realidade diferente a ser dialogada e produzida conjuntamente. É nesse momento que o artista se entende como protagonista da História (com H maiúsculo, saca?) não sendo um mero bobo da corte que garante o entretenimento, exigindo receber, receber e receber pela graça concebida. Na boa, é muita preguiça só querer subir no palco, tocar e exigir a todo custo ter a mãozinha molhada no final da festa.

    É isso que faz com que o Macaco Bong se capitalize com shows no Planeta Terra e na Virada Cultural, por exemplo, mas banque a gasolina pra tocar no meio do mato, em cidades de produção de eventos em formação, como foi em Pirenópolis (outro exemplo já citado aqui nos comments).

    Os comentários de China são quase hilários de tão sem embasamento.

    “é facil pegar dinheiro público, difícil é fazer música”.

    Mano, fazer musica é facil, fazer musica é gostoso, é a valvula de escape. Dificil é fazer festival. Vem tentar fazer um festival do porte do Calango numa cidade como Cuiabá, se ralar todo pra trazer o backline de fora pq aqui não existe, e a partir daí criar a demanda para que as empresas de sonorização invistam em equipamentos para fornecer, só pra citar um único exemplo. Toda a demanda da cadeia produtiva daqui está sendo criada há 9 anos de Espaço Cubo, sendo 7 edições do Calango.

    “Como eu posso fazer de graça a única coisa que tenho pra ganhar a vida?

    Ô China, a única coisa que vc tem pra ganhar a vida é tocar em festival? Com tudo oq foi dito aqui não tá claro que os festivais são a nova rádio, o novo canal de exposição? Cabe à banda se articular e formar público no festival pra depois poder voltar à cidade e encher uma casa de show e sair de lá com o valor da bilheteria.

    ha trocentas maneiras de se capitalizar, “ganhar grana” com isso. Querer viajar de avião, só tocar no festivalzão lotado e receber milhares de reais é mamata demais..

    vai fazer planilha de excel, bróder..

    vai se planejar..

    Como bem disse o Edimar, “A banda coloca metade dessa grana que o cara ia gastar de passagem (aérea) de combustível no carro, e dá pra fazer mais pelo menos umas 5 cidades perto. E o cara ainda vai economizar metade da grana de passagem”.

    É simples.

    Ralar pra fazer boas composições, tirar bons timbres, executar bons shows e gravar bons discos é só UMA PARTE do processo. O artista é um trabalhador como outro qualquer..

    Mais uma vez citando o Edimar, “Agora, tem gente que não pode mandar e-mail nem viajar de carro né??? Claro… são artistas!”

    aí fica mesmo bem difícil… rs

    Vamos pensar mercado.. qualquer comerciante sabe que não adianta empurrar o produto guela abaixo do consumidor, vc precisa conquistar o consumidor. No caso do músico, isso significa (entre outras coisas) formar o seu público. O festival é a maior oportunidade de formação de público que se pode ter, maior oportunidade de se conquistar o seu “consumidor”, para depois voltar ao local e se capitalizar produzindo conjuntamente, seja com coletivos, produtores ou casas de shows.

    Um exemplo?
    A gente ja fez show em recife (a cidade do China), na rua, de graça, montando toda a estrutura, sem ganhar um tostão, mas tocando debaixo de chuva e conquistando público. Hoje tenho certeza do sucesso de um show do Macaco no recife em qualquer casa de show que seja. Assim como a aprovação na curadoria da feira musica brasil pra estar entre as 3 apresentações que fecharam a noite no Marco Zero pra 10 mil pessoas. =)

    Investimos muito pra resultados como esse e continuamos investindo. O processo é contínuo e constante.

    Repetindo o comentário da Júlia Leite:

    “Pablo deu uma verdadeira aula de sabedoria cultural, sem “pagar de pseudo intelectual”, sendo muito perspicaz com os símbolos utilizados nas palavras mais massificadas nesse cenário, construindo uma verdadeira tese própria, condizente com a realidade e mais, mostrando ser muito possível construir uma cultura solidária, se todo mundo ceder um pouco dos seus egos, do seu bairrismo e coorporativismo pessoal/grupal, movido à interesses pessoais que sinceramente, não cabem no meio cultural ideal. Pablo mostrou que essa cultura antropológica, digna dos sábios, não é utopia, é possível e já tá acontecendo. E mostrou como a história é sábia de nos contar repetidas vezes, que grandes “fazedores” de cultura e história, sempre são alvo da maioria medíocre e devem inclusive superar isso, pra se estabelecerem”.

    É muito claro que a realidade econômica da música brasileira no momento histórico que vivemos exige que o trabalho seja dessa maneira pra funcionar. Não tenho fortunas, mas tenho instrumento razoável, como todo dia num dos melhores restaurantes da cidade (com o Cubo Card, moeda social do Espaço Cubo), moro bem, viajo o país e exterior, perdi a conta de quantas praias conheci esse ano, vi show do Sonic Youth, dialoguei com os caras de igual pra igual, na posição de uma banda brasileira de porte considerável, entre muuuuitas outras experiências.

    É uma riqueza muito maior do que o valor hegemônico dado ao capital.

    É por aí…

    mas vou indo, hoje tem prévia do grito rock aqui em cuiaba, e tem dezenas de moleques loucos com a agitação, que vão tocar pela primeira vez na vida pra um público de 100 pessoas, se estimular com isso e formar as próximas boas bandas daqui de Cuiabá e quiçá do país.

    Quem sabe daqui uns 4, 5 anos, uma dessas bandas não estará diante de dez mil pessoas no Marco Zero, em Recife.

    Com o perdão do trocadilho.. é ‘pagar pra ver’.

    Abs.

  129. Fernando MOraes comentou em 23/1/2010 às 5:49

    Ney Hugo: “A lógica anterior, a do jabá, era de pagar pra tocar (na rádio). Hoje, que as coisas estão se transmutando para um campo mais justo e democrático…”

    Mais justo e democrático? Como assim? Se a banda tem que continuar pagando pra ir tocar em festivais. É mesma coisa. É faz parte do tal plano de mídia. O engraçado é que se o plano de mídia da banda não inclui os festivais, mas a rádio como o Rick Bonadio, vocês saem falando mal. (tmb não gosto dele, mas vai como exemplo). Se acham os donos da verdade suprema. Se a banda discorda de vocês, limam ela do circuito. Tem muita banda boa por aí, de cara que é duro, e não tem esse instinto executivo/empreendedor, mas que é bom pacas. No final das contas, vai tocar a banda do cara que consegue a grana pra pagar o jabá do festival.

    Isso nos leva a concluir que a real finalidade do Circuito Fora do Eixo é política, a música é apenas um meio pra fazer politicagem.

  130. F. Nobre comentou em 23/1/2010 às 7:32

    Translado Local é uma despesa altamente relevante para maioria dos artistas em grandes cidades por exemplo, são pouquíssimos ou nenhum show em SP por exemplo que arcam com estas despesas. Fora do Brasil, quase a totalidade dos festivais não arcam com estas despesa tb. Que na hora de colocar na planilha do excel é um rombo par todos. No Goiânia Noise deste ano foi gasto na casa da dezena de milhar de reais com translado local.
    Para atender bandas, imprensa e palestrantes.

    Tabuada, pessoal.

  131. F. Nobre comentou em 23/1/2010 às 7:36

    Coisa mais linda que já li na vida:
    “Músicos VERDADEIROS uni-vos,
    ABRAFIN, MACACOBONG, Blacking D.C, MQN,FORA DO EIXO são o ópio da música alternativa brasileira atual.
    Antes rolava as majors, agora, os espertões e seus festvais de m*, e suas bandas de B*
    Macaco Bong fabricado
    BDC fabricado
    MQN é tão ruim que não consegue ser fabricado;
    agora, tão empurrando a porcaria do Burro Morto. Mais um lixo.
    Salve os opositores, que ousam criticar essa bosta toda.”

    Ser indetificado por ser parte de turma é do caralho!
    Amigão, a árvore que mais da fruto é a que mais leva pedrada!

  132. F. Nobre comentou em 23/1/2010 às 7:39

    J. vc não viu ou não entendeu a mesma palestra que Atkins fez. Vi algumas.

  133. F. Nobre comentou em 23/1/2010 às 7:55

    Aí porque o Macaco Bong é a banda mais foda do país hoje, Ney Hugo e Yaniã Bentholdro tocam nessa banda, e ainda tem Bruno Kayapy, que além de ser foda na guitarra, se envolve em técnica de som, lutieria, ministra oficinas… e etc.

    FODA!

  134. Saviola Marques comentou em 23/1/2010 às 8:10

    Poxa, apresentem uma banda boa no esquema, pelo menos ,que tá difícil.Macaco Bong é osso. kkkkkkk

    Concordo com quase tudo que o Fernando moraes escreveu.
    Esses festivais e feiras viraram ponto social de pseudo jornalista fanfarrão, porco e beberrão com seus blogs e trampos incipientes.
    Aí, quando fala um Sérgio Martins, que realmente, entende de música, os caras ficam ofendendo-o.
    Medicocridade é foda.

  135. Ney Hugo comentou em 23/1/2010 às 9:31

    Só pra contextualizar a parte do jabá, que foi o único ponto da minha fala que pegaram pra tentar desconstuir. Ninguém tem que pagar jabá pra festival, é investimento conjunto.

    Comparar os milhões de dólares pagos às rádios com 100 reais pra uma passagem pra Goiânia, é no mínimo falta de pesquisa. Esse investimento conjunto tem tornado as condições cada vez mais favoráveis pra todos, e tudo indica que as melhoras só tendem a continuar, e cada vez mais aceleradas. Estamos mudando a realidade do país.

    Pra, mais uma vez, dar o exemplo da faculdade aqui… o melhor dos mundos será quando a educação for distribuída pra todos os cidadãos, mas enquanto não é, o cara paga a faculdade por 4 anos – um puta de um investimento caro – pra dali obter retornos. Quatro anos é exatamente o tempo de existência do Macaco Bong. Saiu muito mais barato que a faculdade, e me encontro muito mais realizado.

  136. Luis Inácio Falou! Pague os Músicos para vender CD e DVD comentou em 23/1/2010 às 9:51

    Lula Falou! Sem músico não há festival! Sem $$ não movimenta a economia! Pague os músicos para a gente ajudar o Brasil e evitar o desemprego. Vc mesmo que diz!

    Olhem isso!
    Novidades monstruosas!!
    Pra movimentar a economia!! Só se for a dele.

    Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou: “o brasileiro precisa consumir para evitar o desemprego. Movimentar a economia é uma responsabilidade nossa”. E a Monstro Discos ajuda você a gastar seus reais com vários lançamentos monstruosos para não deixar o país “se fu…”, como diria o presidente. Direto do Sul, o novo disco do mestre Frank Jorge. De SP, o primeiro DVD ao vivo da lendária banda punk Inocentes. Dos EUA, o primeiro álbum brasileiro do Black Lips. De Goiânia, a estréia do Bang Bang Babies e The Backbiters. E para homenagear uma das maiores bandas do rock mundial, o tributo March to Sickness, que reúne bandas brasileiras tocando os grandes clássicos do Mudhoney! Faça o seu sacrifício e compre logo nossos lançamentos. Se isso não garantir seu emprego, pelo menos lhe renderá um 2009 com muito rock!!!

  137. Jonas comentou em 23/1/2010 às 10:25

    o Móveis Coloniais de Acaju é mesmo a maior banda do brasil… são quantos caras mesmo? Uns 8? pffffffff…

  138. Gabriel Thomaz comentou em 23/1/2010 às 10:29

    Bom, aproveitando um sábado sem show e dois dias antes de mais uma turnê bem longa, peço licença pra gastar um tempo aqui lendo tudo isso aí em cima e dando minha opinião sobre o assunto. Me sinto bem à vontade pra falar sobre isso, pois sempre fiz parte dessa parada independente no Brasil, desde lá daquela época q minha primeira banda vendeu 2500 fitas K7 gravadas uma a uma no som do meu padrasto. Faz tempo, eu tinha a idade da Malu Magalhães.
    Com o Autoramas nós já fazíamos tudo isso q o nosso amigo Ney relatou aí sobre o Macaco Bong, mas desde 2002, 2003. A primeira banda de fora de Cuiabá que o Pablo Capilé levou pra lá foi o Autoramas, deve ter dado uns mil pagantes. E foi um esquema muito bem feito, com cachê, passagens, hotel, rango delicioso. Mas não foi só ir pra lá e aproveitar: Organizamos uma turnê, fizemos tudo por terra. Saímos do Rio, tocamos em SP, depois em Londrina, depois Campo Grande-MS (onde uns certos japas nos viram tocar e nos convidaram pra uma turnê no Japão com eles bancando tudo) e finalmente chegamos em Cuiabá. Levei um choque no palco q eu quase caí pra trás, mas tudo bem. Só assim o lance todo se concretizou. E vieram outros convites, frutos de turnês como essa. Já fizemos uma turnê no Nordeste em 2003, só eu e Bacalhau, sem baixista. Igualzinha a essa do Macaco Bong, 10 shows, 10 dias sem day-off (desde essa época temos uma média de 90 a 100 shows por ano). Mas ganhamos o nosso em todos os shows, por um lado foi até bom termos ido em duas pessoas, sobrou um cascalho a mais pra cada um. Só pra resumir: Trabalhar é muito bom, viajar, tocar, ver coisas boas e ruins é muito bom pra qualquer pessoa. Mas tem que ganhar alguma coisa sim. Só assim as bandas vão continuar, fazer uma carreira. Quantas bandas boas acabaram nos últimos dois anos? E algumas dessas eram bandas q trabalhavam sim, não só dessas q só reclamam. Não vou fazer contas aqui, mas músico também tem muito gasto. Aliás, tem até um detalhe engraçado dessa história de conta: Nessa primeira vez q fomos tocar em Cuiabá, foram umas 15 pessoas acender um incenso no meu quarto do hotel, incluindo o Pablo e, acho q o Ney tb, e eu ficava o tempo falando que pras coisas funcionarem tinha q fazer tudo na ponta do lápis. Tive até um flash-back lendo essa entrevista. E continua dando certo: assim consigo viver de música.
    Fabrício é meu amigo de fé há uns 12 anos, é uma figura-chave dessa parada toda. Sempre fizemos um monte de coisas juntos e o cara é competente pra cacete, tô defendendo mermo. Sou de Brasília, do lado de Goiânia, toquei lá muito, antes e depois dele se juntar com a Monstro. Antes da Monstro, tocar em Goiânia era se apresentar pros mesmos 20 malucos de sempre. E, depois da Monstro, é isso tudo q todo mundo já sabe. Já fizemos todo tipo de esquema (de grana, custos, etc) e sempre tentamos ajudar um ao outro, cada situação é uma situação. De repente o q tá faltando nessa parada toda é diálogo, é informação, conexão mais direta…não é sair por aí bradando q é tudo máfia ou q banda não merece cachê. E ainda suspeito que o Pablo estava falando exclusivamente de bandas iniciantes, que tem muito o q ralar, o q é um privilégio! Ah, se quando eu comecei já tivesse todo esse circuito…
    Outra coisa q eu sei, q não é nenhum segredo é q pra uma banda chegar num Festival (eu organizava um, o Ruído)é exatamente a quantidade e a qualidade das coisas q essa banda faz FORA do circuito dos festivais, ou seja quanto mais vc faz, mais é chamado pra fazer as coisas, e, consequentemente ganha mais.

  139. Eduardo Rodrigues comentou em 23/1/2010 às 13:08

    pessoal,

    essa discussão é importantíssima de ser feita! é um novo momento da música brasileira, um momento bom, que gerou muita coisa boa.
    é preciso não baixar o nível da discussão, com comentários irrelevantes e ter cuidado para não se engrandecer.
    um comentário muito pertinente que parece ter passado batido fio a da Inti, lúcido claro e sem ser tendencioso.
    não sei de o Macaco Bong é a melhor banda do Brasil, isso não se mede…mas sei o quanto os caras ralaram pra estar onde estão, e merecerem. Assim como diversos outras bandas ótimas dão um duro danado, são comprometidos com a mudança, e querem pagar suas contas. o debate tem de ser feito, pois todos estão juntos nesse barco.
    Todos (músicos, produtores, seguranças, ambulantes, etc…)sabem como o final do mês demora a chegar.

    Muito há de ser discutido. Os músicos (e os que conseguem e decidam ser somente músicos e gestores de suas vidas) devem ser ouvidos. Não como senhores e gênios da raça, mas como portadores de necessidades e participantes do mesmo propósito, sem ser mais que ninguém.

    É isso!

  140. yuno silva comentou em 23/1/2010 às 14:06

    é muito ‘FODA’ e muito ‘CARALHO’ junto, melhor procurar outro lugar atrás de coisas mais fofinhas!

    ótimo debate.

  141. Paulo Reis comentou em 23/1/2010 às 18:43

    Realmente é inegável a movimentação que acontece no Brasil. Me parece que o lado que arregaçou as mangas e que além de tocar foi atrás de mais conhecimento para gerar novas alternativas e abrir fronteiras, é o mais certo. Entrar na máquina, entende-la e conseguir voltar com alguma idéia que dê chance a um número maior de artistas que a tentativa anterior é extremamente válida. Importante que todas estas criticas sejam lidas e entendidas, apesar de algumas serem injustas, outras são justíssimas e apontam falhas, ainda que aceitáveis, mas óbvias, a serem consertadas durante o processo. Alguns preferem apenas 80 pessoas curtindo seu som enquanto o outro já tem 80 pessoas e tocam para mais 6.000 visando conquistar mais 80, quem sabe o dobro, triplo… E isso não tem nada haver com a qualidade musical dos envolvidos, mas sim com suas visões de vender e se vender no mercado.

    As criticas todas, sempre deveriam vir acompanhadas de uma sugestão, do contrário são injustas.

    Eu, particularmente posso conviver com as duas coisas: todos que trabalham devem receber seu cachê, isso é indiscutível e ponto, porém numa estratégia de mercado, caso me pareça válido eu tocarei sem cachê.

    Para avaliar melhor o nível de divulgação oferecido por estes festivais é importante conhecer bem as novas ferramentas e quais delas são mais utilizados pelo público. Esta rede que gera o Gritorock as usa muito bem e é fácil ver como exploram cada ferramenta. Você pode conhecer muito do atual cenário independente do país só acompanhando-os (Coletivos) pelo Twitter. É só explorar e imaginar que isso acontecerá com você caso seu nome seja um dos divulgados por eles, minuto a minuto.

    Para qualquer um que tenha tentado criar um coletivo ou algo do gênero e sabe a dificuldade de tal, deveria ficar nítida a competência dos lideres deste movimento em conseguirem uma união e comunicação entre tantos estados e cidades para um mesmo objetivo. Juntando tantos coletivos, produtores e músicos. Até porque alguns mal conseguem se comunicar com a própria banda, imagine com várias. Isso já é merecedor de um voto de confiança

    Paulo Reis
    São Francisco do Sul- SC
    Ecos Cultural

  142. J. comentou em 23/1/2010 às 21:13

    Fala, Nobre.

    Vi e discuti sobre esses assuntos com os produtores presentes para poder escrever sobre isso depois e apresentar o assunto para algumas bandas. Talvez o debate tenha sido diferente em cada cidade. Te falo que os próprios músicos presentes nessa apresentação ficaram bastante resistentes à ideia de não distribuir a música gratuitamente em meio virtual, pois ‘não reflete a realidade atual das bandas’. O que ele quis dizer foi: ‘promova a sua música. Não distribua gratuitamente sem promovê-la’. E foi o que poucos ou quase ninguém entendeu. Não só ele, mas todos os produtores tentaram expor esse ponto de vista.

    Acho que é preciso ficar atento para apreender melhor não só o que esses caras falam em suas palestras, mas em como eles de fato produzem as suas bandas e artistas por lá.

    No mais, Gabriel Thomaz reafirmou tudo que disse no meu primeiro comentário.

    Enfim!

    Alguém pretende oferecer um espaço formal pra essa discussão? Um fórum? Encontros regionais chancelados por secretarias de cultura, fundações ou instituições externas ao CFE, que possam gerar documentos para serem discutidos em outras esferas?

    Acho bacana lembrar aos delegados eleitos em cada estado para a III Conferência Nacional de Cultura que essa é uma questão importante a tratar, principalmente no eixo da lei de incentivo.

  143. Alexandre Marques Fontenele comentou em 23/1/2010 às 22:20

    Acho que pagar cachê para um artista, que está começando é questão de bom senso da parte dos idealizadores do evento.
    Todo profissional que produz algo que gere lucro tem direito a uma margem de bonificação.

    Uma banda que atrai muita gente para um evento, tem poder de negociação maior do cachê. Isso é fato e todo mundo sabe.

    Agora se uma banda inexperiente, nova e(ou) de pouca estrutura toca em um evento, ela precisa ter algum incentivo (premiação financeira) para poder se sentir respeitada podendo assim ter motivação e perspectiva positiva para o futuro. Todo artista precisa gastar pra aprender mais a função, comprar instrumentos melhores, pagar as contas etc. Essa pobre banda também atrai público – amigos, familiares, curiosos – que irá consumir no evento gerando lucro. E isso também é fato e todo mundo sabe.

    Se uma produção de evento tem dificuldades em enxergar o lado humano da questão, que enxergue por outro:
    O pagamento de cachê para uma banda iniciante, nada mais é do que um investimento para o modelo de negócio continuar prosperando com cada vez mais satisfação e qualidade, que serão sentidas pelo público, artistas e principalmente pelos realizadores do evento.

  144. Flávia . M comentou em 24/1/2010 às 9:59

    O problema é o seguinte: Se o Festival for de iniciativa privada e não quiser pagar cachê, e tão pouco, as bandas receberem, problema de ambos. Agora, o GRANDE PROBLEMA DA QUESTÃO é que esses festivais meniconados da ABRAFIN (pelo menos alguns abordados) recebem DINHEIRO PÚBLICO, DINHEIRO DO POVO. Algo que poderia ser revertido em habitação, educação , saúde, mas que foi destinado a uma atividade cultural. E apesar de alguns de seus “associados” negarem, são obrigados a cumprir regras e normas, entre elas, PAGAR CACHÊ paras bandas, transporte, hospedagem. PARA TODAS AS BANDAS que participam do festival, não as mais famosas.
    E para onde vai a grana que o governo, PETROBRÁS fornece?
    Para comprar camarão?
    É Fácil, pq não fazem uma boa auditoria, ou fiscaização disso.
    Será que somos tão passivos e omissos, assim?

  145. Recifense comentou em 24/1/2010 às 11:35

    ”A constelação de Recife”, agora ser banda do pólo artístico/musical brasileiro é sinal de estrelismo, nota-se um rancor de certas pessoas com a cena recifense, talvez porque aqui os artistas não aceitem esse circuito da mesma forma que outros lugares.
    Mas onde tem bandas como aqui? ah mas mérito artístico não vale mais (pra esse cidadão da entrevista e outros babões), afinal estão avacalhando com o cara que fez um dos discos mais fodas do ano, o catatau…

  146. Paulo Fernandes comentou em 24/1/2010 às 12:03

    Ajuda de Custos para bandas que estão bem no inicio de carreira e Cachê para as bandas que ja tem um trabalho mais reconhecido, perante o público e criticas…. tem que fazer sim parte do Festival:
    Ex: Banda Pernambucana na Feira da Música 2009 em Fortaleza, Banda ja conhecida e reconhecida no Estado e no Brasil com pequeno público em Fortaleza, pois ja tinha tocado em Fortal antes do Feira.
    O PROBLEMA NÃO É GANHAR NADA PARA SE APRSENTAR E SIM PAGAR PARA TOCAR.
    Segue abaixo o efeito cascata e o desgaste com os músicos e com a qualidade de som e música de não se ganhar nada para tocar:
    1 – Sem ajuda de custos ou cachê, a Banda não leva Técnicos de Som e Roadie.
    2 – Começa o martirio os próprios músicos carregam os intrumentos e carregam o Onibús – REC/FOR.
    3 – Chegando em Fortal, os músicos cansados descarregam o Onibús, chegam no Hotel e logicamente não tem lugar no térreo Hotel para guardar os instrumentos, pois o Hotel está cheio de bandas.
    4 – Ai vai hotel sem elevador e quarto no segundo andar, os musicos chegam de viagem e tem que carregar tudo dois andares acima de escada.
    5 – Passagem de Som, marcado para a tarde e as 10:00 da manhã liga a prdoução da feira falando que mudou para as 11:00, logicamente a banda não passou o som.
    6 – Horário do Show, os músicos carregam tudo escadas abaixo no hotel e carregam a Van que chega atrasada no hotel.
    7 – Chegada no palco sem roadie vai o músico descarregar outra vez a Van e ir montar tudo.
    8 – Em todos os show da Feira a mairia das bandas vieram sem técnico, ou seja todos os shows não foram os shows de verdade, pois a diferença de um técnico profissional que conheçe a Banda e um qualquer que a produção ou até mesmo o cara do Som leva sem nenhum compremetimento é gritante…
    9 – Camarim, os músicos além de estarem gastando pra tocar e fazerem serviços de roadies e técnicos, chegam no Camarim um papel avisando que o Camarim são para 4 Bandas.. (Palhaçada, né) – No camarim tinha somente um garrafão de 20 litros de agua ¨sem água¨.. rs e nada mais… Ai vai músico gastar mais para tomar seu refri, sua cerveja, seu wiskhie e até a água é muito triste, pois a Feira é de Música e sem os músicos não tem música.
    9 – Hora do show sem a passagem de som, demora umas 4 músicas para os técnicos de monitor e PA se arrumarem, as músicas horriveis no PA, o técnico que estava com a mesa do monitor estava com um microfone tão alto arrumando o som do palco que o som vazava para o público, ou seja o som rolando ruim ainda fica uma voz muito alta.. ¨aumenta teclado, voz, desliga não sei o que e todos da platéia ouvindo.
    10 – Acaba o show la vai os músicos desmontarem e carregarem tudo até a Van.
    11 – A van chega no Hotel, la vai outra vez o martirio descarrega, sobe as escadas….
    Resumo da Ópera, ajuda de custos é imprencidivel até mesmo para as bandas micro pequenas que começaram ontem, pois a ajuda de custos influi sim, numa melhor apresentação da mùsica e o minimo de dignidade para o músico.
    Cachê logicamente é preciso principalmente para as bandas que estão trabalhando, circulando e investindo, pq a grana do cachê não dividida por inteiro, tem q se guardar caixinha para um investimento aqui ali, para alongar a viagem.. enfim o Cachê é com certeza necessário…
    E também profissionalizar a cadeia e produtores de feiras e festivais, pois como vimos no caso acima no caso de Fortaleza, todo mundo é muito amador… Isso é uma critica construtiva não destrutiva a idéia é melhorar não colocar a feira para baixo.
    Por derradeiro, quem se queima é a própria feira, pois conversei com outrs músicos partipantes e todos estavam putos… ESSES MÚSICOS NUNCA MAIS VOLTAM PARA TAL FEIRA E AINDA AVISA AOS AMIGOS PARA NÃO IREM. PQ NINGUEM MEREÇE…RS

  147. Paulo Fernandes comentou em 24/1/2010 às 12:14

    E digo mais, o Macaco Bong, é um Power trio foda, instrumentistas profissionais e uma proposta legal. Agora eles só conseguiram circular 23 estados, pq é um Trio e tem articulações com a Abrafine afins ai entra uma boa produção, pq se tivesem 7, 8 músicos, não iriam ter conseguido circular tudo isso….
    Me diga Capilé, desse 23 estados qts foram pelos festivais???
    Deixo claro que gosto da Banda, vi o show numa casa de Fortaleza na Feira e na Feira Música Brasil em Recife.. em Recife foi lindo só achei o som muito alto.. Mais ai vai da pegada do que a banda ou o técnico quiserem…
    Finalizando, uma das melhores bandas do Brasil em seu segmento instrumental, mais nunca a melhor do Brasil.. Ta longe…

  148. Alexandre Honorio comentou em 24/1/2010 às 12:50

    Tô com uma galera aqui em casa e tô pensando em preparar um “Space Cake”…
    Alguém sabe como preparar?

  149. Paulo Reis comentou em 24/1/2010 às 12:51

    A gente sabe que a classe musical não tem piso salarial reconhecido. Seria talvez a função mais importante deste atual movimento estar intermediando o debate entre músicos e todos os profissionais inclusos nesta cadeia. Amadurecer a classe musical financeiramente também é fundamental quando falamos de um grupo em que a maioria recebe um valor desproporcional aos gastos básicos como: transporte, estadia, alimentação e manutenção básica dos instrumentos e equipamentos. Dirá receber um cachê digno de proporcionar investimentos na carreira, sabendo-se hoje dos valores de instrumentos profissionais e dos valores elevados para uma produção e ações de bom nível.

  150. F. Nobre comentou em 24/1/2010 às 20:05

    vamos lá, todo mundo lendo e relendo as entrevistas e comentários. Estamos andando em círculos de novo.

    Só um ponto, todos os festivais da ABRAFIN são ações da iniciativa privada, que por vezes ou outras são contemplados com fomento de editais públicos, que além de ter uma pesada concorrencia para entrar, tem uma minuciosa prestação de conta pública.

    É fácil auditar, ou outro se for o caso.

    Mas vou dar mais alguns dados que já publicisamos em artigos e palestras, total de orçamentos dos festivais de 2008 (30 estudados pela pesquisa interna da ABRAFIN), quase 50% destes recursos vinham de patrocínio privado direto ou MUITO FUDAMENTALMENTE BILHETERIA, sem leis de incentivo municipal estadua ou federal. As leis incentivo representavam um total aproximado de 15% federal, 15% estadual e 5% municipal. Outros 15% aproximado vem de permutas com estruturas locais ou regionais, e serviços voluntários.

    Outro dado muito interessante, é que dos 42 filiadados a ABRAFIn em 2009, apenas 4, tiveram apoio Petrobras via Edital de Festivais Independentes, menos que 10% do total.

    E no que tange ao Goiania Noise, por exemplo um festivail contemplado pela Petrobras, e que paga cachês (eou ajuda de custo), hospedagens, alimentação , etc etc etc para todos os artistas participantes, o valor do patrocínio (que é ULTRA RELEVANTE e que dá a Petrobras a cota master do festival), representa 20% do valor total do orçamento do evento.

    Seguimos… até breve.

  151. Val comentou em 24/1/2010 às 20:45

    De tão interessante essa discussão arrastei o link pra o meu blog. Deixei pra dar minha opinião por lá, pra dividir… aqui já tem muito pitaco. =) Vlw pelo diálogo pessoal do Inimigo!

  152. Fábio Mendes comentou em 25/1/2010 às 7:32

    F Nobre, sem mais delongas ou rodeios, nos responda uma coisa aqui de forma clara:
    Quando vcs, dos principais festivais independentes da Abrafin escrevem un projeto de lei de incentivo, nele vcs citam que as bandas independesntes NÃO RECEBERÃO CACHÊ? Por que entendemos que quando esses projetos são escritos o cachê das bandas está ali, presente em todos eles. Quando vcs saem a procura de patrocínio, os cachês das bandas também são mencionados. É irritante ver a frase “sou dentro da ABRAFIN um defensor de que não se deveria pagar cachê as bandas”. Na hora de buscar recursos pra realização de festivais, as bandas se tornam (meros) números, correto? Alguém escreveu aí em cima: uma coisa é não pagar banda por que o festival NÃO DISPÕE de recurso fincanceiro pra isso. Outra é NÃO PAGAR por que o Pablo Capilé entende que a banda não é merecedora de cachê – o festival como “mostra” já é o suficiente para pagar esses artistas. O Capilé deve ter ficado muito feliz com o surgimento de programas de passagens aéreas de alguns estados brasileiros, né? Como ele já não paga cachê pras bandas, agora tb achou a brecha perfeita pra não pagar transporte. Assim fica fácil: além de não pagar nada pras bandas, ela ainda tem que se virar pra conseguir passagens aéreas pra tocar pra “mostra” do Capilé.
    E Fabrício, a pergunta lá em cima na verdade seria pro Pablo, mas como depois da entrevista ele não se manifestou em momento algum nesse fórum (pelo menos assinando seu nome), pergunto a vc. Aliás, aproveito para perguntar tb, se vc compactua com o pensamento do Capilé; de que banda não deve receber cachê pra tocar em festivais. Confesso que se vc disser que sim, vamos ficar muito desapontados.

    Pra refletir: há dois músicos discutindo numa roda e um deles diz: tocamos num festival x. Fomo bem tratados, havia bom camarim, bom hotel, boa divulgação, ótimo palco, ótimo som, ótima luz, produtores educados… mas tb, isso é o MÍNIMO que se espera, já que não recebemos cachê e ainda tivemos que bancar nosso transporte.
    O outro músico diz: tocamos no festival y. Fomo super bem tratados, havia bom camarim, bom hotel, boa divulgação, ótimo palco, ótimo som, ótima luz, produtores educados… e ainda recebemos por isso.

    Qual dos dois músicos vai propagandear o festival de vcs com mais tesão e credibilidade?

  153. raphael amorim comentou em 25/1/2010 às 9:00

    Uma materia desse porte so agrega e esclarece
    quem tava por fora não tem como dizer que ainda está
    muito boa mesmo

  154. Flávia . M comentou em 25/1/2010 às 9:29

    Bom, já que o F.Nobre se dispôs, a responder salutarmente as questões envolvendo a ABRAFIN, encaminho outras, que não ficaram claramente abordadas’

    1-Como os festivais da ABRAFIN (os mais conhecidos) podem ser classificados como “iniciativa privada” se a maior parte dos recursos (ou todo ele) é público, seja em forma de incentivo fiscal, ou de verba graúda?

    2-Como vcs pagam cachê a todas as bandas, se existem inúmeros relatos de bandas que arcaram transporte, (passagem) refeições do próprio bolso, e ate hospedagem (e não ganham cachê), enquanto as bandas mais famosas ou “apadrinhadas” pela ABRAFIN recebem cachês volumosos? Principalmente , em relação ao festival CALANGO

    3-Vcs negam a existência de um estatuto, vinculado aos editais, que lhes fornecem recursos públicos (dinheiro) obrigando-os a cumprir certas normas pré definidas, entre elas pagar cachês, transporte, hospedagem a TODAS as bandas participantes do festival

    4-Pq ficam tão agressivos com quem resolve contestar , ou apenas dialogar com a ABRAFIN.? Nesse blog, que tem muita gente graúda lendo, vcs tão pacientes, mas em outros meios da internet, existem comentários bem agressivos. Alguns desses “insurgentes” reclamam terem sidos banidos de todos os Festivais que a ABRAFIN está envolvida. Procede?

    5-Vc pode nos mostrar, categorica e claramente, quanto de recurso público o festival Goiânia Noise e Calango receberam do Governo/Petrobrás?? Não em porcentagem, mas sim em valor real, bruto. Quanto vcs gastão para realizar um festival que nem o Calango? Realmente não sei, pela internet li que se consegue organizar um bom festival com 100.000 reais, e que o Goiânia recebera por volta de 1milhão. Procede? (não estou acusando, realmente é uma pergunta)

    6-Vcs negam que não beneficiam em hipótese alguma, bandas “apadrinhadas” pela ABRAFIN(como macaco bong, Black drawing chalks) em eventos organizados com verba pública (mesmo que seja uma parte), onde tal recurso deveria ser para a coletividade e o incentivo a cultura, ou seja, a possibilidade de diversas bandas tocarem dignamente e receberem seus cachês?

  155. Flávia . M comentou em 25/1/2010 às 9:31

    Errata:* 6-Vcs negam que beneficiam, bandas “apadrinhadas” pela ABRAFIN(como macaco bong, Black drawing chalks) em eventos organizados com verba pública (mesmo que seja uma parte), onde tal recurso deveria ser para a coletividade e o incentivo a cultura, ou seja, a possibilidade de diversas bandas tocarem dignamente e receberem seus cachês?

  156. Vinicius Lemos comentou em 25/1/2010 às 9:33

    China

    Creio que vá ler esses comentarios. E eu sou produtor de um festival e acho que até demorei a me manifestar por aqui.

    Mas vamos lá. Quando o Altas Horas te convidou para tocar na Globo, quanto foi o cache? Rolou passagens, ajuda de custo, hospedagem?

    Creio que foi de graça e valeu pelo retorno, nao é?

    Mas, e ae? Voce dá de graça a sua unica fonte de renda pra Globo? eles ganham milhoes em propaganda, milhoes em dinheiro publico, financiamento do BNDS, aporte direto do governo, lei de incentivo. E voce deu o seu show de graça pra se divulgar?

    Festival é numa escala menor a mesma coisa. Algo para se mostrar e ter um retorno. Dificil uma banda boa tocar num festival somente e parar por aí.

    Pense nos festivais como voce pensou na Globo, no Altas Horas ou em qualquer programa de Tv ou Rádio, como um meio de divulgação. Tocar na tv ou num festival é o mesmo efeito.

  157. SeiLaViu comentou em 25/1/2010 às 10:37

    olha, a base do sistema eh a musica. quem produz a musica sao os musicos. eu nao vejo nenhum problema em pagar melhor as pessoas que fazem um festival de musica acontecer. agente sabe que por fora, ou por dentro mesmo, dinheiro publico eh desviado pra bancar vinda, putaria e cheirada de nego que teoriza demais sobre musica independente, mas que na pratica pouco sabe. a grande maioria mesmo dos “produtores” de festival nem musico eh. entao me desculpem os burocratas da cena independente, mas distribuicao de renda ja. o modelo proposto por vcs na verdade me parece uma copia do que as majors fazem, so que disfarcadamente, ou descaradamente mesmo. é a mesma patota que circula nos festivais, as mesmas bandas ruins em que uma duzia de produtores, jornalistas, inseridos politicamente decidem que sao os fodas do ano. na rua meus caros, eh bem diferente. o discurso das palestras/seminarios nunca eh praticado, mas sim retido em suas proprias produtoras e repartido, seja la como for, entre os demais envolvidos. descolem desse pensamento SEBRAE de ser, que de apoio a pequenas e micro empresas nao tem nada. qq um que opera na rua tem mais qualificacao de discutir musica independente do que os burocratas de litoral do momento. nego viaja o ano todo, comendo, bebendo do bem bom, fingindo estar agindo com politicas publicas, mas retendo informacao e a pouca grana que circula. gente migué igual o Capilé e outros nao me enganam mais. papo furado de SEBRAE e similares nunca mais. a bandidagem se opera em varios niveis, e de varias formas. cansei de discurso renovador que no cerne tem a mesmice que tanto se discutiu. eh bom mesmo os musicos ficarem ligados, pois qd uma nova, se for possivel, estabilidade acontecer, nos formatos de comercializar musica, os neo marajas que estao se formando e tomando conta (abrafin, fora do eixo, sebrae) vao pilotar todo o esquema, da mesma maneira como repudiamos em relacao as majors. acho bom mesmo montar a ABRAMIN, boa ideia mesmo, pq levar o tombo de nego que era teu amigo e se dislumbrou com a possibilidade de se lancar nesse marzao de bon vivant da cultura JAH deu.

  158. Sylvio E. comentou em 25/1/2010 às 10:45

    Não ficam agressivos, Flávia? Só se for aqui nesse espaço, né?
    Olha só o que o Pablo Capilé postou no twitter dele, em decorrência de uma crítica do China, que fez comentários contrários ao pensamento dele:

    http://twitter.com/PabloCapile/status/8127246288

    Bonito né?

  159. Geovani Pires comentou em 25/1/2010 às 11:37

    O nome Burro Morto foi citado e achei bem conveniente usá-lo como exemplo:

    O que começa BURRO já termina MORTO.

    Explica toda a questão sobre músico “tocar de graça”. Isso sem nem usar verbo.

    Então pensemos….muito foi falado sobre ” O que importa não é o quanto se toca nos festivais e sim o que os músicos fazem fora dos festivais durante o ano…” ENTÃO, PRA QUE OS FESTIVAIS??? VAMOS CONTINUAR FAZENDO AS OUTRAS COISAS QUE JÁ SÃO FEITAS E AINDA CONSEGUIR A REMUNERAÇÃO.
    Se festival não paga o trabalho da sua matéria prima principal então pra que festival???
    MIRANDAAA, ô Mirannnnnda, amor à música??? e fodam-se os músicos é isso??? Contrasenso.

    Pra que festival então gente???

    Isso pode virar adjetivo então repito : BURRO-MORTO .

  160. Gdiamantino comentou em 25/1/2010 às 12:28

    olah, não consegui ler tudo ainda, mas tenho um questionamento:
    Se cd não vende nada mais, e as bandas tem q tocar de graça, de onde o músico vai tirar a grana mesmo?
    vou voltar a ler

  161. F. Nobre comentou em 25/1/2010 às 12:40

    Flávia, vamos lá, acho que é ultima vez que respondo, uma vez que acho que está mais que claro meu posicionamento. Mas vamos ver o que é pertinente responder de uma vez só.

    Sim, todos os festivais filiados a ABRAFIN são de iniciativa privada, e tem fundação, gestão, definições de planos de trabalho, feitos por entes privados, pessoas físicas, grupos de pessoas, empresas ou associações. E todos eles lidam com ida e vinda de patrocínios e participações em editais de fomento e/ou incentivo, para se ter uma idéia e ficar com exemplo caseiro, o Goiania Noise Festival, só teve patrocínios de lei federal, em duas edições de suas 15.
    E o Bananada em nenhuma, apenas pequenos aportes de lei municipal.

    Sobre os “relatos” , não são relatórios, são “papos”e não fatos. Mas posso dizer que cachês volumosos não são a regra, são raríssimos, e a banda tem que mesmo valor o que pesa, e nesse caso é bem mais uma questão de público. E posso dizer que as bandas envolvidas no processo no caso citado Macaco Bong e BDC, que são bandas do selo Monstro Discos, nos festivais da Monstro Discos, normalmente recebem a ajuda de custo base, ou mínima, e muitas vezes por conta própria e por entender a ação fazem o trampo extra. Não é raro ver estes caras no back stage fazendo roadie, ou receptivo, ou mesmo fazendo cartazes, ou ténicas de som.

    3, não entendi onde foi colocado ou não entendi o que vc falou.

    Agrecividade não é a prática de nenhum de nós, mas posicionamentos firmes, não nos furtamos de responder ou participar de debates que possam acrescentar no processo de formação dos agentes, ou que possam esclarecer as pessoas sobre nossa ação ou trabalho, e fazemos isso inumeras vezes durante o ano, em seminários, palestras, debates, muitas vezes parte da própria grade dos festivais, e em diversos outros projetos.
    Ouvindo, debatendo e recebendo críticas durante o ano todo.

    Na realidade sobre orçamentos existem algumas prestações de contas públicas e não fechamos ainda deste ano, até por que não pagamos todos os fornecedores, pois não recebemos todos os aportes contratados. Mas, podemos dizer que em valores aproximados: sobre o Goiania Noise, na última da edição o orçamento total é na ordem de 800.000, conseguimos captar com diversos patrocinadores cerca de 600.000 … sendo que com cachês e ajuda de custos da parte de conteúdo do festival (não só bandas, mais video makers, designers, artistas plásticos, debatedores e palestrantes), algo na ordem de 270 a 300k reais, mais de 150 grupos / pessas diferentes esse ano. Ou seja quase metade do valor captado. Se 15% em média dos valores se vão em impostos ou taxas, dá pra se perceber o valor investido nessa ações.
    No Bananada por exemplo do ano passado o valor captado não chegou 60 k reais, ou seja, menos de 100k, que vc diz, e o festival tb foi executado com seu tamanho e caracteristicas. E todos tem seu valor. No Bananada, infelizmente não podemos investir da maneira que queremos no artístico, e temos que manter estrutura, que ainda assim é bem menor, mas feito com máximo que podemos.

    Vc pode fazer um conta básica (TABUADA PESSOAL) e entender em valor percentuais ou absolutos quanto chega para os grupos, e quanto eles tem que investir.

    Valores percentuais são melhores para que as realidades de cada um sejam entendidas.

    6 – sim, negamos. E o que faz com estas bandas toquem, são sua proatividade e empenho, mais da parte dela do que de qualquer outra parte. Não existe apadrinhamento, existe oportunidades oferecidas, mas se não fosse o momento ou investimento da banda, ou trabalho em parceria delas com seus agentes, selos, e etc… não a lobby ou apadrinhamento que resolva.

    o recurso é para coletividade e de incentivo, e existem regras para que ele seja investido e aplicado, e as bandas que mais entendem, investem nestas regras, e estudam estes benefícios, são quem mais se utilizam delas. E vou dizer, Macaco Bong e BDC (para ficar nos exemplos citados) não são muitos bons nisso, deveriam se envolver mais.
    Eles são bons mesmo é entrar no carro, ou no busão e cair na estrada tocam. E por onde passam são bons em fazer shows excelentes, e fazer um bom relacionamento para voltar e tocar mais, vezes, oferecendo serviços extra banda e não dando trabalho algum (na maioria das vezes) para os produtores. Quem não quer uma banda destas.

    O festival seria sensacional se das 80 bandas que tivesse que convidar/contratar todas tivessem a atitude e fizessem shows excelentes como Macaco Bong, BDC, e etc.

  162. F. Nobre comentou em 25/1/2010 às 12:48

    Imagino que o Pablo não tenha se manifestado por que ele já colocou claro, os posicionamentos dele na entrevistas. E ele deve estar no role fazendo a coisa acontecer em algum canto, que neguinho não para, acho que estão no interior de minas.

    Amigos, releiam novamente com calma a entrevistas, ainda mais depois dos coments.

    E digo a vc, Fábio Mendes, compactuo com muitas idéia e ações do Pablo Capilé, quase todas as colocadas nesse entrevista, o cara é classe, e tá fazendo um trabalho muito relevante para música do país.

    Compactuo inclusive com a opnião que cada banda deve receber no festival a contrapartida real do que cabe no seu trabalho ou ação, dentro do montante do recurso que aquele festival ou atividade tem para se trabalhar.

    E que na maioria das vezes a banda tem que pensar na ação do festival como meio e não fim.

    Acho que também não vou ficar mais escrevendo, pois tentei ser o mais claro possível em minhas opniões.

    O Inimigo, se deu bem, e conseguiu um ótima visibilidade para site dele, com essa boa entrevista do Capié.

    Até as próximas.

  163. Carlos Eduardo Miranda comentou em 25/1/2010 às 13:33

    Tudo certo. Boas discussões! Depoimentos muito foda. Dá pra chegar a noção de que não é saudavel generalizar. Acredito que todos se esforcem em oferecer o melhor para as bandas. Dificl é ter mais do que tem, levando em consideração que quem faz festival acaba nunca ganhando dinheiro.
    Acredito que a distorção que ta havendo no mercado e ninguém tá notando é que pode o artista chegar num tamanho de fama e tempo de carreira que precise de um pouco mais do que um convite (e mereça, obviamente)mas cujo show não se converta em atração de publico pro festival. Duvido que China, Autoramas, Cidadão Instigado, Macaco Bong e tantos outros estejam nesse patamar. São grandes artistas e acredito que a participação deles seja sinônimo de sucesso. Especialmente quando reunidos. Tem muitos formatos de festival, e cada um depende do estilo do seu produtor e da cidade onde acontece. Tem lugar que precisa apelar pra grandes nomes do mainstream. Outros estão muito bem com Nação Zumbi, Mundo Livre.. e mesmo os que citei dce headliners. Se o sujeito precisa pagar um Lulu Santos pra o público ir assitir o China é fácil de entender que nessa proporção ficar mais dificil ter algo a oferecer ao China. Mas pergunto, o China precisa desse publico? Só ele pode responder. Imagine então que, se pro China já não tem muito, o que sobra pro desconhecidos, que geralmente são apostas do festival (e todo festival precisa de apostas pra se garantir perante os jornalistas e interessado do meio)?
    Jornalista e outros convidados também são indispensáveis para o sucesso do festival. Ele precisa ser falado. Repercutir. Isso é fundamental pro evento e pros artistas. nenhum orgão de imprensa tem verba pra mandar seus profissionais, que só vão se tiverem boa parte (ou todas) as despesas pagas. Sem eles um festival não tem futuro. mesmo assim, pra um desses convidados se interessarem em voltar ao festival outro ano, o mesmo precisa ter um bom blend de atrações. Tem que ter os artistas que fazem aquele show que faz a gente se sentir satisfeito de estar ali presenciando boa música (isso pode ir de D2 a Moveis Coloniais, passando por Black Drawing Chalks, Autoramas, MQN… inumeros, entre consagrados no mainstream e alternativos), apostas (artistas que ganharam certa fama recentemente mas pocos assitiram seu show ou novidades fresquissimas descobertas pelos organizadores, verdadeiros segredos de estado) e atrações que atraiam publico (para provar a viabiliade do mesmo e deixar divertido o festival no sentido de festa mesmo. Uns incluem aí até uma banda do Bonadio ou mesmo uma cantora bahiana – e não estou falando da Pitty). Tá tudo certo. cada um sabe onde apertam-lhe os calos.
    Dentro desse fragil equilibrio, o organozador faz suas contas e oferece o que pode e acredita ser o suficiente pra ser visto como um emprendedor sério.
    Alguns podem errar na oferta, não oferecendo condições aceitáveis para alguns artistas, outros erram em dar tanta enfase aos grandes nomes pra atrair publico e se garantirem com os patrocinadores que acabam tendo que se garantir com os convidados na base da mordomia. Nenhum jornalista, produtor, formador de opinião ou sei lá o que do meio vai se interessar em ir ver um monte de show que já obrigado a ver toda hora em sua cidade. Isso pode diminuri ainda mais as condições de oferecer algo decente a quem merece. São erros facilmente cometidos.
    Nota-se as constantes mudanças e adaptações pra garantir a viabilidade e a longevidade dos festivais. Quanto mais antigo, mais tem que se adptar, já que os tempos e os moldes são bem diferentes hoje de quando idealizaram os mesmo. fazem isso tendo ainda que tomar cuidado em não descaracterizar seus eventos. Nada fácil.
    Quem tiver um pingo de inteligência, preste um pouco de atenção nos depoimentos de quem tem larga experiência no mercado, vide Gabriel Thomaz, os Macaco Bong e tantos outros que aqui colaboraram. Receber cachê é digno e necessário, mas boa vontade e dedicação ao seu emprendimento artistico são fundamentais para o sucesso de qualquer artista. isso vale para ambas as partes. Às vezes tem cachê, outras não. Participa quem quer. E qual organizador de festival quer apostar num novo talento que não faz o mínimo por si próprio? Os tempos de hoje são de muitas possibilidades, mas de muita responsabilidade. Cada um que saiba seu lugar nessa constelação e faça o melhor por si e por todos. Torço por todos!

    saudações do amigo Miranda

  164. Flávia . M comentou em 25/1/2010 às 13:34

    Sylvio, que idiotice o Capilé fez(aliás,tá se escondendo pq?) com o China publicamente http://twitter.com/PabloCapile/status/8127246288.
    E tb depois de chamar um ótimo jornalista, como o Sergio Martins de topeira, na entrevista desse blog. Certeza de impunidade?
    Muito feio mesmo. Isso só aumentam todas as desconfianças que músicos, produtores e cidadãos, têm em relação a idoneidade desse senhor, assim como, de seus projetos.

  165. Carlos Eduardo Miranda comentou em 25/1/2010 às 14:26

    lembrei dum negócio que niguém falou. as vezes tem umas bandas tão ruins nos festivais que dá a impressão que deviam estar pagando a gente pra assistir. hehehhe

  166. SeiLaViu comentou em 25/1/2010 às 20:03

    dentro da logica Capile/Nobre/Miranda, a trilogia do Macaco Bong (boa banda, alias) deveria ser assim:

    1 – artista igual pedreiro
    2 – artista igual otario
    3 – artista ? pedreiro!

    e os “produtores” ? sao os empreiteiros neh. que tal “produtores igual copeiros” ? dai da pra ser artista igual pedreiro.

    o que mais louco eh ler o Nobre defender o Capile. quem te “ouviu”, quem te “le”. tu se apaixonou pelo Capile, Nobre? caramba, depois de tanto te ouvir falar mal do cara.

    publica as contas ae, todo mundo, abre a caixa preta ae cambada.

    realmente essa do Miranda foi demais, “fazer por amor a musica”, o meu Deus.

    e uma ultima: com esses caras, pra mostrar que nada mudou (de acordo com o nosso querido Leo Jaime), eles gostam de alisamento. vejam os Macacos Bong e esse Edimar Filho. eles sao a infantaria. saem na frente, mordem e recebem o ossinho do Nobre. é assim que funciona. mensalinho, mensalao, desvio aqui, desviozao, tem que ser adestrado pelos cool pra poder passear no parquinho. se essa organizacao privada nao fizesse uso de dinheiro publico, estaria me cagando. mas nao eh o caso.

  167. Laura Morgado comentou em 25/1/2010 às 23:00

    Quem fica se escondendo atrás da lógica de “festival de música sem música” tá mais confiente na frase de efeito do que realmente preocupado com o que possa ser (ou de pra que serve) uma cadeia produtiva. E quem não sabe o que é uma cadeia produtiva, vai sempre se achar no umbigo do universo mesmo.

    Se festival de música sem música não se sustenta, quanto se sustenta a música sem ter quem ouça?

    Tá faltando aqui falar de democracia e principalmente de sustentabilidade, que é o que vai encher barriga de quem quer viver de fazer cultura nos anos 00 e que niguém parece ter se lembrado aqui nesse debate.

    Democracia e sustentabilidade de verdade é Economia Solidária, é o seu serviço ser o seu capital e o serviço do outro ser o seu pagamento. Essa rinha de galo por conta de uns trocados em Reais pra financiar mal-e-mal a atividade de SER BANDA é pior que um mal entendido, é uma falta de vontade de entender da parte de quem tá ainda preso em um deja-vu dos anos 80.
    Pior do que achar que Festival é fim e não meio, é achar que dinheiro é fim e não meio.

    Quantos opositores de Capilé sabem do trabalho de economia solidária que vem sendo feito em Cuiabá e em todos os pontos do Circuito Fora do Eixo pelo país? O mérito do Espaço Cubo e de Capilé não é o Macaco Bong. Macaco Bong é a ponta do iceberg. É a cereja do sorvete. O real mérito do Espaço Cubo é ter desenvolvido sistemicamente (atenção a essa palavrinha), em uma cidade provinciana com uma cena 100% COVER DE BARZINHO e berço da Vanessa da Mata, um dos novos pólo de cultura independente do país com bandas referência nacionais(Macaco Bong e Vanguart, gostem ou não. Quem cita outro artista independente cuiabano que apareceu pro resto do mundo sem estar junto ao Cubo?) e várias, várias bandas autorais locais. E tudo isso ao longo do ano em que acontece, apenas uma vez, um festival de proporções das do Calango, que vem muito mais pra legitimar esse trabalho de formiguinha que acontece nos outros 360 dias e reafirmar que Cuiabá hoje está SIM na grande rota, do que pra pagar as contas de quem tá envolvido, seja do lado do produtor, seja do lado da banda.

    E mais mérito ainda é ter conseguido criar bases pra que essas bandas locais possam entender e experienciar o conceito de sustentabilidade no mercado musical autoral. Quem toca em Cuiabá, recebe cachê sim quando toca em evento do Cubo. Cachê em CuboCards. E o Cubocard (antes que alguém tenha o insight genial de chamar de moeda de banco imobiliário) faz com que ele possa: 1) comer em restaurantes. 2) comprar roupas. 3) consumir nos eventos. 4) comprar em lojas de instrumento musical. 5) pagar escola de inglês. 6)Pagar plano de saúde na Unimed. 7) Gravar seu disco. 8) Ensaiar toda semana. 9) Agendar turnê. 10) Gravar seu clipe. Precisa continuar ou já deu pra entender a parte da sustentabilidade na produção autoral? E como faz pra receber em Cubocards? Trabalha voluntariamente, com o que souber e quiser (outra palavrinha importante). É jornalista? Faz a cobertura do show. Mexe com som? Trampa de roadie. É namorada do vocalista? Fica na bilheteria. Não saber fazer nada que não seja tocar guitarra? Carrega caixa, por que não? Esse é o sentido de artista igual pedreiro. Sucesso é pagar as contas, sucesso é pegar a bilheteria dos shows que você fez na turnê e bancar a gasolina do seu carro, porque hospedagem e alimentação tão sendo bancados pelo coletivo que vai te receber na próxima cidade, e ainda conseguir mais uns trocados vendendo o seu disco na banquinha até chegar no Festival e conquistar um público numa cidade que nunca ouviu falar teu nome e que a partir de agora vai financiar mais uma turnê dessa tudo de novo, só que mais estruturada – porque você fez aumentar a sua demanda ali e agora sim dá pra pagar uma van pra você.

    Sou de Recife e vejo os músicos da cidade passarem o ano inteiro discutindo essa mesma ladainha de China, só que multiplicada às centenas. Músicos cuja estratégia de carreira é investir na articulação com o poder público pra conseguir uma vaga no palco do Marco Zero no carnaval e se dar ao luxo de passar o resto do ano sem tocar porque recebeu um cachê surreal e impraticável em qualquer outro contexto.
    Essa mesma opinião acomodada e auto-super-valorizada, mas que na hora do vamover não faz uma proposta sequer. Na hora do vamover, foge da linha do tiro: “minha opinião não conta muito e nem vai mudar a estrutura que vocês tem e nem a forma de trabalho, mas que eu posso discordar disso, eu posso.” Discordar é fácil, China. Difícil é propor. Difícil é ser sustentável fazendo cultura. Fácil é achar que produtor de Festival é dono da cena independente do país, difícil é demonstrar publicamente ciência da própria comodidade.
    E é isso que Capilé e o Circuito Fora do Eixo inteiro, com seus mais de 400 integrantes em 20 estados do país estão buscando.

  168. Makely comentou em 26/1/2010 às 1:21

    Galera, acho que o debate aqui está muito interessante. É um mosaico bastante fiel das várias personas que hoje convivem, bem ou mal, no universo musical brasileiro. Bom, eu sou do Fórum Nacional da Música e da Federação das Cooperativas de Música do Brasil. Nós defendemos um modelo de negócio diferente, talvez compsso não nos impede de reconhecer o trabalho dos caras, tanto do Fora do Eixo quanto da ABRAFIN. Acontece que o perfil dos artistas e bandas que integram o Fórum Nacional e a Federação das Coperativas é outro. Nós não dependemos dos festivais da ABRAFIN, mas também não ignoramos o potencial deles. Por isso eu quero abrir outra frente aqui, levantar outras questões, que no fundo são as mesmas, ou seja, a possibilidade de viver dignamente do seu trabalho.

    Preciso fazer um breve histórico pra tentar contextualizar a minha fala. Mas ainda assim vai ser longo e quem não estiver disposto a entrar a fundo no debate é melhor pular para o próximo comentário.

    Vamos lá, nós chegamos à figura jurídica da cooperativa por uma necessidade de formalização do trabalho dos profissionais que atuaavam na cadeia produtiva da música. Mais de 90% dos músicos e técnicos que atuam hoje no país trabalham na informalidade, alimentando um mercado de notas frias. Nós então criamos a COMUM (Cooperativa da Música de Minas) e através dela emitimos notas fiscais para os contratantes dos nossos serviços, inclusive festivais. Todo mundo sabe que o cara que vende nota não recolhe os impostos devidos, e isso tem um monte de conseqüências nefastas. Uma delas é igualar o músico a um vendedor de balas no sinal, sem nenhum tipo de seguridade trabalhista. Com a cooperativa nós também estamos instituindo o CulturaPrev, que é um Plano de Previdência Complementar do Instituto Petros voltado para profissionais da área da cultura. Acho que ninguém aqui pensa em se aposentar, mas uma coisa que acontece todo dia no país é um músico que tocou com todo mundo, de Tom Jobim a Elis Regina – principalmente instrumentistas que na divisa dos direitos conexos algumas décadas atrás foram alijados pelos produtores fonográficos – ter de passar pelo constrangimento da família pedir ajuda aos amigos, que fazem show beneficente para pagar seu tratamento ou mesmo um velório decente.

    Por outro lado a cooperativa tem um caráter político também. É um canal de interlocução com instituições e governos. Através dela ajudamos a criar aqui o Fórum da Música de Minas, que hoje é formado por cinco entidades representativas dos mais diversos gêneros e estilos. O Fora do Eixo por exemplo está no fórum junto com o Museu do Clube da Esquina, com o pessoal da música instrumental, o pessoal da música regional, etc. Com pouco mais de dois anos temos hoje um diálogo franco e aberto com a Secretaria de Estado de Cultura, o SEBRAE, a Fundação Municipal de Cultura e outras instituições ligadas ao setor musical. A gente senta na mesa e propõe políticas públicas, ações e programas.

    Hoja a principal parceria é com a Secretaria de Estado de Cultura, que disponibilizou através de um convênio o dinheiro para lançarmos um programa com dois editais, produção de um documentário da cena, catálogos e participação em feiras nacionais e internacionais.

    Um desses editais selecionou 25 artistas e bandas para circularem pelo país, com passagens, cachê e hospedagem garantidos em três capitais. O outro é um edital de passagens. O cara consegue um convite de um festival, um teatro, uma casa de espetáculos, e concorre às passagens. Pode ser também para estudar ou participar de um seminário por exemplo. Esse ano foram contempladas 37 propostas, com gente indo pro Japão, México, Nova Zelândia, Portugal, França ou mesmo pra Rio Branco no Acre ou Belém do Pará. Esse ano a idéia é ampliar o edital e incluir uma ajuda de custo.

    Com esses dois editais abertos nós estabelecemos uma parceria com a ABRAFIN para circular os artistas daqui pelos festivais. Foi oficialmente o Ano de Minas na ABRAFIN. Havia o receio de que o perfil dos festivais não comportasse a diversidade musical que temos hoje no estado e que, por ser uma ação do fórum em conjunto com a secretaria de cultura, deveria necessariamente contemplar. Por fim nos surpreendemos, acho que eles também, porque alguns artistas tocaram para públicos improváveis e foram muito bem recebidos, como Marku Ribas no Calango ou Toninho Horta no Mimo.

    Fizemos também outras parcerias, com o Sesc e o Auditório Ibirapuera em São Paulo, as Casas da Matriz no Rio, o Centro Cultural Dragão do Mar em Fortaleza, a FUNCEB na Bahia, entreo utras. Agora o Fórum está fechando uma parceria para um intercâmbio cultural com a Galícia, na Espanha e com alguns centros culturais na região do Algarve, no sul de Portugal.

    Além disso tem a atuação política em várias instâncias, desde os fóruns municipais e estaduais de cultura até a Rede Música Brasil, mediada pela FUNARTE e o Colegiado Setorial da Música, criado pelo Ministério da Cultura. Essas são instância fundamentais de debate para a construção de políticas públicas para a área da música hoje. Eu particularmente acho que se furtar a esse debate é delegar a outros as suas decisões. Os espaços para participação de qualquer pessoa que queira contribuir estão abertos – haja visto o processo de eleição dos delegados para a Pré-Conferência Setorial que mobilizaram 26 estados da federação em processos de eleição democráticos. Ali você pode discordar, contestar, propor outras idéias, enfim, é um espaço de enfrentamento ideológico. Por outro lado nesses espaços não dá pra se esconder atrás de um nick. E quem não participa não adianta reclamar depois!

    Voltando ao cerne da discussão, isso que o Pablo chama de artista pedreiro nós chamamos, no Fórum Nacional da Música de autoprodutor. Esse termo foi cunhado por ninguém menos que o cara que fez aquele que é considerado o primeiro disco independente no Brasil. O sujeito se chama Antônio Adolfo e a bolacha de vinil que ele produziu em 1979 se chama Feito em Casa.

    O músico autoprodutor é aquele que dá conta, em maior ou menor grau, de todos os elos da cadeia produtiva da música, ou seja, ele cria, produz, divulga, ensina, distribui e consome. É um processo autofágico, mas fundamental para entender como essa cadeia é retro-alimentada. O autoprodutor é o operário da contra-indústria!

    Exatamente nesse ponto eu discordo do Miranda. Eu sou músico e tenho um trabalho autoral. Então eu componho, arranjo, gravo, mixo, masterizo, desenvolvo o conceito gráfico, edito, imprimo, planejo o lançamento, bolo a estratégia de divulgação, faço a assessoria de imprensa, crio o material gráfico, negocio a distribuição, faço contato com festivais e casas de show, me inscrevo em editais, reformulo meu site, atualizo minhas redes sociais, mando kits para os jornalistas entre uma infinidades de outras atividades constantes, diárias e ordinárias. Nesse planejamento que eu vou definir se vale à pena tocar nos festivais da ABRAFIN por ajuda de custo, que vou negociar os cachês, que vou provavelmente excluir da minha planilha os festivais que recebem patrocínio público e não oferecem condições mínimas para eu me apresentar com minha banda. Mas essa é uma decisão minha como músico. Como cidadão eu vou questionar o edital público que patrocinou o festival que não paga cachê na instância devida, dentro dos fóruns específicos vou cobrar a prestação de contas, a transparência do processo.

    Por isso tudo eu não estaria aqui agora lendo esses comentários quilométricos e gastando tecla se não achasse essa discussão fundamental. Por isso tudo também eu acho improvável que o sujeito que trabalha de forma autoproduzida consiga conciliar essas atividades que consomem, sendo razoável, 140 horas semanais, com qualquer outra atividade que não seja a afim à carreira musical.

    A propósito, alguém confia num médico ou engenheiro nas horas vagas? Você deixaria um advogado de final de semana te defender no tribunal? Eu não! Por isso eu desconfio do cara que está nessa e mantém o seu emprego fixo pra garantir o ganha-pão. Eu acho que tem de se jogar no abismo. Não tenho nada contra quem faz essa opção. Só acho que é humanamente impossível conciliar a carreira com a perspectiva de fazer dela seu sustento com qualquer outra atividade profissional. Veja bem, a minha teoria é que atualmente, em condições normais de temperatura e pressão, descontando portanto as intempéries e catástrofes naturais, você colhe 10% do que planta. O que significa isso? Que de cada dez contatos de show vinga um, de cada dez editais inscritos você aprova um, de cada dez releases para a imprensa você cava uma boa matéria, e assim por diante. Com o tempo de trabalho e o acúmulo você pode ir aumentando a porcentagem. Mas é basicamente isso. Então eu não vejo outra alternativa senão pular no abismo e curtir a vertigem da queda!

  169. Makely comentou em 26/1/2010 às 1:31

    Galera, acho que o debate aqui está muito interessante. É um mosaico bastante fiel das várias personas que hoje convivem, bem ou mal, no universo musical brasileiro. Bom, eu sou do Fórum Nacional da Música e da Federação das Cooperativas de Música do Brasil. Nós defendemos um modelo de negócio diferente, talvez complementar, às vezes diametralmente oposto. Isso não nos impede de reconhecer o trabalho dos caras, tanto do Fora do Eixo quanto da ABRAFIN. Acontece que o perfil dos artistas e bandas que integram o Fórum Nacional e a Federação das Coperativas é outro. Nós não dependemos dos festivais da ABRAFIN, mas também não ignoramos o potencial deles. Por isso eu quero abrir outra frente aqui, levantar outras questões, que no fundo são as mesmas, ou seja, a possibilidade de viver dignamente do seu trabalho.

    Preciso fazer um breve histórico pra tentar contextualizar a minha fala. Mas ainda assim vai ser longo, quem não estiver disposto a entrar a fundo no debate é melhor pular para o próximo comentário.

    Vamos lá, nós chegamos à figura jurídica da cooperativa por uma necessidade de formalização do trabalho dos profissionais que atuaavam na cadeia produtiva da música. Mais de 90% dos músicos e técnicos que atuam hoje no país trabalham na informalidade, alimentando um mercado de notas frias. Nós então criamos a COMUM (Cooperativa da Música de Minas) e através dela emitimos notas fiscais para os contratantes dos nossos serviços, inclusive festivais. Todo mundo sabe que o cara que vende nota não recolhe os impostos devidos, e isso tem um monte de conseqüências nefastas. Uma delas é igualar o músico a um vendedor de balas no sinal, sem nenhum tipo de seguridade trabalhista. Com a cooperativa nós também estamos instituindo o CulturaPrev, que é um Plano de Previdência Complementar do Instituto Petros voltado para profissionais da área da cultura. Acho que ninguém aqui pensa em se aposentar, mas uma coisa que acontece todo dia no país é um músico que tocou com todo mundo, de Tom Jobim a Elis Regina – principalmente instrumentistas que na divisa dos direitos conexos algumas décadas atrás foram alijados pelos produtores fonográficos – ter de passar pelo constrangimento da família pedir ajuda aos amigos, que fazem show beneficente para pagar seu tratamento ou mesmo um velório decente.

    Por outro lado a cooperativa tem um caráter político também. É um canal de interlocução com instituições e governos. Através dela ajudamos a criar aqui o Fórum da Música de Minas, que hoje é formado por cinco entidades representativas dos mais diversos gêneros e estilos. O Fora do Eixo por exemplo está no fórum junto com o Museu do Clube da Esquina, com o pessoal da música instrumental, o pessoal da música regional, etc. Com pouco mais de dois anos temos hoje um diálogo franco e aberto com a Secretaria de Estado de Cultura, o SEBRAE, a Fundação Municipal de Cultura e outras instituições ligadas ao setor musical. A gente senta na mesa e propõe políticas públicas, ações e programas.

    Hoja a principal parceria é com a Secretaria de Estado de Cultura, que disponibilizou através de um convênio o dinheiro para lançarmos um programa com dois editais, produção de um documentário da cena, catálogos e participação em feiras nacionais e internacionais.

    Um desses editais selecionou 25 artistas e bandas para circularem pelo país, com passagens, cachê e hospedagem garantidos em três capitais. O outro é um edital de passagens. O cara consegue um convite de um festival, um teatro, uma casa de espetáculos, e concorre às passagens. Pode ser também para estudar ou participar de um seminário por exemplo. Esse ano foram contempladas 37 propostas, com gente indo pro Japão, México, Nova Zelândia, Portugal, França ou mesmo pra Rio Branco no Acre ou Belém do Pará. Esse ano a idéia é ampliar o edital e incluir uma ajuda de custo.

    Com esses dois editais abertos nós estabelecemos uma parceria com a ABRAFIN para circular os artistas daqui pelos festivais. Foi oficialmente o Ano de Minas na ABRAFIN. Havia o receio de que o perfil dos festivais não comportasse a diversidade musical que temos hoje no estado e que, por ser uma ação do fórum em conjunto com a secretaria de cultura, deveria necessariamente contemplar. Por fim nos surpreendemos, acho que eles também, porque alguns artistas tocaram para públicos improváveis e foram muito bem recebidos, como Marku Ribas no Calango ou Toninho Horta no Mimo.

    Fizemos também outras parcerias, com o Sesc e o Auditório Ibirapuera em São Paulo, as Casas da Matriz no Rio, o Centro Cultural Dragão do Mar em Fortaleza, a FUNCEB na Bahia, entreo utras. Agora o Fórum está fechando uma parceria para um intercâmbio cultural com a Galícia, na Espanha e com alguns centros culturais na região do Algarve, no sul de Portugal.

    Além disso tem a atuação política em várias instâncias, desde os fóruns municipais e estaduais de cultura até a Rede Música Brasil, mediada pela FUNARTE e o Colegiado Setorial da Música, criado pelo Ministério da Cultura. Essas são instância fundamentais de debate para a construção de políticas públicas para a área da música hoje. Eu particularmente acho que se furtar a esse debate é delegar a outros as suas decisões. Os espaços para participação de qualquer pessoa que queira contribuir estão abertos – haja visto o processo de eleição dos delegados para a Pré-Conferência Setorial que mobilizaram 26 estados da federação em processos de eleição democráticos. Ali você pode discordar, contestar, propor outras idéias, enfim, é um espaço de enfrentamento ideológico. Por outro lado nesses espaços não dá pra se esconder atrás de um nick. E quem não participa não adianta reclamar depois!

    Voltando ao cerne da discussão, isso que o Pablo chama de artista pedreiro nós chamamos, no Fórum Nacional da Música de autoprodutor. Esse termo foi cunhado por ninguém menos que o cara que fez aquele que é considerado o primeiro disco independente no Brasil. O sujeito se chama Antônio Adolfo e a bolacha de vinil que ele produziu em 1979 se chama Feito em Casa.

    O músico autoprodutor é aquele que dá conta, em maior ou menor grau, de todos os elos da cadeia produtiva da música, ou seja, ele cria, produz, divulga, ensina, distribui e consome. É um processo autofágico, mas fundamental para entender como essa cadeia é retro-alimentada. O autoprodutor é o operário da contra-indústria!

    Exatamente nesse ponto eu discordo do Miranda. Eu sou músico e tenho um trabalho autoral. Então eu componho, arranjo, gravo, mixo, masterizo, desenvolvo o conceito gráfico, edito, imprimo, planejo o lançamento, bolo a estratégia de divulgação, faço a assessoria de imprensa, crio o material gráfico, negocio a distribuição, faço contato com festivais e casas de show, me inscrevo em editais, reformulo meu site, atualizo minhas redes sociais, mando kits para os jornalistas entre uma infinidades de outras atividades constantes, diárias e ordinárias. Nesse planejamento que eu vou definir se vale à pena tocar nos festivais da ABRAFIN por ajuda de custo, que vou negociar os cachês, que vou provavelmente excluir da minha planilha os festivais que recebem patrocínio público e não oferecem condições mínimas para eu me apresentar com minha banda. Mas essa é uma decisão minha como músico. Como cidadão eu vou questionar o edital público que patrocinou o festival que não paga cachê na instância devida, dentro dos fóruns específicos vou cobrar a prestação de contas, a transparência do processo.

    Por isso tudo eu não estaria aqui agora lendo esses comentários quilométricos e gastando tecla se não achasse essa discussão fundamental. Por isso tudo também eu acho improvável que o sujeito que trabalha de forma autoproduzida consiga conciliar essas atividades que consomem, sendo razoável, 140 horas semanais, com qualquer outra atividade que não seja a afim à carreira musical.

    A propósito, alguém confia num médico ou engenheiro nas horas vagas? Você deixaria um advogado de final de semana te defender no tribunal? Eu não. Por isso eu desconfio do cara que está nessa e mantém o seu emprego fixo pra garantir o ganha-pão. Eu acho que tem de se jogar no abismo. Não tenho nada contra quem faz essa opção. Só acho que é humanamente impossível conciliar a carreira com a perspectiva de fazer dela seu sustento com qualquer outra atividade profissional. Eu tenho filho e pago a escola dele e as contas da minha casa com o meu trabalho como músico, compositor e assumo todas as conseqüências dessa escolha inconseqüente. Veja bem, a minha teoria é que atualmente, em condições normais de temperatura e pressão, descontando portanto as intempéries e catástrofes naturais, você colhe 10% do que planta. O que significa isso? Que de cada dez contatos de show vinga um, de cada dez editais inscritos você aprova um, de cada dez releases para a imprensa você cava uma boa matéria, e assim por diante. Com o tempo de trabalho e o acúmulo você pode ir aumentando a porcentagem. Mas é basicamente isso. Então eu não vejo outra alternativa senão pular no abismo e curtir a vertigem da queda!

  170. Geovani Pires comentou em 26/1/2010 às 6:01

    CONCLUSÃO: É isso! Baseado nos comentários aqui postados, de Gabriel do Autoramas, da Laura Morgado e até do próprio Capilé, os festivais da ABRAFIN, dentro ou fora do eixo, enfim, são para “INICIANTES”. Se um veterano negocia com o evento e toca ou é copatrocinado e vai lá se apresentar é outra coisa. Mas basicamente a conclusão é essa: Os tais festivais são pra quem está começando e quer dar os primeiros passos , experimentar público, repertório, vibe, rodar alguns lugares, “tentar”. Se o iniciante se apresentar no festival não vai salvar sua vida, como também se não se apresentar sua carreira não está acabada por isso. É qustão de opção mesmo como tantos aqui falaram e que o Makely sabiamente falou no coment acima.
    Baseado também no coment dele sobre a “Autoprodução”, que exige um esforço diário de trabalho e dedicação onde o Artista é o início e o fim de “sua empresa” os meios, e nos meios, são nas partes em que esse artista, neste sistema “realmente fora do eixo”, vira seu assistente de produção, divulgador e tantas outras…reafirmo o que falei no meu coment anterior, que o importante mesmo é o que fazemos fora dos festivais. É o que fazemos antes e depois dos festivais que mantém e sustenta um Artista.
    O festival é só um meio e, o mais importante, um meio no meio de tantos outras possibilidades. Então não há porque tanto ataque ou desespero. A vida segue e quem tiver mais vontade não passará em vão.

  171. Flávia . M comentou em 26/1/2010 às 6:22

    Só mais uma pergunta F.Nobre, na verdade repito-a;

    O CALANGO sempre pagou cachê, e transporte a TODAS bandas que tocaram?? Pode mencionar, apenas a última edição do festival.

  172. Geovani Pires comentou em 26/1/2010 às 6:44

    Ataco e critico sim esse pensamento de ir a um lugar mostrar o que tu passa a vida se dedicando pra dar o teu melhor e que te custa caro pacas e não ter um retorno que sustente teu próximo passo. Isso não. Se for pra tocar nesses, iniciantes ou veteranos, NÃO ENTREM NESSA.
    Músico, sobre certos aspectos, pode ser até pedreiro, mas não é burro de carga nem escravo da sua escolha como um martírio assumido enquanto outros acabam ganhando com isso. Isso não. Isso seria uma “altíssima distorção” e o pior, “INSTITUÍDA”, do nosso trabalho.
    Palco(seja de festival ou do que for) não é estágio universitário, onde tu pode subir e errar pra ser avaliado e depois , quem sabe ganhar dinheiro. Se vai subir no palco e fazer, faz direito velhinho! E se foi escolhido pra estar ali é pq mereceu estar, então que valha o quento pesa.
    Se o festival tem comissão pra saber quem toca ou não , então não tem pq se justificar colocar alguns músicos ou bandas que não têm qualidade ou gás pra continuarem. Ou depois, como o Miranda falou, colocar um bando de banda ruim e ainda pagar. Se é ruim não seleciona! Se é bom? Dignifica aquele cara que subiu ali e fez.
    Se não consegue dinheiro pra bancar aquilo tudo de demanda, enxuga, põe menos gente pra tocar e faz a coisa justa. Vai dando vez aos poucos ao invés de ficar contabilizando números de gente que tocou como se fosse cabeça de gado do teu negócio. No final esse número vira o Outdoor do teu negócio. Leia bem, NEGÓCIO.
    *****
    Concordo em partes quando se fala que ALGUNS( VIU LAURA???) dos músicos de RECIFE que se contentam com uma apresentação no carnaval e com cachê bom e passam o resto do ano sem mais brilhantismos “palcais” e financeiros. Mas disse alguns. Não se deve generalizar, pois muitos não gostam desse sistema e se movimentam de várias maneiras durante o ano para se apresentarem DIGNAMENTE em outros palcos bons com valores bons o suficiente, inclusive fora do país. Não é sonho nenhum, é questão de organização, auto-estima SIM, conquistados em anos. Visão de possibilidades e empreendedora, equilíbrio emocional, planejamento e auto-valorização não é defeito.
    Não se falou em DIGNIDADE ainda por aqui…catar milho daqui e dali até achar o galinheiro, um dia quem sabe…isso é desespero total, é não saber pra onde vai. Atirar pra todo lado, e o pior, atirar no escuro.
    Os músicos de Recife fazem opções. E cá entre nós, Laura e capilé, não vejo tanta gente de lá nem a cena de lá se dar mal não!
    *****
    Outro destaque importante: Tem muita gente aí confundindo Mercado com Socialismo. Uma coisa é mercado, entrar pra um sistema, uma corrida em busca de uma realização profissional e remuneração gradativamente subindo, reconhecimento e longevidade, nome na praça, espalhar teu nome e teu produto,investimentos, geração de empregos, negócio. Outra coisa é a socialização dos meios de produção e custos. O fazer em conjunto, onde todo mundo “ganha”. Participa de um lado quem quer, participa do outro quem quer. Não é pra ficar comparando, discutindo qual o melhor ou misturando as duas coisas. Pq até quem começa pelo “socialismo da produção musical” e acaba se destacando, vai pro outro lado do mercado por ter sonhos de consumo e ambição profissional. A única semelhança entre os dois meios é que a luta é braba meeeesmo. Pq tem MUITA gente fazendo e querendo espaço.

    Vamos parar com esse levante de bandeira do independeeente e tal..”vamo sofrer em nome disso, amor à música bicho, paz e amor…comunidade solidária, vamo no ciclo que a coisa rola…”.
    Ficar vivendo de “MUSICard” não é sonho de ninguém. Ta parecendo mais um bosla família, bolsa escola, bolsa artista pobre e feliz….rsrsrs….que que é isso??!!!

    Festival é vitrine? Tudo que está em uma vitrine é pra ser vendido e bem pago pelo dono da vitrine. Ganha o dono da vitrine, ganha o autor/feitor do produto.

  173. SeiLaViu comentou em 26/1/2010 às 9:15

    pra que eu quero um CuboCard? eu nao moro em Cuiaba. essa moeda paga o meu restaurante aqui na minha cidade? paga o estudio daqui de onde ensaio? paga o uso de alguma coisa onde moro? eu nao moro em Cuiaba. esse CuboCard nao eh nem parecido com o Banco Imobiliario, pois nem prazer de uma partida ele proporciona.

    o que eu mais assusto eh que nego que contestou tanto co o modelo morto das majors, com toda razao, agora simula um novo modelo de negocios, torna isso absoluto, queira vc ou nao, concorde com isso ou nao, e gagueja nos assuntos principais: uso de dinheiro publico; prestacao de contas; regras de um novo mercado.

  174. Sylvio E. comentou em 26/1/2010 às 12:14

    “Cachê em CuboCards”… que mundo é esse que estamos vivendo, bicho?

  175. Flávia . M comentou em 26/1/2010 às 12:30

    Sem Resposta?

    -Mais uma vez, F.Nobre:

    A ABRAFIN pagou cachê e transporte (passagem) para TODAS as bandas que participaram da última edição do FESTIVAL CALANGO ???
    sabido que recebera incentivo de recurso público.

    ( minha última pergunta).

  176. foca comentou em 26/1/2010 às 14:24

    Flávia. O que danado faria a ABRAFIN pagar transporte para bandas irem no Calango. Dá para você me explicar essa mágica? Quero que a ABRAFIN pague para as bandas virem no Dosol também…

    :)

  177. Flávia . M comentou em 26/1/2010 às 16:05

    Foca;
    Uai, pergunte aos mágicos que transformam dinheiro público em camarão, digo em Festival.

  178. F. Nobre comentou em 26/1/2010 às 18:07

    A ABRAFIN não paga nada as bandas ou festivais, ela é a entidade que presenta hoje os seus 44 filiados, como entidade.

    Coloquei aqui os dados sobre o Goiania Noise e Bananada , que são os festivais os quais faço a direção e tenho os dados deles de planilhas.

    Mas tenho ao certo, que o Festival Calango, com a seriedade que é gerido pelo espaço Cubo de Cuiabá – MT, paga as bandas o melhor que as condições eles possam oferecer, e uma contrapartida real ao que a banda oferece em troca. Como o que já foi dito muitas vezes aqui.

    Não tenho nenhuma notícias de bandas que tocaram no festival Calango em suas ultimas edições que tenham ficando insatisfeitas com o que lhes foi oferecido.

  179. F. Nobre comentou em 26/1/2010 às 18:13

    Os festivais da ABRAFIN não são para iniciantes, são para todos, iniciantes, iniciados, novos e velhor, punks ou eruditos… de Hermeto Pascoal , Orquestra Sinfonica a Terror Revolucionário, Leptospirose. De Ivo Mamano, Emicida a Toninho Horta e Sick Sick Sinners. De Vitor Araujo e Biu de Campina, a Motorhead e Dirty Projectors. De Krisiun a Mallu Magalhães.

    São mais de 1.000 bandas / artistas diferentes, se apresentando numa plataforma de shows espalhada por todo o território nacional, que tem hoje 44 eventos.

    Ë importante tentar ter uma visão um pouco menos rasa sobre o que representa a entidade, sua diversidade e sua abrangencia.

  180. Marcos comentou em 27/1/2010 às 7:34

    Fui informado sobre uma fala do Fabrício nesse fórum, e pela primeira vez, vim aqui me pronunciar, devido a essa frase dele:

    “Não tenho nenhuma notícias de bandas que tocaram no festival Calango em suas ultimas edições que tenham ficando insatisfeitas com o que lhes foi oferecido.”

    Conheço no mínimo umas 4 bandas que tocaram no Calango (e outros festivais da ABRAFIN) nos últimos 3 anos que até hj não viram a cor do dinheiro gasto em ajuda de custo e transporte (aéreo e rodoviário) no festival, que o Sr. Capilé (e demais produtores) prometeu pagá-los. Se isso não causa insatisfação e indignação, então nós temos problemas por aqui. Mas ai do “artista = pedreiro” se vier reclamar (ainda que tenha sido um acordo entre as partes) disso. Quer dizer, sua parte o arista fez. Saiu de sua cidade, chegou no festival e fez seu show. E aqui não cabe dizer se ele tocou pra 100 ou 100 mil pessoas. ACORDO É ACORDO. E VÁRIAS vezes os festivais deixou (deixam) de cumprir com sua parte nele. Duvida, Nobre? Então pergunte ao seu “amigo” Capilé. É engraçado ver o Pablo Capilé dizer: “Se a banda não entender que o principal lastro dela é público, se mata”. Pra esse cara tudo é motivo pra ele não abrir a carteira e remunerar os músicos que se apresentam nos festivais. E agora fica colocando merda no twitter por que o China veio aqui e o chamou de irresponsável. Eu vou dizer uma coisa, conheço o China pessoalmente há anos e admiro o cara pra caralho. Ralador, vive em prol da música e agora é apedrejado pelo Capilé por não concordar em dar de graça sua música pro Capilé ganhar a grana dele. Ou vai nos dizer que vc fecha o festival no zero, Capilé?! Percebe-se que a vontade do Pablo é formar um cartel. Cartel aonde o produto principal (a música) não é valorizada. O maior pecado de Capilé e cia. é acharem que as bandas que não aceitam esse modelo que eles querem impor, são vagabundas, ficam em casa fumando maconha e esperando o telefone tocar com alguem chamando pra irem tocar num festival e ganhar milhares de reais.

    Não são, velhinho. A grossa maioria quer é ter dignidade de ir a um festival e sacar que é respeitada. Por que se ela foi convidada pro festival, ela fez algo pra merecer isso não?

  181. Geovani Pires comentou em 27/1/2010 às 7:35

    Bueno, bueno….Nobre, Nobre! Acho que vc não entendeu a ironia, apenas usei dados e opiniões aqui colocados e cheguei a essa conclusão sobre “iniciantes”. Sim, porque só mesmo iniciantes pra se proporem a participar de certos “festivais-perrengue”, O Gabriel do Autoramas fala: ” ai se no começo eu tivesse festivais assim”, como se isso já fosse bom…O Capilé fala que “é contra festival pagar músico”…como se isso fosse bom…um Laura Morgado fala de um Cubocard como se ele fosse o messias e salvasse uma nação de músicos, cubocard não paga conta de luz nem leite da criança….claro que tb não deveria ser esse o fim, o problema é bater no peito como se um exemplo local resolvesse a situação da maioria no país, PELO AMOR DOS MEUS FILHINHOS! Enquanto não nos organizarmos quanto CLASSE não vai ser bom pra ninguém! É organizar pra ser bom pra todos. Falo dignamente, não falo de esmolas…Bom pra Músico, Bom pra Produtor,bom pra Contratante e lóóógico, bom pro público e pra nossa música.

    Enquanto estivermos nesse lance dividido em “CLÃS”, vamos ficar mesmo nos degladiando, como no início da civilização.

    Não falo dos festivais “”organizados e respeitosamente profissionais”", falo em relação aos que não pagam NADA, frizei para esses e reitero aqui:

    ” Ataco e critico sim esse pensamento de ir a um lugar mostrar o que tu passa a vida se dedicando pra dar o teu melhor e que te custa caro pacas e não ter um retorno que sustente teu próximo passo. Isso não. Se for pra tocar nesses, iniciantes ou veteranos, NÃO ENTREM NESSA.”

    Dessas mil bandas, me mostra 800 satisfeitos.
    Falei no coment anterior que contar números, como cabeça de gado de um negócio, não dá uma clareza de nenhuma dignidade da “classe”.
    Não nego que não trabalhem, e devem trabalhar muito. Mas vamo trabalhar direito???

    Sobre INICIANTES, ironizei apenas, pq só ironizando mesmo!

    Raso é o prato de quem traballha sem ganhar!

    A entidade não é perfeita e deveria abrir-se mais!
    Menos ego e mais organização. Por favor!

  182. Marcos comentou em 27/1/2010 às 9:21

    O engraçado é que tem gente aí defendendo que “festival é só mostra”, que o músico tem que ganhar a vida mesmo é tocando, rodando o país, ir tocar em Goiânia e descolar show em Brasília, de Brasília ir pra não sei onde, de não sei onde, pra São Paulo, de São Paulo pra Curitiba… como se isso desse toda a grana do mundo pras bandas, quando na verdade mal paga a viagem; gasolina, hospedagem, rango, eventualidades, etc. Eu já saí de São Paulo e toquei na Obra em Belo Horizonte, casa cheia… ganhamos 320 reais, não pagou nossa gasolina. Já tocamos no Goma, empatamos. Engraçado tb que os donos desses circuitos, a maioria deles usa a mesmíssima conversa mole do Capilé: “vai ser bom pra sua banda, fulano, beltrano e ciclano já passaram por aqui, a casa é conhecida no meio indie e tua banda vai ter visibilidade.” Se vc quer ter banda de fim de semana, como frisou o Miranda, então vá e aceite essas condições. Pendure um instrumento no pescoço, pegue uma gata e arrume a sala de aguém emprestada pra dormir e quem sabe filar uma maconha do cara (exemplo infeliz do Fabricio Nobre). Mas se vc é músico mesmo. Leva e ganha a vida com isso, não aceite… é simples assim. De 10 bandas independentes 9 não se sustentam com música, exatamente por que ficam sempre na promessa do “vem que vai dar visibilidade, vem que vai fortalecer o mercado”.
    Quem realmente sai fortalecido nisso? Pegue como exemplo as bandas que tocaram nos primeiros festivais como Bananada, Calango, Noise, etc. Quantas estão na ativa aí? A maioria deixou a música por que nunca via a cor do dinheiro. Os que restaram são músicos de fim de semana, que provavelmente batem cartão durante os dias úteis pra felicidade do Capilé, que pode contar com o dinheirinho suado dos caras pra se bancarem e ir tocar pra ele por “visibilidade”. Ou então vá na idéia do cara; se mata!

  183. José Flávio Júnior comentou em 27/1/2010 às 19:33

    Eu já disse isso em outro local e vou repetir aqui: essa tensão entre Fernando Catatau e Abrafin foi a pior coisa que poderia ter acontecido para a cena independente brasileira em 2009. Porque foi a primeira vez que um músico realmente de respeito entrou em conflito com a entidade. Até então, chamar a Abrafin de panelinha e/ou máfia era coisa de músico medíocre ou de músico-jornalista (como naquela malfadada matéria da Rolling Stone). Quando um cara da envergadura do Catatau faz uma crítica, por mais que você ache o argumento equivocado, vale debater, negociar e fazer um esforço para relevar. Se isso tivesse ocorrido, esse blog não teria sido infestado por tanto zé ruela usando o nome do cara em vão, como uma espécie de mártir da causa do cachê independente. Esse é um caso especial, que acho que não foi tratado como deveria. Deu tempo do ano acabar, da década acabar, e do Cidadão ficar ainda mais fortalecido com as (merecidas) loas da imprensa musical. Fora que, mesmo com essa guerra em curso, o público da banda deu uma ampliada.
    Já com os outros indignados que aqui se apresentaram o papo é diferente. Todo mundo quer receber o “pacote completo” para tocar em festival: passagens, alimentação, hospedagem e cachê. No mundo ideal, tem de ser assim mesmo. No entanto, ainda não chegamos no mundo ideal. Enquanto isso, uma banda iniciante ou que não conseguiu formar público nem tem moral para emplacar a capa de um caderno de cultura simplesmente por ter sido escalada para tocar no festival deve entender que qualquer ajuda é cachê. Ganhar hotel e alimentação já é alguma coisa para um artista que não faz a menor diferença no line up. Como ninguém é obrigado a aceitar convite para tocar onde quer que seja, não há motivo para chororô. Bom mesmo vai ser quando chegar o dia dos festivais também exigirem uma espécie de “pacote completo” dos seus artistas. Já estão priorizando bandas que se agilizam, que multiplicam plateia a cada visita e que são maleáveis para qualquer tipo de corre. Mas, oxalá, um dia eles também só vão aceitar músicos diferenciados, propostas sonoras inovadoras, cantores carismáticos… Aí o bicho vai pegar. O China, por exemplo, ficaria abaixo da nota de corte. É um dos camaradas mais desafinados do lugar que mais exporta cantores desafinados para o resto do país (Pernambuco), possui um discografia minúscula se levarmos em conta o tempo de carreira (contando desde o Sheik Tosado) e só consegue reunir um bom público quando canta covers do Roberto Carlos com o Del Rey. Hoje, mesmo com um currículo pífio desses, ele pode botar banca. No futuro, se a gente conseguir consolidar mesmo uma cena independente decente, ele vai ficar pra trás. Aliás, ficarão pra trás todos os “veteranos” que tiveram a chance de virar um Gabriel Thomaz e não viraram. As bandas novas já estão nascendo com outra mentalidade. Claro que esse período transitório vai vitimar muita gente. Como escreveu o Gabriel, o número de bandas que acabou nos últimos dois anos é impressionante. Banda com VMB na estante, com críticas positivas espalhadas pela internet, até com esquemas no exterior… Nesse bolo havia muito bunda-mole, muito músico sem talento, mas também gente que simplesmente desistiu de esperar que o mercado indie mudasse de patamar. Desistir também é válido. Principalmente quando o cara consegue se retirar totalmente da história, sem ficar urubuzando rancorosamente. É uma pena que o Terminal Guadalupe tenha voltado. O Dary é um cara que seria muito mais útil se criasse uma Abramin (que o Catatau inventou de zoeira, mas que nitidamente é o instrumento que falta para que os músicos independentes negociem em melhores condições com as entidades que supostamente exploram sua mão-de-obra – e o próprio Capilé já disse numa palestra que adoraria ver uma iniciativa dessas tomar vida). Seria muito melhor do que panelaço, do que alfinetadinhas via Twitter ou conspirações que não vão chegar a lugar nenhum.
    Mesmo sem frequentar os shows/eventos (o que é um problema crônico dos músicos daqui, que só frequentam os próprios shows), qualquer idiota consegue perceber que as ações dessa “turma que faz” estão dando resultado. Tem festival que você pega a escalação de três anos atrás, compara com a de 2009 e não consegue acreditar no tamanho da evolução. Sem falar em todas as outras condições. Isso certamente não aconteceu somente porque a oferta de bandas boas aumentou (será que aumentou?). Aliás, montar line up atraente é a coisa mais fácil para festivais estruturados. Difícil mesmo é formar público. Esse é o grande desafio da próxima década. Lidar com músico mimadinho é fichinha. A coisa mais repetida nesses comentários foi “sem banda, não tem festival”. Pra mim, esse aí é o mote do músico sem noção. SEM PÚBLICO é que não há festival. Banda nunca vai faltar, nunca vai ser problema, principalmente as de rock. Enquanto existir classe média, isso não vai mudar. Inclusive, já que montar sindicato e botar a mão na massa requer muito esforço, vou lançar a seguinte campanha: DESISTA DE SUA BANDA MEDÍOCRE E VIRE PLATEIA. Não precisa fazer como o Capilé, que parou de cantar para se meter nas articulações. Basta prestigiar. Quem tá dentro?

  184. Luiz Manghi comentou em 27/1/2010 às 19:42

    “Não são, velhinho. A grossa maioria quer é ter dignidade de ir a um festival e sacar que é respeitada. Por que se ela foi convidada pro festival, ela fez algo pra merecer isso não?”

    Aí que mora outro problema…a convocação para os festivais. Ninguém da Abrafin sai escutando banda tocar nos festivais não, ou as bandas aparecem através de contatos espalhados pelos coletivos brasil a fora, ou contatos pessoais mesmo. Não tem outra forma. É como uma conspiração mesmo, se você não está no esquema, você está completamente excluído dele. Se você não quer se fuder tendo um trampo por fora pra poder bancar sua vida de músico você é um fudido. Se você não tem tempo pra ta trampando com um coletivo da sua cidade, você é um fudido. Essa “nova forma da música” que eles pregam é como uma religião mesmo, cheia de dogmas a serem seguidos e eles são bem mais crueis do que qualquer igreja quando a ordem é “punir”.

    Não adianta você ter uma banda FODA, digo FODA MESMO, e sair enviando material para os festivais do nada. Você nunca vai tocar, se pá, nem vai ser ouvido. Porque eles não querem convidar nenhuma banda, eles querem que as bandas se convidem. Daí já começa a história. Se a banda ta se convidando é porque tem interesse, e se tem interesse vai fazer de tudo pra estar tocando lá, ou seja, não vai fazer questão de nada.

  185. Luiz Manghi comentou em 27/1/2010 às 20:00

    “Carlos Eduardo Miranda comentou em 25/1/2010 às 14:26

    lembrei dum negócio que niguém falou. as vezes tem umas bandas tão ruins nos festivais que dá a impressão que deviam estar pagando a gente pra assistir. hehehhe”

    Ué…e a culpa é da banda? Quem chamou ela pro festival? Foram os organizadores, não?

  186. recifense2 comentou em 28/1/2010 às 0:56

    Esse China é o maior marketeiro e paneleiro das brenhas de cá, se tem um cara imbecil por aqui é ele.

  187. Geovani Pires comentou em 28/1/2010 às 9:03

    Peraí galera….desafinar não é a questão, atacar o China é como atacar o Catatau ou qualquer músico iniciante…afinação aqui não é o problema, então vamos massacrar Chico Buarque, Chico Science, a Maria Betânia no início de Carreira ou o próprio Catatau, A própria Elis que desafinava lindamente com toda sua alma que nego chorava sem nem querer saber da nota semitonada, só pq desafinam ou desafinaram? Todos eles são desafinados! A questão não é essa, o Brasil tem Arte muito mais profunda do que algo calcado em afinação, reconheço que Recife tem esse problema mesmo q José Flávio Júnior comentou, de cantores desafinados, Lirinha do Cordel, DuPeixe da Nação Zumbi, e outros, e outras, mas Tem Alessandra Leão que canta muito bem, pra não dizer Lenine, e uma galera nova que tem por aí..procura no myspace….a questão é num universo muito maior e abrangente em qualidade de arte produzida em Pernambuco, numa galera antenada e feitora de uma vanguarda há muito tempo não vista no Brasil, digo desde a época da Tropicália, aliás, os mutantes desafinavam pacas, e olha a importancia dos caras no mundo, só pra citar…o lance não é uma qustão de bairrismo, esse ou aquele lugar afina mais, ou comparar a carreira de China ou Catatau, ou Gabriel Autoramas ou outro, cada um tem seu guicho de mercado, sua carreira e sua história, seu caminho…Vamo manter o respeito.
    As coisas, muitos aqui sabem, são muito relativas, qq um desses pode desistir amanhã ou virar outra coisa e o que parece “mais fraco” passar a frente e dar uma guinada.
    O lance é organizaão mesmo. Mais discussões como essa, mais acesso ao público a essas discussões, mais interesse em músicos nessa, mais maleabilidade dos produtores, porque parece difícil. Vivemos num país em que trabalhar direito é trabalhar muito. Se continuar assim vai ser difícil mesmo.
    O problema é que aqui tem 1 produtor “trabalhando” pra 1 milhão de músicos por Km, o resto é pseudoprodutor, o que ta afim de pegar carona com musico ralador. Mundo afora tem uma pá de gente que investe em artistas e junto dos artistas, lado a lado as vzs financiando, as vzs dividindo, as vzs cobrando, mas estão lá, intermediando os caras, vendendo os caras , fazendo um negócio organizado. Aqui é ainda no lance do “cada um por si”…fica difícil mesmo. Músico que corre pra se vender, produtor que explora e não vende ninguém, Jornalista desconfiado com tanta coisa qualquer que chega de qualquer jeito na mão, mercado viciado com modelo antigo de que se não aparecer na TV não presta, aquele herdado do jabá, onde quem não tem marketing forte não vinga, de que se não vai na tv popular e não toca no rádio não vinga…
    Vamos deixar de ser provincianos e trabalhar direito caramba.
    Consciência das coisas. Do jeito certo em trabalhat todos os aspectos, Mídia, imagem, qualidade do trabalho artístico, jornalismo antenado, contratantes “orientados” e conscientização destes meios. Insistência com rádios públicas e privadas sim, com o “desVÍCIO” e independência em relação ao sistema antigo, uma insistência maior aos meios de comunicação e acessibilidade.
    Ainda hoje muito empresário de show pelo país afora não compra show de ninguém pq o cara não foi no Faustão, pq ta com medo de não dar ninguém na casa, ainda hoje…muito contratante que se não ouve falar muito do cara não chama pra show, mesmo se o cara estiver com tres CDs na praça e shows pelo país.
    ***
    Vamos nos organizar, trabalhar mais e massificar a informação, a maneira de vender imagem e divulgação, trabalhar mais esse lado e agregar valores, na cabeça dos contratantes e público. Assim não vai dar insegurança de contrato. Basta o Músico ser mais profissional e menos mambembe. E os produtores e(ou) empresários resolverem trabalhar de verdade, com um nicho de mercado nas mãos, correr atrás de acessoria de verdade. Contatos com mídia, auxiliados por seus artistas ou não. Transformar o negócio em empresa mesmo. Formular meios de conscientização do setor privado junto com os artistas. Brigarem juntos por editais públicos mais justos, tudo simultâneo. Intermediar parcerias com outras empresas, do setor artístico ou não, gravadoras, sêlos, coletivos ou fábrica de fubá que seja…que queiram ou possam, de alguma forma associar seu nome ao PRODUTO. Trabalhar com mais gente mesmo. Como é lá fora, onde os caras são caça talentos mesmo. Num país de talentos e de vanguarda criativa como esse era pra ter milhares de produtores e empresários caçando suas galinhas dos ovos de ouro por aí. Tem aos montes. Não são as gravadoras que têm de fazer isso.
    Lá fora muita gente vive muito bem disso.
    ***
    Enquanto neguinho não passar de uma banda que apenas saiu da garagem e não existirem outros profissionais na cadeia produtiva como PRODUTORES e EMPRESÁRIOS conscientes e DETERMINADOS + músicos tb determinados e de qualidade e objetivo, a coisa vai ficar nessa de exploração de artista mabembe e poucos “pseudoproduças ratos espertos”.

  188. Dary Jr. comentou em 28/1/2010 às 10:06

    A quem (des)interessar possa: eu parei com o Terminal Guadalupe para me dedicar ao meu filho, nascido há quase dois anos, e só retomei a banda há alguns meses porque todos os nossos SETE fãs pediram. O ritmo é outro, muito menos intenso, um hobby, para ser sincero.

    No entanto, o fato de ter saído – espontaneamente – do circuito não me impede de observá-lo criticamente e de lançar comentários, coisa que os “donos” da cena e seus áulicos da boca-livre detestam. Ninguém tem o patrimônio da verdade, muito menos da razão.

    Sem fulanizar, admiro o que a boa gente de Goiânia e Cuiabá ajudou a formar, e existe muito mérito nisso, mas chamar atenção para questões pontuais e factuais, como a dependência do dinheiro público e o privilégio de bandas/artistas ligados aos organizadores dos eventos, não deveria causar tanta histeria.

    Daqui, à distância, sem tempo, nem grana, fazemos o possível. Paraíso do Norte, uma cidadezinha do Noroeste do Paraná com 12 mil habitantes, tem seu festival de rock. Nós o criamos em 2008, com o apoio de um empresário local, hoje prefeito, e usamos a notoriedade que tínhamos na época para alavancar a inciativa. Levamos Aerocirco (SC), banda que acaba de tocar no palco principal do Planeta Atlântida, megafestival pop; A Inimitável Fábrica de Jipes, de Maringá (PR), cujo vocalista faz turnê pela Europa neste mês; e, pela primeira vez em um festival, tcha-na-na-nan, Nevilton, que seguia o Terminal Guadalupe em shows pelo Interior do Paraná e atualmente apresenta-se como a grande promessa do rock nacional.

    O “Paraíso do Rock” teve nova edição em 2009, sem a nossa participação, e consolidou-se pelas próprias pernas. É por aí. Agora, queremos fazer algo parecido em Curitiba. Qual é o problema? Sempre tratamos bem todos os artistas que trouxemos para cá, especialmente no projeto “Terminal Guadalupe apresenta…”, basta perguntar a Macaco Bong e Violins, para dar dois exemplos. O Kayapy, aliás, ganhou até o corpo de uma guitarra Gibson que nosso então guitarrista tinha quebrado em um show no CCSP – olha só, ainda deixamos o Macaco Bong abrir o show, de última hora, para dar uma forcinha.

    Para encerrar, acredito, inclusive, que as nossas pequeninas ações acabam por contribuir com o conjunto da cena, somam. E jogam luz sobre artistas/bandas que hoje não tem espaço no circuito dos festivais independentes por diferentes motivos.

    Ah, sobre relevância estética ou artística do nosso trabalho, não acredito que este seja o espaço para tal discussão. E nem vou mobilizar fãs ou aliados para nos defender aqui, uma prática comum, mas artificial, em situações assim, de repercussão nem sempre produtiva.

    Um abraço a todos.

    OBS.: Para quem quiser ouvir/ver a nova formação do Terminal Guadalupe, agora uma banda de fim de semana, basta acessar http://www.reverbnation.com/terminalguadalupe – nem site temos mais!

  189. José comentou em 28/1/2010 às 13:40

    José Flávio é o novo Finatti!

  190. Luiz comentou em 28/1/2010 às 22:10

    Existem dezenas de críticas pra se fazer sobre a Abrafin. O monopólio, o fato de gente ter que postar aqui com pseudônimo pra sua banda não ser perseguida (nem todos são o Cidadão Instigado, né gente), nego tratar o Black Drawing Chalks e o Holger como se fossem as únicas bandas do Brasil, a politicagem excessiva… isso renderia um debate enorme, e certamente algumas das cabeças bem intencionadas da Abrafin levariam isso em conta para melhorar o que já existe. Mas não, mais de uma semana de debate e nego ainda tá falando de dinheiro. Quer ganhar dinheiro? Larga a porra da banda e vai estudar, é mais digno e mais fácil. É essa merda de classe musical acomodada que só pensa na grana que transformou o cenário musical (tanto mainstream quanto indie) nesse puleiro de amadores que é hoje. Se pagar, pode até cagar na boca da banda, pode prejudicar a banda dos outros, pode organizar festival amadoramente.

  191. SHAKERMAN comentou em 29/1/2010 às 6:58

    Tambem sou musico , sonho com o dia que só tocarei recebendo cachê , mas não nenhum cabeça dura . Sempre fiquei feliz com todas as vezes que tive a oportunidade de tocar nos eventos da MONSTRO em goiania e eles sempre foram muito importantes pra nós ( no caso , minha banda , SHAKEMAKERS) . Sinceramente não acho que FESTIVAIS de musica tenham obrigatoriamente que pagar cachê , ou mesmo ajuda de custo . Desde que tudo seja acordado , cada musico que meça o seu interesse em participar de evento que possa lhe trazer visibilidade .
    Mas me preocupo verdadeiramente é com a falta de ” casas de show ” no dia a dia . Que dêem espaço , e uma estrutura decente para as bandas tocarem e se comprometam em remunerar com justiça . Banda não pode viver só de festival e festinha de brodagem . Aqui em goiania , agora é que esta aparecendo algumas casas com uma politica diferente e é nisso que aposto minhas fichas . No mais , FESTIVAL serve mesmo é para as pessoas se conhecerem e trocarem experiencia e figurinha .

  192. Rafael Jr. comentou em 29/1/2010 às 8:07

    Caráio, passei 3 dias lendo durante algumas horas pra chegar até aqui. Não tenho muito a acrescentar, minha cabeça gira de tanta informação, entendo ambos os lados, mas pessoalmente desisti há muito tempo dos festivais e do corre do rock porque me estabeleci como músico localmente, em Aracaju/SE. Toco com várias pessoas, gravo, dou aulas, alugo bateria, tenho um emprego fixo como músico há 15 anos (primeiro na Orquestra Sinfônica do Estado, hoje na Banda do Corpo de Bombeiros), tenho família – 2 filhos. Resumindo: se viajo com a Snooze, pra festival ou tour em várias cidades, como fiz muito nos anos 90, fico no preju financeiro. As viagens sempre se pagavam, mas sobrar é raro. Daí deixo de fazer meus cachês aqui, não dá! O prazer não é o mesmo, mas tudo bem… Só fiz uma opção, sem rancor com o novo modelo que tá mais pra gente com o gás de quem tem 22 anos (tô com 36), mas que deu uma guinada no cenário “independente” de uma forma inigualável, devastadora, nunca antes vista. Os problemas do boom gigante num espaço de tempo tão curto tá aí nessas dezenas de comments, mas creio que as coisas se acomodarão da melhor forma entre 2010 e 2011, através da busca do entendimento e equilíbrio nas posições de ambas as partes. A discussão e até a quebra-de-braço são necessárias para o amadurecimento das coisas, estamos no caminho, a gente chega lá. Eu vou continuar na torcida e sendo “público” ou banda sempre que der!!!

  193. Luiz Manghi comentou em 29/1/2010 às 8:53

    “A discussão e até a quebra-de-braço são necessárias para o amadurecimento das coisas, estamos no caminho, a gente chega lá.”

    Perfeito. Resta todo mundo entender isso. Os dois lados.

  194. Marcos comentou em 29/1/2010 às 9:07

    Engraçado é o que o Fabrício Nobre colocou lá em cima:

    “Em nenhum momento tem algo que diz que não se deve pagar cachê para nenhuma banda”.

    Nós lemos uma entrevista, ele leu outra. E cada um faz a leitura que quer da coisa toda.

  195. Juliano Polimeno comentou em 29/1/2010 às 9:29

    Olá a todos,

    Uma das bandas com as quais trabalhamos, o Cérebro Eletrônico, tocou em diversos festivais associados à ABRAFIN (Bananada, Calango, Jambolada, Se Rasgum) e sempre conseguimos negociar para achar uma solução viável entre custos e lucros para ambos. E essa relação nem sempre é exclusivamente determinada por dinheiro.

    Uma banda em início de carreira não pode – e não deve – medir resultados apenas em grana, mas em formação de público, visibilidade, etc. É um processo e às vezes não dá pra pensar apenas pontualmente, sem observar o macro, a continuidade das coisas.

    Estamos falando de tentar estabelecer uma carreira sólida a médio/longo prazo para um artista, certo? O planejamento dessa carreira sempre envolve investimentos (seja ele feito por um selo, produtora ou pelo próprio artista) e é preciso determinar quais são esses investimentos, qual o retorno esperado (seja grana, público, etc). Fazer um CD, vinil ou o que seja é investimento. E o retorno nunca é (ainda mais hoje) somente grana, mas – de novo – formação de público, visibilidade, etc.

    Do ponto de vista do mercado, é inevitável a relação oferta/demanda. Banda com público 0 não pode exigir cachê de 100 e banda com público de 100 não pode tocar por cachê 0. Talvez o ideal seja que bandas com público de 50 recebam cachê de 50…

    Não gosto muito do “artista=pedreiro” como meta/objetivo, mas soa bem como slogan de uma atitude necessária agora para diminuir o endeusamento da música/musicos (incluindo aí nós produtores). Como meta futura, prefiro pensar na formação de uma classe média de artistas onde o pagamento de um cachê seja realmente fruto de um trabalho bem feito, da consolidação de um público e, dessa forma, possa garantir uma economia saudável tanto para o artista quanto para o festival, casa de show, etc, etc.

    Uma coisa precisa ser dita: é inegável a evolução no que diz respeito à produção desses festivais: som, equipe, receptividade, etc, melhoram a cada edição.

    That’s all, folks.

  196. Vladimir Cunha comentou em 29/1/2010 às 11:57

    Essa história de banda/festivais/remuneração é antiga e vai longe. Quando o Se Rasgum, um festival que vi nascer e evoluir a cada ano, começou existia essa grita das bandas locais por grana, estrutura, horário de show e tudo o mais.

    No entanto, o que nenhuma dessas bandas se questionava era qual a sua relevância dentro da cena para exigir esse tipo de coisa. Na maioria das vezes, se formos pensar em termos capitalistas e de mercado, boa parte das bandas não vale quanto pesa. Bandas que não têm músicas circulando entre o público, que levam 20 pessoas ao show, que tocam uma vez a cada seis meses…qual a relevância desse tipo de artista para que ele exija um cachê de, digamos, dois mil reais?

    Na maioria das vezes a resposta é “nenhuma”. E se os festivais aqui fossem baseados em termos puramente capitalistas como na Europa e nos Estados Unidos talvez essas bandas sequer tocassem no palco secundário.

    Concordo que pagar para tocar é um absurdo. Mas ao longo dos anos as coisas se confundiram na cabeça dos músicos e as produtoras locais, por usarem dinheiro público, passaram a ser vistas como secretarias estatais de cultura, criando uma espécie de obrigação informal de “dar força”, “promover” e “prestigiar” o artista local. Mesmo que esse artista, como é o caso de 90% das bandas daqui de Belém, não tenha condição sequer de fazer um show no quintal de casa.

    E aí temos um esquema de produção que, infelizmente, ainda não conseguiu ser economicamente viável, pois depende de dinheiro público, e uma classe artística que reinvindica legitimidade apenas por sua mera existência, sem se dar conta de que, para ter valor, a arte, e sobretudo o entretenimento, precisa antes ter ressonância entre o público.

    Tenho vários amigos produtores de festivais e sei que a vida deles não é fácil. Não estão montados na grana, não tem uma vida lá muito estável e pagam o preço de construir uma cena que ainda não se estabeleceu por completo do ponto de vista de mercado, embora cresça a olhos vistos ano após ano.

  197. Cuesta comentou em 29/1/2010 às 14:58

    To quase no final dos comentários, mas achei indispensável dar um pitaco agora (to saindo do trabalho, sabe cuméquié rs)

    Acho que todo mundo ta certo nas suas opiniões e convicções, mas acho que existe um problema no que cerne o tempo em que essas conquistas são alcançadas.

    O momento agora é de consolidação e investimento num sistema/projeto que não existia, cujos participantes/empreendedores ainda estão em fase de formalizar as propostas perante o mercado e o público.

    Claro que é interessante falarmos que precisa rolar um cachê/ ajuda de custo, mas acho que é mais importante focar na estrutura e nos jornalistas, pois realmente os festivais nesse momento e no Brasil (pra lembrar onde estamos) ainda estão surgindo… e ainda estão formalizando um público, nem sempre cativo e disposto a gastar muito em entrada, para que num próximo patamar esse dinheiro todo possa ser distribuído, em escalas de importância ou como cachê simbólico pras bandas.

    O Festival, se vc tiver interesse que sua banda prospere, tem que ser utilizado como vitrine sim. Aproveitar que deram seu cachê pro jornalista da folha falar de vc, do repórter do multishow mostrar seu show na edição, de aproveitar pra conversar com eles pra ter uma entrevista sua (se vc realmente souber oq ta falando), falar com os produtores das outras bandas pra VC poder levá-los pra sua cidade e talvez eles mesmos te convidarem pra tocar na cidade deles, colocar no youtube uma musica da sua banda tocando num palco fodão e com isso tentar jogar esse vídeo na mão de alguma casa de show e articular um cachê/bilheteria, levar cds da sua banda e falar com o público das outras noites sobre o dia que vc toca, vender o cd a um preço acessível e passar seu myspace/blog/whatever, enfim, aproveitar que foi gasto um belo dinheiro da banda e fazer ele valer no futuro.

    Acredito piamente que é um investimento plausível, e que sua banda não vai estourar se bater cartão em todos os festivais só por estar tocando, e sim pode estourar pela sua atividade dentro desse ambiente… que queira ou não, pela primeira vez conseguiu juntar tantas pessoas e tantas oportunidades num só lugar.

    Falem oque quiser sobre verbas e o cacete, o evento é privado. Se a Coca Cola decide montar um festival com verba pública e não abrir nem vaga pra um monte de banda ninguém fala nada, mas qd um cara visionário como o Pablo, que dá a cara pra bater, vende carro e investe na visão dele do jogo, que muda todo os parâmetros e futuros de (quem sabe) todas as bandas independentes do país, td mundo da porrada.
    Tiro o chapéu. E qtas vezes já vi o Macaco bong chegando de um show, carregando tudo sozinho, se alojando onde conseguisse (as vezes podia ser um teto e um colchão de casal sem lençol pra banda e produtores), montando o palco, passando o som, fazendo mesa pra outras bandas e indo embora pra tocar em outro lugar… precisa de mais bandas assim, dispostas a se entregar pela música.

    E temos sorte de ter o Pablo preocupado em juntoar os maraajás de hj pra tentar mudar as coisas… imagina se não tivesse essas coisas…

    E pra quem diz que é dinheiro público e talz…. em quem votou na eleição passada? lembra? aposto q não….

  198. Ney Hugo comentou em 30/1/2010 às 0:16

    Comentário do Jornalista Alex Antunes na comunidade da bizz:

    “veja, a industria cultural está se desmantelado a olhos vistos, ou seja, o chamado “mercado” não consegue dar resposta (nem sequer resposta comercial) às demandas culturais. então cresce muito o papel dos movimentos sociais e associativos e do poder público no jogo.
    ou seja, o principal diálogo cultural hoje se dá numa esfera “política” por definição.
    se o catatau chama a abrafin de “máfia”, ele provavelmente o faz comparando os modelos de remuneração dos festivais independentes a outras remunerações (cachês) que ele recebe. mas o cidadão (e qualquer artista desse porte) recebe, SE e QUANDO recebe, bons cachês de quem? dos sescs? dos ccbbs? de determinados governos do nordeste que investem a fundo perdido em cultura “jovem”?
    certamente o cidadão não é grande o suficiente para auferir grandes bilheterias. se recebe um cachê de R$ 5 ou 10 mil ou mais, ele também o recebeu por razões de política (cultural), e a origem dessa remuneração é sempre dinheiro público (ou diretamente, ou na forma de renúncia fiscal).
    então é autismo do catatau não perceber quem o sustenta e à sua produção.
    e que nesse contexto a associação que ele chamou de “máfia” é exatamente um dos interlocutores mais importantes e, considerando as origens da maior parte de seus membros (jovens empreendedores do rock), que até tem se comportado com razoável transparência e responsabilidade.
    cara, na verdade neguinho devia era cair de joelhos e agradecer aos céus por esse ser infame que é o “rock brasileiro” estar produzindo empreendedores viáveis, dirigentes associativos responsáveis, gestores públicos sinceros e outros interlocutores confiáveis, ao invés de ficar chochando.
    podia ser melhor? claro. mas já está bem bom, considerando nossa experiência recente na área cultural: corrupta, lobista, despolitizada e oportunista. sim, está indo bem. obrigado.

  199. Ney Hugo comentou em 30/1/2010 às 0:19

    Outro comentario do ALEX ANTUNES NA COMUNIDADE DA BIZZ:

    até onde eu sei, não existe uma posição “oficial” da abrafin sobre o catatau. simplesmente as pessoas não gostaram. o que voce faria, zé, se tivesse um festival associado? convidaria o cidadão pra tocar só pra dar a outra face?
    sei que o fabrício, presidente da associação, teve um puta trabalho de convencimento de seus parceiros no noise pra levar o cidadão, exatamente quando a declaração do catatau foi publicada – e aí ele pagaria de cristo se confirmasse o show, né?
    no varadouro, por outro lado lado, onde o cidadão ja estava cofirmado, ninguém pensou em “retaliar”.
    o catatau tinha é que ter dado o braço a torcer e ter admitido que falou merda. ele não pode botar no mesmo pacote difamatório festivais de tamanhos, práticas, realizações e competências diferentes – ainda que todos (supostamente) empenhados na mesma costrução política.
    se ele teve alguma experiência negativa real e objetiva, que a relatasse francamente.
    eu indiquei o cidadão na curadoria do varadouro. mas não indiquei mais o grupo em outras curadorias, e não pretendo fazê-lo enquanto não sentir mais clareza e humildade diplomática da parte do catatau.
    não porque eu goste menos do som, ou porque tenha deixado de admirar (muito) o catatau artisticamente, mas porque acho que ele não tem o direito – político – de ser irresponsável do jeito que foi.
    porque isso o colocou num território antagônico a esse esforço de entender e reformar o mercado (na versão da ala capitalista da associação) e/ou de resgatar a arte das garras dos tubarões do mercado (na versão da ala comunista)
    :)
    quer dizer, se até capitalistas e comunistas conseguem se sentar juntos para salvar algo na música, o catatau não devia cagar na cabeça de todos

  200. Ney Hugo comentou em 30/1/2010 às 0:25

    Comentario dojornalista da Bravo, Jose Flavio Jr na comunidade da bizz:

    “Eu ia fazer uma segunda entrada, mas desisti por enquanto. Ao insinuar que sou um “áulico da boca-livre”, o Dary abriu caminho para um anônimo me chamar de “novo Finatti”. Aí favelou. Ia falar que em 2009 recusei pelo menos metade dos convites que recebi para viajar para festivais, mas deixa quieto.
    É uma pena que aquela discussão não tenha rolado por aqui, com cada um postando com seu perfilzinho oficial. Em blog que permite comentário de fake vira zona.
    Mas o debate já valeu por mostrar que ainda temos um alto número de músicos folgados perambulando pelo underground. Querendo tratamento “xuxu” beleza mesmo oferecendo um produto de merda. Fora o comportamento clichê dos indignadinhos com uso de verba pública em festivais – alguém acha que algum desses músicos bunda-moles faz algo para fiscalizar o uso de dinheiro público em outras áreas mais problemáticas de suas cidades? O cara quer saber da prestação de contas do festival X para a Petrobrás mas provavelmente nem lembra o nome de quem votou para vereador na última eleição. Uma cambada de vagal pagando de paladina da justiça.
    A cagada da Abrafin foi a treta com o Catatau (ainda que motivada por ele). Isso aí ainda vai feder mais.

  201. Ney Hugo comentou em 30/1/2010 às 0:26

    Entao, o debate migrou la pra comuna da bizz tambem, a melhor comuna do orkut pra quem gosta de musica ou trabalha com ela, e o melhor que la nao permitem pseudonimos, cada um tem que assumir a sua identidade, ai é mais legal:

    http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=39814

  202. Elson comentou em 30/1/2010 às 10:22

    Meus dois cents nessa discussão toda:

    - Toquei no Calango ano passado, sem cachê nem transporte. Só três dias de hospedagem. Fiz questão de ficar os três dias e assistir ao máximo de shows possível – considero isso “lição de casa”, coisa que pouca banda faz. Gastamos R$1500,00, R$500 pra cada um dos três integrantes. Em meia hora de show ganhamos mais exposição do que nunca – novos fãs, convites informais pra novos festivais, três boas resenhas em sites e blogs. Sempre me falam “você sabe que o edital obriga o festival a pagar cachê e alguém embolsou a tua grana né?”. Eu não sei responder. Só sei que a mídia que ganhamos foi bem maior do que os X reais que ganharíamos de um cachê simbólico. Eu dou valor pra mídia. Saímos no lucro.

    - Parece que a necessidade de uma Abramin é real. Uma entidade que defenda o músico dos produtores malvados exploradores do trabalho escravo. Mas essa entidade não seria a OMB? Entidade essa que todo mundo despreza e comemora a sua morte? Se eu conheço bem a alma do brasileiro, quando a Abramin cobrar a primeira anuidade (que eu saiba todo sindicato é pago) vai rolar um “Abaixo Abramin máfia do caralho etc”.

    - Aquela solução de rankings da Toque no Brasil pode ser uma boa. Uma pontuação alta pra uma banda pode ajudar a negociar um cachê, enquanto uma pontuação baixa pode ajudar a própria banda a ver que ela não tem tanto valor assim. Ao mesmo tempo, uma pontuação alta pra um festival (vai ter né?) pode ajudar a mostrar se vale a pena investir a grana pra tocar lá. Apesar que, se eu conheço bem a alma do brasileiro, uma pontuação baixa vai dar no “Abaixo TNB máfia do caralho etc”.

    Acho que a principal conclusão é a do Alex. A indústria ruiu. Capilé e cia se mexeram e criaram um modelo que está funcionando bem – talvez otimamente pra umas bandas, e mal pra outras. Mas é um modelo. Seria muito legal ver alguém fazer o OPOSTO do que eles fazem pra ver se dá certo também. Não é só esse fórum que precisa de ideias, é toda uma indústria.

  203. Bernardo comentou em 30/1/2010 às 14:20

    Toco no Elma, de São Paulo, e a gente no geral teve uma relação boa com os festivais, sempre fomos bem recebidos, encontramos uma estrutura (na maioria) bem melhor do que qualquer casa noturna de SP tem pra oferecer, não passamos fome nem perrengue, nem tivemos falta de um teto bom pra dormir, muito pelo contrario. Acho benéfico, inclusive, abrirmos aqui nossas “contas”, nesse sentido. Os festivais de que participamos:

    - Bananada / 2007: primeira vez que fomos chamados pra algo do tipo, tivemos uma ajuda de custo que bancou a maior parte da nossa gasolina (fomos de carro a alcool), além de hospedagem, alimentação, translado local, etc. Na época julgamos cem por cento digno tirar um pouco do bolso. Foi das últimas vezes que fizemos isso pra tocar em qualquer lugar, se não a última. Fomos muito bem recebidos, tivemos a oportunidade e liberdade de passar nosso som (pra gente uma coisa imprescindível), saímos com a melhor impressão possível da experiência. O Are You God? em que tambem toco, participou do mesmo festival no ano seguinte, em condições semelhantes, e a impressão foi a mesma.

    - No Ar Coquetel Molotov / 2007: custo zero pra gente, incluindo passagem de avião, hotel e se não me engano alimentação e translado local não só para o dia do show como para o festival todo. Tambem foi tudo ótimo. O Molotov tem a vantagem, pro músico, de ter poucas bandas por palco (3 ou 4), então é tudo particularmente tranquilo pra todo mundo.

    - Festival Calango / 2008: novamente sem custo (não bancamos as passagens, ao contrário de algumas bandas), com hotel, alimentação, etc. Pudemos ficar duas noites das três do festival, inclusive. Passamos o som, mas foi porque pouco antes de viajar descobrimos que isso não estava previsto pra gente (pela nossa experiência de festivais até então achavamos que estava subentendido que rolaria) e batemos o pé pra garantir a nossa. Só achamos muito confuso o lance todo dos Cubocards, chegamos lá sem saber o que eram direito, e o porquê deles, e saímos mais ou menos assim também. Fiquei com a impressão de que era esperado das bandas (mas de forma implícita) que elas se engajassem de alguma forma no projeto do lance do Cubo, etc, que pra gente era muito nebuloso. De qualquer forma, do ponto de vista do Elma foi tudo legal, e mais uma chance de tocar num lugar em que dificilmente, se algum dia, chegaríamos de outra forma.

    - Festival do Sol / 2008: tocamos junto com o Debate numa noite a parte do festival principal, foi tudo incrível, e ainda foram muito gente fina e liberaram a gente pra aproveitar as passagens (por conta do festival) pra fazer outros shows no nordeste, coisa que muitos organizadores (compreensivelmente) não teriam topado. Pudemos ficar um dia a mais em Natal e na volta passamos por Recife (escala cortesia do Do Sol), aproveitamos a oportunidade pra tocar de novo na cidade, com ajuda da organização do Molotov (fica também agradecimento ao Coletivo Lumo). Não é fácil viabilizar uma ida de SP ao Nordeste, ficamos felizes de podermos aproveitar.

    Cachê mesmo não ganhamos em nenhum desses acima, vale explicitar. Eu acho que cada banda sabe (ou pelo menos deve tentar descobrir) o valor que tem, e o que topa ou deixa de topar. Com ou sem dinheiro público, considero cada um desses festivais fruto do empenho e interesse dos respectivos produtores, e certamente não julgo que a gente, ou qualquer outra banda, tenha o direito intrínseco de estar alí. O simples fato de eu ter banda não faz de mim parte importante do patrimônio cultural brasileiro ou coisa que o valha (é o que parece pelo que muita gente escreve), pra termos direito a dinheiro público, e por outro extremo tambem não faz da gente um mero produto a ser negociado pela iniciativa privada. Acho meio bizarro ter como princípio não pagar cachês, mas fico feliz que pelo menos isso seja explicitado, lembro de na epoca ter visto declarações dando a entender que todas as bandas do Calango 2008 ganharam cachê, eu sabia bem que não era o caso, e sabia de banda que tirou mais de 2 mil reais do bolso pra conseguir chegar ali. De qualquer forma, são condições que ninguem é obrigado a aceitar, cada um se dá o seu valor como pode e sabe.

    Agora, parece que tem um lado doutrinário nessa história e uma visão de que a instituição (no caso o circuito do rock independente) tem primazia sobre os indivíduos que dá uma aflição tremenda. Por mais que eu fique muito feliz pelo fato de termos um cenário independente muito mais saudável hoje do que a 15 anos atrás, nessa discussão as coisas esbarram no que eu considero uma inversão de valores.

    Falam como se música fosse um subproduto automático de ter banda, e tocar fosse uma função social e política antes de qualquer coisa. Eu só tô nessa por causa dos discos e shows que cresci ouvindo e vendo. Eu não sabia se os caras das bandas eram gente fina, escrotos, esforçados, folgados, carregavam amplificador de 100 quilos ou tinham um roadie pra cada peça da bateria. Bom, vá lá, eu tinha uma idéia disso, mas certamente não ouvia disco de ninguem pela quantidade de suor derramado em prol de cena nenhuma (não que talento desobrigue alguem de tratar as pessoas direito). Faço música porque gosto de música. A gente não senta no ensaio e perde meses pensando em como completar uma música que preste por masoquismo, e sim porquê nos julgamos na obrigação de criar algo que empolgue a nós mesmos (sempre em primeiro lugar) e com sorte tenha um efeito semelhante em (poucos?) outros que as músicas dos que nos inspiraram tiveram em nós. A gente não faz qualquer música só pra ter com o que encher um disco, pra que este sirva de mote pra cavar espaço na mídia (afinal, se não tem produto novo, grátis ou não, vão falar do que?) achamos que há a responsabilidade de criar algo que seja relevante vem em primeiro lugar, e esperamos sempre estar fazendo algo que possamos escutar com orgulho daqui a dez ou vinte anos. Isso nada garante, né, mas se não fosse pra tentar eu tava fazendo outra coisa.

    Essa polarização em cima do lance do Catatau é bem boba, ele, independente de eu concordar ou não com a observação disse o que disse (se é que foi aquilo o que ele disse) com foto em cima e assinatura embaixo. Sobre as bandas e pessoas que passam pelos festivais certamente correm pelas internas histórias e julgamentos morais bem mais danosos (e ainda menos verdadeiros), que chegam a jornalistas e pessoas do meio em um quinto do tempo que essa entrevista do Cidadão (que na minha opinião fez de muito longe o melhor disco de 2009) levou pra chegar as bancas. Outra coisa, trabalho ha uns quatro anos como técnico de som, quase que só pra bandas da mesma cena, e nunca tive notícia de banda (desse circuito) com iluminador, técnico de monitor próprio ou equipe inflada de alguma forma que seja, é tudo sempre o mais enxuto possível, dentro do que a banda julga ser sua necessidade. Eu mesmo não me imagino querendo um roadie nunca pro Elma, a idéia de pagar alguem pra carregar meu peso enquanto tomo cerveja é bizarra pra mim. Por outro lado só não temos um técnico de som pois dou conta do recado, eu jamais contaria que uma pessoa que não conhece bem nosso som e provavelmente tem uma estética completamente diferente da nossa vá fazer nosso som chegar ao público de forma coerente com o que a gente pensa. Ou seja, com o som errado o Elma não parece o Elma, acho que isso vale pra qualquer banda que se preze. Enfim, cada um sabe do que abre ou não mão, e porquê.

    Acho que vale deixar como uma observação a parte que eu, desde que entrei no Elma, tenho consciência muito clara de dois fatores que deram um belo empurrão na nossa carroça: o fato do nosso baixista trabalhar na MTV e do irmão do nosso baterista ter sido por muito tempo da equipe da Tramavirtual. Isso certamente abriu portas e ouvidos pra que nos dessem atenção nesses veículos, e por tabela tivéssemos uma visibilidade muito maior que o tipo de música que a gente faz nunca teria por aqui.

    Fica aí meu pitaco, bjs

    Bernardo

  204. Bernardo comentou em 30/1/2010 às 14:22

    ops, onde eu disse “gasolina do carro a alcool”, eu quis dizer “cachaça”.

  205. foca comentou em 31/1/2010 às 1:58

    O Assunto é velho. Esse é um editorial do Dosol do dia 27 de maio de 2009:

    Voltamos com nosso editorial do Portal Dosol para discutir um assunto polêmico e que dá muito “pano para manga” sempre que mencionado: a relação entre as bandas independentes e os festivais.

    Num ano de crise como o que estamos passando, tem ficado cada vez mais evidente qual é o papel de um festival indie e das bandas que deles participam, até porque é fato de que sem bandas não tem festival. Falo isso com muita propriedade e com muita kilometragem no assunto, afinal jogo dos dois lados: como banda e como produtor de um festival indie. Além de promover 6 edições do Festival Dosol e mais umas 20 edições de festivais menores ainda rodei o Brasil visitando cenas e compartilhando experiências tanto tocando como no público. Sei bem do que vou falar.

    A primeira coisa que tem que ser desmistificada é que bandas independentes invariavelmente pagam para tocar em festivais. Isso é preguiça de quem não quer fazer sua parte dentro da roda que move o rock alternativo e adjacências. Existem diversos festivais que dão ajuda de custo volumosa (pelo menos metade deles) para as bandas chegarem na região do show. Cabe a banda potencializar essa ajuda com tours, outros shows, merchadising e coisas do tipo.

    Na Europa isso é muito mais corriqueiro que aqui. Por lá uma pequena banda que toca no palco 3 do Glastonbury por exemplo tem a mesma (ou se não menor) ajuda do que as bandas nacionais por aqui. A diferença é que lá essas bandas estão em tours extensas, passando vários meses na estrada e montando um mapa viável para se divulgar. Como 99% das bandas nacionais são bandas “de fim-de-semana” a coisa complica. Só que é mais fácil culpar o vizinho pelo mal cheiro, do que olhar a própria privada.

    Quando um festival é de pequeno ou médio porte e não pode pagar para sua banda chegar no local do show, lembre-se que existem uma dezena de outros custos para a sua participação acontecer. Fiz uma conta rápida e básica para ver quanto uma banda (de quatro pessoas) custa para um festival sem contar com ajuda de custo para chegar no mesmo:

    Alimentação: 100,00
    Hospedagem: 200,00
    Translado: 150,00
    Despesa no show (camarim, bebida): 60,00

    Só nesses itens a brincadeira já dá mais de R$500,00 e não estamos nem colocando o investimento de marketing do festival para promover a banda, dentre outros itens mais difíceis de calcular. A maioria dos grupos que reclama não consegue fazer R$500,00 de bilheteria nem dentro de casa, imaginem fora.

    É preciso ter a noção de que festivais independentes também se pagam do bolso para acontecer. Não tenho os dados, mas aposto minha mão direita como mais da metade dos festivais da ABRAFIN, por exemplo, foram deficitários em 2008 (mesmo com patrocínios em alguns casos). Nem por isso deixarão de ser realizados em 2009. Um investimento pesado e que não está sendo levado em consideração na hora de uma análise mais fria. Então chegamos a conclusão que todo mundo investe para que o rock possa acontecer, certo?

    Claro, existem festivais que estão pseudo-interessados na “cena” da sua cidade e da sua região e mesmo com verbas volumosas captadas terminam sem ajudar em nada (ou em quase nada) os artistas independentes, o que é uma grande sacanagem. O pior é saber que boa parte dessa verba que poderia ajudar e muito vinte grupos indies as vezes vai para um medalhão do mainstream que nada tem haver como o mercado que trabalhamos e representamos. Um investimento furado e que não gera nada de bom pro nosso mercado. Agora uma coisa é certa: se você é banda e aceita essa condição (e as vezes vale a pena aceitar) é porque concorda com ela. Depois não adianta chorar.

    Uma distorção que tem acontecido muito é tratar um festival de música independente como se ele fosse um potencial contratante de bandas, quando na verdade um evento com essas características é uma plataforma para que as bandas busquem mercado dentro das cidades. Em alguns casos, de bandas médias já consagradas e com um bom público dentro do mercado, podemos até considerar os festivais como contratantes mas essa realidade só se aplica a 1% do universo de bandas existentes no Brasil. Uma exceção que justifica a regra.

    Uma coisas é certa, banda tem que ter música boa, tem que ter um network, ser empreendedora dentro da sua região, ter tempo para o projeto, estar envolvida com a cena local em todos o sentidos e ter noção de como as coisas funcionam. Se não for desse jeito o projeto não sai do canto e aí você vai ter que escolher entre relaxar e trata-la com um grande hobby sem pretensões ou virar um chorão de blogs ou orkut .

    Vamos ao trabalho!

  206. Cara muito louco comentou em 31/1/2010 às 10:22

    Beiçudo sem noção.
    Festivais desse circuito de merda não pagam nem as despesas de viagem. Assim fica fácil… aprovam um monte de projetos, ganham uma grana absurda e as bandas tocam de graça sem nem dar despesas.
    Cara idiota.

  207. Renato Miranda comentou em 31/1/2010 às 10:29

    Bom gente, deixando de lado esse lance de “coletivo, blablbla e lorotas a mais, eu posso dizer que toco com minha banda em Boates, Pub´s do interior e inclusive da capital com cachês acima de R$ 2,500,00, livre van e hotel e alimentação, e com um publico muito expresivo, talves alguem goste de tocar de graça pra mostrar seu trabalho, mas eu nao, venho de familia de musicos e meu pai ainda vive disso, tocar e receber, alias criou 6 filhos assim,enfim, prefiro a logica que vivo hoje, a banda tem um album pronto, é muito bem relacionada, esta no cyber espaço (myspace), palco mp3 e outros, ganha um cachê alto nivel com casa lotada e ainda tem 4 anos de existencia.

    Outra coisa, nao começei a tocar ontem, sou da epoca em que cuiaba tinha muitas casas pra se tocar ( Salve meu brother Rubão), e essa galera da nova “visão cultural” ainda nao sabia nem o que era um show.

    Renato Miranda
    28 anos
    Baterista
    Irmão da Carol Miranda
    Filho do “Branco”

  208. Renato Miranda comentou em 31/1/2010 às 10:31

    ahhh, pra quem quizer saber entra no http://www.myspace.com/bandalarica , os plays falam por si só.

    grande abraço e boa discussão.

    Mas de graça eu nao toco.

  209. Juliano Polimeno comentou em 1/2/2010 às 5:05

    A transparência do processo todo de produção poderia resolver muitas indagações e dúvidas. Onde é disponibilizada a prestação de contas do festivais financiados via leis de incentivo?

  210. Prestação de contas? comentou em 1/2/2010 às 7:07

    Ratifico a pergunta do Juliano Polimeno “Onde é disponibilizada a prestação de contas do festivais financiados via leis de incentivo?”

    Outra coisa: Alguém escreveu que o China desafina, e o CATATAU do Cidadão Instigado que canta com uma batata quente na boca,e desafina mais que gato no cio? Existe alguém no mundo que cante pior que ele? Quando a mídia resolve eleger algo, não tem jeito. Pode ser a pior bosta, mas os “blasés” adoram.
    Quanta banda boa é negligenciada, em detrimento aos “cidadãos instigados” da vida. Mas como diria o filósofo; “cada um, cada merda”.

  211. andré comentou em 1/2/2010 às 7:32

    os comentários são bem mais interessantes que a entrevista desse capilé que quer levar todo o capilé e deixar os artistas pobrinhos…
    é isso daí, vamos fazer os festivais de graça e sem dinheiro público! vamos colocar todos os profissionais envolvidos pra mostrar seus trabalhos, afinal de contas quem realmente faz o festival acontecer também anda trabalhando de graça!!!!!!! (de graça? quem dera! anda é pagando pra tocar e pros organizadores ganharem dinheiro e poder)
    o pior é que este pablo sabe que o festival só é legal se as bandas que tocam forem legais, e é por isto que eles escolhem… (e os idiotas ainda acham que artista legal vai lá se inscrever e pedir pra tocar de graça correndo o risco de ganhar um não dum cara com essa mentalidade) realmente não dá pra pagar todo mundo se você quer colocar 50 bandas no seu festival, ou melhor, coloque! mas tire o cidadão dessa roubada e deixe de receber também porque afinal de contas o artista está mostrando seu trabalho e vocês organizadores estão ganhando poder.
    e é muito poder e popularidade, a ponto de fazer um monte de gente ler e comentar estas asneiras q este moleque falou nesta entrevista e inclusive a ponto de eu vir dizer aqui: MÊU ESTE PABLO É MESMO UM IDIOTA!!!!!
    vários organizadores de festivais são músicos frustrados que se sentem realizados quando sua bandinha toca pra um público maior que 300 pessoas, por isto têm essa mentalidade…

  212. renata comentou em 1/2/2010 às 8:37

    Senhor Pablo Capileh, gostaria que vc fizesse um Festival vizando o lucro, gostaria realmente de ver sua competência empresarial, gostaria de ver vc fazer um festival com recurso próprio. Vamos combinar o seguinte, a maioria do público que está no seu festival são músicos, se são 03 dias de festivais, 15 bandas por dia, cada banda com 05 integrantes, dá 225 pessoas. Esse é o publico fixo de seu festival, o resto é 30/50 pessoas que uma ou outra banda leva. Acompanho o seu festival(Calango) desde o começo, e afirmo categoricamente, nunca existiu 4.000 a 7.000 pessoas em nenhuma edição do Calango. Para de contar mentira! Outra coisa me cite uma banda desse circuito que vive de sua música? Mas de verdade, banda que não mora com pai e mãe, que paga aluguel, que paga conta de luz e água, plano de saúde, mensalidade da escola do filho, supermercado do mês, prestação do carro popular, etc. Enquanto isso, o que as O.N.G.’S, INSTITUTOS e COLETIVOS estão fazendo com o dinheiro de LEIS DE INCENTIVO A CULTURA?
    Me responda por favor senhor Pablo Capileh. Quero muito saber como se vive de música nesse novo modelo?
    Grato a esse espaço.

  213. Ney Hugo comentou em 1/2/2010 às 9:01

    Algumas respostas:

    1- Juliano: Prestação de contas ta no diario oficial da união, como todo projeto realizado via lei rouanet. Ou no diario oficial do estado e do municipio, facil demais de achar pra quem quer realmente saber.

    2- Renata, conversar com pseudonimo não funciona né, coloca seu nominho de verdade ai e ai fica melhor pra falarmos de Calango.

    3- André, coloca seu nominho real ai tambem, em qual banda vc toca, quantos festivais ja se apresentou, conhece mesmo de verdade essa realidade.

    4- O Ze flavio é que ta certo, esse debate tinha que rolar em uma comunidade do orkut, onde cada um coloca seu perfil de verdade e seu nome de verdade, aqui vira um show de artista frustrado e revoltado que não tem coragem de mostrar a cara.

    abs

  214. XEXEU comentou em 1/2/2010 às 9:57

    ISSO IDEIA DE GOLPISTA, DE MALANDRO.
    CADE O MINISTERIO DO TRABALHO PRA COAGIR OS BANDOLEIROS, QUE QUEREM GANHAR COM MAO DE OBRA ESCRAVA?

  215. renata comentou em 1/2/2010 às 10:50

    Caro Ney Hugo, vc me parece um cara bem inteligente, e bem deve saber que pseudonimos eram usados por pessoas como Chico Buarque, para burlar a ditadura militar da época, que torturava os artístas que se rebelavam contra a mesma, mas tenho certeza que aqui não é o caso, meu nome é renata mesmo, não toco em banda nenhuma, apenas gosto de Rock, e acompanho a cena cuiabana desde a época do “S.S.”, “G.T.W.”, entre outras. Época essa, que o senhor, acho eu, não era nascido. Minha pergunta está dirigida ao Senhor Pablo Capileh, não sabia que vc tinha procuração para representa-lo, mas se tem, responda então!
    Até

  216. haley comentou em 1/2/2010 às 10:56

    Quando optamos em colocar o nome de nossa banda Burro Morto, fizemos uma piada com a obviedade dos comentários que esse nome traria. Funcionou! Todas as pessoas óbvias, que vivem na superficialidade, se atêm a fazer trocadilhos com o nome, achando isso super engraçado. Como se a gente não quisesse justamente causar isso.

    Somos amigos de Catatau(este inclusive gravou no nosso disco que está pra ser lançado), somos amigos e vizinhos das bandas do recife, fazemos parte do Coletivo Mundo, em João Pessoa, que é ligado a rede fora-do-eixo e é a única frente que tem consciência das necessidades culturais na nossa cidade.

    O nosso trabalho funciona da seguinte maneira: além de nós trabalharmos o dia inteiro com isso, temos “agentes” que vendem nossos shows. Dentre agentes em SP, Recife e João Pessoa, temos os coletivos e o Fora-do-eixo. Ou seja, ninguém é patrocinado aqui! temos várias formas de conseguir nossos shows e sempre foi assim, antes mesmo de conhecermos o pessoal do circuito FDE.

    Nós tocamos em festival independente, tocamos em festivais de iniciativa pública, tocamos em barzinho e o escambau. Eu quero saber qual o problema disso. Só porque o pablo capilé nos citou?
    Eu tenho banda há dez anos, trabalho incansavelmente por um mercado de trabalho em minha cidade e o coletivo mundo me pareceu ser uma força na mesma direção que a minha. Não vejo mal nenhum em eu trabalhar também com eles.

    O circuito fora-do-eixo não é o nosso pai, nem pretende ser o de ninguém. Mas pode ser perfeitamente agregado aos contatos que uma banda já tenha. Não entendo como uma banda independente hoje pode dispensar trabalho.

    (…)
    Nosso primeiro disco foi feito por nós mesmos, todas as vezes que fomos a SP fizemos circuito de bares e o Sesc, por conta própria. Nosso novo disco foi feito através do projeto Pixinguinha, da funarte. Depois disso e de muitos outros trabalhos, fomos convidados a integrar a turnê Nordeste Fora Do Eixo e foi uma experiência ótima. Onde todas as bandas converteram seus cachês na viabilização da turnê. Creio que de outra maneira seria muito difícil 3 bandas independentes e jovens, viajarem o nordeste inteiro, sem DayOff, com técnicos, roadies, documentarista, etc. Nós julgamos que esse tipo de evento, que nos leva a cidades que nunca fomos e que nos trás experiência pode ser feito sem que a gente receba por isso. Assim como também éramos totalmente livres para

  217. haley comentou em 1/2/2010 às 11:11

    não fazermos se não quiséssemos.

    Nós somos músicos trabalhadores, não somos hobbystas e não gostamos nem um pouco dos comentários maldosos que foram feitos. claro que percebemos que todos vieram de pessoas caretas, sem conhecimentos, movidos talvez por aquele sentimento que surge quando o nosso trabalho não dá em nada.

    de toda forma o nosso email é burromorto@gmail.com e o meu é haleyarthur@gmail.com. Quem quiser escrever nominalmente, interessado em tirar qualquer dúvida ou continuar os xingamentos, fique a vontade.

    No quesito Cidadão Instigado, como amigos de catatau e como nordestinos, usuários da gíria local, entendemos que o que ele quis dizer foi outra coisa. Há uma distorção maléfica na estória. Mas enfim, isso é papo de partido político e não achamos interessante essa coisa de separar tudo em 2 lados, ou a cruz ou a espada.
    pra finalizar, Os eventos do circuito fora-do-eixo, são oportunidades de trabalho, assim como qualquer outra. qualquer negociação de show envolve uma proposta da parte do contratante. Cabe a banda aceitar ou não.

    Tudo o que nos parece interessante nós topamos e somos inteligentes suficientemente pra entender que um show de graça hoje gera diversos fãs que podem comprar discos e gera demanda, podemos voltar depois e fazer o show com um outro valor. Afinal somos músicos, temos equipamentos, estúdio e filhos pra cuidar.

  218. haley comentou em 1/2/2010 às 11:25

    Vejo vários músicos e profissionais sérios que vieram aqui e discordam da opinião pessoal de capilé e acho isso perfeitamente normal. Afinal estamos num debate ideológico.

    Mas vejo também algo que só é possível porque o blog permite comentários anônimos, ou com nomes falsos. São comentários de pessoas que não têm o que expôr e apenas desabafam o seu insucesso.
    Ora, num artista deve haver o que dizer, deve haver respeito até pra discordar. Gente mal educada não merece palco e não interessa a ninguém.

  219. Por uma música sem Padrinhos. comentou em 1/2/2010 às 15:03

    olha os apadrinhados, defendendo os padrinhos.
    Cadê a bênção padiinho?
    O padrinho chefe se escondeu?
    O pior de tudo; é grana do povão.

  220. Renato Miranda comentou em 2/2/2010 às 8:41

    CARA TENHO MINHA OPINIÃO SOBRE TODO ESSE PROCESSO DA CENA CUIABANA, MAS NAO VOU EXPLICITA-LA POR AQUI, POR QUE COMO DISSE É MINHA, MAS A MINHA DUVIDA É O SEGUINTE, POR QUE TODO MUNDO CORRE ATRAS DO MESMO OSSO??? POR QUE A GALERA NAO CORRE ATRAS DE SHOWS, VIVEM NESSE CASULO ESPERANDO QUEM TA NA FRENTE OU NAO DO PODER PRA FAZER SHOW, EU ENTRO DENTRO DO CARRO,GASTO GASOLINA, TELEFONE, COM A MINHA GALERA DA BANDA E VAMO VENDER NOSSO PEIXE, ORKUT, MSN, CONTATOS DENTRO E FORA DE CUIABA, PRA FAZER SHOWS COM CASA LOTADA E GANHANDO CACHÊS ACIMA DE r$ 2500,00 ( SOMOS EM 5 NA BANDA, ,OU SEJA EM MEDIA 500 PRA CADA)NOSSO SHOW DURA 2 HS, O CONTRATANTE RESPEITA OS TERMOS CONTRATUAIS, DISPONIBILIZA O SOM QUE NECESSITAMOS, TEMOS HOTEL COM QUARTOS PARA 2 MUSICOS (AR CONDICIONADO ETC…) VAMOS DE VAN LOCADA COM CARRETINHA LEVANDO OS INSTRUMENTOS DEVIDAMENTE ACONDICIONADOS (NAO DA PRA DEIXAR UM BASS MUSIC MAN DE QUASE 10 PAUS NUM BAG EM CIMA DO BANCO, E NEM UM SAX YAMAHA DE 8 PILA DEITADO EMBAIXO DO BANCO(FECHAMOS AGENDA E GANHAMOS DESCONTO COM VARIAS VIAJENS), GRAVAMOS NOSSO CD COM O DINHEIRO DOS NOSSOS CACHÊS, INCLUSIVE QUE PRODUZIU FOI UM CARA QUE 99% DE CUIABA PAGA PAU PRA ELE (ahhh pagamos ele, nao foi pra ele mostrar o trabalho dele, como ele é foda), INCLUSIVE EU, E NAO PARAMOS UM SEGUNDO NA PORTA DA SECRETARIA PRA PEDIR ALGUM APOIO, NAO POR QUE SOMOS CONTRA, MAS SIM POR QUE ACREDITAMOS QUE NOSSO TRABALHO TEM QUEM QUER COMPRAR, E NOSSOS SHOWS SAO PROVA DISSO. JA TEMOS OBSTACULOS DEMAIS PARA ROMPER, INCLUSIVE O DE NAO TER CASAS ESPECIALIZADAS EM RECEBER SHOWS DE BANDA DE REGGAE, ROCK, JAZZ, SAMBA ETC… DIGO CASAS, NAO VIELAS QUE COSTUMAMOS VER POR AE, AHHH A NAO SER QUE VC TOQUE SERTANEJO, TEM O BROOKS E O GERONIMO PRA VC TOCASR DE SEGUNDA A SABADO.
    ENTÃO GALERA, SE QUEREM DETONAR QUEM VC´S ACHAM QUE ESTA TRIPUDIANDO DA INTELIGENCIA DE VC´S E USURPANDO O LUGAR QUE NAO LHE É DEVIDO, MONTEM UMA FORÇA COERENTE E NAO DIFAMATORIA PRA DETONAR O CARA, SE NAO QUIZEREM MEXER COM ISSO, FAÇAM IGUAL A NÓS, ARTISTAS IGUAL PEDREIRO, SO QUE SOMOS PEDREIROS DA NOSSA PROPRIA CASA E RECEBEMOS POR ISSO.

    Grande abraço a todos.

    Renato Miranda
    LA RICA
    http://www.bandalarica.com.br
    http://www.myspace.com/bandalarica

    email: baterababarroos@hotmail.com

  221. john comentou em 2/2/2010 às 21:18

    Srs produtores.
    passagem, hospedagem, alimentacao é basico.

    respect,
    j.

  222. José Flávio Júnior comentou em 2/2/2010 às 22:12

    Parabéns, Renato Miranda. Mas a sua banda é um lixo. Nem a pior coisa que eu assisti no Calango (Lord Crossroad) tem um trabalho tão constrangedor. Que bom que está dando tudo certo para a La Rica nesse circuito de pubs que pagam 2500. Porque no “universo paralelo” vocês não tocariam nem pagando, creio eu.

  223. foca comentou em 3/2/2010 às 3:50

    O assunto é velho:
    texto de outubro de 2008

    Voltamos com o nosso prometido editorial sempre às segundas com algum assunto de interesse da comunidade roquística brasileira que visita nosso portal. Hoje vamos reverberar uma grande discussão que vem acontecendo na lista Nordeste Independente, da qual faço parte há uns bons três anos. O assunto é sucesso, ascenção dentro da música, dinheiro e afins. Assunto espinhoso que leva a várias interpretações e aqui daremos a nossa.

    Ainda fico impressionado como muitas pessoas acham que fazer sucesso é ficar famoso e ser uma celebridade da televisão. Claro que para o ego é muito bom ser reconhecido em qualquer instância, mas será que ser reconhecido por um trabalho sem qualquer valor artístico ou relevância cultural vale a pena? Acho que não. Muitas bandas que eu conheço, principalmente as que não dominam muito os caminhos da cena independente (real) ainda tem esse sonho estampado na cara. Querem a tríade produtor/gravadora/fama, como se isso fosse dar lastro para uma carreira artística.

    Claro que ganhar dinheiro e ficar rico é muto bom, mas porque não tentar fazer isso trabalhando em algo sólido e consistente. Se abraçar num processo incerto, não duradouro, longe das suas verdadeiras raízes e muitas vezes até danoso a saúde não é uma escolha muito inteligente. Posso dizer que vivo melhor hoje fazendo o que eu faço do que muitos artistas que tiveram sucessos efêmeros, tocaram em grandes festivais mainstream mas que ficaram fora do mercado e não conseguiram mais trilhar novos caminhos, pelo simples fato de que não aprenderam a fazer nada a não ser tocar e compor músicas para tocar na novela. Quem tem carreira sólida e um bom caminho independente pode até ter uma música na novela – não há definitivamente nada errado nisso – mas não acaba em programa de televisão pedindo esmola paganda de artista falido. já ouviram falar no Pato Fu e na Pepê e Neném? Compare…

    Que fique claro. Já tive os meus devaneios de adolescente (e quem nâo os teve?). Mas como resolvi só viver de música e para a música fui encontrando meu caminho. Alguns podem dizer que falo isso porque não tive oportunidade de ter um contrato e buscar a fama efêmera. Não é verdade. Já tive a chance de escolher o que eu queria.

    O ano foi 2002, após tocarmos numa edição do MADA recebemos um contato telefônico com uma gravadora interessada em produzir meu grupo na época, uma banda chamada Officina, que tinha uma carreira baseada em covers para tocar na noite e formar alguma platéia e dois discos de música autoral. Recebemos o cara, lemos o contrato da gravadora (que era uma major) e fizemos uma reunião em que definimos não querer aquela proposta. Ela nos tiraria de perto do que construimos, nos levaria a um salto incerto, não escolheríamos nosso repertório nem o produtor do nosso disco e passaríamos os próximos 5 anos amarrados ao tal contrato com uma multa recisória estratosférica.

    Pensem bem. Até o ano passado eu não poderia gravar quase cem músicas que registrei desse período até agora, não conheceria mais de 15 estados dos quais toquei nesse tempo, não teria Allface, Sinks, Camarones Orquestra Guitarrística, Dosol, Centro Cultural Dosol, Festival Dosol e por aí vai. Uma banda que conhecemos na época e que assinou esse mesmo contrato não existe mais desde 2003 e a gravadora obrigou-os a gravar um cover de uma música do forró cearense em versão rock chamada “A Rural vai atolar – arruma a mala aê”. Não trocaria o que EU construi pelo o que os OUTROS PODERIAM contruir pro meu futuro. Uma escolha inteligente!

    Claro que ninguém aqui tá fazendo uma ode a falta de ambição ou pedindo voto de pobreza aos músicos do país. O que queremos deixar claro é que um crescimento consistente e planejado pode dar muito mais frutos do que essa árdua procura de ser celebridade. Precisamos de força de trabalho e de choque de realidade, o resto ou é hipocrisia de quem não conhece como as coisas funcionam (ou finge não conhecer para se aproveitar) ou sonho infantil de quem planeja muito e age pouco. Sobre a pergunta do título do editorial, responda você nos comentários: o que é sucesso?

    Quem quer moleza que vá sentar em canjica!

  224. foca comentou em 3/2/2010 às 3:53

    O assunto é velho
    texto de setembro de 2008:

    Nas portas da 5ª edição do Festival Dosol nosso foco está voltado inteiro para o festival mas nossas observações sobre o cotidiano da música continua. Quero aproveitar que lancei com meu trio, o Sinks, mais uma EP e refletir sobre o que é ter uma banda de rock.

    Acho que a primeira coisa a se pensar quando se vai formar um grupo roquístico é: para que vou formar uma banda? Nessa pergunta mora quase que a totalidade dos problemas (e algumas soluções) para que uma banda se desenvolva, consiga andar e registrar trabalhos. Quando você pensar em montar um grupo deixe claro para quem está com você as metas dele.

    1) Banda é meu hobby – Se esse é o seu caso você precisa doar apenas o tempo que estiver afim para o grupo. Aí não precisa prazo, metas nem cobranças. Você produz quando quer, toca como quer e não se preocupa com os resultados. Deveria ser assim. Mas só o que vejo por aí são bandas que pensam que são carreiras artísticas, sendo levadas como hobby. Depois vem aquele chororô do tipo “minha banda não toca“, “minha banda não tem espaço” ou “minha banda é injustiçada“. Pense bem, se você trabalha, tem outras atividades e leva a música como hobby, fingindo que isso é seu trabalho CAIA AGORA NA REAL e assuma de vez o hobby e as coisas ficarão muito mais fáceis.

    2) Banda é meu trabalho – Aí amigo, as coisas mudam totalmente de figura. Caso você deseje que sua banda seja sua profissão não precisa nem dizer que como em qualquer trabalho você vai precisar se dedicar no mínimo 8 horas do dia para que algo aconteça. Como em qualquer profissão você também vai precisar de metas estabelecidas, lutar para alcança-las, mudar estratégias caso não consiga atingi-las e afins. É mais ou menos como vender pão, só que você vai vender música.

    CAIA NA REAL NOVAMENTE e pense que artisticamente seu trabalho vai ser prejudicado. Para vender você vai obrigatoriamente precisar que as pessoas gostem do seu trabalho. Para vender ainda mais você vai precisar que MUITO MAIS gente goste do seu trabalho e no Brasil isso significa dizer que você vai precisar tocar MÚSICA POPULAR. O estilo pouco importa, mas a música vai precisar ser popular. Se sua “verve” artística não é música popular comece a pensar num milagre, eles acontecem mas são raros.

    3) Música é minha vida – Se a música é simplesmente a sua vida e você não pode viver sem ela, se o rock toma conta de você de um jeito que você não se vê fazendo outra coisa, aí temos um terceiro caso e o mais difícil de ser resolvido. Acho que me enquadro nesse tópico. Ter banda nesse caso passa a ser uma necessidade quase fisiológica e é uma misto de hobby (no sentido do prazer) e trabalho (no sentido que tudo o que você faz na vida é para gerar o momento sublime de ter uma banda, gravar e se apresentar).

    O que você tem que fazer nesse caso é TUDO que envolva música e reverter TUDO o que conseguir financeiramente no seu projeto pessoal como músico. Vou dar um exemplo: se sua banda não dá dinheiro seja um excelente roadie/técnico/músico de apoio/produtor.

    Resumido em miúdos, SE VIRE em vez de ficar sonhando que o dia de amanhã vai ser melhor. Faça por onde ele ser melhor. Melhor do que planejar é fazer, melhor que sonhar e tornar as vontades em realidades. Deixe os sonhos para quando tiver dormindo, acordado a vida é bem diferente e dura. Bola para frente!

    DIGA AÍ NOS COMENTÁRIOS: ONDE VOCÊ ACHA QUE SE ENQUADRA?

  225. Renato Miranda comentou em 3/2/2010 às 10:26

    Caro José Flávio Júnior, no minimo vc deve ser algum musico frustado ou usando nome falso para tentar enquadrar um comentario aqui, bom me admira muito da sua parte dar veredito sobre a qualidade das bandas, sendo que em nenhum momento vc expressou se tem uma, ou se pelo menos limpa uma guitarra de algum musico da city?? nao….pessoas profissionais nao fazem comentarios ridiculos como o seu, mas o que importa grande, é que ninguem da LA RICA anda de buzão, ou toca com o lixo de instrumento que vi nesta ultima edição do calango, onde a estrutura estava otima (pArabens Pablo, neste quesito tiro o chapeu pro ultimo calango) tinha um puta cara no palco (Tchucka) tentando tirar som no P.A (será que vc sabe o q é isso??) , mas claro que nao rolou, ate as violas de cocho de cuiabá soam melhor do que algumas coisas que vi….outra, ainda nao vi lojas distribuindo instrumentos descentes em cuiaba pra bandas que nao ganham cachê, tenho bons contatos no governo e nao os utilizo em prol da minha banda, mas quem sabe encabeçamos uma campanha como a do agasalho pra angariar instrumentos decentes, por que sei que é isso que musicos do seu naipe devem querer, que alguem compre algo, ou que vc tenha acesso ao dinheiro publico pra ser mais um ladrão.
    Quando vc quizer postar comentarios deste tipo, coloca seu nome, se tiver banda poe tbem, quanto a tocar pagando como vc citou, quem faz isso são vc´s, andam de buzão lotado, todo de preto, puxando saco de quem nao tá nem ae pra vc´s,tocando em instrumentos ridiculos e pagando de “circuito paralelo”, o legal é ser quebrado…. nada contra, mas se tocar no misc tendo como publico os integrantes de outras bandas,será que vc ja tocou com LED em algum palco do brasil, conhece alguem, cara….se manca e quando postar algo descente me da um toq, parabéns, vou dormir tranquilo, pois meu carro ta la na garagem com o ar ligado pra eu sair, dou um bjo na minha filha e na minha esposa que nao vivem de cubo card e muito menos desse papo de vamo trampar de graça e depois a coisa aconteçe…. minha batera ta montada pelo roadie pra eu tocar, e meu cahê ta na mão, agora pra vc so resta….puxar saco e e mendigar pra tocar em algum festival alternativo….ahhhh……seu pagamento??? o publico presente, qdo for comprar em algum supermercado, diga para o caixa….” A senhora aceita 50 pessoas de publico como pagamento??”….valeu irmão obrigado pelo comentario.

  226. Renato Miranda comentou em 3/2/2010 às 10:31

    AHHHH JOSÉ FLAVIO JUNIOR….TEM 33.906,00 PESSOAS CURTINDO LA RICA,NO MYSPACE…GRANDE BJO, ALIAS BJO NA BUNDINHA.

  227. Ney Hugo comentou em 3/2/2010 às 10:56

    Renato,

    O José Flavio Junior é jornalista da Bravo!, Folha de São Paulo, Capricho, Veja Sp, do conselho artistico da Oi Fm. Um dos mais respeitados do Brasil inclusive. E junto com o alex antunes a melhor pena que conheço, em minha humilde opinião! Saca tudo de música!

    valeus!

  228. Renato Miranda comentou em 3/2/2010 às 11:27

    Ney Hugo meu respeito a vc, mas pra um bom jornalista, comparar o trabalho de uma banda com o lixo, soa como desaforo, que tal eu dizer que as resenhas dele são uma merda??? cada um na sua, nao sou obrigado a gostar do trabalho dele e nem ele do meu, agora falar merda dos 33 mil player´s que a banda conquistou com seus ouvintes e tripudiar do gosto alheio.

    Obrigado pelo sua avaliação do nosso trabalho Sr. José Flavio Junior, talvez mude nosso comportamento e nosso som com este estimado comentario.

    Abraços.

  229. JAPA comentou em 3/2/2010 às 11:39

    sobre a estupidez de josé flávio júnior

    By Lai

    como ser delicada e atraente cantando fino

    assim, eu nem ouço música nacional. não gosto, mas já fui a shows de cantoras nacionais – adriana calcanhotto e marisa monte – e iria de novo, porque são extremamente talentosas.

    no texto da rolling stone desse mês, josé flávio júnior defende que a mpb cantada por mulheres no brasil foi salva recentemente das sapatas. ele diz que elas eram ruins, que perderam “alguma coisa” que só a vanessa da mata, precursora, conseguiu trazer de volta.

    ele continua dizendo que essas cantoras de voz grossa (cássia eller, ana carolina, simone, zélia duncan, ele não deve gostar de nina simone então) eram piadas do casseta e planeta (todo crédito pras piadas do casseta, né?) pois gritavam, eram agressivas (ele não deve gostar de pj harvey também) e cantavam qualquer coisa que não fosse sobre “moços bonitos na pracinha ou sobre casamentos ou sobre a vida adulta com delicadeza”. portanto, como mulheres que cantam, não cumpriam direito o papel. curioso ele não citar ivete sangalo ou cláudia leite, vozes extramamente graves e se for pra citar gosto duvidoso, sejamos justos. mas talvez elas estejam de fora da lista negra porque são assumidamente heterossexuais. pelo menos, pro padrão brasileiro que faz vista grossa. o foco da matéria não foi em nenhuma parte sobre a música que cada uma fazia. mas sobre julgamento de valor e gênero.

    pra resumir bem toda a idiotice do autor do texto, cantora boa é cantora que canta fino, que se veste de vestidinhos floridos e canta sobre rapazes e casamento, tudo com muita delicadeza. nada de músicas sobre qualquer outra coisa ou com qualquer outro timbre de voz. porque ou é mulher ou é homem. ou sapatão ou mulherzinha. se josé flávio júnior fez algum curso superior na área de humanas, ele parece desconhecer todas as letras da sigla LGBT.

    e ele fecha com chave de ouro quando escreve a linha “que ela siga iluminando o caminho de outras cantoras que estavam acanhadas – ou talvez pensando em mudar de sexo para ter voz.” porque né, se não é o padrão feminino da heterolândia, que vai da roupa à voz e orientação sexual, já não vale. nina simone xinga lá do túmULO

    OLHA A MATERIA DO VIADO ENRRUSTIDO.

  230. foca comentou em 3/2/2010 às 13:49

    eita, zé flávio virou alvo. :)

  231. jota comentou em 3/2/2010 às 14:24

    Esse japa ou é o dary jr do terminal guadalupe merda ou o finório!

  232. ale maestro comentou em 3/2/2010 às 15:39

    Oi Fabricio,

    Onde podemos ter acesso às prestações de contas públicas dos festivais que são beneficiados pelas leis de incentivo???

    bj

    Ale

  233. João Mesquita comentou em 4/2/2010 às 5:12

    Esse zé flavio acha que sabe muito, onde ja se viu um jornalista que se diz renomado, representante de grandes veiculos de comunicação, que nego paga pau, fazer um comentario infeliz desse de qualquer banda que seja,esses jornalista acham que são os donos do Mundo e da verdade, alias pra ser jornalista basta saber escrever 2 linhas, agora pra ser musico, tem q ralar e ter no minimo afinidade com algum instrumento.

  234. Inti Queiroz comentou em 4/2/2010 às 5:45

    Escrevi um depoimento há algumas semanas atrás e resolvi voltar pra ver como andava a discussão.
    Uma pena que virou um bate boca non sense e um desfile de egos inflados e ataques pessoais.

    A Música independente não precisa disso. Ofensas pessoais são dispensadas. Querem criticar? tragam sugestões concretas!

    Continuarei batendo na tecla da FORMAÇÃO DE PÚBLICO. Essa é a unica maneira de darmos sustentabilidade à cena independente seja em festivais ou em shows individuais!!!! Não podemos contar com leis de incentivo e verba publica pra sempre. Ainda mais se o Serra Mr. Burns ganhar a eleição pra Presidente!

    Falem menos mal dos outros e olhem pro próprio umbigo!
    Isso já será um ponto positivo pra cena brasileira independente.

    Uma discussão saudavel e sensata não deveria deixar fakes opinarem!!

    Inti Queiroz, produtora do Festival de Musica Instrumental PiB – http://www.festivalpib.com.br

  235. Falou tudo ! comentou em 4/2/2010 às 7:55

    Inti Queiroz, falou tudo! Público, banda tem que ter público, e banda que tem público merece ganhar cachê, pois essa banda fez um rala pra chegar nesse ponto. Acho que os festivais tem muita banda, e as vezes essas bandas são o próprio público. Mas qual seria a solução então? Ter menos banda, e as bandas que estão de fora serem pagantes e entenderem que ainda não estão prontas, e encararem os que estão no palco como superiores, idolos? Quem iria julgar quem esta capacitado e quem não está?
    Abraço

  236. marcelo gusman Seri comentou em 4/2/2010 às 8:02

    Caro Inti Queiroz, a problematica que envolve essa discussão entre, bandas ,produtores e até jornalistas é uma só: Rejeição ao modelo ja conhecido de sucesso, ou seja, o cara ir pra um faustão, por musica na novela, se lançar por uma grande gravadora, ir a programas de televisão…etc…., isso tudo na visão dos “novos Deuses” dos coletivos independentes, que usam da verba publica para “nutrir” seus eventos “alternativos” é uma ABERRAÇÃO, as bandas desse modelo, nao prestam, nao produzem cultura etc…. engraçado que o MV Bill puta cara que começou na favela seu projeto, hoje usufrui de um dos maiores meios de comunicação do planeta a REDE GLOBO para mostrar seu trabalho, e nunca deixou as suas origens se perderem, o projeto AFROREGGAE, a mesma coisa (Eles que estão errados, o legal é mendigar a vida toda, e no maximo expor algo em blog´s). Mas o que é interessante pra essa galera que bate na tecla desse novo MODELO DE ALTERNATIVO é falar mal de quem foi pra frente, seja um macaco Bong ou até mesmo um LUAN SANTANA desses da vida (campo Grande e sertanejo), o legal aqui em cuiabá é ser QUEBRADO, ANDAR NO SOL QUENTE DE 45 GRAUS, TODO DE PRETO, COM BANDAS QUE MUDAM DE FORMAÇÃO TODA SEMANA, E QUE NEM INSTRUMENTO DECENTE TEM,SEM CASAS PRA TOCAR E MUITO MENOS SHOWS OU PUBLICO COMO JA FOI DIVULGADO, E TOCAR EM ESPAÇOS SEM O MINIMO DE ESTRUTURA E SOM, o que precisamos e cair na real e se por cada um no seu lugar, ficar falando merda de quem não é digamos “ALTERNATIVO ou UNDERGROUND” nao vai encher vocês de cultura e muito menos de dinheiro, pega ae no myspace e olha essas bandas que compõe o coletivo aqui em cuiaba que vejo direto divulgando seus intercambios e etc….ué cade o acesso, ninguem ouve a tal???, , exceto macaco Bong que alias acho um som do carai…os muleques plataram e estão colhendo, 90% desses coment´s ae são de gente que nao toca nada, nao produz nada, e se acham os donos da verdade, digitar é facil irmão, quero ver é fazer algo que mude a cena.

    Abraços a todos, e viva lobão que brigou a vida toda contra as grandes gravadoras, se fudeu, caiu no ostracismo e so resurgiu por que gravou um album pela MTV, pergunta pra ele se ele topa mandar uma parte do megasalario que recebe da MTV pra causa digamos “Alternativa”. nã nã nã

  237. Juliano comentou em 4/2/2010 às 8:39

    CONCORDO COM VC MARCELO, AQUI EM CUIABÁ A UNICA COISA QUE TEM DE ALTERNATIVO É ESSAS BANDINHAS DE PUNK ROCK, UM BANDO DE EMOS QUE NAO SABEM NADA DE MUSICA, MUITO MENOS O QUE É SER ALTERNATIVO AO SISTEMA, AS PESQUIZAS DE OPINIÃO NOS EVENTOS SÃO RESPONDIDAS ASSIM PELO O PUBLICO DAQUI

    PERGUNTA: POR QUE VC VEIO AO CALANGO?

    RESPOSTA: TIPO….SACA….O ONIBUS PASSAVA NA MINHA RUA…SIC

    O QUE VC ACHOU DAS BANDA?

    AHHH….POD CRER, VI UMA OU DUAS, NOSSO MANO FOI BUSCAR UM VINHO SANGUE DE BOI ALI NA ESQUINA E NEM ME LIGUEI MUITO, MAS TIPO….MASSA….TEM ATE BANDA DE PAGODE.

    RESUMO: CARA O PUBLICO DESSES FESTIVAIS INDEPENDENTES DE CUIABA, SÃO UMA COMÉDIA NAO SABEM NEM POR QUE TA ALI, ISSO É PRODUZIR CULTURA?

    CONTA OUTRA.

  238. Jurandir Mattos comentou em 4/2/2010 às 9:50

    Se o evento tem dinheiro publico entao deveria democratizar quem toca abrindo eleicoes em sites pro publico escolher quem toca nos festivais. Cache é claro que sim… mas quem escolhe quem vai ganhar é o povo e nao um bando de engravatados.
    fui.

  239. André Leitão comentou em 4/2/2010 às 11:20

    Foca deveria lançar um livro de auto ajuda.

  240. Tem banda massa em Cuiabá! comentou em 4/2/2010 às 12:25

    Pessoal, tem banda massa em cuiabá! Só que elas não fazem parte do coletivo da cidade, agem como iniciativa privada, já existe um outro mundo além do “Universo Paralelo”.
    Até.

  241. pf comentou em 4/2/2010 às 16:10

    é sim, tanto que ninguém conhece banda de cuiabá, né?
    conta outra.

  242. Rock 'n' Beats » FESTIVAIS INDEPENDENTES E A ABRAFIN comentou em 4/2/2010 às 17:13

    [...] pequena fração desse dinheiro. Como disse Pablo Capilé (uma das cabeças da abrafin) em uma entrevista para onimigo.com, “Eu sou dentro da Abrafin um defensor de que não se deveria pagar cachê às [...]

  243. Haniel Barbosa comentou em 4/2/2010 às 20:14

    Lendo o comentário do Haley do Burro Morto lá atrás lembrei de um comentário que vi em algum lugar de alguém do Móveis Coloniais de Acaju (que pra quem não sabe, tem 9 membros), dizendo que no começo eles gastavam grana eles mesmo pagando passagens pra ir tocar nos cantos, fazendo INVESTIMENTO, e que não era nada raro tocarem pra 100 pessoas pela primeira vez e venderem, sei lá, 70 CD’s. Hoje tão onde tão.

    Cada um que saiba de si.

    Ah, os comentários de “ficar pobre pra sempre” me fizeram lembrar uma entrevista com o Macaco Bong, em que perguntei sobre o crescimento da banda, que eles estariam saindo do “underground”. Me responderam que isso não tava acontecendo de forma alguma e que o modelo de autogestão continuaria, apenas tocando pra mais gente em lugares maiores eventualmente. Fiquei confuso, mas pensando melhor depois vi que uma coisa não anula a outra. É só evolução. É um modelo novo, nada disso é verdade absoluta, mas parece promissor.

  244. PSEUDO JORNALISTA MUSICAL comentou em 5/2/2010 às 3:41

    Jornalista musical no Brasil é igual a mosca de bosta de vaca.
    Vários deles só ficam rondando as ABRAFIN, macaco bong da vida. Mas pq? Simples. Vá em algum festival desses, tipo Calango. Enquanto diversas bandas não recebem cachê, ralando pra tocarem, os pseudo-jornalistas fanfarrões ficam na piscina comendo e bebendo às custas do dinheiro do povão.
    e nego ainda vem falar desses pilantras, como se tivessem alguma credibilidade. Pseudo jornalistas da situação.
    Brasil, minha gente. Essa é a cadeia produtiva da música. Até na esfera mais inútil.

  245. Juliano comentou em 5/2/2010 às 5:58

    A mais pura verdade é que quem nao participa desse embate contra quem ta no poder, nao particida desses coletivos fajudos que só usam a bandeira para detrimento de si proprio, posso dizer que a grande maioria dos coletivos do brasil tem como cabeças pessoas comparadas a lider do MST, algum tempo atras o MST adentrou dentro de uma das maiores fazenda do Brasil com a desculpa da “Reforma Agraria” e detonou literalmente anos de pesquisa da mesma e squeou o patrimonio.
    Alguns coletivos “Alternativos” como gostam de se tachar, fazem a mesma coisa, os cabeças usam os musicos como massa de manobra e justificativa pra se pleitear uma verba publica, quem ganha nessa brincadeira toda, somente quem ta por cima, a massa que se exploda, trabalha de graça, vive na miseria, nao tem onde tocar, nunca fez uma aula na vida, carteira de musico….vixe nem se fala, mesmo a OMB nao prestando em cuiaba, se fosse fazer em Curitiba, ferro ia tomar, sabe por que? por que a produção desses caras nao passam de 3 notas, hooo yeaaa…punk Rock da pior qualidade, ou rock obeso, nao é pesado, ou seja, a galera vem com esse papo de gestão cultural, blablabla, massa ser independente, mas o que é ser independente??? ser independente é lançar um material merda, gravações com qualidade duvidosa, eventos em locais que nao dispoem do minimo de estrutura, que publico estão visando´?? ou seja queram bater de frente com o modelo de “sucesso” do mercado, mas nao produzem nada que possa competir com esse tal mercado, acho legal qdo troco ideia com quem participa do coletivo aqui de cuiaba e o cara nao sabe nem pra onde vai….e da banda do cidadão??? sei lá o lance é ser diferente, mesmo que nao vá para lugar algum, se realmente o lema fosse pra todo mundo se dar bem, existiam mais bandas independentes estouradas por ae.

    Analisem comigo, será que a turma quer fazer igual a banda KALIPSO, dirindin don dondon…., os caras quebraram a cara de todas as gravadoras do país, todo mundo queria o som do pará, mas a banda tocou o pau e criou sua alto gestão como dizem por ae, gravou, divulgou, e teve programa em rede nacional que se humilhou pros caras irem lá, ahhhh eu nao gosto do som, é brega, tal tal….então gente, qdo os jornalistas de plantão entrarem nesse blog e tecerem seus comentarios, acho bom estudarem a musica no geral desse pais, pois nao existe somente a galera de cabelo grande, que anda de preto e tomam sangue de boi na esquina….MAs como diz a minha mãe, enquanto tiver burro no planeta, vc nao ficará sem ver uma carroça. Ahhh amado batista, nao vai a programa algum, se que os criticos de plantão sabem que era o cara ate um tempo atras que mais vendia cd nesse pais, ahhh vc´s nao devem saber disso, por que musica pra vc´s se resume ao mudno fechado dos coletivos, nao existe mais movimentos culturais pelo pais.

  246. Juliano comentou em 5/2/2010 às 6:17

    Um trecho da entrevista do Pablo:

    “jornalista que é o juiz dessa história…..”

    C ta Louco mano, que papo é esse, esses jornalistas musicais a maioria nao toca bosta nenhuma e muito menos se aprofunda na historia de uma banda. O lance deles e flar o que superficialmente acham de alguma banda ou trabalho.

    Põe 10 jornalistas na frente de um violão e da um dó pra eles escutarem e pergunta que nota é….tisc…tisc

    Não que o jornalista seja obrigado a tocar algum instrumento, mas pra ser “juiz” de algo….nossa que fla infeliz….precisa-se primeiro estudar o que se julga.

  247. Marcos comentou em 5/2/2010 às 7:29

    O que o Capilé quer é uma monte de banda ruim nesse cenário independente, por que banda ruim não vai mesmo cobrar cachê (nem deve!) e ainda vai implorar pra tocar de graça e pagando do seu bolso pra ir pro Calango ou então “rodar o país tocando no Toque no BrasiL”, num monte de casa ruim, sem grana, e mendigando uma “sala na casa de alguém”. Esse cara é um comédia. Diz que festival é mostra, que banda nenhuma vai ganhar dinheiro com isso. Como se as bandas fossem ganhar milhares de reais com esse Toque no Brasil. Capilé, pára de vomitar suas “verdades” aí e vá pagar as bandas que vc deve, que vc sabe quais são e não são poucas. Faça isso pra depois pagar de messias, de salvador da música independente, ok?
    E José Flávio Jr… lamentável comentários do tipo “Fora o comportamento clichê dos indignadinhos com uso de verba pública em festivais”, como se DESVIO de verba pública nesses festivais devesse ser praxe! O sr. pode ficar tranquilo que enquanto houver esses festivais, haverá dinheiro pra pagar seu avião, hotel, cerveja e camarão a beira da piscina. O que nunca haverá é o dinheiro DESTINADO AS BANDAS no processo dos projetos de lei.
    Quanto ao trecho “jornalista que é o juiz dessa história” do Capilé, ri litros com isso. Aprende uma coisa, senhor Messias; juiz da história é O PÚBLICO!
    E como disse um rapaz aí em cima: passagem, hospedagem, alimentacao é BÁSICO.
    Capilé, não queira criar um legião de mendigos com guitarras penduradas no pescoço. É isso que vcs estão fazendo com dezenas de bandas desses meninos sem-noção.

  248. juliano comentou em 5/2/2010 às 8:43

    Olá,

    Primeiro, deixo claro que sou totalmente contra esse papo de banda ter que tocar de graça em festival. É uma afronta. Um discurso pequeno-burguês que só pode sair de algúm empresário da música que só visa o lucro. Se a prerrogativa fosse verdadeira, deveríamos sensibilizar também os donos de estúdios de ensaio e lojas de instrumento de prestarem seus serviços gratuitamente, por amor à arte? Esse papinho do festival abrir espaço e gerar mídia já ser o pagamento é no mínimo absurdo e incoerente. Músico é um profissional como qualquer outro e precisa de ser tratado com respeito!

    É por causa de pesnamentos como esse que o mercado da música não vai pra frente. Desse disrcurso de não pagar ou pagar mal às bandas. Acho isso um retrocesso. As bandas devem sim receber pelo seu trabalho. É o justo. O pior é ver que uma idéia escabrosa como essa tenha saido da cabeça de um músico. Uma pena. Eu, como músico repudío esse tipo de opinião que só faz atrasar toda uma cadeia produtiva que precisa estar inserida no proceso econômico sim!

    Sem mais,

    Juliano.

  249. Haniel Barbosa comentou em 5/2/2010 às 16:31

    Que povinho raso. Dinheiro é pra gastar, não devia ser o objetivo de vida de ninguém.

    Ser rico é a coisa mais fácil do mundo… se satisfazer com o que faz, aí já é bem mais difícil.

  250. Paulo Roberto comentou em 5/2/2010 às 17:02

    Bla bla bla do inferno… Pablo Capilé é folgado mesmo!
    Essa galera quer aparecer politicamente pra depois virar politico, secretário de cultura e essas porra toda.
    Vai tocar um instrumento e montar uma banda.
    Fica pagando de solidário mas na hora do vamo vê num que pagar ninguem… Idiota.

  251. Bernardo comentou em 6/2/2010 às 1:33

    “Ser rico é a coisa mais fácil do mundo”

    É, se eu quisesse mesmo eu era. Não fiz questão.

    “Que povinho raso. Dinheiro é pra gastar, não devia ser o objetivo de vida de ninguém.”

    Nego tem que ser muito superficial mesmo pra querer pagar aluguel, se alimentar, se vestir. Daqui a pouco vai querer comprar corda de guitarra e prato de bateria (esses são baratinhos). Sem falar em gente bem rasa mesmo, quase plana, que ainda inventa em gastar com disco, filme, cultura em geral. Cultura são as estrelas, o céu, a natureza, cachoeira, né, não esse monte de trouxa metido a gênio só porque faz música, como se não fosse a coisa mais fácil do mundo. É tão fácil quanto ficar rico.

  252. Kléber comentou em 6/2/2010 às 7:50

    Cara …
    Não concordo ..
    Só podia ser o
    Beiço de Calabreza mesmo..
    Não existe…todo trabalho tem o seu valor..
    Nem relógio trabalha de graça..
    Como o Gabriel disse!!
    Se os seguranças fossem de graça e ainda educados
    o Bar servisse a cervejinha geladinha pra nos degustarmos,
    a sonorização cedesse o equipamento gratuitamente, para apreciarmos o som enfim ai sim!
    As bandas mostrariam seu som tbem. Sem fins lucrativos..
    Apenas para divulgação como todos em geral..

    Esquece o Beiço de calabreza gente..
    Se vc vir tocar no calango por exemplo,
    ele vai Tê pagar em cubo card…
    Pode !!
    Ele Tê paga em CÚ de Card..
    E fica com a grana pra ele..
    Legal nehh???
    Paciencia..

  253. Carlos Araujo comentou em 6/2/2010 às 7:56

    PESSOAL DE COLETIVO!!!! VAMO ACORDAR, NAO ADIANTA FICAR CHATEADO COM OS COMENTARIOS, E NEM ATACAR QUEM NAO PARTICIPA DESSES COLETIVOS, NÃO É NOVIDADE QUE SE TRATAM DE ORGANIZAÇÕES POLITICAS, POIS DIRIGEM PESSOAS (MESMO ELAS NAO SABENDO A FINALIDADE), OUTRA COISA TUDO NESSE PAÍS FUNCIONA ASSIM, COM QUESTIONAMENTOS, QUEM QUER TER ACESSO AO DINHEIRO DE TODOS TEM QUE AGUENTAR AS INDAGAÇÕES. AGORA SE RESPONDER O QUE VC FAZ COM O DINHEIRO DO MEU IMPOSTO É SER DEMAGOGO, TER DOR DE COTOVELO, DESTRUIR A CENA (COMO DIZEM), ESTOU MAGOADO, ENTÃO GENTE, ACABEM OS COLETIVOS E VAMOS MONTAR UMA IGREJA. ALIAS (JÁ DISSE QUE OS MUSICOS NAS IGREJAS SÃO REMUNERADOS??), LÁ O MUSICO É COMPARADO AOS PASTORES, O LOUVOR ALCANÇA ALMAS, MAS PARA OS COLETIVOS QUE É DEUS SÃO OS JORNALISTAS, OS CARAS FODÕES, SABEM TUDO, SABEM O QUE IRMÃO??? SAO MECANICOS. VAMO PARAR DE CHORAR E TRAZER MAIS TRANSPARENCIA AS BANDAS, BLZA NAO VAI ROLAR CACHÊ, MAIS EAE QUAL O BENEFICIO DISSO, ESTATISTICAS, NAO SUPOSIÇÕES, AFINAL DE CONTAS SE O MODELO NOVO DE GESTÃO IMPLANTADO PELOS COLETIVOS TEM COMEÇO, MEIO E FIM, OU SEJA ESTRUTURAS PENSADAS QUE SE JUSTIFICAM E SABEM ONDE QUEREM CHEGAR.

    ASS: MUSICO QUE NAO MANDA EM NINGUEM, NAO PARTICIPA DE COLETIVOS, E NEM FOI PARA O FAUSTÃO OU GRAVOU PELA SOM LIVRE, SOMENTE UM CIDADÃO QUE QUER JUSTIFICATIVAS DO IMPOSTO QUE PAGO.

  254. rafael F. comentou em 6/2/2010 às 14:18

    QUESTÃO DE ORDEM COMPANHEIRO MILITANTE DO SINDICATO DO ROCK. LEVANTEM A BANDEIRA VERMELHA QUEM É A FAVOR DO SINDICATO

    LEVANTEM A BANDEIRA NEGRA QUEM É A FAVOR DA LIVRE EXPRESSÃO ARTÍSTICA LIVRE DE SLOGANS POLÍTICOS.

    UMA COISA É VERDADE NOBRE COLEGAS DESSA LISTA. A MOÇADA DA ABRAFIN, PRINCIPALMENTE SEUS DIRIGENTES POLÍTICO DA BASE DO MATO GROSSO, SÃO AGENTES POLÍTICO DA SECRETARIA DE CULTURA DO ESTADO. ESTADO ESSE QUE É DE DOMÍNIO DO PARTIDO DOS ”TRABALHADORES”. RESPEITO O TRABALHO. É SÓLIDO E CONSISTENTE. MAAAS, NOBRES BACHAREIS EXISTE VÁRIOS SINDICATOS E NÓS SERES ERRANTES COMEDORES DE CAMARÃO PREFERIMOS QUEIMá-los A SER FILIADO A QUALQUER BANDEIRA.

    NO MAIS.. VÃO TOCAR SANFONA QUE É MELHOR

  255. Fanques Fair comentou em 6/2/2010 às 22:39

    Infelizmente fica nítido que a cadeia produtiva da música , durante esse dito processo de transição, se reorganiza em bases tão ou mais injustas do que no paradigma anterior, e , o que é pior, no caso dos grandes festivais de música “independente” pautados pela estética do rock, se traveste de movimento social e político democrático, quando não passa de um grande cartel que se beneficia de um contexto marcado pelas seguintes características : a banalização da música, a fragmentação da música, a desvalorização dos músicos, a hipervalorização de produtores, junto com o empobrecimento da formação musical do público. É irônico que com a facilitação do acesso à música, os agentes principais dela, que são os músicos, tenham ficado cada vez mais na berlinda, e dependam cada vez mais de algum tipo de apadrinhamento, submissão, favorecimento , além das exigências crescentes em relação a suas atribuições e obrigações profissionais : não basta hoje um músico compor , tocar e/ou cantar bem, saber fazer arranjos, ensaiar, investir em instrumentos musicais e equipamentos, formação, além disso ele tem que cuidar praticamente sozinho de toda a sua divulgação, do seu marketing, do seu merchandizing, pagar o estúdio, cuidar de estratégias de venda, não, isso ainda é pouco, ele também tem que arranjar um outro emprego, e, como não poderia deixar de ser, tocar de graça ( estou me referindo àqueles que conseguem ajuda de custo,pra não falar na grande maioria que tem que se virar pra ir parar a milhares de quilômetros de distância) em festivais subevencionados com verba pública, direta ou indireta, porque afinal de contas, a culpa é dele se ele não toca, se não tem espaço nas rádios, ele é que é vítima da sídrome do estrelismo do passado.
    Trata-se de uma estratégia bem típica desse capitalismo fim-de-carreira, encucar na cuca do cara que a culpa é dele se ele não consegue ser minimamente valorizado no campo profissional que escolheu.
    Esses senhores, doutor Capilé, Nobre ( esse , apesar do tom polido, mal sabe escrever um texto) , e os jornalistas sangue-sugas que os agraciam com matérias mal escritas em publicações absolutamente alienígenas como a Rolling Stone e a Bravo, e que vêm a esses blogs como tropa de choque da ABRAFIM, que perpetuam o status quo da grande indústria, não passam de grandes empresários da música disfarçados de líderes da juventude estudantil .
    Sabe por que o Capilé acabou soltando que o entendimento entre eles a grande indústria não foi tão difícil quanto se poderia esperar ? Porque eles cumprem um papel subalterno e auxiliar da grande indústria. Talvez eles nem tenham se dado conta disso, mas é evidente. A própria dominância acachapante do rock em todos esses festivais revela isso : o público e 90% das bandas reproduzem o modelo MTV de música, em geral cantada em inglês, com nomes em inglês, cujas principais influências são umas bandas americanas de mérito no mínimo duvidoso, onde não cabe um trabalho pelo menos mais misturado, que tenha algo de brasileiro, ou que se paute por hibridizações estilíticas mais amplas. Não sou contra o rock, já toquei muito rock e gosto de tocar rock de vez em quando, que tem uma importância inegável em termos das ampliações estéticas por que passou a música popular no século passado, mas , como disse o Lobão há uns 20 anos atrás, o rock errou.
    Não há qualquer tipo de curadoria minimamente criteriosa nesses festivais. O que há são bandas grandes, que ganham cachês volumosos, e bandas pequenas, que ganham nada ou quase nada. O discurso segundo o qual a banda ( é engraçado que são sempre bandas, né, nunca cantoras, cantores, compositores, instrumentistas, é sempre esse formato) iniciante tem que saber valorizar o potencial estratégico de eventuais apresentações gratuitas em festivais com grande público esconde que sempre vai haver bandas iniciantes para quem pode ser estratégico tocar de graça, o que implica que só algumas poucas, por algum motivo (quase nunca o mérito artístico) , se entrarem no rol das agraciadas, vão conseguir tirar a cabeça da água, enquanto a imensa maioria vai sempre estar se afogando, pensando nessa “vantagem estratégica”.
    É como essas pirâmides tipo Amway ou Herba Life, redes em que você entra dando tudo e esperando que algum dia a base se alargue o suficiente pra que você ganhe mais, à custa do suor alheio. E que dependem também de um árduo trabalho de convencimento ideológico, que vira dogma com certa facilidade, como com essas designações de músico-pedreiro. Não se trata de vir defender o estrelismo do músico, em geral músicos “estrelas” são típicos exemplos de auto-engano, medíocres que são convencidos pela indústria e pela popularidade fabricada de que são geniais, quando não passam de, no máximo, razoáveis. Os maiores músicos que conheci não têm absolutamente nada de “estrelas”. Nada. O próprio estrelismo de algumas bandas famosas de méritos questionáveis, como um Pato Fu da vida, é subproduto da grande indústria. O músico, entretanto, não é um profissional como outro qualquer, o que não implica que esteja acima ou que tenha que ganhar rios de dinheiro, mas no caso de um festival de música, ele não é um profissional qualquer, ele é o motivo principal da coisa toda. Conseguir introjetar dentro dos músicos a idéia de que seja natural que ele não receba nada pra participar de um festival de música ,em que tudo mais é remunerado, é um feito ideológico digno de nota.
    Por fim, pra não dizerem que não propus nada, acho que deva-se se estabelecer um piso nacional para apresentação em festivais de música, pelo menos aqueles financiados com dinheiro público. 2.000 reais não acho muito, pra um festival que se realiza com 400.000. Se o organizador quiser 20 bandas, que já é um número bem alto, ele só vai ter que pagar um décimo do custo do festival em cachês (40.000), o que , digamos, ainda é bem pouco. Se ele quiser embolsar , pro bolso dele, outros 10%, ainda sobrarão 320.000 reais com aluguel de som, passagem, aluguel de espaço, divulgação, e contratação dos seguranças ( que não tem realmente nada com isso), dá e sobra.

  256. Marcos comentou em 8/2/2010 às 8:07

    Alguém imprima o que o Fanques Fair postou, por favor. Coerência total. Destaco os seguintes pontos – com pequenos comentários (pra quem não leu todos os coments):

    “não basta hoje um músico compor , tocar e/ou cantar bem, saber fazer arranjos, ensaiar, investir em instrumentos musicais e equipamentos, formação, além disso ele tem que cuidar praticamente sozinho de toda a sua divulgação” ////// Não basta mesmo. Por que o Capilé agora tá rodando o país com um discurso absurdo, enfiando na cabeça de um monte de adolescente miolo mole de que eles não vão ganhar com música mais do que o suficiente para pagar as contas. Ok. E o que ele propõe como saída pra esses caras? Que eles economizem com a namorada, com o bar, com o cinema, com sua vida social, pra juntar uma grana de ir tocar de graça pra ele no Calango ou no Toque no Brasil, mendigando “uma sala na casa de um fulano”, etc. Boa saída essa. Enquanto isso os cofres dos festivais “independentes” continuam sendo irrigados com verba pública destinada a esses artista que nunca verão a cor desse dinheiro.

    “Não há qualquer tipo de curadoria minimamente criteriosa nesses festivais. O que há são bandas grandes, que ganham cachês volumosos, e bandas pequenas, que ganham nada ou quase nada.” //// O Capilé já disse mais de um milhão de vezes que ele não escuta CDs ou vinis ou k7 ou DVD de artistas que se propõem a tocar no seu festival e envia a ele seus materias. Se vc fez isso, perdeu seu tempo e seu material por que segundo o próprio: o que vale é o a palavra de um jornalista ou produtor que assistiu uma banda x num determinado festival e o pautou pra outro festival. Então fica fácil entender por que sempre as mesma bandas estão tocando nos mesmo festivais da Abrafin e pros Coletivos. Se eles toparem pagar tudo pra chegar a esses festivais, tanto melhor. Por que o Capilé já deixou bem claro; ganha a concorrência quem “dá menos trabalho” pra produção. Por “menos trabalho”, entenda: quem se disponibilizar a não custar 1 centavo pra ele, ainda que ele tenha dinheiro público destinado para isso.

    “Trata-se de uma estratégia bem típica desse capitalismo fim-de-carreira, encucar na cuca do cara que a culpa é dele se ele não consegue ser minimamente valorizado no campo profissional que escolheu.” ///// É o q o Fabrício Nobre tentou lá em cima, grafando a (alheia) frase: “Não coloque a culpa das suas frustrações e erros nas outras pessoas, normalmente a culpa é sua mesmo.” Funciona assim; vc se desdobra pra levantar uma grana preta pra sair do seu Estado e tocar de graça em outro, atravessando vários outros Estados, etc. Chega enfim ao festival e depara-se com uma estrutura e produção desorganizada (exemplo: a sonorização do Calango ano passado, que estava uma BOSTA) e vc não ganha nada com isso. Aí eles vem com essa conversa; gastou o que não tinha e não teve retorno nenhum com isso e está frustrado: problema seu.

    Sem mais.

    Marcos

  257. Marcos comentou em 8/2/2010 às 13:36

    Ps: Sem mencionar que as bandas ainda devem contar com o apoio brilhante de jornalistas como José Flávio Jr., que vem a público dizer que determinada banda que ele viu tocar no Calango “é um lixo”. Isso deve engradecer bastante a “cadeia produtiva”, certo? Os produtores pagam passagens, hotel e outra regalias para esse tipo de jornalista em detrimento do artista, que se mata pra se bancar e ir até o festival – e receber tais tipos de elogio.
    Comentário feio e anti-ético.

  258. Samuel Gath comentou em 8/2/2010 às 20:25

    “F. Nobre comentou em 26/1/2010 às 18:07
    Não tenho nenhuma notícias de bandas que tocaram no festival Calango em suas ultimas edições que tenham ficando insatisfeitas com o que lhes foi oferecido.”

    Para um produtor de eventos do seu nível ta muito mal informado!

    E não me venha com essa… porque todo ano vcs elegem uma banda e “empurram” nos grandes festivais… enquanto isso bandas com mais de 10 anos de ralação e estrada fazem por merecer e nunca se quer são valorizados.

    A verdade para esse tipo de nicho é “Não interessa se a banda é boa, tem um cd, estrada, o q vale é quem ta indicando!”

  259. MaurinhoLiz comentou em 9/2/2010 às 9:45

    Gente, ja foi flado mil vezes, Calango é festival pra amadores, publico sem formação de opinião.

    È mais ou menos o campeonado da 3º divisão de futebol, tem um publico, mas que nao ta nem ae se os cara jogam ou não, pq se fossem bons, estariam na 1º divisão, vale tdo, jogar sem chuteira, pod ser de tenis mesmo,no calango é a mesma coisa, o problema é do som, esses musicos de calango são clientes cativos da guitarras replicas coreanas, aquele corpinho imitando uma fender, e o cara la no palco se matando pra criar uma performance corporal( assim meio fresno, for fun, nx0—–heinnnn pela ultima vez, hein, pela ultima vez, isso é a nova vertente musical dos festivais independes,por onde anda os outros estilos??? cadê o samba, soul, black, e aquela distorção, alguem ouve o som das notas???? da guitar, ,pra que o lance é ser barulhento ehhhhh, o lance é ser diferente, ooooo saudade da epoca dos grandes festivais do brasil. Esse papo de vamos sobreviver da cena é velho, anos se passarão e anos serão arrebentados nessa empreitada.

    Vamo todo mundo a musica da Pitt

    QUE VC ME ADORA, QUE ME ACHA FODA (isso é cultura)

  260. Pio Lobato comentou em 10/2/2010 às 10:16

    Teoricamente a base de cálculo do cachê é de 1 salário mínimo por hora por cabeça.

    Quem sabe se a organização de Festivais passando a tomar isso por referência não ajude a organizar esse mercado? Afinal a performance artística também é um serviço, e como tal sujeito a impostos, contribuições e tal. Nesse sentido concordo que artista é igual pedreiro e como tal merece ser tratado com dignidade.

    A soma dos cachês não é abatida dos impostos do patrocinador no fim das contas? então …não custa nada dar essa forcinha

    É isso mesmo ou eu estou desinformado?

    abraço

  261. Marcos comentou em 10/2/2010 às 11:28

    A banda eleita pela “ABRAFIN” esse ano será o Nevilton, podem anotar aí. Um jornalista idiota peida uma banda,e a CACHORRADA no cio vai atrás.

  262. Marcos comentou em 10/2/2010 às 14:36

    É depois de ouvir bandas como Nevilton, Lenzi Brothers, Caldo de Piaba (essa, quando ouvi, pensei que esse povo da ABRAFIN tivesse surtado de vez) e 90% das bandas que tocam para os Coletivos é que fica claro por que a cena brasileira independente está ancorada no mesmo lugar e não recebe tratamento da grande mídia. Fora do circuito independente, que é ainda é MICRO, bandas como essas não são (re)conhecidas nem minimamente. A figura muda apenas quando há um forte envolvimento por parte de alguns empresários/produtores, que brindam uma horda de jornalista com toda mordomia em seus festivais, que em troca transformaram Macaco Bong e Black Drawing Chalks em duas das bandas mais bem-sucedidas no cenário. Cuirosamente, são empresariadas pelos dois principais cabeça da cena independente, Capilé e Nobre, respectivamente. Não tiro mérito artístico delas – tem algum, apesar de saber se não fossem seus patrões, não estariam aonde estão.
    À margem dessas duas, estão as centenas de bandas, de gosto e qualidade extremamente duvidosas, juntando dinheiro pra gastar no carnaval, com o Grito Rock. (Não gastem tudo, tem ainda o Toque no Brasil hein cambada! Vamo juntar mais um “capilé” aí). O Miranda comentou que muito das bandas que tocam nesses festivais são extremamente ruins. Eu diria que 90% delas são horrorosas. Mas, se vierem com a política do “artista = pedreiro”, somado ao estilo-Capilé de não serem bandas-problemas (problemas = pedem cachê, ajuda de custos, etc.) sempre terão uma vaguinha esperando por elas aí.
    De tudo que o José Flávio Jr. falou, o mais importante foi a frase: “DESISTA DE SUA BANDA MEDÍOCRE E VIRE PLATEIA”. Eu vou além; pra muitos dos músicos que entraram aqui, defendendo Pablo Capilé a unhas e dentes, sedentos por uma vaguinha no Calango, como se isso fosse o olimpo para suas carreiras; desista da sua banda medíocre e vá arrumar um emprego, antes que vc fique velho demais até pra isso.

  263. mustangbill comentou em 10/2/2010 às 17:59

    Cara essa discussão é muito louca, a grande verdade que essa galerinha de banda usam as mesmas como uma forma de se livrar das pressões familiares, “meu filho, o q vc vai ser quando crescer”, esse negocio de banda é fria, musica não é profissao” e etc. Só que esses bonecos de olinda seguranda guitarras e baquetas, esquecem, envergonham, quem realmente estudou, buscou um conhecimento tecnico pra coisa, investe em instrumentos, como ja foi didto aqui. O caboclo sai de casa grilado com o q a mãe cobra e o pai, chama 4 amigos e pronto, mais uma banda de rock na area, ou pensam que é isso, e esses coletivos so fomentam essas merdas, os coletivos nao tem mais o q fazer, ao inves de pegarem 4 desmiolados, rebeldes sem causa, vestirem de emo, fazerem viajar o brasil todo na faixa, dormirem na sala de algum cristão. Mas continua na mesma, se nao vestir preto, cabelo ensebado, e com replicas de guitarras famosas, isso nao é considerado cultura pelos poucos manda chuvas da cena, puro fantasia.
    De tudo que o José Flávio Jr. falou, o mais importante foi a frase: “DESISTA DE SUA BANDA MEDÍOCRE E VIRE PLATEIA”. ALIAS A UNICA COISA DECENTE Q ESSE CARA FLAOW ATE HOJE. Ele tinha q escrever pra revista em quadrinhos.

  264. Hugo Morais comentou em 10/2/2010 às 19:01

    Caro mustangbill, existem quadrinhos para crianças, adolescentes e adultos. Com temas que vão desde a História até ao erótico. Quadrinho não é sub-cultura, ou sub-literatura, muito pelo contrário. Escrever para quadrinho não desmerece ninguém.

    Abraço e obrigado pelo acesso.

  265. paulo comentou em 10/2/2010 às 19:01

    dessas tantas pessoas que falaram(poucos nomes se encontram no google), há algum projeto bem sucedido? apenas agora há pouco vi o pio lobato postanto. Fora isso me parece um bando, ou a mesma pessoa sob vários fakes, desabafando o seu insucesso. Se o tal modelo não funciona, em qual modelo vocês estão funcionando?
    Se há tantas pessoas indignadas porque na outra discussão, onde não vale nome falso, ninguém comenta?
    Seria mais fácil se todos citassem seus nomes e exemplos pessoais de sucesso. Pelo menos a título de sugestão.

  266. Renatóvski comentou em 10/2/2010 às 20:36

    Paulo, duas coisinhas;

    a) tb não dá pra achar seu nome no google (aliás, acha-se até demais)

    b) em resposta à sua pergunta “Se há tantas pessoas indignadas porque na outra discussão, onde não vale nome falso, ninguém comenta?”, um camarada postou lá em cima:

    (Antes de me criticarem por não me identificar, peço desculpas, mas, infelizmente, foi dito nesses comentários que é melhor chamar pros festivais o cara que é bem relacionado – entende-se, aquele que aceita o argumento pelo Capilé na Abrafin – com demais atores da cena do que aquele que perde tempo “reclamando” de alguns pontos que precisam mesmo ser discutidos.)

  267. paulo comentou em 11/2/2010 às 8:06

    ah, então mesmo achando super errado, achando os festivais péssimos e reclamando do cachê, vocês não citam o nome porque DESEJAM PARTICIPAR DESSES EVENTOS tão execrados?
    Que contradição, hein?

  268. paulo comentou em 11/2/2010 às 8:08

    renatovski, faltou responder a pergunta principal. Se esse modelo não funciona, em qual modelo você vem funcionando? Cite seu exemplo de sucesso.

  269. MaurinhoLiz comentou em 11/2/2010 às 9:56

    Paulo, o q é sucesso pra vc, ficar rodando o pais como um nômade, nao ter seu nome no google, tocar pra um publico de zumbis, participar de um coletivo, viver disoutando alguma sala de alguem pra dormir, escutar do seu pai o dia inteiro (menino essa banda nao da dinheiro nem pra comprar corda???, isso é o SUCESSO QUE VC´S TANTO FALAM??? Até as bandas Cover´s são mais felizes. tchau

  270. paulo comentou em 11/2/2010 às 10:38

    não, não. isso é o que vocês dizem ser o modelo proposto pelo fora-do-eixo. ou seja, furada.

    o que eu quero saber é qual O MODELO DE VOCÊS, ou seja, onde vocês estão. Como está funcionando de outra maneira. Citem um exemplo.

    já 3 vezes eu faço essa pergunta e nada.

    eu não sou músico, nem produtor. apenas fã de música. Moro em Minas e em minha cidade a atividade cultural é mínima. Eu vejo o circuito fora do eixo como uma possibilidade pra cidades como a minha.

  271. Fanques Fair comentou em 11/2/2010 às 11:33

    Paulo, apesar de todas as críticas contundentes que foram feitas, não há como não reconhecer o mérito do surgimento de de uma cena independente minimamente organizada no Brasil. O Fora do Eixo se nutre de uma energia que estava dispersa, canaliza essa energia de forma coletiva ( embora eu duvide que seja sempre de forma realmente democrática) e possibilita canais de interlocução tanto com o poder público quanto com as mídas. Não devemos perder a perspectiva de um processo de desconcentração midiática que pode advir de uma continuidade do governo Lula. O Brasil é grande demais pra ficar eternamente refém, no campo da mídia, do eixo Rio São Paulo, e do domínio do capital e da cultura imperial que resulta justamente nesse “monopólio do rock” observado nas programações dos festivais e na formação musical das platéias. É um processo extremamente dialético, contraditório, mas que parece apontar para um avanço, no sentido dessa desconcentração. A organização dos festivais, bem como a os coletivos vai nesse sentido. É uma forma de associativismo que pode resultar em ganhos, sem dúvida alguma, para a expressão e a atividade cultural nesse país-continente. É inegavelmente admirável que uma figura de Cuiabá, desde sempre longe do eixo, tenha se tornado protagonista desse processo.

    Mas a própria consolidação disso como algo mais do que está se configurando ( um cartel de festivais que parte do pressuposto que a arte não precisa ser remunerada) passa pelo questionamento de vários pressupostos do discurso dessas lideranças, principalmente tendo em vista o poder que elas começam a acumular. Essa nítida aproximação com as majors, que já farejam o potencial mercadológico desses festivais, deixa claras as contradições desse processo. Nesse sentido, é preciso que os coletivos, DE DENTRO, passem a questionar algumas noções , como músico=pedreiro, e a idéia de que músico não precisa receber para tocar. O modelo defendido, em linhas gerais, poderia funcionar muito melhor do que é se pelo menos reconhecesse a necessidade do estabelecimento de um piso de cachê para qualquer banda que se apresente. Nesse estágio, muitos deles já têm fartos patrocínios estatais ( afora o fato de que cobram ingressos com preços não exatamente populares), o que garantiria esse piso sem nenhum risco de sustentabilidade financeira nas planilhas, até porque os cachês costam dos projetos aprovados, mas não costumam ser pagos, a não ser para as bandas grandes ou os nomes do mainstream. Portanto, os coletivos novos, do interior do Brasil, não deviam servir de massa de manobra, tem que se posicionar contra essas premissas, o que ainda não é fácil, porquanto o discurso de um Capilé é muito bem articulado e esconde com eficácia os pontos cegos do processo.

    Além disso, como dizia há uns 40 anos atrás o grande Geraldo Vandré, a vida não se resume a festivais. Há uma post onde se fala de cooperativas, de casa de show, de projetos de exportação, outras formas de interlocução com o poder público, outras possibilidades de intervenção nas rádios. Existe também um avanço incomparável do governo federal na área, que tem chamado representantes da sociedade civil para várias instâncias de proposição de discussão de políticas públicas, esse ano vai se realizar a conferência setorial da Música, então temos outras coisas importantes acontecendo, em outros âmbitos, porque a música é ,de todas as áreas da cultura, a mais capilarizada, mais ampla, mais diversificada, com maior impacto econômico, de maior possibilidade de exportação, e hoje, a que tem maior grau de organização. São conquistas inegáveis, de toda a área, não só do Fora do Eixo ou da ABRAFIM. A idéia é que o processo se intensifique, e nesse meio tempo, é natural que alguams contradições aflorem, como o que está acontecendo agora. Acho que os coletivos tem que começar a questionar essa não remuneração das bandas em festivais de forma incisiva. Porque o perigo é que todo esse movimento no fim acabe se aliando à velha mídia ( o que já parece estar acontencendo) e ao velho capital, o que parece se insinuar nessa entrevista do Capilé. Além disso, esteticamente, seria interessante que esses festivais se abrissem a outras possibilidades de expressão musical, em vez de investir sempre nas mesmas bandas iniciantes de rock de qualidade duvidosa. Mas, pra terminar, Paulo, se você é do interior de Minas, não deixe de militar, só reflita sobre essas contradições e não tenha medo de enfrentá-las, vai ser positivo pra todo o movimento.

    Sobre a não indentificação, é óbvio que se temem represálias contra quem ousa bater de frente. Portanto, no contexto, é perfeitamente legítima a não identificação.

    Abraços

  272. MaurinhoLiz comentou em 11/2/2010 às 13:04

    Seguinte, pra se montar uma gestão nao se precisa ser o cara mais cranio do mundo, analisem comigo.

    Eu monto uma Marmitaria:

    Investimento: 5 mil ( meu pai q deu)

    Materiais: 2 fogões e 5 panelas.

    Produto comercializado: Comida

    Equipe de produção: Cozinheiras

    Equipe de logistica: motoqueiros para entrega

    Midia e divulgação geral: minha mãe (pra nao falar da mãe dos outros).

    Consumidor: Alguem que nao precisa cozinhar.

    Resultado: Lucro da venda das marmitas e assim volta todo o ciclo.

    Vamos fazer uma analogia a musica:

    Investimento: 5 mil ( meu pai q deu)- esse seria o estado com os incentivos culturais.

    Materiais: 2 fogões e 5 panelas – seria a estrutura dos festivais.

    Produto comercializado: Comida – Seria a música,ou outra forma de cultura apresentada.

    Equipe de produção: Cozinheiras – Os musicos

    equipe de logistica: motoqueiros para entrega – Seriam as equipes de produção, planejamento, os caras que fazem o produto chegar ate o consumidor final.

    Midia e divulgação geral: minha mãe – Seria os Jose´s Carlos Jr.´s da vida que dizem divulgar o tal “independente”.

    Consumidor: Alguem que nao precisa cozinhar – Seria o publico.

    Resultado: Lucro da venda das marmitas e assim volta todo o ciclo -

  273. MaurinhoLiz comentou em 11/2/2010 às 13:07

    Seguinte, pra se montar uma gestão nao se precisa ser o cara mais cranio do mundo, analisem comigo.

    Eu monto uma Marmitaria:

    Investimento: 5 mil ( meu pai q deu)

    Materiais: 2 fogões e 5 panelas.

    Produto comercializado: Comida

    Equipe de produção: Cozinheiras

    Equipe de logistica: motoqueiros para entrega

    Midia e divulgação geral: minha mãe (pra nao falar da mãe dos outros).

    Consumidor: Alguem que nao precisa cozinhar.

    Resultado: Lucro da venda das marmitas e assim volta todo o ciclo.

    Vamos fazer uma analogia a musica:

    Investimento: 5 mil ( meu pai q deu)- esse seria o estado com os incentivos culturais.

    Materiais: 2 fogões e 5 panelas – seria a estrutura dos festivais.

    Produto comercializado: Comida – Seria a música,ou outra forma de cultura apresentada.

    Equipe de produção: Cozinheiras – Os musicos

    equipe de logistica: motoqueiros para entrega – Seriam as equipes de produção, planejamento, os caras que fazem o produto chegar ate o consumidor final.

    Midia e divulgação geral: minha mãe – Seria os Jose´s Carlos Jr.´s da vida que dizem divulgar o tal “independente”.

    Consumidor: Alguem que nao precisa cozinhar – Seria o publico.

    Resultado: Lucro da venda das marmitas e assim volta todo o ciclo – A MELHOR PARTE.

    O ingresso que seria pago para assistir as BANDAS FODASTICAS DOS COLETIVOS INDEPENDENTES, OU SEJA, SE METADE DA GALERA FOR TÃO BOA, PRODUZIR ALGO TÃO BÃO QUANTO OS COMENTARIOS, AVALIAÇÕES DE BANDAS ALHEIAS ETC….VAO BOMBAR, VAI SOBRAR DINHEIRO PRA FAZER OUTRAS EDIÇÕES.

    SERÁ QUE SO FUNCIONA EM MARMITARIA???? OUTRA COISA A MINHA MARMITARIA NAO QUER IR NO FAUSTÃO E NEM SE LANÇAR NA POLITICA.

    SOMENTE VENDER, COMPRAR, VENDER.

  274. MaurinhoLiz comentou em 11/2/2010 às 13:12

    ESQUECI DE FLAR, VAMO SER INDEPENDENTES, TER COLETIVOS, MAS PÔ SE O PAI DEU DINHEIRO, VAMO PAGAR CACHê PARA AS BANDAS.

  275. Marcos comentou em 11/2/2010 às 13:15

    “Capilé é muito bem articulado e esconde com eficácia os pontos cegos do processo.”

    Fanques Fair escreve com elegância e cátedra, sem ofender ninguém e expõe os acertos e os erros da ABRAFIN, CFE, Coletivos e bandas, de forma clínica.
    Se Pablo Capilé, Nobre e cia. forem espertos (e é claro que são) tirarão algo positivo disso tudo. Apesar de achar de que não acontecerá, pois Capilé prefere empurrar as críticas pra baixo do tapete e finjir que elas nunca estiveram ali.

  276. paulo comentou em 11/2/2010 às 15:15

    Então espera-se um modelo sem falhas? Antes das gravadoras quebrarem, o modelo não havia falhas?

    Eu entendo que há falhas sim no fora-do-eixo. Há falhas na administração da minha casa também.

    Agora, eu CONTINUO perguntando: Qual o modelo perfeito em que vocês se encontram? Não há exemplos??

    Se vocês listam seus modelos ideais, como Capilé deveria trabalhar, porque já não há tudo isso em prática? Porque vocês, tão sábios, já não estão a todo vapor, produzindo mil coisas?

    Me desculpem, mas enquanto vocês continuarem por trás de nomes falsos, citando exemplos hipotéticos, sem citar nada concreto que vocês fazem, fica difícil não achar que é a mesma pessoa, que tem uma banda horrível e tá apenas se queixando por não tocar em lugar nenhum.

    Bem ou mal, os eventos deles estão acontecendo, em cidades onde não acontece nada fora isso. E vocês? tão fazendo o que? Dê-nos exemplos!!

    Porque esconder o nome se vocês acham os festivais do fora do eixo um grande merda? desejam participar deles mesmo assim?

    tem muita contradição no discurso e muita semelhança no falar(e digitar) de todos os fakes. Vamos lá, amigo, diga seu nome, diga onde você toca recebendo esse cachêzão todo.

  277. O Inimigo » Semi-original comentou em 11/2/2010 às 16:48

    [...] mostrando receitas, amendoim quentinho do Edinho, surdos. Lembrei da polêmica entrevista de Pablo Capilé. O que uma coisa tem a ver com a outra? Discos piratas, jornalismo cultural, [...]

  278. Fanques Fair comentou em 11/2/2010 às 22:01

    Paulo, também não sei quem você é, nome completo, identidade, cpf e rg, por favor, além do nome da banda, por obséquio !

  279. Geovani Pires comentou em 12/2/2010 às 7:04

    Pessoal, então pro bem de todos leiam esse texto e reflitam sobre suas vontades e objetivos, sobre se o prazer de fazer o que fazem os levará a algum….e aonde será esse lugar!
    ESCRITO POR Pena Schmidt em seu blog…

    “Música ainda é profissão???
    O valor que essa gente bronzeada tem.

    Escrito para o “Guia da Produção Cultural 2010″ do Edson Natale a Cristiane Olivieri

    Se eu estivesse começando a carreira hoje, prestaria atenção em algumas coisas que podem fazer a diferença entre profissão ou passatempo. Como todo conselho dos mais velhos, pode ser interpretado apenas como – preste atenção!

    1) Música como um serviço, como a gastronomia, a fabricação de vinhos ou roupas. As pessoas que consomem este serviço são chamadas de “público”, em vez de “clientes”. Esta é uma relação simples e direta, artista e seu público. O público, se gosta, entra na cadeia produtiva e acha uma forma de pagar para consumir, para fruir e se deliciar com sua música, pagando por ingressos, comprando discos, CDs, LPs, downloads ou músicas no celular, tanto faz. Não fará mal nenhum ao artista que inicia sua carreira lembrar-se disto e assim buscar seu público, trata-lo com carinho, e aos poucos, descobrir a maneira como seu público irá recompensa-lo financeiramente. O conceito principal é que haverá uma troca: sua arte, seu trabalho, pelo seu sustento e mais um pouco. Quem paga a conta é o público.

    2) Como fazer negócio? Depois de 100 anos de um certo modelo unico que servia para todo mundo, consagrado pelo nome “gravadora”, quando este modelo fracassa pelo desgaste tecnológico, pela mudança de costumes e habitos, enfim se desmancha de velho e gasto, é normal e compreensivel que os artistas da música sintam falta de uma estrutura comum a todos, algo que simplificava a venda, na verdade tirava de perto do músico o “caixa”, o trabalho comercial. Pior, neste momento, 2010, ninguem sabe como fazer funcionar de outra forma o negócio, essa troca entre público e artista. Cada caso é um caso, não há método nem vale a experiencia. Não é uma questão de dinheiro, de empresas que sabem o que fazer, de caçadores de talento, curadores ou padrinhos. O que funciona para um pode funcionar apenas para ele. Portanto, faça o que o seu nariz manda voce fazer. Seu negócio, entendeu? Uns vão procurar distancia do trabalho comercial e vão delegar para gravadoras, vendedores, empresarios, agentes, produtores. Ok, não é má idéia, é preciso tempo para ensaiar e compor, mas não perca o controle de qualidade, será o seu público, não deles. Certas pessoas tem este talento comercial e gostam da música e do seu ambiente, serão bons vendedores, junte-se a eles, mas é preciso manter pulso firme para que os conceitos comerciais não determinem o rumo artistico. Mostre quem manda, a arte; mesmo que se percam algumas oportunidades, virão outras. Se em seu caso voce quer apenas tocar e não quer se preocupar com esse controle, essa responsabilidade, muito bem, sempre se pode conseguir emprego numa banda, numa orquestra e seguir o lider. Boa sorte e estude também para algum concurso público. Para seguir uma carreira na música é preciso lidar com estas responsabilidades e inseguranças, acreditar que irá conseguir criar um público a partir de sua arte, de sua maneira de ver o mundo e de usar a música para se expressar, inclusive até com letra, especialmente pela letra. Crie seu negócio a partir do que voce enxerga na sua frente, seu público.

    3) Um dos enigmas que voce terá de resolver, é o comportamento da tele-horda, essa multidão incontavel e invisivel que se conecta, diz algumas palavras, copia o que quer e some, sem deixar rastros ou contribuição. São o seu público, de forma sutil e esgarçada, mas suficiente para conversarem entre si e gerar reputação de forma melhor que a grande e velha midia. Um boca a boca se espalha e cria pautas, cenas, tendencias. A tele-horda, autonoma e sem cabeça é poderosa na hora de gerar público para seu espetáculo, a melhor ferramenta de convencimento. Esta é a maravilha, a tele-presença, estar com eles, participar das conversações todas, no twitter, no orkut, onde eles estiverem. Alimente-os com músicas, remixes, fotos, textos, narrativas de viagem, opiniões, o tempo todo. Trate-os como individuos que gostam do que voce faz, agradeça a gentileza. Eles se materializarão na sua frente, com uma nota de 50 na mão, querendo ter um pedaço seu de lembrança.

    4) Isto é o começo e se voce fosse um Joào Gilberto ou um Roberto Carlos começando hoje, poderia contar com a sorte de ter um talento extraordinario. Mas sabemos que os talentos extraordinarios são obvios só depois, muito depois. Portanto, agora rale! Quer saber o caminho para chegar ao Auditório Ibirapuera? Ensaie, ensaie e ensaie. Esta resposta não é minha. Há uma constatação de que após 10.000 horas de prática não se percebe diferença entre o genio que nasce com o dom e o teimoso que persistiu, ambos demonstram o mesmo talento superior adquirido com as horas de estudo, repetição e atenção. Rale sem pensar em parar.

    5) O que fazer com os direitos autorais nesse mundo em transformação? Boa pergunta e voce terá tambem de achar esta resposta voce mesmo. Dizem que artistas sempre viveram do seu trabalho e não de sua obra. Outros vivem de sua obra, os que ganham para representa-lo. Na prática o direito autoral está na mão de terceiros. Mas não deixe isto o afastar de nenhuma possibilidade de conseguir algum dinheiro pelo ECAD ou por alguem que o represente na hora de negociar trilha de filme ou de comercial, musica pelo telefone ou qualquer outra modalidade de uso da obra que venha a ser inventada, onde se vende um pacote grande, onde entra um dinheiro. O direito autoral é interessante quando consegue transaçoes maiores, significativas. Mas lembre-se de seu público e sua relação de amor intenso e desinteressado, não queira cobrar de seu público pelo desejo em ouvi-lo, não deixe que alguem pense em punir seu público, chama-los de piratas, essas coisas sem noção, jamais. Junte-se a pessoas capazes de entender isto na hora de escolher quem vai representa-lo. Cobrar de quem tem interesse comercial. Talvez seja necessario estudar um pouco sobre isso, para ter uma opinião própria, em breve será necessario mudar as leis que regem o Direito Autoral para adapta-lo a esta nova realidade e voce será chamado a dizer qual a sua posição a respeito. Por via das dúvidas, não perca o controle de sua obra, garanta que voce pode despedir seu representante para cobrança dos direitos autorais quando quiser.

    6) Andar em bandos é saudavel e construtivo. Fazer juntos, de forma colaborativa, para conseguir vantagens para todos. Aprenda a fazer isto com a menor estrutura possivel, sem engessar, criar instituições, essas coisas. Não é mais necessario ter sede própria ou fazer assembleia para conseguir unir as pessoas com as mesmas idéias, definir uma agenda de trabalho e mandar ver, trazer cada um sua parte no mutirão. Os coletivos realizam de forma natural e simples, com a ajuda destas coisas que chegaram agora, os lugares compartilhados na nuvem, os meios de comunicação gratuitos, as redes sociais. A música, especialmente, se beneficia muito, porque se constroi e gera riquezas e empregos a partir apenas de pessoas, de criatividade, de conteudo, a partir de conversas, encontros, interação. Tudo isso é o que rola e circula pela rede e nas ferramentas, aproveitem bem.

    7) Seja local para ser global, não é isso? Busque todos os recursos que podem existir no seu pedaço. Aproveite que ninguem mais sabe o que fazer com as radios e invada! Vá frequentar as radios e insista para que toquem sua música. Use as redes sociais e crie ondas para ligarem para o telefone das radios, azucrinarem se tiverem twitter ou orkut, fazendo pressão para tocar suas músicas para seu público. Será uma vitória de seu fã clube! Com os jornais, a mesma coisa, descubra quem conhece os jornalistas, leve-os para seu palco onde ferve, mostre a verdade que existe entre voce e seu público. É necessario que sua cena, o seu bando, os coletivos que voce pertence, todos ocupem estes espaços. Voces são as estrelas do seu bairro, os artistas de sua comunidade, os que irão mostrar ao mundo, depois disso, o valor que essa gente bronzeada tem.

    … Escrevi isso assim de golpe, coloquei no blog “Peripecias do Pena”, anunciei no twitter que @penas havia subido um texto e fui dormir. Nos dias seguintes, os comentarios e tuitadas a respeito, a rede funcionando, me fizeram acrescentar algumas coisas, depois de pedir licença ao Natale. A primeira é mostrar que todos nós hoje trabalhamos da mesma forma que Isaac Newton, um reformador do seu mundo. Ele reconhecia estar “sobre os ombos de gigantes”, ou seja de todos que haviam construido antes o conhecimento, a mentalidade do seu tempo. Nào pretendo ser original, mas quero ser eficiente no discurso. O conceito de tele-horda está lá em algum lugar no meu twitter, com o texto de onde aprendi. Estudem e confiram que o mundo da música hoje se move quando se afasta de tudo que é centralizado, da linearidade e porque acabou com a separação entre centro e periferia. Malcolm Gladwell escreveu um livro sobre talento e concluiu sobre as 10.000 horas de prática, demonstrando inclusive com Beatles, procure. A @amandapalmer, uma cantora fazendo sua carreira seguindo estes principios que cito – mesmo sendo contratada de uma major – está permanentemente conversando com seu público sobre tudo isso, sobre se vender, sobre solidão na sexta feira à noite depois do show, sobre vida de artista. A Maria Rita, o Leoni, o Ritchie e o Leo Jaime, o André Abujamra, a Dani Gurgel, o Teatro Mágico, o povo do Fora do Eixo, eles se debruçam no twitter e ampliam e renovam os laços com seu público dos shows. Gente como @remixtures e @phonobase pesquisam e publicam diariamente o que se escreve e pensa sobre a reforma dos negócios da música. A tele-horda é culta e construtora de reputações. Muito pop.

    Depois, imerso no exaustivo processo de ouvir centenas de músicas na seleção de artistas da Feira de Música Brasil, subitamente eu sacava do caderninho e anotava. Senhor artista, voce será julgado, avaliado, comparado. Voce precisa fazer tudo certo, e ainda tem de agradar aquela coisa de gosto ou não gosto. Sem comover as pessoas, pode parecer música, com rabo de música, orelha de música, mas não será música. Pergunte ao seu público, só ele vai falar a verdade com relação a isso, seu público será sincero, mesmo que doa.

    Ainda nesse momento quando olhamos para muitos artistas, é possivel entender que uma carreira passa por muitas fases até se transformar numa profissão. É importante trazer fatos para sua biografia, para sua reputação. Concursos, premios, parcerias, colaborações ajudam a definir com quem andas etc mas não bastam. Uma vida na estrada, tocando todo dia, também não é suficiente para tirar voce do chão. Pense em quantas apresentações são necessarias, anos a fio, para ter apenas alguns momentos sublimes. Lembre-se deles, para repeti-los, grava-los, ser reconhecido por eles. Momentos sublimes, coisa de profissional.

    Para uma receita de bolo já está comprido. Se voce se identifica ai por cima, benvindo à uma profissão de futuro. Para quem contrata, o bom artista é aquele que já vem com público.”

    Pena Schmidt.

  280. Roberto comentou em 16/2/2010 às 12:39

    Primeiro escreverei para os senhores jornalistas, depois escreverei sobre a pauta principal.

    Senhores jornalistas, eu acho q voces tem uma grande importancia na cadeia cultural(no caso musical) nesse pais, e voces tem q tomar cuidado com oq falam e escrevem por ai, pois as pessoas irão ler, e tomar aquilo como verdade.
    Lembro-me de uma entrevista de Ed Motta q assisti a alguns anos atrás, e concordei integralmente com ele, foi algo do tipo: “para todos os jornalistas q se creem como resenhistas de discos e de shows, VÃO ESTUDAR MUSICA!!!” … eu n consigo entender como uns míseros e repugnantes jornalistas conseguem escrever uma resenha, sem ter um mínimo de base de teoria a harmonia musical, é como escrever no ‘achismo’, tipo: “achei a voz desse cara mto legal” qndo na verdade ele deveria estudar o som da guitarra do musico, q estrutura de arranjo explorada, q amp ele usa, e da uma explicação científica do disco, e do som do músico, n escrever com esse comodismo q estou cansado de ler em revistas irrelevantes por aí. Poucos jornalistas, resenhistas de discos e shows também são músicos e possuem uma coleção de bons discos em casa. A grande maioria anda vestido a camisa do ‘pet sounds’ do beach boys, e com o último disco do arctic monkeys no som do carro.

    Agora me digam, vale apena pagar passagem + hospedagem + transporte local + ticket alimentação + um boquetinho + um bolinho pra esses coitados? ou é mais válido investir numa banda de músicos VERDADEIROS, q irão lá pra tocar e fazer bonito, tocar o público, ein?

    mas pelo visto os produtores preferem ter um punheteiro chamado jornalista, avaliando os shows, de braços cruzados…
    uma pena, repetindo, eu particulamente acho imporante levar jornalistas, o trabalho deles é muito importante, mas levem pessoas q podem fazer alguma diferença!!! to cansado de ver enventos aqui(recife) como eventos fora do eixo, abril pro rock, com um bando de zé ruela, E N SÃO POUCOS!, saca? isso q me deixa cabisbaixo, sabendo q tanta gente boa ta esquecida ai, querendo tocar e comover o público, poderia se investir em algo mais sincero.

    Sei q é importante p/ a visão das bandas e do festival, as resenhas ridículas q esses tais jornalistas irão escrever no outro dia, porém oq é mais importante, gastar uma grana por uma resenha q além de ser pífia tem muita chance de passar por despercebida, ou investir numa banda talentosa precisando de espaço e pessoas q possam apostar?
    eu bato nessa tecla.

  281. temente a deus comentou em 18/2/2010 às 13:34

    ó Pai, se um dia eu for um músico sem sucesso, que eu não coloque a culpa nos outros, nos sistemas que não me abrigam.

    Se possível me permita morar em Recife, onde todos vivem de música, pagam grandes cachês e todo mundo toca todo final de semana.

    amém!

  282. Roberto comentou em 18/2/2010 às 18:41

    “Se possível me permita morar em Recife, onde todos vivem de música, pagam grandes cachês e todo mundo toca todo final de semana.

    amém!”

    ??????????????

    só se for no recife q faz parte da sua cabeça.

  283. temente a deus comentou em 18/2/2010 às 19:15

    ô roberto, faz um esforço pra entender a piada.

  284. Roberto comentou em 19/2/2010 às 9:55

    bem.. se foi uma piada(vc pode estar tentando se safar da merda q falou) desculpe n “conseguir” ter entendido, pois n ví pé nem cabeça numa coisa com a outra.

  285. MaurinhoLiz comentou em 19/2/2010 às 10:44

    No dia que eu ver um JORNALISTA quebrando tudo na guitar/bateria/teclado ou ate mesmo no berimbau que só tem uma corda, ae eu vou tirar o chapeu pras esses bostas, quando se flar de musica/trabalho.
    É muito facil ficar na frente da tv detonando o ator, agora vai lá e fica no lugar dele???
    Concordo com tdo que foi dito aqui, sobre esses sujeitos, não generalizando, mas a grande maioria dos jornalistas são como prostitutas, quem paga mais leva.

  286. temente a deus comentou em 19/2/2010 às 14:08

    Quem tem que saber tocar é o músico, jornalista estuda outra coisa. Sejamos lógicos! Só na mente fantasiosa de vocês seria possível alguém estudar música e jornalismo ao mesmo tempo e ser competente em ambos.
    Ora, se tem gente que só faz música e não consegue fazer nada que preste…

    Será que o jornalista policial precisa frenquentar uma academia da polícia, ou um curso de direito?

    Se vocês lêem colunas musicais achando que aquilo são veredictos e não uma opinião pessoal do jornalista, aí é problema de vocês. Qualquer pessoa que lê crítica de cinema ou música, lê porque simpatiza com a opinião do jornalista x.

    O que eu vejo aqui é um bando de músico sem sucesso querendo por a culpa em alguém. Quem tem talento quebra qualquer tipo de barreira e aparece. Quem não tem fica chorando, culpando fulano e cicrano.

    Desculpa dizer, mas a culpa da tua banda não ter dado em nada não é dos jornalistas ou de capilé. É tua mesmo. Tenta outra coisa…

  287. Roberto comentou em 19/2/2010 às 21:52

    Rapaz, é muito diferente voce comparar um jornalista policial com jornalista “cultural”, é uma falácia sua, um engano, não me venha com sofismos pra aparecer, mentira, propositalmente maquiada por argumentos verdadeiros, para que possa parecer real não são comigo.

    Todos os seus argumento foram capciosos, que o induziram a erros de conhecimento sobre um mercado em decadênciada cultural q é o da música. Entre todos que estão ao seu redor, há gente talentosa, e q n quebram barreiras nenhuma por justamente n se expressarem e quererem aparecer pouco, no lugar de ficar enclausurado todo dia no seu quarto com o seu violão compondo canções em “Dó menor com sétima maior” deveriam declarar suas opiniões as vezes, assim como eu.

    Não tenho mais nada a declarar para voce, não falei q a culpa são dos jornalistas, muito menos desse capilé, só falei q seria mais interessante um investimento em bandas e artistas do q em jornalistas q n sabem nada de música, pois ja lí MTO pra estar falando isso assim. Quando vc falou “opinião pessoal do jornalista” minha opinião de q jornalistas muitas vezes escrevem no “achismo” se fortaleceu mais ainda.

    Por favor senhores jornalistas, ja falei q voces são importantes para o fortalecimento da cultura nacional, sem dúvidas, mais se esforçem! estudem a musica! ja q querem se aprofundar o façam direito.

    Sim, essa é a minha opinião.

  288. Elson comentou em 19/2/2010 às 23:08

    Jornalista não precisa ser músico. Músico é que devia ser bem mais jornalista.

  289. temente a deus comentou em 19/2/2010 às 23:31

    Pois faça o seguinte, Roberto, vá no youtube e procure entrevistas de carlos calado, fábio massari, pedro alexandre sanchez e veja se eles mesmos(os críticos) não tratam seu trabalho como mera opinião pessoal.

    O problema é que você não sabe ler crítica musical.

  290. Bituca comentou em 20/2/2010 às 9:15

    Acho engraçado quanto “neguinho” manifesta argumentos sempre minimizando a classe musical, como se musica fosse algo que se aprende em escolas e o “Dom” fosse uma coisa casual, qualquer momento todo mundo vira musico.

    O que precisamos separar aqui é quem realmente produz caminhos na musica,da grande massa pagodeira e Emorock desse país.

    Bom flando dos jornalistas, acho que eles são importantes tanto para o sucesso de um músico como para o fracasso do mesmo.

    O problema, como estes que presenciamos nos posts anteriores é: Jornalista tem que estudar musica pra flar de musica?

    Respondendo: Bom se nao estudar, pelo menos de informar da situação de quem ele ele está flando, os meios ao qual o cara usou pra chegar onde está, qual o perfil da arte que ele produz, o que isso pode colaborar pra cultura, se é um lance novo, se é um mix do que existe e outras observações que possam engrandecer mais o trabalho cara, mesmo que a opinião do jornalista nao seja favoravel ao trabalho do cara, existem alguns critérios a serem respeitados, visando sempre o lado profissional da coisa, posso nao gostar de algo, mas nao precisa ser deslegante. Ex: Vou jogar você lá no espaço do Arnaldo Jabor pra flar de politica, logico que vc vai estudar, buscar entender o processo todo e criar sua opinião.

    Pra quem Ler esses “Jornalistas”:

    Você é bombardeado o dia inteiro com um grande fluxo de informações, as palavras criam preconceito, então separe os verdadeiros jornalistas, os Arnaldos Jabores da vida, dos meninos que flam de calças coladas, cabelos com lambida de vaca, Oculos esparafatosos e como foi legal o som das bandas fulano e ciclano.

    Pros jornalistas:

    Procurem sim, emitir suas opiniões sobre a banda, o elemento, o coletivo, a buteco da esquina. Mas pensem que vc tbem é responsavel pelo sucesso ou fracasso de alguem, sua opinião pode so ta matando uma bandinha de guri´s que nao sabem nem o q é um dó, mas tbem uma banda que nutri sua familia do seu trabalho. Que vc goste ou não.

  291. Bituca comentou em 20/2/2010 às 9:16

    Em 1987, HErmeto pascoal lançou mais um LP: o SÓ NÃO TOCA QUEM NÃO QUER, através do qual o músico homenageia jornalistas e radialistas, como reconhecimento pelo seu apoio ao longo da carreira.

    Já diz tdo.

  292. Roberto comentou em 21/2/2010 às 0:24

    pois é, o “Bituca” falou tudo sendo q de uma forma mais flexível q eu, menos ortodoxa.

    Elson, n falei q jornalista resenhista de disco e show (veja bem n generalizem, somente jornalista resenhista nesse caso) precisa ser um “Músico” ao pé da letra, precisa sim entender o procedimento da história da teoria e prática musical, eu acho no mínimo um pré-requisito ele conhecer e estudar teoria e algo com relação a áudio profissional, opinião própia, assim como voce disse ,para os musicos serem mais ‘jornalistas’ acho q precisam ler muito, e entender o mercado q envolve ambas as áreas(meu caso), isso poucos musicos realmente fazem, mais isso n vem ao caso.

    O Arnaldo Jabour mesmo tem o cacífe pois n somente jornalista é cineastra, escritor, roteirista, crítico de teatro e ja trabalhou até como técnico de som.. pq um jornalista, além de seu diploma n procura se envolver dentro da musica? começar fazendo um cursinho de teoria & harminia musical I básico, ou ler um livro de técnicas de gravação, ou até mesmo sobre empreendedorismo musical? assim como arnaldo jabour n procura ser um técnico de som para CONVIVER na prática com o ramo, pois n basta somente assistir a shows e ter cds legais e achar q tem um gosto musical onisciente para poder sair escrevendo asneiras por aí.

    Meus reclames se resumem a: Se for pra escrever puramente opinião, sem embasamento e conhecimento teórico e pratico do assunto n percam seu tempo lendo galera, voces estarão lendo opiniões alheias, que podem mudar as suas verdadeiras opiniões só pq um “grande” e “respeitado” carinha do rock escreveu. Quem é bom SABE, e escreve com coesão e harmonia sobre o assunto, q o atrai de uma forma q vc abraça e pode até tomar como sua opinião também a do escritor, e assim sucessivamente. Sempre lembrando q existem exceções, n quero demonstrar aversão a todo jornalista não, eles são importantes para uma estrutura q segura esse mercado frágil da música, como ja havia dito antes, existem uns bons soltos por ai, posso citar depois.

    “Eu me importo mais com oq meus amigos acham de minha música do q um dia jornalistas resenhistas desinformados poderão achar da mesma.”

    - por mim.

  293. Roberto comentou em 21/2/2010 às 0:25

    “Em 1987, HErmeto pascoal lançou mais um LP: o SÓ NÃO TOCA QUEM NÃO QUER, através do qual o músico homenageia jornalistas e radialistas, como reconhecimento pelo seu apoio ao longo da carreira.

    Já diz tdo.”

    Não, não diz nada.

  294. Geovani Pires comentou em 22/2/2010 às 5:27

    “Música ainda é profissão???
    O valor que essa gente bronzeada tem.

    Escrito para o “Guia da Produção Cultural 2010″ do Edson Natale a Cristiane Olivieri

    Se eu estivesse começando a carreira hoje, prestaria atenção em algumas coisas que podem fazer a diferença entre profissão ou passatempo. Como todo conselho dos mais velhos, pode ser interpretado apenas como – preste atenção!

    1) Música como um serviço, como a gastronomia, a fabricação de vinhos ou roupas. As pessoas que consomem este serviço são chamadas de “público”, em vez de “clientes”. Esta é uma relação simples e direta, artista e seu público. O público, se gosta, entra na cadeia produtiva e acha uma forma de pagar para consumir, para fruir e se deliciar com sua música, pagando por ingressos, comprando discos, CDs, LPs, downloads ou músicas no celular, tanto faz. Não fará mal nenhum ao artista que inicia sua carreira lembrar-se disto e assim buscar seu público, trata-lo com carinho, e aos poucos, descobrir a maneira como seu público irá recompensa-lo financeiramente. O conceito principal é que haverá uma troca: sua arte, seu trabalho, pelo seu sustento e mais um pouco. Quem paga a conta é o público.

    2) Como fazer negócio? Depois de 100 anos de um certo modelo unico que servia para todo mundo, consagrado pelo nome “gravadora”, quando este modelo fracassa pelo desgaste tecnológico, pela mudança de costumes e habitos, enfim se desmancha de velho e gasto, é normal e compreensivel que os artistas da música sintam falta de uma estrutura comum a todos, algo que simplificava a venda, na verdade tirava de perto do músico o “caixa”, o trabalho comercial. Pior, neste momento, 2010, ninguem sabe como fazer funcionar de outra forma o negócio, essa troca entre público e artista. Cada caso é um caso, não há método nem vale a experiencia. Não é uma questão de dinheiro, de empresas que sabem o que fazer, de caçadores de talento, curadores ou padrinhos. O que funciona para um pode funcionar apenas para ele. Portanto, faça o que o seu nariz manda voce fazer. Seu negócio, entendeu? Uns vão procurar distancia do trabalho comercial e vão delegar para gravadoras, vendedores, empresarios, agentes, produtores. Ok, não é má idéia, é preciso tempo para ensaiar e compor, mas não perca o controle de qualidade, será o seu público, não deles. Certas pessoas tem este talento comercial e gostam da música e do seu ambiente, serão bons vendedores, junte-se a eles, mas é preciso manter pulso firme para que os conceitos comerciais não determinem o rumo artistico. Mostre quem manda, a arte; mesmo que se percam algumas oportunidades, virão outras. Se em seu caso voce quer apenas tocar e não quer se preocupar com esse controle, essa responsabilidade, muito bem, sempre se pode conseguir emprego numa banda, numa orquestra e seguir o lider. Boa sorte e estude também para algum concurso público. Para seguir uma carreira na música é preciso lidar com estas responsabilidades e inseguranças, acreditar que irá conseguir criar um público a partir de sua arte, de sua maneira de ver o mundo e de usar a música para se expressar, inclusive até com letra, especialmente pela letra. Crie seu negócio a partir do que voce enxerga na sua frente, seu público.

    3) Um dos enigmas que voce terá de resolver, é o comportamento da tele-horda, essa multidão incontavel e invisivel que se conecta, diz algumas palavras, copia o que quer e some, sem deixar rastros ou contribuição. São o seu público, de forma sutil e esgarçada, mas suficiente para conversarem entre si e gerar reputação de forma melhor que a grande e velha midia. Um boca a boca se espalha e cria pautas, cenas, tendencias. A tele-horda, autonoma e sem cabeça é poderosa na hora de gerar público para seu espetáculo, a melhor ferramenta de convencimento. Esta é a maravilha, a tele-presença, estar com eles, participar das conversações todas, no twitter, no orkut, onde eles estiverem. Alimente-os com músicas, remixes, fotos, textos, narrativas de viagem, opiniões, o tempo todo. Trate-os como individuos que gostam do que voce faz, agradeça a gentileza. Eles se materializarão na sua frente, com uma nota de 50 na mão, querendo ter um pedaço seu de lembrança.

    4) Isto é o começo e se voce fosse um Joào Gilberto ou um Roberto Carlos começando hoje, poderia contar com a sorte de ter um talento extraordinario. Mas sabemos que os talentos extraordinarios são obvios só depois, muito depois. Portanto, agora rale! Quer saber o caminho para chegar ao Auditório Ibirapuera? Ensaie, ensaie e ensaie. Esta resposta não é minha. Há uma constatação de que após 10.000 horas de prática não se percebe diferença entre o genio que nasce com o dom e o teimoso que persistiu, ambos demonstram o mesmo talento superior adquirido com as horas de estudo, repetição e atenção. Rale sem pensar em parar.

    5) O que fazer com os direitos autorais nesse mundo em transformação? Boa pergunta e voce terá tambem de achar esta resposta voce mesmo. Dizem que artistas sempre viveram do seu trabalho e não de sua obra. Outros vivem de sua obra, os que ganham para representa-lo. Na prática o direito autoral está na mão de terceiros. Mas não deixe isto o afastar de nenhuma possibilidade de conseguir algum dinheiro pelo ECAD ou por alguem que o represente na hora de negociar trilha de filme ou de comercial, musica pelo telefone ou qualquer outra modalidade de uso da obra que venha a ser inventada, onde se vende um pacote grande, onde entra um dinheiro. O direito autoral é interessante quando consegue transaçoes maiores, significativas. Mas lembre-se de seu público e sua relação de amor intenso e desinteressado, não queira cobrar de seu público pelo desejo em ouvi-lo, não deixe que alguem pense em punir seu público, chama-los de piratas, essas coisas sem noção, jamais. Junte-se a pessoas capazes de entender isto na hora de escolher quem vai representa-lo. Cobrar de quem tem interesse comercial. Talvez seja necessario estudar um pouco sobre isso, para ter uma opinião própria, em breve será necessario mudar as leis que regem o Direito Autoral para adapta-lo a esta nova realidade e voce será chamado a dizer qual a sua posição a respeito. Por via das dúvidas, não perca o controle de sua obra, garanta que voce pode despedir seu representante para cobrança dos direitos autorais quando quiser.

    6) Andar em bandos é saudavel e construtivo. Fazer juntos, de forma colaborativa, para conseguir vantagens para todos. Aprenda a fazer isto com a menor estrutura possivel, sem engessar, criar instituições, essas coisas. Não é mais necessario ter sede própria ou fazer assembleia para conseguir unir as pessoas com as mesmas idéias, definir uma agenda de trabalho e mandar ver, trazer cada um sua parte no mutirão. Os coletivos realizam de forma natural e simples, com a ajuda destas coisas que chegaram agora, os lugares compartilhados na nuvem, os meios de comunicação gratuitos, as redes sociais. A música, especialmente, se beneficia muito, porque se constroi e gera riquezas e empregos a partir apenas de pessoas, de criatividade, de conteudo, a partir de conversas, encontros, interação. Tudo isso é o que rola e circula pela rede e nas ferramentas, aproveitem bem.

    7) Seja local para ser global, não é isso? Busque todos os recursos que podem existir no seu pedaço. Aproveite que ninguem mais sabe o que fazer com as radios e invada! Vá frequentar as radios e insista para que toquem sua música. Use as redes sociais e crie ondas para ligarem para o telefone das radios, azucrinarem se tiverem twitter ou orkut, fazendo pressão para tocar suas músicas para seu público. Será uma vitória de seu fã clube! Com os jornais, a mesma coisa, descubra quem conhece os jornalistas, leve-os para seu palco onde ferve, mostre a verdade que existe entre voce e seu público. É necessario que sua cena, o seu bando, os coletivos que voce pertence, todos ocupem estes espaços. Voces são as estrelas do seu bairro, os artistas de sua comunidade, os que irão mostrar ao mundo, depois disso, o valor que essa gente bronzeada tem.

    … Escrevi isso assim de golpe, coloquei no blog “Peripecias do Pena”, anunciei no twitter que @penas havia subido um texto e fui dormir. Nos dias seguintes, os comentarios e tuitadas a respeito, a rede funcionando, me fizeram acrescentar algumas coisas, depois de pedir licença ao Natale. A primeira é mostrar que todos nós hoje trabalhamos da mesma forma que Isaac Newton, um reformador do seu mundo. Ele reconhecia estar “sobre os ombos de gigantes”, ou seja de todos que haviam construido antes o conhecimento, a mentalidade do seu tempo. Nào pretendo ser original, mas quero ser eficiente no discurso. O conceito de tele-horda está lá em algum lugar no meu twitter, com o texto de onde aprendi. Estudem e confiram que o mundo da música hoje se move quando se afasta de tudo que é centralizado, da linearidade e porque acabou com a separação entre centro e periferia. Malcolm Gladwell escreveu um livro sobre talento e concluiu sobre as 10.000 horas de prática, demonstrando inclusive com Beatles, procure. A @amandapalmer, uma cantora fazendo sua carreira seguindo estes principios que cito – mesmo sendo contratada de uma major – está permanentemente conversando com seu público sobre tudo isso, sobre se vender, sobre solidão na sexta feira à noite depois do show, sobre vida de artista. A Maria Rita, o Leoni, o Ritchie e o Leo Jaime, o André Abujamra, a Dani Gurgel, o Teatro Mágico, o povo do Fora do Eixo, eles se debruçam no twitter e ampliam e renovam os laços com seu público dos shows. Gente como @remixtures e @phonobase pesquisam e publicam diariamente o que se escreve e pensa sobre a reforma dos negócios da música. A tele-horda é culta e construtora de reputações. Muito pop.

    Depois, imerso no exaustivo processo de ouvir centenas de músicas na seleção de artistas da Feira de Música Brasil, subitamente eu sacava do caderninho e anotava. Senhor artista, voce será julgado, avaliado, comparado. Voce precisa fazer tudo certo, e ainda tem de agradar aquela coisa de gosto ou não gosto. Sem comover as pessoas, pode parecer música, com rabo de música, orelha de música, mas não será música. Pergunte ao seu público, só ele vai falar a verdade com relação a isso, seu público será sincero, mesmo que doa.

    Ainda nesse momento quando olhamos para muitos artistas, é possivel entender que uma carreira passa por muitas fases até se transformar numa profissão. É importante trazer fatos para sua biografia, para sua reputação. Concursos, premios, parcerias, colaborações ajudam a definir com quem andas etc mas não bastam. Uma vida na estrada, tocando todo dia, também não é suficiente para tirar voce do chão. Pense em quantas apresentações são necessarias, anos a fio, para ter apenas alguns momentos sublimes. Lembre-se deles, para repeti-los, grava-los, ser reconhecido por eles. Momentos sublimes, coisa de profissional.

    Para uma receita de bolo já está comprido. Se voce se identifica ai por cima, benvindo à uma profissão de futuro. Para quem contrata, o bom artista é aquele que já vem com público.”

    Pena Schmidt.

  295. GIULIANO PRESTES comentou em 22/2/2010 às 18:06

    ESSE PENA NÃO PODE SER LEVADO A SÉRIO

    VOU FALAR O QUE TEM QUE SER FALADO E NINGUÉM TEM CORAGEM DE DIZER:

    1- OS FESTIVAIS INDEPENDENTES TEM UM PROBLEMA QUE OS PRODUTORES CONTINUAM ERRANDO: ESCOLHA DE LINE-UP. PARECE QUE ELES SÓ SE INTERESSAM POR BANDAS QUE TOCAM O MAIS ALTO POSSIVEL E DA MANEIRA MAIS PODRE POSSIVEL. BANDAS QUE FAZEM UM SOM COMUM, PODRE E SEM NENHUM DOM ARTISTICO. PELAS MINHAS CONTAS 99% DAS BANDAS PRESENTES NESTES FESTIVAIS SE ENCAIXAM NISSO. DISTORÇÕES E VOLUMES ABSURDOS DISFARÇAM TODA MEDIOCRIDADE DESTAS BANDAS. ESSA MEDIOCRIDADE ACABA FORMANDO UM PUBLICO MEDIOCRE E O QUE VEMOS É UM PUBLICO QUE VAI PRA DAR PORRADA E ABRIR RODA. PARA ESSES “ANIMAIS” QUE SÃO A GRANDE MAIORIA DE TODOS ESSES FESTIVAIS DA ABRAFIN QTO MAIS PODRE E ALTO MELHOR. QUANTO MAIS O VOCALISTA FOR DESAFINADO, NADA DE BACKING VOCALS, GUITARRA COM DISTORÇÕES BIZARRAS É O QUE NECESSITAM. RESULTADO: TODOS ESSES FESTIVAIS A PROPORÇÃO É DE CADA 10 ESPECTADORES….8 SÃO HOMENS COM INSTINTOS ANIMALESCOS, 1 É UMA MULHER FEIA, E 1 BONITA SE ESCONDE ATRÁS DO NAMORADO COM MEDO.
    RESUMINDO: BANDAS HORRÍVEIS, QUE ATRAEM UM PUBLICO FEIO EM TODOS OS SENTIDOS.

    COMO MUDAR?
    TRAGAM BANDAS QUE FAZEM MUSICA, OLHEM O MYSPACE DELES, LÁ TODO MUNDO TA NO VOLUME IGUAL. VEJA QUEM FAZ MELODIA, VOCAL AFINADO, BACKING VOCAL FAZENDO UM INTERVALO MELODICO AFINADO (E NAO TENTANDO GRITAR EM UNISSONO), VEJA QUEM TEM CLIPE PROFISSIONAL, FOTOS PROFISSIONAIS E PRINCIPALMENTE: PUBLICO BONITO, QUE VAI PRA DANÇAR, CANTAR E CURTIR E NÃO PRA DAR VOADORAS E SOCOS NO AR. OS GRITOS ROCKS FORAM DEPRIMENTES. SÓ PANCADARIA NOS PUBLICOS. O PIOR É QUE VEM OS PRODUTORES (UM DELES É ESSE CAPILÉ) E EXALTAM ESSAS BANDAS COM TERMOS: “SHOW FODA, SENSACIONAL….MELHOR SHOW”)….PORRA AI FODE TUDO….
    NÃO É PRECONCEITO, MAS TEM ALGUNS ESTADOS QUE PARARAM NO TEMPO…OS “MUSICOS” ESTAO CONHECENDO O HEAVY METAL DOS ANOS 80…AI ELIMINAM OS SOLOS, MANDAM O BATERISTA SER IGUAL UM “PEDREIRO” E COITADO DE QUEM VAI ASSISTIR….DÁ UM TEMPO POXA….

    2- TUDO ACIMA É MUITA UTOPIA POIS O PRESIDENTE (FABRICIO NOBRE) E O VICE (CAPILÉ) DA ABRAFIN POSSUI BANDA (O PRIMEIRO) E POSSUIU (O SEGUNDO): É DE UM TALENTO LASTIMAVEL…AI FODE TUDO TAMBEM..COMO ESSES CARAS PODEM FAZER CRESCER A CENA DE MODO DECENTE SEM QUE NAO TENHAM NENHUM TALENTO PRA MUSICA? SERÁ QUE É BERRANDO E TACANDO CERVEJA DO PALCO NO PUBLICO?…PENSA AI….VC SAI DE CASA, CONVIDA UMAS AMIGAS PQ FALA QUE VAI TER UM SHOW LEGAL…AI CHEGA LÁ PANCADARIA E CERVEJA ARREMESSADA NA GALERA….PORRA…AH VAI PRO INFERNO….QUEM GOSTA DE FICAR SE ESFREGANDO EM HOMEM E TOMANDO PORRADA E CERVEJADA NA CABEÇA SÓ PODE SER DOENTE MENTAL….NUNCA UM PUBLICO BACANA……

    GOSTARIA MUITO DE CITAR UMAS 80 BANDAS PODREIRAS QUE TOCARAM NESSES FESTIVAIS…MEU SONHO É QUE ALGUEM FAÇA UMA LISTA NEGRA E COMECE A COLOCAR O DEDO NA FERIDA APONTANDO TODAS ESSAS BANDAS….NÃO FAÇO ISSO PQ GOSTARIA DE VER ALGUÉM (NEM QUE SEJA UMA UNICA PESSOA) Q PENSE IGUAL A MIM…..

    TA NA HORA DE ACABAR COM MUITA BANDA QUE FICA DESTRUINDO A CENA COM MUSICA RUIM….

    QUER ELIMINAR 70 % DE TODAS ELAS DE INICIO? COMECE PELO VOCAL….

    QUER ELIMINAR MAIS 20%? VEJA A ORIGINALIDADE DA BANDA

    QUER ELIMANR MAIS 9%? VEJA COMO SOBE AO PALCO (VISUAL)…PQ ULTIMAMENTE TEM UMA GALERA QUE PARECE QUE SAIU DO TRAMPO NO BANCO, OU TAVA PASSANDO EM FRENTE AO BAR, VENDENDO BALA NO FAROL E SUBIU PRA TOCAR ALGO NO PALCO….PUTA DESPREZO E FALTA DE CONSIDERAÇÃO POR QUEM VAI ASSISTIR….

    SOBROU 1%? BOM ENTÃO ESSAS BANDAS MERECEM ESTAR NO PALCO COM APOIO DE PUBLICO, PRODUTORES E JORNALISTAS…

    APOIE A BOA MUSICA E DIGA NAO AO VOLUME MAXIMO E PANCADARIA!!!

  296. renata comentou em 23/2/2010 às 9:32

    Giuliano, nunca vá num show do Sepultura ou Metallica, aliás, nunca vá num show de Rock, já sei, vá no show do Alexandre Pires, lá tem umas 03 backing vocals superafinadas em tempo real no Pro-tools.

  297. Bruno Matos comentou em 23/2/2010 às 13:01

    A piada do “Temente a Deus” foi a única coisa que se salvou nesses últimos comentários. De resto, um festival de besteiras da ala dos críticos da ABRAFIN. Antes que passe a ser achincalhado, devo lembrar que não tenho nenhum vínculo com a ABRAFIN, a cidade onde eu moro não tem Coletivo, e meu contato com algum membro da entidade se resume a cinco minutos de conversa com Fabrício Nobre.

    Só vou perguntar uma coisa a respeito de uma das maiores bobagens ditas aqui. Eu gostaria de saber o nome de um artista. APENAS UM, que tenha feito sucesso ficando parado igual uma estátua. Divulgação é sim, parte fundamental na valorização de qualquer banda/artista, sempre foi. Coisa mais sem nexo usar a ABRAFIN para bode expiatório disso.

  298. Gusmão comentou em 24/2/2010 às 9:44

    O que eu vejo de problema nessa história toda é que essa falta de cachê diz-se compensada pela mídia gerada e isso é um grande papo furado. A lógica faria sentido se as coisas funcionassem como deveriam funcionar: se vai ter festinha ou festival chamando gente de fora pra tocar de graça e sem ajuda de custos, que os produtores realmente estejam no lugar pra vê-las e que realmente saiam resenhas no outro dia (falando bem ou mal. isso é outro ponto que acho que pode ser melhorado no Circuito que é o elogio gratuito e exagerado como forma de catapultar bandas ao invés da crítica construtiva, de apontar pontos fortes e fracos, de parar de endeusar que está fazendo um trabalho simplesmente competente, pq esse elogio cego não soma ao artista e ele ao invés de buscar crescer só vai inflar o peito). É foda prum artista ou pruma banda sair de casa torrando seu trocadinho minguado pra tocar num lugar sem ninguém – nem os tais produtores – e nao rolar nem uma resenha, uma fotinha, um texto. E isso acontece, gente. Aqui estão minhas sugestões: compromisso maior com as bandas e respaldo midiático previamente acertado. Isso nao significa elogio previamente combinado, mas sim a garantia de que você vai viajar mas sabe que a foto da sua banda com resenha do show vai sair em X lugares, falando bem ou mal.

  299. Bituca comentou em 25/2/2010 às 13:05

    Galera, vamo parar de demagogia, parar de mendigar a arte e seus executores.

    Até os pagodeiros são mais exigentes, o lance é que a galera que trabalha com esses coletivos, fugiram da escola, escola mesmo regular, não to flando da de musica, ou seja nao possuem nenhum sucesso na vida pessoal, se escondem atras dos coletivos, gangues com ideologia descabida, por causa dos papais, por que nao viraram nada na vida, ae pegam uma guitarra se vestem como Marymansom e pronto: Sou musico, até pra ser bandido tem q ter talento. Mas pra ser musico, como estes ae que tocam nos festivais, basta bater palma.

    Acho q os festivais serão mais respeitados, qdo realmente ouver um funil, do que realmente vai criar tendencia, produzir cultura sem deixar cair o nivel, por que de bosta, ja tem muito no mercado.

    Penso, nos festivais de musica, como os que revelaram grandes artistas brasileiros, a sim uma regra: a regra é ser bom, e não fingir q toca e ser CULT, ou melhor rebelde sem causa.

    abraços e bjundas.

  300. ceguinho comentou em 25/2/2010 às 13:28

    Engraçado, até eu tô vendo que 90% dos comentários contra o entrevistado foram escritos com os mesmos detalhes de digitação.

    neguinho só muda o nickname…

    Rapaz, vai compor alguma coisa que preste e para de reclamar tua falta de sucesso. Enquanto tu reclama aqui os bons músicos, ou seja, aqueles que têm arte pra expor, estão trabalhando por aí a fora, seja por grandes cachês, sejam por pequenos, sejam em festivais públicos ou independentes. Você ainda não entendeu o BÁSICO, os festivais da abrafin, são APEMAS uma das oportunidades de shows. Quem não concorda com eles tem todo um resto de possibilidades pra procurar.

    O pessoal tá aí curtindo as groupies e você chorando aqui(além de músico ruim, deve ser feio p/ caralho, com esse discuso de coitado…). Vai trabalhar, vagabundo!

  301. Bituca comentou em 1/3/2010 às 9:45

    DA SÉRIE “CONSELHO DOS ORGANIZADORES”

    OS FESTIVAIS E OS CONSELHOS DOS ORGANIZADORES…..

    SERASGUM
    BELÉM
    QUANDO
    CONSELHO DO ORGANIZADOR
    “Saiba em que nicho se meter. Tenha a humildade de saber que ainda não é a hora de cobrar o que acha que vale” (Marcelo Damaso)

    CASARÃO
    PORTO VELHO
    QUANDO
    Velho, RO – 76801-247
    CONSELHO DO ORGANIZADOR
    “Toque o máximo possível. Ser bom e conhecido em sua cidade é o primeiro passo. Uma banda fora do MySpace hoje não existe como banda” (Vinicius Lemos)

    DEMOSUL
    LONDRINA-PR
    QUANDO
    CONSELHO DO ORGANIZADOR
    “Não queira ser o próximo Jota Quest ou Ramones. Escreva um release sucinto e objetivo. Não espere sua chance cair do céu” (Marcelo Domingues)

    GOIÂNIANOISE
    GOIÂNIA
    QUANDO
    CONSELHO DO ORGANIZADOR
    “Só trazemos artistas com nome no circuito. Grave um disco com qualidade, faça muitos shows e tente mostrar que é uma banda ativa e que se movimenta” (Léo Razuk)

    CALANGO
    CUIABÁ
    QUANDO

    CONSELHO DO ORGANIZADOR
    “Forme público, se inscreva em editais, capte patrocínios e entenda que festivais são para troca de contatos e construção de uma carreira num mercado médio” (Pablo Capilé)

    GRITO ROCK
    80 CIDADES
    QUANDO
    CONSELHO DO ORGANIZADOR
    “É fundamental ter condições de bancar a viagem até onde irá tocar. Leia blogs de música independente, desconfie de elogios e não leve críticas pro lado pessoal” (Marcelo Santiago)

    MADA
    NATAL
    QUANDO
    outubro, desde 1998
    CONSELHO DO ORGANIZADOR
    “Veja quais festivais têm programação em que o seu tipo de som se encaixa. Caso existam, envie reportagens publicadas sobre a banda” (Jomardo Jomas)

    ELETRONIKA
    BELO HORIZONTE
    QUANDO
    CONSELHO DO ORGANIZADOR
    “Some esforços com promotores e multiplique sua divulgação. Aproveite a rota que estiver percorrendo para realizar o máximo de apresentações” (Aluizer Malab)

    ABRIL PRO ROCK
    RECIFE
    QUANDO
    CONSELHO DO ORGANIZADOR
    “Mostre interesse. Quem quer viver de música tem que investir, como os produtores fazem. Venda o carro se for preciso. Deixe claro que quer tocar para ter projeção” (Paulo André)

    BOM GALERA, TA BEM EXPLICADO EM POUCAS PALAVRAS O QUE OS ORGANIZADORES PENSAM SOBRE O ASSUNTO, ENGRAÇADO QUE NAO VI NENHUM CONSELHO TIPO ” VAMOS BATALHAR JUNTOS E FAZER FLUIR O SEU TRABALHO, AFINAL DE CONTAS DINHEIRO PAGA AS CONTAS, NINGUEM VIVE SO DE ELOGIOS”.

  302. chamomix comentou em 1/3/2010 às 11:00

    “……Venda o carro se for preciso. Deixe claro que quer tocar para ter projeção” (Paulo André)”

    EITAAAAA ESSE PARECE DA IGREJA UNIVERSAL DE DEUS.

  303. temente a deus comentou em 1/3/2010 às 12:03

    Engraçado, todos os organizadores aqui ridicularizados deram conselhos reais, sobre a vida real. Todos eles são conhecidos, trabalham, produzem, movimentam, enfim, têm um nome. E você, quem é? O que você faz ou fez?

    Quem é esse cidadão que hoje em dia acha estranho um conselho desses? quem é o músico independente que acha estranho ter que possuir um myspace e ser organizado, saber se expor?

    Essa pessoa que vem aqui todo dia reclamar de uma realidade que nem ele mesmo faz parte, tem motivos pra reclamar?

    ficou um comentário até comédia. Você citou ótimos conselhos, todos eles com fundamento, querendo falar mal dos produtores, acabou que você se mostrou completamente por fora de tudo.
    Quem tá despreparado é você, amigo. Isso sem contar a falta de talento.

  304. Bernardo comentou em 1/3/2010 às 18:57

    Quanto pseudônimo.

  305. Renato comentou em 2/3/2010 às 15:40

    Acho que nem todos na Abrafin compartilham da mesma opinião do Sr. Capilé: http://www.laboratoriopop.com.br/recebeMusica.php?materia=O%20racha%20dos%20indies&id=60

  306. Renato comentou em 2/3/2010 às 15:45

    “A Abrafin saiu do seu foco principal, que era fortalecer os festivais”, denuncia Jomardo Jomas, produtor do Mada, em Natal. “Um grupo está aproveitando para colocar muitos festivais para servirem de massa de manobra em negociação com o poder público e conseqüentemente o fortalecimento pessoal de alguns membros da associação e do grupo a que pertencem. O que vemos hoje é todos trabalhando para alguns, enquanto o correto seria todos trabalhando para todos. Muitos critérios utilizados por essas pessoas não são claros”.

    Só faltava a caricatura do Capilé depois dessa declaração do Jomardo Jomas nessa matéria.

  307. o sujo e o mal lavado comentou em 3/3/2010 às 11:53

    Jomardo Jomas faz um festival apelão, que só vai playboy. Vai lá no MADA pra você vê o que aquilo tem a ver com festival independente. Um monte de cafussu curtindo pitty. e o lugar mais bombado é a pista eletrônica, que dessa vez tocou até o funk do aborto.

    jomardo é ninguém, rapá. cara de tremendo mal gosto. Isso são 2 rachas da mesma coisa. Apenas o ego do pessoal que tá indo lá pra cima, aí começam a se estranhar.

  308. chamomix comentou em 3/3/2010 às 13:27

    Quando o cara nao concorda com a politica, eu disse politica adotada e sai fora o cara é prego, nao serve mais. Tipico da politica usa e joga fora. A verdade é que temos bandos de passa fome, metidos a musicos usando a maquina publica pra se autovalorizarem, como nao virarão nada, irão entrar pra politica.

  309. chamomix comentou em 3/3/2010 às 13:29

    “Jomardo Jomas faz um festival apelão, que só vai playboy”, o padrão dos festivais independentes é publico quebrado e que nao tem opinião??? a cultura não é pra todos?? onde fica a parte de alcançar outras tribus com o som “fodão” das banda independetes??? conta outra.

  310. chamomix comentou em 3/3/2010 às 13:32

    “Paulo André, criador do Abril Pro Rock, um dos mais importantes festivais brasileiros (em Recife) e diretor de relações internacionais da entidade. conta que procurou outros caminhos quando percebeu que o rumo político na associação o afastaria de seus objetivos principais.”

    POr que será que o resto da turma nao fala logo que nao tem a postura do cara acima e assume porra que quer virar politico.

    CULTURA COM POLITICA NAO VAI,GILBERTO GIL QUE O DIGA.

  311. Duas coisas interessantes – Auto Reverse comentou em 3/3/2010 às 19:17

    [...] vale a pena dar uma lida também nesta entrevista de janeiro com o Pablo Capilé, no site O Inimigo. A matéria reverberou bastante por conter [...]

  312. Marcos comentou em 4/3/2010 às 10:43

    “jomardo é ninguém, rapá. cara de tremendo mal gosto”.

    Bom gosto mesmo tem o Capilé que quer empurrar Caldo de Piaba e Nevilton a todo custo enfiando esses caras em tudo que é festival.

  313. o sujo e o mal lavado comentou em 4/3/2010 às 13:52

    Pablo capilé também não tem bom gosto. É isso que eu tô falando. é um racha de pessoas iguais. brigando apenas por poder.

  314. chamomix comentou em 6/3/2010 às 6:13

    “Pablo capilé também não tem bom gosto. É isso que eu tô falando. é um racha de pessoas iguais. brigando apenas por poder.”

    MUITA FIRULA PRA FLAR ISSO MANO.

  315. Renato comentou em 6/3/2010 às 22:50

    agora o fabricio nobre tá aqui defendendo o capilE mas eh no minimo curioso a fala do proprio nesse video aqui: http://www.youtube.com/watch?v=NRIeRHuuhew

    pra nao perder tempo, adiante o video ate o 1:36.

  316. Geovani Pires comentou em 12/3/2010 às 22:12

    Aí Capiléééé….uma sugestão, cê vai gostar:

    Olha isso que demais, uma banda que tem uma baita estrutura, toca no Brasil inteiro, viaja o ano todo e ainda banca os custos da viagem pois tem seu próprio ônibus, e o melhor, são independentes e vão levar uma multidão pros ferstivais da ABRAFIN…genial não é? tudo a ver com vocês!

    Leva a Banda Calypso pra tocar nos festivais da ABRAFIN, caaaaaaara!!!!!!!!!!

  317. temente a deus comentou em 19/3/2010 às 12:22

    pelo jeito só sobrou o roqueiro adolescente falido e sem talento.

    Toda vez que o cara abre a boca pra falar mal de alguém, ele se afoga no próprio discurso, prova por A mais B porque ele continua sem sucesso, além da falta de talento, não entende nada de mercado independente.

    ” uma banda que tem uma baita estrutura, toca no Brasil inteiro, viaja o ano todo e ainda banca os custos da viagem pois tem seu próprio ônibus, e o melhor, são independentes e vão levar uma multidão pros ferstivais da ABRAFIN…genial não é?”

    Genial mesmo! é genial uma banda se gerir de tal maneira, ter uma rede de distribuição de seus discos, ter sua própria estrutura!

    obviamente eu entendo a sua crítica. eles não tocam rock! e como você não é profissional, é apenas um moleque falando merda, se ateve a isso.

  318. Geovani Pires comentou em 21/3/2010 às 13:27

    Claro que é genial, meu caro! Menos genial ou espirituoso é você, que, lamentavelmente como a maioria aqui, não entende ironia e esqueceu de copiar e colar o ponto crucial do texto:

    “… tudo a ver com vocês!…” co relação à ABRAFIN e sua conduta.

    Se a beleza ou a força de um festival se estabelecesse pela quantidade de infraestrutura e público que o artista levasse a este festival por um reotrno ínfimo do contratante frente a tamanha facilidade, isso seria o mundo perfeito para esses idealizadores da cultura do “faça você mesmo enquanto eu ganho por você”.

    Resumindo para você, seu……”Temente” : Já que o que importa na filosofia da maioria desses festivais ligados à ABRAFIN, e na cebeça e fábulas verbalizadas pelo Capilé é que quem toque lá ” SE VIRE ” e que, de preferência($LÓGICO NÉ?$) leve um grande público( o que NÃO correponde à realidade e condição da imensa massa de bandas e artistas independentes, LOGO, A ABRAFIN NÃO OS REPRESENTA!), então leva logo Calypso.

    Nada contra essa banda ou gênero musical algum, o tema aqui não é e não deveria ser o “rock” ou banda de “rock”.

    Foi uma ironia às controvertidas atitudes e condutas desses que como a ABRAFIN dão um jeito de ganhar com essa confusão de mercado, com esse sonho colorido, contraditório e “Guevariano” da bandeira da sobrevivencia independente e, sobretudo, com a cabeça confusa de gente como você.

    Foi ironia, sabe? Sarcasmo, duplo sentido.
    Captou seu….”Temente”???

    P.S.: Você que deve ser tão antenado e profissional responde pela primeira vez a um coment curto que aqui postei. Por acaso, o primeiro irônico( entende?). Leu os longos???

    Convido você a ler meus coments anteriores e não tão curtos(que certamente não teve a disposição de ler né?)que o “moleque” aqui postou desde o começo desta polêmica, desde antes do senhor entrar na conversa!

    Aahh…não tenho banda, não sou roqueiro e conheço o mercado independente de perto há 16 anos….mas isso é outro assunto.

    Um abraço, seu….Temente!

  319. temente a deus comentou em 22/3/2010 às 12:17

    O que esperar de alguém que acha utópico o pensamento de Guevara? Depois dessa eu não me instigo a tecer nenhuma palavra em direção a você.

    Assim como guevara acreditava que mais vale ter uma base, ter comida, saúde e escola antes de se ter diversos modelos de carros, ou refrigerantes(a falsa liberdade dos neoliberais). Eu acredito que antes de grandes cachês, é preciso haver os palcos, os espaços, mesmo que pobres. Enquanto eu andar por esse país e conhecer cidades, como a minha, que dispõem de nenhum espaço destinado à cultura independente, eu vou continuar acreditando que uma primeira geração precisa ralar muito, se foder, e construir essas oportunidades. Porque diferente de você eu não penso local e eu tenho noção de como a atividade cultural é escassa nesse país, principalmente no interior.

    (…)

    Ah, se toda banda independente tivesse a visão do Chimbinha. Ele pode tocar de graça em qualquer lugar, porque no mesmo instante os camelôs estão vendendo seus discos, que ele mesmo fabricou e distribuiu entre os ambulantes. No mesmo instante, em diversas outras cidades, o equipamento da banda está alugado por outros eventos.

    Não se vive de festivais, amigo. Sinto lhe dizer. Enquanto um artista não for reconhecido nacionalmente, não há porque sonhar com montantes de dinheiro. E não há como se tornar conhecido nacionalmente, inclusive nos buracos, senão tocando nas maiores roubadas, dando a cara à tapa. Todo mundo que hoje é alguma coisa já fez isso. Não ofende, garanto.

  320. Geovani Pires comentou em 23/3/2010 às 18:16

    ôôô… Temente! De novo não entendeu o sentido das coisas. Se perdeu de novo. Velho, não perco mais meu temnpo com vc. Vai aprender a ler. Interpretar um texto.

    Um beijo pra você outro pro Chimbinha!

    P.S.: Che estava certo, você não.

  321. temente a deus comentou em 29/3/2010 às 21:27

    já eu não posso te mandar aprender a compor, o mais perto disso é: nasce de novo.

    podes beijar quantas chimbinhas quiseres, fica avon.

    P.S: Deixa Che fora de tua conversa fiada e procura algo que encontres sucesso. Não adianta viver de choro. Quando não há talento, não há espaço.

  322. SCREAM & YELL 2.0 » Entrevistão do mês: Romulo Fróes comentou em 1/4/2010 às 5:38

    [...] uma banda de rock de moleque. Eu vi o Pablo Capilé numa entrevista (para o site O Inimigo – leia aqui), e estava todo mundo um pouco com razão, mas eu só fiquei puto de neguinho falar que o China era [...]

  323. Geovani Pires comentou em 1/4/2010 às 9:36

    UI UI…
    O que é um ser frustrado que ataca pra se defender, que sequer conhece o alvo atacado pra vomitar argumentos tão frágeis e sem embasamento só pelo intuito de atacar gratuitamente… O que é um ser fragilizado e amargurado pela ferida da faca da frutração, que antes de sangrar até morrer o seu sangue tão quentinho ainda destila bobeiras adolescentes a quem não conhece…O que é um ser que além de não entender nada acha-se no direito de falar…Olha, já aprendeu a escrever…já ta no meio da caminho eeein?!

    Viva esse mundo democrático na internet, um viva à fuga do tema!

    E um beijo bem no meio da sua meiguice, Temente Ateu!!!

    P.S.1: última chamada: Eu deixo você ler meus posts anteriores!

    P.S.2: Ah, um recado do Che: “Endureça, velhinho! Mas não perca a ternura!!!

    P.S.3: Voltemos ao tema e à compostura, por favor!

  324. Rodrigo Campos-Digao comentou em 30/4/2010 às 12:18

    Nobre

    Responde meu email hehehe

    Abraçao dos raimundos

  325. F. Nobre comentou em 30/4/2010 às 13:28

    Digão, para onde vc mandou o email… eu não recebi!

  326. Marcelo comentou em 13/10/2010 às 20:55

    O reflexo de um Estado brasileiro falido. Não temos mais uma política pública para cultura para o país. Vivemos chorando a miséria da cultura urbana. Sem grana, o modelo usado para levantar a cena rock independente mostra mais falias, não considera o principal agente do sistema da tal cadeia produtiva: O artista ou banda. Infelizmente, sem o apoio das grandes empresas e novas políticas fazem os músicos refém desse modelo. Você diz: Não é justo? Mas qual alternativa? O Debate é esse: Sem apoio de empresas, sem organização, não adianta. Impossível!

  327. Anderson comentou em 30/1/2011 às 1:05

    Muito massa esse movimento

    Tirar férias no Nordeste… esse nordeste realmente é pequeno , ou os locais o nome não importa,São paulo é São Paulo,Rio é Rio, São Luiz é nordeste..

    tem uma outra entidade, a CUFA (Central Única das Favelas), que também trabalha nesse sentido da musculatura nacional
    é muito bom saber ler mentes
    aqui no nordeste tamben tem uma desse ai, é a CÔFO

  328. Uma contextualização do Circuito Fora do Eixo comentou em 15/3/2011 às 11:13

    [...] às bandas, que foi colocada no debate e sobre a qual você também falou em entrevista ao site O Inimigo. Queria que você destacasse como está essa discussão dos cachês das bandas dentro da [...]

  329. UM BOM DEBATE SOBRE AS MARCHAS – PARTE 4 – Okupe a Cidade! comentou em 1/7/2011 às 15:00

    [...] [38] Esse trecho é a resposta de Anderson Foca nos comentários deste site. [...]

  330. Sobre cachês, camarões e carreiras at Jardel Music comentou em 20/11/2011 às 8:17

    [...] diferente. Normalmente associa-se essa postura a uma das figuras centrais do Coletivo, o produtor Pablo Capilé que, num golpe do acaso, proferiu em entrevista a lapidar frase “Eu sou dentro da ABRAFIN um [...]

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